sexta-feira, 16 de julho de 2010

Marina na Record. Apesar de tudo, uma presença marcante.

Na sabatina da TV Record, que pode ser vista aqui, a candidata Marina Silva embora sempre desenvovlta, demonstrou mais uma vez que está se especializando em fazer frases, adotar neologismos e fugir de perguntas. Às vezes fica meio esquecidinha também.

Como seu colega de chapa é bilionário, a pergunta relativa ao imposto sobre as grandes fortunas ficou sem resposta. Preferiu enaltecer o enriquecimento pelo trabalho, embora, em outro momento, respondendo ao questionamento sobre seus bens declarados que são de 150 mil reais, tenha declarado que fez opção por não acumular, daí ser tão pobrinha.

Sobre a discriminação do aborto, se diz contra mas manda para o plebiscito. Sobre a maconha, idem. Sobre a adoção por gays, não sabe. Sobre o Daime, relativiza o uso, mas nunca tomou e não sabe se regulamentaria o uso. Sobre as culpas de Lula, nem pensar em reconhecê-las. Neste último caso ela prefere perder o juizo a perder votos.

Marina nada de braçada mesmo é quando fala de meio ambiente e de Amazônia. Com facilidade mandou o pau no Ministro da Agricultura e no Ministro Mangabeira Unger. Quase pedindo desculpas ao Aldo Rebelo, considera seu relatório um retrocesso e repete o erro de dizer que o texto anistia mais de quarenta milhões de hectares desmatados ilegalmente. É falso. Uma pequena parte pode ser considerada ilegal, dado que à luz da legislação vigente à época, os desmatamentos além de legais eram estimulados e financiados pelo Estado. 

O toque mais interessante foi quando em sua análise sobre os programas assistenciais, mandou o cacête na distribuição de sacolões que chamou de clientelista e formadora de currais eleitorais. Foi ai que tive um "estranhamento" e achei a nossa Marina meio esquecidinha.

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