domingo, 31 de julho de 2011

Vai pra cima Gilberto! Vassoura na mão e uma idéia na cabeça.

O Ministro Gilberto Carvalho não titubeou. "Vamos pra cima de todas as denúncias". Não é bacana? Boto a maior fé. Aliás, o que não falta é denúncia. Neste fim de semana as principais revistas do país trazem as mais recentes. Indícios de corrupção na CONAB, no Ministério das Cidades, na ANP. Quem sabe, na próxima semana vem mais. O governo, obvio, vai apurar tudo direitinho.

Não vale é dizer que se trata de denuncismo. Jogar os fatos apurados por jornalistas e as declarações de gente do próprio governo na vala da mesquinharia é tentativa de engavetar as malfeitorias e passar adiante tapando o nariz. Não vale. O povo, espero, não tapa o nariz. Vamos lá Gilbertão... manda apurar tudo.

sábado, 30 de julho de 2011

"Sem ideais e sem punição a porta da corrupção ficou escancarada". Cristovam Buarque.

O trecho abaixo é do artigo do senador Cristovam Buarque, publicado pelo Noblat (link ai do lado). Mesmo pertencendo ao mesmo partido do Paulinho da Força, o PDT, resta-lhe fôlego para pedir punição aos corruptos como guia para o combate à corrupção.

"Aqueles que além da democracia ainda continuaram lutando pela ética e por bandeiras sociais, ao perderem as convicções e propostas chegaram ao poder e passaram a conviver com a corrupção como um fato natural, não mais um crime da política contra o povo e o país.

Ainda mais grave: a política passou a oferecer o magnetismo das benesses e do enriquecimento fácil. A política permite o salto, de um dia para o outro, da sobrevivência com contra-cheque de assalariado para o poder de manejar bilhões de reais do dinheiro público.

Coincidindo a impunidade jurídica e a falta de valores morais, a corrupção torna-se um filho natural da política e gera netos hediondos, tais como, estradas paradas, porque a licitação foi burlada; alunos sem merenda, por causa do desvio de verbas; uma empresa escolhida no lugar de outra, porque pagou propina. Um triste produto desse casamento é a quebra da confiança nos políticos e a recusa dos jovens de ingressarem na política."

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um problema puxa outro.

A dona Dilma está com um problemão no Ministério dos Transportes e não é com os ratos miudos que ainda estão rodeando o queijo, é com os que virão em lugar dos que já saíram. Ela tem a necessidade de arranjar mais de 20 nomes que ao mesmo tempo sejam honestos e competentes e apadrinhados pelo PR que, segundo afirmam seus membros, continuará com o cofre a pasta. Se a faxina veio a conta-gotas e demorou semanas, as nomeações poderão demorar meses. Pensa que é fácil? Combinar essas três substâncias (competência, honestidade e indicação do PR) é coisa de alquimista.

AL Gore pode dormir na praia sossegado.

Muitos brasileiros conhecem o doutor Luis Carlos Molion. É aquele climatologista brasileiro que apareceu várias vezes em programas de TV para quase solitariamente dizer o que a boa ciência recomenda, ou seja, o aquecimento global antropogênico NÃO EXISTE. Em artigo recente ele assegura que o nível dos mares NÃO ESTÁ AUMENTANDO. Diz ele ao final:

Em Ciência, tem-se uma hipótese de trabalho e usam-se os dados observados para comprovar a validade da hipótese. Na "Ciência das Mudanças Climáticas", os dados são “corrigidos” para se ajustarem à hipótese formulada. Se os dados dos satélites altimétricos não forem "ajustados", existe grande chance que eles venham a comprovar, nos próximos 10 anos, que a variabilidade do nível do mar é natural e, muito provavelmente, está associada ao ciclo da precessão da órbita lunar em torno da Terra. E que a projeção do aumento do nível do mar para 2100 não passa de terrorismo climático, sem fundamentação científica.

Aquecimento global. Um debate interditado mas necessário.

Abaixo, alguns trechos de um ARTIGO da escritora e jornalista australiana Joanne Nova sobre a interdição do debate da "teoria" do aquecimento global antropogênico. Uma boa leitura para o fim de semana.

Climate change suspect must be given a fair trial


by Joanne Nova


Governos de todo o mundo pagaram bilhões para que fossem encontradas ligações entre o dióxido de carbono e o clima, mas muito pouco para encontrar o oposto, e isso é um problema.

Equipes de profissionais têm procurado de alto a baixo por qualquer dica possível de que o CO2 representa uma ameaça, e isso é tudo muito bom, mas ninguém foi pago para encontrar o contrário. CO2 foi condenado sem um advogado de defesa.

É evidente que qualquer especialista em um campo vai colher mais recompensas, fama e fortuna se seu campo é extremamente importante. Por que alguém iria esperar que esses peritos mudariam seu modo de caçar evidências e sugerir que seu campo não deve ser o centro de uma transformação econômica global?

Em lei, se não há defesa, é uma farsa. No mundo dos negócios, se não há competição, é um monopólio. Em ciência, se não houver debate, é propaganda.

O aquecimento global esqueceu o Chile

Parece que o aquecimento global antropogênico resolveu fazer um pit stop em algum deserto africano e esqueceu de dar uma passadinha no Chile.

"Um Adeus às Esmolas". Uma visão interdisciplinar da história econômica mundial.

Ambiente, Tecnologia e Sociedade é a área que estou empenhado em estudar, o que me deu oportunidade de conhecer o pensamento do economista Gregory Clark que lançou em 2008 o livro "Um Adeus às Esmolas". Uma leitura obrigatória para economistas, geógrafos, historiadores e sociólogos que de algum modo se inquietam com as explicações vigentes acerca da história econômica mundial.

Em certo momento Clark afirma "Nenhum deus dominou tão poderosamente os adoradores, forçando-o  aos seus deveres, como o rendimento, que estrutura sutilmente a nossa vida". Em outro instante é enfático: "A riqueza, e só a riqueza, constitui o determinante crucial dos estilos de vida, tanto no interior das sociedades como entre elas".

Seria possivel explicar pelo mesmo processo a diferença econômica entre estados de um mesmo país?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Faxina no quartinho chamado Ministério dos Transportes. E a cozinha?

Tem gente com mania de limpeza. Sei porque vivo com uma há 27 anos. Até a apelidei de superclean. Para essas pessoas a simples idéia de deixar um prato sujo na pia para o dia seguinte é uma tortura. Parece que algo fica zoando em suas mentes... o prato na pia... o prato na pia... O jeito é ir lá e limpar logo.

A que vem isso? Vem a propósito da faxina que a dona Dilma está promovendo no ministério dos transportes de onde já expulsou pelo menos 19 ratos graúdos e médios. Dizem que os miúdos não perdem por esperar. Todos sabem que um ministério entregue ao PR, se fosse limpo viraria um chiqueiro em dias, vindo sujo então... Sendo assim, a limpeza por lá nem era mais questão de asspesia, mas de elegância, o mau cheiro vindo daquelas bandas era insuportável em todos os cantos da República. A faxina impunha-se.

Mas, e o resto da Casa? Como será que estão as dependências ocupadas pelos outros hóspedes, tipo PMDB, PDT, PTB, PSB... E a cozinha? Como será que está a cozinha da República? Alguém vaii lá dar uma olhada ou espera-se que o mau cheiro denuncie a podridão?

Meu falecido pai dizia sempre que voce conhece os donos da casa é quando entra na cozinha. Pratos limpos, copos limpos, panelas brilhando, chão limpo... Tudo isso confirma o cuidado que a família tem com as próprias coisas, com a própria saúde e com quem chega de visita. Em uma casa que tem a cozinha limpa se pode entrar e comer sem medo, em quem mantém a cozinha limpa se pode confiar.

terça-feira, 26 de julho de 2011

No, no, no. No, no, no. No, no, no. No, no, no. Why?

A musiquinha em que a cantora auto-referencia uma negativa ao tratamento em clínica de reabilitação não sai da TV nem das rádios. Os principais programas da TV de domingo último, Fantástico no meio, gastaram o tempo quase inteiro na tentativa de explicar a morte da cantora. Cenas e cenas da moça drogada, bêbada e em situações degradantes encheram o vídeo. Durante esta semana os programas da tarde e os jornais estão na mesma toada. E dá-lhe no, no, no.

Sinceramente, pouco havia escutado a Amy até ela morrer. Não é exatamente o tipo de música que ouço, mas, vá lá, pelo que dizem devia ser boa cantora e todos os artistas devem ser reverenciados. Mas, peraí. O que estão produzindo a partir da morte de Amy Winehouse é uma espécie de homenagem ao vício e ao alcoolismo. Mais ainda, uma glamourização babaca e atrasada uns 50 anos, do rebelde sem causa, do drogado genial.

Se, ao invés de no, no, no, a musica dissesse yes, yes, yes e aceitasse o tratamento do vício, estaria sendo tocada até a exaustão nos últimos dias? Tava nada. De tanto ouvir no, no, no, fico com a impressão de que os entendidos gostavam mais da vida deprimente do que da voz deprimida de Amy Winehouse. Neste mundo, só tem graça o absurdo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Um pouco de IPCC não faz mal a ninguém

Todo mundo já ouviu falar do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, mais conhecido pela sigla (em inglês) IPCC. É o organismo que escreve e reescreve através de seus relatórios a "bíblia" das mudançs climáticas. Com base neles os governos nacionais e a própria ONU se guiam, recomendam programas, estipulam metas, fazem acordos, estabelecem financiamentos e subsídos... enfim, decidem, ou, pelo menos pretendem decidir o futuro do planeta. Bilhões e bilhões de dólares dependem da sua mais importante declaração, da qual decorrem todas as outras sustenta a "teoria" do aquecimento global antropogênico. O último relatório saiu em 2007. Vem outro por ai.

O que nem todos sabem é como os cientistas do IPCC "encontram" os elementos necessários para a suas conclusões. É o seguinte: Divididos em três grupos eles analisam exaustivamente tudo o que foi publicado em revistas científicas a respeito das mudanças climáticas, são os peer-reviewed. Como em qualquer trabalho acadêmico, as referências indicam os trabalhos examinados. Ao final, os cientistas do IPCC fazem seus relatórios. Ou seja, a credibilidade das conclusões do IPCC depende da credibilidade dos trabalhos científicos examinados.

Pois bem. Um projeto liderado por Donna Laframboise do qual participou um grupo de 43 cidadãos voluntários de 12 paises resolveu fazer uma espécie de auditoria a partir das referências do último relatório do IPCC. Tchan, tchan, tchan, tchan... Nada menos que 5.587 referências NÃO SÃO peer-reviewed! São comunicados de imprensa, jornais e revistas, documentos de discussão, documentos de grupos de trabalho e literatura produzida por grupos ambientais. Literatura cinzenta, sem valor científico.

Pronto. Aposto que isso voce não sabia sobre o IPCC, né?

Dizendo as coisas como elas de fato são.

De quintal a reserva legal

Senadora Kátia Abreu.


Artigo publicado no jornal Folha de São Paulo em 23/07/2011

O Brasil prosperou, e já não é quintal; mas, como exportador de alimentos, tornou-se réu ambiental

Houve um tempo em que os Estados Unidos se referiam ao Brasil, em tom jocoso, como "o nosso quintal", dito que aqui acatávamos como fatalismo humilhante.

Os tempos mudaram, o Brasil prosperou, não obstante exibir ainda imenso contencioso de problemas. Mas já não é quintal.

No setor agrícola, por exemplo, o Brasil passou, a partir de meados da década dos anos 1970, de importador de alimentos à autossuficiência.

Duas décadas depois, já disputava na linha de frente o mercado mundial como exportador. Está hoje entre os três maiores exportadores mundiais, com potencial para superar os outros dois. Nessa condição, deparou-se com outro tipo de pressão. Tornou-se réu ambiental.

Embora toda a revolução agrícola aqui processada, graças ao uso intensivo de tecnologia, tenha ocorrido praticamente sem expandir a área de plantio -a ocupação produtiva cresceu, em meio século, apenas 5%, de 23% para 28%-, o país está na lista negra das ONGs (organizações não governamentais) ambientais -a maioria estrangeiras.

É acusado de predador ambiental, não obstante, nesse período, a área preservada dentro das propriedades tenha aumentado 68,5%, já que nelas passou a ser exigido um percentual de vegetação nativa.

Hoje, o Brasil é o único grande produtor de alimentos a ter 61% de seu território intocado.

Não há nada semelhante no planeta, e os produtores brasileiros jamais postularam a redução dessa área de vegetação nativa, que, na Europa, é de -pasmem- 0,2% e nos Estados Unidos, de 23%, para citar apenas as duas regiões que sediam as ONGs que mais veemente pressão política e moral exercem sobre nossa produção rural.

O termo "reserva legal", que consta do Código Florestal, só existe aqui. É uma jabuticaba jurídica, que não agrega nenhuma função ambiental. Foi-nos imposta por essas ONGs, que não se mostram tão indignadas com a degradação ambiental em seus próprios países. Se "reserva legal" fosse unanimidade, não existiria só no Brasil.

O que está em pauta é uma guerra pelo mercado de alimentos, em que o ambiente é mero pretexto.

Alguns nela embarcam de boa-fé, por inocência e desinformação; outros, de má-fé mesmo. Duvidam?

Pois leiam o relatório "Farms here, forest there" ("Fazendas aqui, florestas lá"), da Shari Fem, David Gardiner & Associados, publicado em dezembro do ano passado.

Já no título, diz-se o que se pretende: que o Brasil arque sozinho com o ônus ambiental, enquanto os Estados Unidos cuidam da produção de madeira e de alimentos.

O documento, disponível no site da ONG Union of Concerned Scientists, faz minucioso estudo sobre os ganhos dos setores agropecuário e madeireiro norte-americanos, se obtiverem o que o relatório propõe: produção, aqui (Estados Unidos); preservação, lá (florestas tropicais -Brasil).

Vejam este trecho do relatório: "A agricultura dos Estados Unidos e as indústrias de produtos florestais podem se beneficiar financeiramente com a conservação das florestas tropicais por meio de políticas climáticas, (...), que poderiam aumentar nossa receita agrícola de US$ 190 bilhões para US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030".

Em outro trecho: "Proteger as florestas tropicais através de financiamentos climáticos permitirá aos produtores de biocombustíveis nos Estados Unidos prosperarem com menos preocupações sobre o impacto ambiental de sua produção".

A síntese está nesta frase, de Dwayne Siekman, da Associação de Produtores de Milho de Ohio: "Parar o desmatamento tropical é uma vitória para a competitividade da agricultura dos EUA (...)".

Esses interesses estão mais do que nunca exacerbados com a perspectiva de aprovação, no Senado, do novo Código Florestal. Não se trata, porém, de ambiente, mas de luta por mercados. Querem nos passar de quintal a reserva legal.

O que é espantoso é a adesão entusiástica, quase religiosa, da militância ambientalista do Brasil, endossando as mesmas teses, mesmo as mais desonestas, em nome de não se sabe bem o quê.

Do interesse da população brasileira é que não é.

Bjorn Lomborg e o imposto australiano sobre emissões de CO².

Quem já passou do estado de ignorância para o de mínima informação científica sobre a "teoria" do aquecimento global antropogênico conhece ou já ouviu falar do livro O Ambientalista Cético, de Bjorn Lomborg, lançado no Brasil em 2002 pela Editora Campus. O dinamarquês, hoje com 46 anos, se tornou estrela de primeira grandeza. Foi eleito um dos 100 pensadores do mundo pela revista Política Externa, 2010, uma das 75 pessoas mais influentes do século 21 pela Esquire, 2008, uma das "50 pessoas que poderiam salvar o planeta "pelo UK Guardian, 2008, um dos 100 maiores intelectuais públicos, da Revista Política Externa, 2008 e uma das 100 pessoas mais influentes segundo o Time Magazine, 2004. Coisa para Marina Silva nenhuma botar defeito. Além da fama ganhou muito dinheiro com o livro, que realmente merece ser lido com atenção.

Embora o título induza ao entendimento de que se trata de um cético em relação ao aquecimento global antropogênico, Lomborg não o repele inteiramente, o seu ceticismo é em relação à capacidade e viabilidade de financiamento das medidas que levariam a uma redução significativa das emissões. Segundo ele seria muito mais razoável gastar toda a grana que pudermos com pesquisa e ações de desenvolvimento de longo prazo, como a redução da pobreza, por exemplo. Ele é cético quanto à eficácia das recomendações de protocoloso como o de Kyoto. Como muito menos dinheiro, segundo ele, se resolveria os mais graves problemas da humanidade, inclusive o de prepará-la para enfrentar eventuais aumentos de temperatura e suas consequências.

Pois bem. Há 15 dias,  Bjorn Lomborg veio novamente à cena para critica duramente a criação de um imposto sobre as emissões de carbono proposta pelo governo australiano. Em artigo publicado no The Australian, Lomborg afirma em dois trechos:

"Um imposto de carbono que seja suficiente para conter de forma significativa as temperaturas poderia causar dano econômico generalizado. Isto é porque  fontes alternativas de energia não estão prontos para substituir os combustíveis fósseis.

O que é necessário em vez disso é uma transformação em nossa infra-estrutura de energia para fazer as fontes de energia de baixo carbono mais baratas do que os combustíveis fósseis.

A demanda global por energia vai dobrar até 2050. Baseado no progresso de hoje, as tecnologias alternativas não estarão prontas a desempenhar um papel significativo.

Considere as mais avançadas tecnologias alternativas. Juntos, vento e fornecimento de energia solar tem capacidade inferior a 0,6 por cento das necessidades energéticas do mundo inteiro. Eles não são apenas muito mais caras do que os combustíveis fósseis, mas existem enormes obstáculos tecnológicos a superar para torná-los eficientes".

"Nações em desenvolvimento não têm nenhuma intenção de deixar a força mundo desenvolvido lhes cortar o uso de combustíveis emissores de carbono e reduzir o crescimento econômico interno, que está permitindo que suas populações sair da pobreza. Tentar controlar as temperaturas por meio de cortes de carbono não faz sentido econômico, mesmo para países desenvolvidos".

Em resumo: Mesmo que sejamos generosos e prdoemos as fraudes do IPCC e consideremos a hipótese não provada de que as emissões de CO² das atividades humanas causam o aquecimento global, segundo Lomborg, a solução apresentada não é razoável nem eficiente nem econômicamente viável.

sábado, 23 de julho de 2011

O fracasso de Al Gore

O trecho abaixo é parte de uma imperdível análise que faz Walter Russell Mead, um dos mais importantes especialistas em política externa dos Estados Unidos, sobre a carreira de Al Gore e sua decadente liderança. Mead escreve para a revista The Amerrican Interest e para jornais como o Wasshington Post e o The Wall Sreet Journal. O artigo inteiro, em inglês, pode ser encontrado em O fracasso de Al Gore - Parte II

"O plano verde é um plano para uma constituição global, porque o tratado vai regular a produção econômica em todos os países do mundo. Este é um conceito profundamente invasivo; China, Nigéria, Mianmar, Irã e Vietnã terão de acompanhar e informar sobre cada fábrica, cada fazenda, cada caminhão e um carro, cada gerador e usina de energia em seu território. Muitos estados não têm agora e, possivelmente, nunca terão a capacidade de fazer isso de uma maneira transparente e eficaz. Muitos outros se enganam, ou para obter vantagem econômica ou por razões de segurança nacional. Muitos estados não querem que seus próprios cidadãos tenham esse conhecimento, muito menos os funcionários das potências estrangeiras hostis.

Além disso, terá que ser sanções. Afinal, o que acontece se um país viola seus compromissos no tratado? Se nada acontecer, o sistema entra em colapso devido ao próprio peso do tratado. Mas para isso, a aplicação vai ter que impor penas maiores que as vantagens de desobediência ao tratado. Quem vai monitorar o comportamento de todo o mundo, avaliar o desempenho em relação aos compromissos, as sanções, impostos e multas e depois impor essas decisões?"

Não explicitou Walter Mead, mas uma constituição global leva a uma governança global. Alguém duvida de que há uma ideologia autoritária por trás da religião do aquecimento global antropogênico? Voce está disposto a renunciar ao seu modo de vida em favor de algo incerto e não provado? E se voce fosse um somalí, um sudanês, um indiano pobre, que mais sacrifícios faria em nome de uma governança global?

Liberdade para o dissenso.

O trecho abaixo é de um post da escritora canadense Donna Laframboise, criadora  do NOconsensus.org e diz um pouco a quantas anda o debate entre céticos e alarmistas do aquecimento global.

"Há um senhor com o nome de Greg Laden. Surrealisticamente ele mantém um blog chamado ScienceBlogs.com . Ele tem um PhD em Harvard, mas apesar de tudo a educação, ele ainda não compreende que liberdade de expressão não é uma ninharia a ser deixada de lado sempre que alguém se contraria sobre um assunto.

Poucos dias atrás, ele escreveu :

'Quando você olhar para um negacionista do aquecimento global, você não está vendo uma pessoa que está iludido, mal informado ou mal orientado. Você está vendo uma pessoa que está com a intenção de matar seus netos . Você pode querer tratá-los educadamente, mas não deixá-los pensar por um segundo que você não sabe quais as são as conseqüências de suas ações'. [Negrito acrescentado]

Eu já disse isso antes e vou dizer outra vez: Se, em nome da luta contra o aquecimento global, nós deixamos nossos netos um mundo em que a Mãe Natureza é reverenciado, mas a liberdade de expressão, liberdade de viver onde desejar e ter tantas crianças quanto eles escolherem tenha desaparecido, eles não vão nos agradecer.

Uma vez que comecemos por este caminho coisas realmente ruins vão acontecer. Não há nada que os fanáticos não podem justificar como sendo no interesse de salvar o planeta. Nada."

Os fanáticos da igreja do aquecimento global antropogênico querem demonizar os cientistas que exigem provas de sua teoria. Até hoje elas não apareceram. Suas previsões não se confirmaram, seus modelos são secretos, fraudes apareceram no climate-gate... Confortavelmente instalados sobre um falso consenso político-midiático os alarmistas dão as costas ao debate científico. O tempo, como sempre, revelará a imensa fraude.

Receita para tirar mancha de "óleo".

Está na revista Época e em todos os jornais que a Agência Nacional de Petróleo - ANP, aquele que deveria ser órgão técnico mas foi aparelhada até a portaria transformou-se em cartório onde eram carimbadas as facilidades conseguidas à troco de propina. Com vídeo e tudo. Coisa rasteira, de causar nojo e perplexidade.

A mancha de corrupção pode ser daquelas grandes como o óleo do pré-sal, o que certamente vai exigir muito trabalho, mas apenas um produto - desaparelhamento. Tira de lá tudo que é gente torta sem se importar com a cor da camisa que veste nem com a bandeira que levantou na última eleição. Some com tudo que é indicação política e zera a ordem partidária. Nada de "para o partido". Nada de "para o líder do partido". Nada de "para a campanha do partido". Pega gente competente e diz: Vá lá e faça seu trabalho.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Limpeza geral, já!


Começam a pipocar as canalhices estaduais no ministério dos transportes. A dona Dilma promete passar o rodo da cozinha pra sala sem pena nem dó. Faz muito bem. O problema é que a corrupção não está só naquela casinha do PR. Terá a presidente determinação para limpar a vila toda ou vai ficar só no antro do PR?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Viram no JN? Tem rato nos trilhos.


Conhecem a do Juquinha? Ele gosta de brincar de trenzinho. Não, não é piada indecente, aliás, indecente é, mas não é piada, era o presidente da VALEC que a dona Dilma herdou do governo Lula. A piada é que o cara comprou mais de cinco mil hectares no trecho da ferrovia que só ele sabia por onde passaria. Informação privilegiada é isso ai. Além de se antecipar à valorização obvia das terras na região, a renda do Juquinha nem de longe daria para tanto. Moradores garantem que 20 milhões de reais é pouco para comprar a área. É mais um rato pego no Ministério dos Transportes. Isso não acaba nunca?

A fome na Somália tem a ver, creiam, com o código florestal brasileiro.

Um relatório da Pardue University aponta, entre as principais causas da formação de preços dos alimentos, a demanda por biocombustíveis nos EUA. Uma constatação importante é que um número siginificativo de agricultores está migrando da produção de alimentos para a produção de milho para atender a demanda de etanol. Outro ator importante é a China que aumenta suas reservas de soja. Explicando:

O negócio é o seguinte. Os caras do IPCC disseram que a queima de combustíveis fósseis via emissões de CO² estão aquecendo o seu traseiro e, por causa disso, é preciso substituí-lo por combustíveis mais "limpos". Bastou isso e o etanol se apresentou rapidinho como o combustível adequado. Nos EUA o etanol vem do milho, no Brasil vem da cana-de-açúcar. Para cumprir as metas dos ambientalistas, os governos tascaram subsídios e o agricultor que é besta, mas nem tanto, correu para os braços do governo com a espiga na mão. Mais milho, mais área plantada, mais etanol e menos... alimento! Claro. Menos alimento, alimento mais caro. Claro, de novo!

Na China, com mais gente, e põe gente nessa história, consumindo mais por habitante, os estoques de soja foram ao limite inferior. Que fez o governo? Aumentou a compra e quer repor os estoques. Maior a demanda, maior o preço, claro. Juntando EUA e China, o mundo vem a reboque.

OK. tem fatores climáticos, perdas de safras... mas isso sempre houve e sempre haverá. Lá na Somália houve seca, mas se o mundo produzisse alimento farto e barato a situação seria outra.  Certo é que os preços dos alimentos continuam altos e nada aponta para uma diminuição. Pelo contrário. Com as restrições ambientais em regiões produtoras, como o Brasil, por exemplo, a tendência é de aumento. Menos área a ser explorada, maior o valor da terra, maior a renda, maior o preço... quem estudou sabe.

Indiretamente, o resultado disso tudo tem a ver com as imagens divulgadas ontem pelas televisões do mundo todo sobre a Somália. A ONU, aliás, declarou nesta quarta-feira situação de fome no país (é o nível mais alto de alarme) e pede ajuda internacional. Nada menos que 50% da população passa fome, e não é aquela fomezinha de nordestino na seca não. Como diria o poeta paraibano Jessier Quirino, é hunger, honger, hambre, la faim, 饥饿, 飢餓, quer dizer, FOME internacional, daquelas grandes.

É nessas horas, juro, que gostaria de ver os nossos ongueiros e companhia, Graziano e Marina no meio, todos na Somália, defendendo a reserva legal de 80% em cada propriedade e a produção de etanol em lugar de feijão. Como a mentira é o método desta gente, não duvido que venha algum vagabundo dizer que a fome na Somália é causada pelo aquecimento global.

Nos vídeos abaixo, uma pequeníssima mostra do que ocorre na Somália, enquanto por aqui propriedades seculares são impedidas de plantar e colher.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Já ouviu falar em carboréxicos? Estão por ai e voce pode se tornar um deles.

Os carbofóbicos, voces sabem, são os militantes da igreja do aquecimento global antropogênico, eles estão espalhados em todos os lugares, principalmente nas redações de jornais, em platéias de seminários, em reuniões de premiação, nas ONG's, então, são quase absolutos. Eles crêem, é questão de fé, que o seu ar condicionado vai esquentar o mundo de tal forma que os oceanos vão subir não sei quantos metros, que a floresta amazônica vai sumir não sei quantos milhões de hectares, que o gelo do ártico vai derreter e bater na canela do banhista do Havai, que os bichinhos todos seguirão o urso polar para o forno e assim por diante. Ahhhh, ia esquecendo, eles estão também nas corporações que vendem produtos, máquinas e equipamentos ambientalmente corretos, em partidos políticos fazendo carreira e em instituições de pesquisa que só permitem estudos que "provem" o aquecimento global. O que poucos sabem é que os carbofóbicos produziram a carborexia. Explico:

Segundo o site Climate Change Reconsidered, dois pesquisadores australianos da Queensland University, Searle, K. e Gow, K, realizaram um estudo envolvendo 275 pessoas adultas e chegaram à conclusão de que "quanto mais o sujeito se preocupa com o aquecimento global, maiores os indicativos de depressão, ansiedade e stress". Antes, outra pesquisa já havia relatado o aumento de caso de pacientes que desenvovlem tanstornos obssessivos compulsivos relacionados ao aquecimento global. Por exemplo, fechar torneiras, desligar energia, vigiar o odômetro para economizar combustível... Estes são os carboréxicos. São os sujeitos que desenvovlem uma obssessão por diminuir as próprias emissões de carbono. Precisam, portanto, de um tratamento especializado que começa, provavelmente, por não ler jornais nem ver televisão.

Só lamento que todos os carbofóbicos não se transformem em carboréxicos (eles não são bestas). Adoraria visitar Al Gore no pinel.

Haja vento!

                                         Canoa Quebrada - CE/BR

Quem andou ultimamente pelo litoral brasileiro tem se surpreendido com a presença das pequenas fazendas de vento, como são denominados os parques eólicos instalados com a função de substituir fontes fósseis de energia. Está tudo no balaio do aquecimento global. Aqueles imensos cataventos brancos não estão apenas diminuindo nossas praias e destruindo a beleza cênica (dêem uma olhada em Canoa Quebrada - CE) do nosso litoral. Eles estão dando prejuízo.

Recente estudo realizado pelo pesquisador em energia George S. Taylor, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana Nuclear concluiu que na média as turbinas eólicas ofertam energia durante 30% do tempo, mesmo assim, de forma intermitente, por isso não é confiável e precisa ser somada à outras fontes. A navaliação financeira é que a energia eólica é cinco vezes mais cara que a energia vinda de fontes convencionais. Está aí uma área que merece o interesse de nossos cientistas.

Em alguns lugares da California, nos EUA, a coisa já está como abaixo. Que tal um parquinho desses bem ali em Ipanema?

                                Palm Springs-California/EUA

O código florestal só faz vítimas a soberania nacional e a produção de alimentos.

Desde que comecei a me interessar e a trabalhar em temas relacionados à Amazônia e à reforma agrária, lá pelo inicio dos anos 80, morrem agricultores. Ao milhares. Assim como em qualquer cidade, tem agricultor que bebe, que toma a mulher do outro, que entra no roçado do outro, que desafia o filho do outro, que expande a cerca na propriedade do outro, que não paga dívidas contraídas com outro, enfim, os dilemas pessoais que mal administrados levam ao homicídio em qualquer lugar se repetem também no campo, especialmente nos assentamentos rurais onde há maior densidade populacional.

Infelizmente, para a CPT, sindicalistas oportunistas, intelectuais preguiçosos, repórteres desinformados e ambientalistas espertos, tudo isso é morte no campo e, assim sendo, é culpa dos proprietários rurais, dos latifundiários, dos madeireiros, do agronegócio. Às vezes dá certo, outras, não. É o caso recente, nos informa a reportagem da FOLHA. Aquele casal assassinado no Pará na semana da votação do Código Florestal que pela vontade dos ambientalistas já estava sendo preparado para reeditarem o Chico Mendes do Código, morreu por causa de brigas com outros assentados. Os verdadeiros assassinos empreenderam fuga enquanto a policia federal procurava um fazendeiro malvado.

E agora? Cadê os correspondentes estrangeiros que já divulgavam no mundo todo a pereversidade de nossos produtores rurais? Cadê a nossa Marina para desdizer as acusações ao agronegócio brasileiro? E o Roberto Smeraldi? Não era tudo estímulo oferecido pelo Código como se lá estivesse escrito "podem matar"? Vamos lá... coragem! Apareçam e mostrem o fazendeiro "Fred Kruger" que passou a foice no casal do Pará.

Vai fundo Dilma!

Parece. Parece que a dona Dilma está aprofundando a enxadada e querendo alcançar a canalha do PR instalada nos estados. A dificuldade tem sido manter o ministério na conta do partido (?) e ao mesmo tempo nomear gente honesta para substituir os ratos que estão sendo encontrados por lá. Se conseguir, viva a Dilma!

Embora o Zé Dirceu ache que o que está acontecendo é denuncismo udenista, mais de uma dezena de ratos já foram enxotados do Ministério dos Transportes e do Dnit, principalmente. Ainda é pouco. Essa turma teve quase dez anos para se infiltrar. Em praticamente todos os estados estão eles a representar o Valdemar Costa Neto e a praticar a roubalheira. Exemplo, a rodovia BR 101 no RS que segundo matéria de O Globo publicada pelo Noblat, fez aditivos às centenas, todos para facilitarem a vida das empreiteiras e, obviamente, encheremos bolsos da turma do PR.

Na cúpula, o Blairo Maggi, patrono e patrão do Pagot dá piruetas para não perder de vista o Cofrão. Pagot insiste em se dizer indignado (se ele está indignado, imagine nós os contribuintes e eleitores), Lula teme pela reação dos deputados do PR e de outros partido, inclusive o seu, também enfurnados nas representações locais do Ministério dos Transportes. Alfredo Nascimento quer mais é que esqueçam dele e de seu filhinho mágico.

É. Não parece fácil governar com gente honesta. Mesmo assim, vai fundo Dilma!

terça-feira, 19 de julho de 2011

A discussão do aborto pegou na Argentina. Quando chega por aqui? Estou esperando a marcha da curetagem.

Esta semana não foi só o futebolzinho vagabundo que surpreendeu os argentinos. Uma modelo famosa por lá, a Natalia Fassi, resolveu publicar fotos nas quais simula a prática do aborto. Uma campanha contra o aborto liderada por setores evangélicos do pais. São chocantes. Para os abortistas e aborteiros de lá, assim como os de cá, a campanha exagera na crueza. Pode ser. Não entendo de propaganda. Só sei que gostaria muito de ver imagens que sensibilizem a população a aprovar o assassinato de fetos. Até dou uma dica.

CAMPANHA CONTRA O ABORTO




CAMPANHA A FAVOR DO ABORTO


Quem sabe, para não ver este o povo prefere ver aquele. Convençam-no!

Era pra não fazer nada?

No Blog do Zé (o Dirceu) com link ai do lado, o ex-Ministro sugere que as acusações que estão sendo feitas em relação ao Ministério dos Transportes é denuncismo e faz parte de uma conspiração contra o governo. Para emblematizá-la recorre ao "udenismo", a seu gosto uma espécie de insulto a quem, não sendo "de esquerda" aponta a corrupção no governo. O post merece ser lido pelo que não diz. Não diz, por exemplo, que é a própria Dilma que está metendo a foice a torto e a direito em cabeças herdadas do governo passado, todas elas acostumadas à traquinagem.

Cada vez mais cientistas enxergam a ciência

Abaixo a tradução de um trecho do ARTIGO publicado esta semana por F. Swemson para o American Thinker.

The Hoax Aquecimento Global: How Soon We Forget

A verdade é que o CO² é um gás benéfico e existe em quantidades tão pequenas em nossa atmosfera, que a idéia de que joga um papel significativo e determina o nosso clima é simplesmente idiota. O CO² é compõe menos da metade dos 0,1% da nossa atmosfera, e apenas 4% disso vem da atividade humana. Isso é 16ppm, ou uma parte em cada 62.500 peças de nossa atmosfera. O CO² é o alimento da planta e um componente chave em toda a vida na Terra. As plantas precisam de CO² para crescer e produzir oxigênio.  Animais, por sua vez consomem o oxigênio e alimentos à base de plantas, e expira CO². Sem CO² nada poderia ser verde!

Ironicamente, a audácia das mentiras sobre CO² é ofuscada pela parte mais óbvia do embuste. O fato é que o aquecimento é bom! Ao longo da história, o homem, bem como todos os outros seres vivos, prosperou durante os períodos quentes da Terra, e sofreu e passou fome durante os frios, uma lição que estamos prestes a lembrar nos próximos anos.

Se gritar pega ladrão...


Como dizia sambista Bezerra da Silva, não fica um. Não no Ministério dos Transporte dominado durante todo o governo Lula pela gang do PR, à frente o Waldemar Costa Neto. Coisa asquerosa, mesmo. A cada dia surge um personagem nebuloso e suas falcatruas. A última foi um tal de Fred que sem ser nomeado p. nenhuma, despachava por lá sem ser incomodado pelo Secretário Executivo, o Paulinho Sergio hoje Ministro. Onde já se viu? Que merda de secretário-executivo era esse?

No cofrão dos transportes nem o representante do PT escapou das denúncias. Está devidamente frito. A dona Dilma não substitui a turma porque não cha gente honesta e competente no PR. Como eu já disse aqui, não será tarefa fácil juntar essas qualidades em qlguém daquele partido(?).

Resta à presidente dar uma enxadada na raiz. Arrancar o pé de do PR instalado no Ministério e fazer uma limpa geral. Só que, desconfio, não será o Paulinho a realizar tal tarefa se ele próprio irrigou aquela planta durante anos. Tem que ser geral, de cabo a rabo. Mandem o PR tocar outra quitanda e fiquem de ôlho.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Saudades à flor da pele

Quase nunca trato aqui de assuntos pessoais. Os poucos leitores do bloguinho sabem, mas não posso deixar de mencionar o reencontro, no último sábado, da turma de formandos em agronomia de 1981 b, da Escola Superior de Agricultura de Mossoró, hoje Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA. Num cálculo simples (espero que correto), 27! / 25! 2! = 351 encontros, sendo que a maioria não ocorria há 30 anos.

Em finais dos anos 70 e inicio dos anos 80 o Brasil testemunhava os estertores da ditadura. Respirávamos os primeiros ares de liberdade e democracia. As portas e janelas do autoritarismo estavam sendo arrombadas uma a uma. Nossos ídolos estavam todos de volta e nós, os jovens da época, militantes estudantis ou não, engajados na luta política ou não, nos aprontávamos para retomar o destino em nossas mãos. Que tempos!

Saudades da época? Não. Saudade das pessoas da época. Saudades do olhar das pessoas, de seus gestos, de seus sorrisos, de suas faces, de suas brincadeiras, de suas vozes. Saudade de contemplá-las. Isto, ou, devo mesmo estar ficando velho.

ESTILOS DILMA

O ESTILO DILMA segundo a "Veja".

O ESTILO DILMA segundo o P C do B

sábado, 16 de julho de 2011

Subsídio com nome e sobrenome - bolsa verde.

Desde que se começou a cogitar o impulso às atividades extrativistas ditas sustentáveis na Amazônia, como se elas fossem economicamente viáveis e fossem salvar as populações tradicionais da miséria e gerar uma economia significativa, venho contestando colegas economistas, agrônomos e mesmo políticos da região, especialmente do Acre, onde se implementou um projeto denominado florestania com essa formulação. Já que os seus planejadores foram renitentes, foi preciso o tempo me dar razão. Perderam.

O governo federal criou recentemente o Bolsa Verde. Trata-se de injetar mais 100 reais por mês por família residente em Unidades de Conservação e em Projetos de Assentamento Extrativista. Mais uma política de contenção de agravos ao meio ambiente e de sustentação à subsistência das famílias. Esse é o centro da política social do governo. No caso, a bolsa verde que somada à bolsa família e outros programas tentarão manter as populações locais. Vai dar certo? Não se pode garantir. Sei, porém, que se trata efetivamente de subsídio claro e de reconhecimento da inviabilidade econômica dos sistemas produtivos tradicionais baseados no extrativismo.

Os grupos beneficiados se reproduzirão com mínima de geração de renda. A sociedade pagará um tantinho a mais para que lá permaneçam sem promover agressões fortes ao meio ambiente. Se o custo de vida aumentar, mais bolsa. Poderemos inclusive fazer de conta que estamos remunerando serviços ambientais etc. Teremos o bolsa-ar, o bolsa-rio, o bolsa-flora, o bolsa-fauna... É uma escolha e uma decisão política e será, sempre, subsídio. Transferência de renda da população para um determinado grupo e estamos conversados. Aproveitemos enquanto podemos.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O tiozinho da UNE é um sem-vergonha.


Esse do lado esquerdo simulando uma leitura, embora não tenha frequentado nenhuma diz que fez mais de 40 universidades e é doutor honoris causa em várias delas, o da esquerda, com olhar esperto, embora tenha frequentado três, não fez nenhuma, mas é aos 29 anos o Presidente da União Nacional de Estudante, a UNE.

Pelo jeito, estudar não é bem a vocação de nenhum dos dois. Do primeiro, nada a dizer, quem disse que precisa estudar para ser presidente da república? Mas do segundo, fala sério. Aos 29 anos a maioria dos estudantes de verdade está fazendo doutorado, o presidente da UNE deve ser o tiozinho da sua turma de graudação. Tiozinho esperto, aliás, já que transformou a entidade numa caixa receptora de patrocinio estatal. Grana entrando e saindo pelo ladrão.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (?) declarou que acha normal que a entidade seja financiada pelo governo, afinal a UNE é de interesse público. Eu que militei no movimento só não dou risada porque dói. Onde já se viu tal vagabundagem? O tiozinho da UNE põe a entidade a serviço de partidos e governos, recebe grana para isso, leva a vida de sindicalista pelego que deu certo na vida, não estuda e acha isso normal. Não se envergonha do peleguismo. Que exemplo está dando aos estudantes este vagabundo?

A corrupção grassa na administração pública e Augusto fica caladinho (certamente torcendo para o TCU ou o MP não bater na sua porta), as universidades (veja-se a UnB) são transformadas em escolas de malandragem e bocas de fumo e Augusto fica caladinho (deve estar ocupado enrolando um baseado), a qualidade da educação enrtra no ralo e Augusto fica caladinho (está lendo o manifesto comunista). Putz! O que vou dizer à minha filha de 14 anos? Só me resta contar histórias de antigamente, arriscando não ser levado a sério. É de lascar.

Campeões por antecipação.

José Jorge, ministro do TCU, afirmou com todas a letras que "É impossivel dizer que não haverá corrupção nas obras da Copa". Se referindo à nova lei que estuprou a Lei de licitações para facilitar a roubalheira foi igualmente enfático: "Não conhecer o preço básico não impede que os licitantes combinem preços."

Um ministro normalmente tem essa preocupação de falar em tese, tem a responsabilidade do cargo, tem o ônus politico de suas declarações. Mas para bom entendedor, é como se dissesse que a corrupção foi facilitada para as obras da Copa. Aliás, nem precisava. Todos sabemos disso.

Pode ser que o Mano Menezes seja um mané, pode ser que o Neymar não jogue nada, pode ser que o nosso goleiro se vicie em comer frangos, pode ser que o Messi arrebente... mas é certo que seremos campeões mundiais da corrupção. Nunca na história das Copas tanto dinheiro será gasto em tão pouco tempo por gente tão desonesta.

Instado a comentar a questão, o ministro dos esportes saiu-se com uma pérola. "O Brasil tem instituições adequadas à investigação de qualquer irregularidade". É mesmo, santa? E para prevenir a roubalheira, cadê as instituições? Cadê os gerentes?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

UNE pré paga. Quem diria...

Quem me conheceu no final dos anos setenta lembra que fiz politica estudantil. Era presidente o General Figueiredo e já se respirava algum cheiro de democracia. A ditadura vivia seus estertores, o que não impedia os órgãos de repressão de manter sob controle os jovens mais abusados. Espionagem, deduragem e perseguição ainda se faziam sentir. Congressos estudantis eram muitas vezes clandestinos, programados para um lugar e realizados em outro... Algumas borrachadas, o prendo e arrebento... Bom, quem viveu viu, quem não viveu está vendo agora o contrário.

Não é que o Congresso da UNE se inicia hoje financiado pelo governo? Os meninos estão nadando em dinheiro público, fazem encontros e congressos para gritar a favor. Lá desfilarão sob aplausos as eminências do governo. As pardas e as claras. Onde já se viu estudante a favor? Por isso que os jornalistas estrangeiros se surpreendem. É mesmo dificil de acreditar.

Observando isso depois de 30 anos do tempo em que vivia a luta estudantil chego à conclusão de que estamos mal encomendados. Restaram dois movimentos estudantis. A marcha da maconha e a UNE pré-paga e pelega. Que tempos!

Reinaldo Azevedo e eu...

Postei aqui ontem à noite, dia 12, um pequeno texto em que tentava refletir sobre as perguntas que o jornalista espanhol do El Pais, Juan Árias, se perguntava e aos brasileiros porque o nosso povo não reage contra a corrupção e outras mazelas. Obviamente, não dei as respostas, como poderia sendo apenas um curioso da politica? Apenas aduzi outras inquietações e apontei algumas condições nas quais estamos encalacrados.

Hoje, dia 13, em seu post sobre o mesmo assunto, o jornalista Reinaldo Azevedo ensaia uma resposta e vai mais fundo, mas praticamente repete os meus argumentos. Bom saber que um dos mais importantes jornalistas brasileiros da atualidade compartilha comigo alguns pontos de vista.

Até no nordeste? Alô Al Gore, IPCC, Rajendra, Marina, façam uma visitinha à Baixa Grande.

Nem terminou o frio de rachar que se deu no sul do pais, os JORNAIS publicam que no nordeste a temperatura está batendo todos os recordes. De frio! Os termômetros acharam o caminho de baixo. Onde já se viu? Vaquinhas tremendo de frio, caranguejos procurando a panela, camarão saltitando em busca de uma frigideira, carneiros pedindo lã emprestada... coisa pra tirar o sono de qualquer alarmista do aquecimnento global antropogênico.

Calma, estou brincando. É claro que alarmistas de verdade não deixam de dormir porque as temperaturas estão diminuindo enaquanto crescem as emissões globais de CO². Eles já contam com o consenso da mídia e dos políticos. Isto basta. Em última hipótese eles dirão que o frio no nordeste brasileiro é causado pelo aquecimento global na conchichina. O que não falta é "cientista" pronto pra bancar a teoria desde que, obviamente, seus projetos sejam financiados, a verba pública faça tilintar seu cofrinho e alguma revista famosa publique seus artigos. Prestígio e dinheiro compram qualquer alarme.

O azar dos alramistas é o tempo. O tempo sentido e o tempo vivido. O tempo passa e as previsões não se realizam. Em alguns casos a realidade mostra o contrário, como agora. A linha das temperaturas não bate com a linha do CO². Na Baixa Grande, praia próxima à cidade de Areia Branca no Rio Grande do Norte, pescador tá de ôlho em algum pinguim que possa aparecer para substituir os pássaros da época que sumiram em busca de ares mais quentes. Não é engraçado?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Perguntas incômodas de um jornalista atento.

Nos mostra o Jornalista com JOTA maiúsculo, Reinaldo Azevedo, um artigo de Ruan Árias publicado no principal jornal espanhol, o "El País". Vale a pena ler no link ai do lado.

O jornalista fica indignado com a falta de indignação do brasileiro com a corrupção. Se admira de que possamos por aqui viver tranquilamente enquanto somos assaltados pela corrupção instalada no governo. Fica invocado com o silêncio da juventude que marcha léguas pela maconha, mas não dá um passo contra a corrupção. Que brasileiro é esse, se pergunta o jornalista.

Boas perguntas se faz o jornalista espanhol. Não tenho as respostas. Tenho é as mesmas dúvidas e mais algumas. Me pergunto como o eleitor vota em candidatos que sabe ser corrupto. Como adere com facilidade a discursos que sabe serem falsos. Como perdoa tão facilmente políticos flagrados na mentira e na ladroagem. Como se quer representado por gente que sabe ser inferior moral e intelectualmente. Como segue com admiração gente que desmente hoje o que disse ontem e amanhã o que disse hoje.

Não, eu não tenho as respostas certas para o jornalista espanhol. Só sei que na era da mediocridade os estudantes recebem dinheiro do governo para falar bem do governo, os sindicalistas se locupletam com os recursos do FAT e dos fundos de pensão, os intelectuais elogiam a ignorância, artistas ricos e famosos fazem fila no corredor da Lei Rouanet, a reforma agrária foi pro espaço, os cientistas desprezam o método científico para embarcarem no politicamente correto e receberem mais facilmente financiamento para suas pesquisas, bancos e empresas são sócios do governo, as ONG's rapinam os cofres públicos, a imprensa ou o que sobra dela faz concessões, blogueiros querem financiamento do governo para defender o partido do governo, a igreja vende milagres a qualquer preço, o judiciário senta em cima dos processos esperando a prescrição dos crimes e o legislativo, ora, o legislativo come as migalhas que sobram do banquete do poder.

Será assim para sempre? Creio que não. Tomara que não.

Todo mundo no mesmo time. E que time!

Esse pagot é um pândego. Isso ou estamos todos ficando abestalhados. A síntese de seu depoimento é mais ou menos assim: Não há nada errado no Ministério dos Trasnporte se tudo o que lá fizemos foi de modo colegiado, todos sabiam o tempo todo o que todos faziam. Como só fazíamos coisas honestas, nem sei por que estou aqui:

Caramba! Desse jeito é preciso que o Alfredo Nascimento volte rapidinho com um pedido de desculpas público do governo e da imprensa. Mais um pouco e vai ter fila de cumprimentos no gabinete do Waldemar Costa Neto.

Mas pode ser o contrário. Pode ser que a sujeira no Ministério seja sugada de baixo do tapete e ai sobra a segunda afirmação. Todos sabiam de tudo o tempo todo, o que significa dizer que todo mundo tá enrolado, inclusive o Ministro paulo Bernardo, do Planejamento, que por lá se imiscuia sempre que estava em questão as obras no Paraná.

É claro que o Pagot cumpriu o papel que dele se esperava. Livrou a cara de todos. mas, esperto que é, juntou todos no mesmo balaio. São uma equipe inteiramente limpa. Ou suja. Veremos.

A metade do trabalho é não roubar nem deixar roubar. Mas pense num troço dificil!

Não roubar nem deixar roubar. Ponto final. Só isso e metade do trabalho de um governante estaria realizado. A população pode perdoar decisões equivocadas, compreender dificuldades inesperadas etc. Mas não o roubo. O que se impõe é não roubar nem deixar roubar, absolutamente. Sem nenhuma espécie de concessão, sem essa de facilitar as coisas "para o partido", sem aquela de "prestigiar quem nos ajudou na campanha", sem encher o bisaco em épocas de vacas gordas advinhando futuras vacas magras. Será tão difícil ser honesto na administração pública? Conto aqui duas historinhas que os mais jovens certamente não conhecem.

Quando fui secretário de finanças nos primeiros meses da administração Mauri Sérgio em Rio Branco, a primeira trombada de dei foi com um grupo de canalhas instalado na Câmara dos Vereadores, que queriam compensar no erário o apoio que "davam" ao prefeito no legislativo. Gastei muito dinheiro na campanha, estou endividado, dizia um. O prefeito não cumpriu comigo, preciso de compensação, dizia outro. Agora é nossa vez, dizia o mais vagabundo. Se o prefeito quiser que a matéria passe vai ter que "rezar", dizia o mais violento. Tudo aquilo se traduzia em mais verba para a Câmara dos Vereadores e em facilidades na contratação de obras e serviços. Fiz um levantamento e uma análise de tendência. Não, os gastos requeridos não batiam com o histórico. Pisei no freio, mostrei-lhes a planilha e em menos de dois meses já se lia nos jornais uma moção de desagravo em que os "ilustres" edis me consideravam persona non grata. Guardo-a com orgulho.

A segunda trombada que dei foi com a canalha que repetia o mantra perverso "eu sempre ajudei, eu tenho direito, agora é nossa vez". Era gente do proprio partido e de partidos aliados apresentando a fatura. Aquilo me soava como a cobrança de uma dívida falsa, de um crédito inexistente. Que fatura, cara pálida? Além de nomeações, muitas vezes de gente duvidosa, o que queria aquela gente? Queria facilidades, licitações dirigidas, pagamento de notas falsas e serviços não realizados, superfaturamentos. Parti pra ignorância, como se diz no nordeste. Olha aqui, prefeito, ou essa gente sai da minha antesala, ou saio eu da prefeitura! Me deram cinco tiros, cai fora e a canalha se fartou.

Depois dessa, cheguei à conclusão de que os melhores aliados de um governo estão na oposição. Não pedem, não superfaturam, não nomeiam parentes incompetentes, não vendem sem entregar e, muitas vezes, quando a coisa é bem feita, ainda são obrigados a elogiar. Não é uma maravilha?

Estava pensando nisso enquanto lia que a dona Dilma sacramentou o Paulo Sergio nos transportes. O PR, assim como os outros, está naquela do "eu ajudei, agora é nossa vez". Neste caso, ao que parece, não tem ninguém pra levar tiro.

O outro lado do messianismo sonhático

O presidente do PV, que por conviver mansamente com Sarneyzinho e comer igualmente no cocho das ONG's alarmistas  não deve ter lá muito boas razões, deu entrevistas falando da Marina como quem se desvencilha de um fardo autoritário. Merece ser, peo menos, lido. AQUI

Mais grana emprestada ao Acre. Que vá ao que interessa.

Não conheço em detalhes o destino da grana que o governador Tião Viana está emprestando do BNDES para investir no Acre. Espero que não seja mais grana para a "florestania sonhática" da Marina nem para para a filosofia carnavalesca do Joãozinho Trinta "pobre gosta é de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual".

Pelo que tenho acompanhado, o atual governador do Acre tem a mente mais focada em resultados econômicos. Percebeu onde o sapato aperta. Proponho, mesmo ignorando os detalhes do programa, que estabeleça a geração de empregos permanentes como indicador UM para a escolha das áreas que receberão os recursos. E que crie mecanismos de acompanhamento de metas. Além disso, que pise com força no acelerador da produção. Menos seminários, consultorias, pesquisas socio-econômicas e outras boas intenções que fazem a alegria de meia dúzia e mais foco, mais dureza na aplicação, mais força aos gerentes e mais cobrança.

Outra coisa. Prioridades. Alguns vão ficar reclamando, que fiquem. E cuidado com os ordenadores de despesa. O que não falta é vereador e prepostos de bico aberto e mãos lisas querendo se fazer caixa e cabalar votos para a próxima eleição e, muitas vezes, utilizando este pretexto para se locupletarem.

Bom. Espero e torço que ao cabo o Acre esteja melhor e possa pagar a conta. Afinal, não é dinheiro a fundo perdido e a capacidade de endividamento tem limites.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Paulo Sergio no Ministério dos Transportes. Sigamos seus passos.

A dona Dilma ratificou o secretário-geral do Ministério dos Transportes,  Paulo Sergio Passos. É do PR, o que não atesta boa conduta. Há anos exerce o segundo posto no cofrão dos transportes e em algumas vezes assumiu o cargo interinamente.

Tem um negócio interessante nessa história de cargos no governo. Quando se quer dar uma aparência de honestidade, chamam um "quadro técnico". Por um lado, afirmam uma certa autoridade técnica na execução das obras, por outro, "minimizam" a influência política no órgão. Tolice. Ministro não faz estrada, isso é com os engenheiros. Não pode é ser ladrão. Penso que neste caso, na melhor das hipóteses, o ministério pode estar perdendo um secretário competente e ganhando um ministro fraco. Justamente por não ser politico, um tipo como este pode ser muito mais vulnerável, mais dependente, mais flexível. Ainda mais sendo do PR de Waldemar Costa Neto que por si só desabona qualquer sujeito.

Tive a oportunidade de trabalhar durante um ano no Ministério da Integração Nacional ao tempo em que Ciro Gomes era o titular. Tinha lá um operador, o chefão, o faz tudo, o homem 24 horas ligado, era o Marcio Lacerda, hoje prefeito de Belo Horizonte. O cara mais competente que já conheci. Creiam, nenhuma traquinagem se faria ali sem que ele de algum modo tivesse conhecimento. Penso que o mesmo ocorre com o Paulo Sergio Passos. Sendo ele pertencente ao PR e, ainda, companheiro de anos de comando na pasta, não pode ser inocente. Na melhor das hipóteses foi conivente, fechou os olhos para a malndragem. Não dá pra ser Secretário-executivo durante anos a fio e não saber o que aquele bando fazia ao redor. Não tinha como não ver as faturas que o Pagot pagava. A corrupção por aquelas bandas é sistêmica, um queijão imenso onde todos os ratos se fartam. Sinceramente, mesmo sendo "técnico" não acredito nesse cara. Vai ver era o "mais honesto" que havia no PR. Aguardemos.

Ten Years And Counting: Where’s The Global Warming? Sumiu. Era sonhático.

Abaixo um artigo recente de James M. Taylor, membro sênior da política ambiental no Instituto Heartland e editor-gerente de Meio Ambiente e Notícias do Clima. O original, em inglês, pode ser lido AQUI

Ten Years And Counting: Where’s The Global Warming?
Jun. 8, 2011, by James Taylor.
 
As emissões globais de gases de efeito estufa aumentaram ainda mais rapidamente durante a última década do que o previsto pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e outras agências internacionais. De acordo com os grupos alarmistas, isto prova que o aquecimento global é muito pior do que se pensava. Segundo o UK The Guardian, o aumento das emissões "deveria chocar até mesmo os negociadores mais experientes" nas negociações internacionais sobre o clima a decorrer em Bonn, na Alemanha. Só há um problema com este enredo; as temperaturas globais não têm aumentado durante a última década.
 
A evidência é poderosa, simples, e incontestável. Instrumentos de satélite da NASA que mediram com precisão as temperaturas globais mostram que, absolutamente, nenhum aquecimento significativo ocorreu durante os últimos 10 anos. Este é o caso para as latitudes médias do Hemisfério Norte, incluindo os Estados Unidos. Este é o caso do Ártico, onde supõe-se que os sinais do aquecimento global causado pelo homem seja primeiro e mais fortemente sentidos. Este é o caso das temperaturas globais da superfície do mar que os alarmistas afirmam reter grande parte do aquecimento previsto induzidas pelo homem. Este é o caso para o planeta como um todo.
 
Se as emissões de dióxido de carbono atmosférico é o motor único ou principal das temperaturas globais, então onde está todo o aquecimento global? Estamos falando de 10 anos de aumento dos gases de efeito estufa maior do que o esperado, mas 10 anos de absolutamente nenhum aquecimento. São10 anos de nada, zero.
 
Há uma diferença entre a teoria do aquecimento global e teoria alarmista do aquecimento global. A Teoria do aquecimento global sustenta que certos gases atmosféricos aquecem a Terra. A menos que outros fatores atuem, adicionando mais desses gases a tendência é de aquecer a atmosfera. Isso é bem aceito em toda a comunidade científica. A Teoria alarmista do aquecimento global acarreta a afirmação adicional de que a sensibilidade da Terra a modestas mudanças dos gases atmosféricos é extremamente elevada. Isto está em disputa científica acirrada e tem sido repetidamente contrariada por condições do mundo real do clima.
 
As tendências da temperatura global durante o século XX desafiaram acentuadamente as tendências de dióxido de carbono atmosférico. Mais da metade do aquecimento durante o século XX ocorreram antes do pós-boom II Guerra do boom econômico do pós II Guerra, ainda que as emissões de dióxido de carbono na atmosfera aumentou minimamente durante este tempo. Entre 1945 e 1977, os níveis de dióxido de carbono atmosférico saltaram rapidamente, mas as temperaturas globais diminuiram. Só durante o último trimestre do século houve uma correlação significativa entre as tendências dos gases de efeito estufa e as tendências da temperatura global. A breve correlação claramente desapareceu neste século.
 
O que nos leva de volta para a forte discordância científica sobre se o clima da Terra é extremamente sensível ou apenas modestamente sensível a variações pequenas na composição dos seus gases atmosféricos. O dióxido de carbono é compõe muito menos do que 1 por cento da atmosfera terrestre. Na verdade, podemos multiplicar a quantidade de dióxido de carbono na nossa atmosfera um total de 25 vezes e ainda assim o resultado é menos de 1 por cento da atmosfera terrestre. Os alarmistas afirmam que o pequeno aumento nas concentrações de dióxido de carbono na atmosfera nos últimos 100 anos, de cerca de 3 partes por 10.000 para cerca de 4 partes por 10.000, está causando estragos climáticas. Dados do mundo real de temperatura nos contam uma história completamente diferente.
 
O método científico requer que uma hipótese científica proposta seja testada antes de aceitá-la como verdade. Quando observações do mundo real contradizem a hipótese, você volta para a prancheta. Por mais de um século, as condições climáticas do mundo real têm desafiado a hipótese do aquecimento alarmista global. Isto foi assim, especialmente durante a década passada, quando as temperaturas deveriam aumentar drasticamente se a hipótese alarmista estivesse correta. As temperaturas não estão subindo dramaticamente. Eles nem sequer estão a crescer.
 
Bem, de volta à prancheta de desenho antigo...

Lama, corrupção... Que sina!

As bandalheiras descobertas no ministério dos transportes podem ser o fio de uma meada sem fim que trará à cena outras figuras ilustres da política nacional. Não é de hoje que senadores, governadores e prefeitos se abstecem no cofrão do ministério dos transportes. Campanhas políticas e fortunas privadas foram financiadas pelos buracos de nossas estradas. Uma vergonha. Um amigo do ramo me garante que no Brasil as estradas poderiam ser feitas pela metade do preço se não tivessem que pagar a propinagem que começa no fiscal da obra e termina no Ministro, passando por vários degraus incluindo parlamentares.

Isto pelas velhas regras. Imagine-se agora que só quem sabe o preço estimado da obra é o proprio governo e, obviamente, os amiguinhos empreiteiros. Como diz o meu velho sogro, "o Brasil é muito grande, senão como poderia sustentar tanta roubalheira?". Pior é saber que nada se faz para conter a roubalheira. Pelo contrário. Estão facilitando as coisas para que as obras da Copa do Mundo sejam aceleradas. É a aceleração da aceleração. Não tem jeito desse pacote não sobrar na curva espalhando merda pra todo lado.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O discurso "sonhático" da Marina.

A nossa deusa da floresta, santa padroeira da igreja do aquecimento global, enfim deixou o PV,  partido em que entrou para ser candidata a presidente no ano passado. Sai para criar o SEU partido e por ele se candidatar em 2014. Abaixo, o discurso proferido na solenidade.


“Chegou a hora de acreditar que vale a pena, juntos, criarmos um grande movimento para que o Brasil vá além e coloque em prática tudo aquilo que a sociedade aprendeu nas últimas décadas”. Assim começava o convite para a grande aliança que, em 2010, propusemos à sociedade brasileira. E continuava dizendo que chegou a hora dos que querem viver num país melhor, reinventar o seu futuro no século 21. Que podemos alcançar a democracia que queremos. Que a distância entre o que somos e o que podemos ser não é tão longa se nos dispusermos a começar a caminhada.

Estamos aqui hoje para reafirmar que esta continua sendo a nossa palavra, que vale o que está escrito. Está nesta palavra dada a principal razão pela qual eu mesma e tantos companheiros estamos nos afastando do Partido Verde. Para manter nossa coerência e seguir em frente, em união com aqueles que, embora não se desligando do partido por diversas razões, permanecerão críticos e em consonância com o mesmo pensamento.

A experiência no PV serviu para sentir até que ponto o sistema político brasileiro está empedernido e sem capacidade de abrir-se para sua própria renovação. Se antes dissemos “chegou a hora de acreditar”, afirmo hoje: chegou a hora de ser e fazer, de nos movimentarmos em conexão com as redes e pessoas que expressam a chegada do futuro e o constroem na prática, no dia-a-dia.

A proposta de desenvolvimento sustentável é inseparável de uma política sustentável. Não podemos falar das conquistas de nosso país separando–as da baixa credibilidade do sistema político, dos desvios éticos tornados corriqueiros, da perplexidade da população diante da transformação dos partidos em máquinas obcecadas pelo poder em si e cada vez mais distantes do mandato de serviço que estão obrigados a prestar à população. A ideia de desenvolvimento não pode estar desvinculada da existência de um sistema político democrático consolidado, tanto na sua face representativa quanto na sua imprescindível dimensão participativa direta.

 O resultado mais grave da perversão do sistema político é o afastamento das pessoas da Política com P maiúsculo, pela qual cada um pode ser parte das decisões públicas por meio de suas opiniões, sua palavra, suas propostas, seu voto bem informado e consciente. Quando a representação gerada por esse voto não expressa integralmente o compromisso de se dedicar ao bem comum, a democracia sai trincada, e essa ameaça afeta a todos nós e nosso direito a viver melhor, com mais justiça, mais qualidade de vida, com horizontes mais prazeirosos. Então, é preciso reagir e chamar mais e mais pessoas para um grande debate nacional sobre o nosso futuro.É essa a causa que nos move e nos faz reconhecer, em primeiro lugar, que o propósito de levá-la adiante por meio do PV, na forma como ele hoje se estrutura, não foi possível. E, em segundo lugar, que não podemos relativizá-la para compor com uma cultura política que combatemos e que se mostra impermeável ao novo e ao sentido profundo da democracia.

Manter a coerência e seguir em frente, é o sentido de nosso gesto, repito. Não se trata de uma saída pragmática, com olhos postos em calendários eleitorais. Ao contrário, é a negação do pragmatismo a qualquer preço.

É uma reafirmação de compromissos e princípios. É uma caminhada verdadeira e esperançosa em direção ao nosso foco principal: sensibilizar as brasileiras e os brasileiros que se dispõem a sair do papel de meros espectadores a que vêm sendo condenados pelo atual sistema político para ser uma força transformadora. Força capaz de fazer sua vontade junto a um sistema político superado na sua essência, mas ainda no comando das instituições, tornando-as reféns de privilégios, de interesses setoriais, de alianças e posturas atrasadas, incompatíveis com os desafios que temos para este século.

Hoje, as pessoas se mobilizam por causas muito diferenciadas, se manifestam pela internet, mas tem dificuldades de se integrar, de amalgamar suas diferentes preocupações num grande projeto de país, impulsionado pelo desejo de um salto civilizatório que só acontecerá se interrompermos a trajetória de degradação social e ambiental que é, infelizmente, uma das principais marcas de nossos tempos.


Junto-me a todos que se identificam com esse pensamento, para fazer chegar o momento da integração. De inventar outra cultura política para nosso futuro. Vamos discutir democracia, educação, desenvolvimento, sem as amarras das ambições de poder como um fim em si mesmo, que diminuem e pervertem os sonhos e as intenções.

Não se trata de negar as instituições de Estado e o sistema representativo. Sabemos de sua importância e de seu papel, mas não podemos fechar os olhos para seus desvios. Devemos exigir que saiam de suas velhas práticas e acordem para o presente. Para isso, a sociedade brasileira precisa recuperar a sua iniciativa no campo político, construir coletivamente sua vontade e fazê-la valer.


Nosso debate, hoje, não pode ser o das eleições de 2014. As eleições de 2010 tiveram o papel de fazer a luta socioambiental abrir suas janelas e portas para a sociedade. Fizeram com que milhões de pessoas escolhessem uma proposta diferente. Agora é hora de ir mais fundo. A hora da verdade. Para nós e para a sociedade. Vamos nos reencantar com o nosso potencial para mudar o que precisa ser mudado e preservar o que precisa ser preservado.

Na campanha de 2010 dissemos que deveríamos “ir além dos limites impostos pela falta de grandeza dos interesses e costumes de alguns políticos que se acomodaram à lógica do poder pelo poder, que se tornaram incapazes de assumir plenamente os desafios do presente”. Essa também continua sendo a nossa palavra. Não era vento, não era circunstância, era de fato nossa proposta de Política e de Vida e por ela continuaremos a nos guiar, não importam quais sejam as dificuldades, as maledicências, as armadilhas, as ofertas para deixar por menos.


Como alguém já disse, o ideal que move as pessoas para melhorar o mundo em que vivem, e onde no futuro outros irão viver, deve estar na popa e não na proa, a nos impulsionar para o futuro. Não é hora de ser pragmático, é hora de ser sonhático e de agir pelos nossos sonhos.


*Discurso de Marina Silva durante o Encontro Por Uma Nova Política. Evento realizado nesta quinta-feira, dia 7 de julho, no Espaço Crisantempo (rua Fidalga, 521, Vila Madalena, São Paulo).


E então? Gostaram? Eu, siceramente, acho que a Marina não esteve num dia muito favorável para aquele jogo de palavras no qual é craque. A sua subjetividade fez do discurso um vôo tópico e utópico entre o nada e o coisa nenhuma. A sua necessiddae de parecer diferente parece desprezar o pragmatismo, mas creiam, nada mais pragmático do que entrar no PV e sair do PV. Alianças atrasadas? Basta dar uma olhadinha nos acordos que fez no Acre para ganhar as eleições em 2002.

O discurso da Marina, para variar, criou um neologismo - sonhático. Tem o mesmo significado que a "mulher sem orificio" do Chico Buarque.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

No PR? Non ecxiste.

Consta que a decisão de dar um pé na bunda do Alfredo Nascimento já foi tomada. A dificuldade é com o nome que o substituirá. De fato, se a dona Dilma pretende lá colocar alguém do PR está mesmo em dificuldades. Indicação desa turma é, por definição, um alto risco. Gente preparada e honesta sob a influência do Waldemar Costa Neto, como diria o Padre Quevedo falando de assombração, "non ecxiste". A saída só pode ser indicar um nome qualquer e cercá-lo por todos os lados com gente de outra estirpe. E ficar de ôlho, porque essa turma é sedutora.

Dona Dilma, voce não é o Lula.

Está em todos os jornais e blogs que o ministro moribundo Alfredo Nascimento também tem o seu "ronaldinho" dos negócios. Nos dias atuais, quem não tem, né? O menino, aos 27 anos, já é dono de uma empresa cujo capital social ultrapassa 50 milhões de reais. Nem com consultoria do Palocci uma empresa normal descobriria fórmula tão rápida de enriquecimento. Novos velhos tempos em que a manutenção da base de apoio depende de concessões à roubalheira.

Neste caso o que surpreende é que a dona Dilma tem capital sobrando no Congresso. Não precisa passar a mão no focinho dos ratos do PR. Poderia, além de se livrar do Ministro e seus asseclas, superar o trauma do caso Palocci e mandar de vez uma mensagem para os partidos, o governo e a população de que não tolera a corrupção. Não entendo porque não o fez. Esse ministro já era, não tem mais moral nenhuma, não pode representar o estado, não pode fazer acordos. A impressão que fica é de que a dona Dilma coonesta o mau caratismo, o que significa péssimo sinal para os dirigentes e servidores públicos.

Tudo bem que a dona Dilma faz um governo de continuidade. Mas até nisso? Há limites. Ao Lula a população deu licença para fazer e falar qualquer coisa. É, literalmente, inimputável.  Mas, só ele. Não se atreva a dona Dilma a exigir o mesmo tratamento. Seria um erro impeerdoável.

As "tecnologias verdes" dariam conta do recado?

"A segurança alimentar precisa agora ser obtida por meio da tecnologia verde para reduzir o uso dos insumos químicos - fertilizantes e pesticidas - e tornar mais eficiente o uso da energia, da água e dos recursos naturais".

O trecho acima faz parte de um relatório do mais recente Levantamento Econômico e Social Mundial da ONU. Ver mais AQUI e sugere que a agricultura ecológica seja impulsionada. Como ando pesquisando sobre este tema, tenho cá minhas dúvidas se este é realmente o melhor caminho. Acredito que a agroecologia tem um papel  importante a desempenhar como espaço de reprodução da agricultura familiar, principalmente, e de oferta de produtos mais saudáveis, entretanto duvido muito de que possa responder pela demanda global de alimentos. Esta é uma tarefa da agricultura empresarial, que conquistou espaço e rentabilidade a partir de tecnologias de alto rendimento, o que inclui fertilizantes, maquinária e defensivos.

Em uma condição de crescente escassez de alimentos como a que se vislumbra daqui em diante, parece temerário requerer das tecnologias verdes a produtividade necessária à expansão da oferta. De todo modo, vale a pena promovê-la, senão pela sua participação na produção global de alimentos, pela sua capacidade de gerar empregos no campo.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Olha o frio ai gente!!!

No sul do continente, a partir de São Paulo se registram as temperaturas mais baixas em décadas. Tem até rio congelando. Na Copa América, coitado do goleiro. Se parar, congela. É um bom momento para a Marina Silva lançar o SEU partido do aquecimento global da sustentabilidade. Mais detalhes AQUI e AQUI e AQUI

A terra está esfriando.


Detalhes AQUI

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Depois de morto Itamar causa constrangimento. Que ironia!

Vi no noticiário a dona Dilma em BH fazendo homenagem ao ex-presidente Itamar Franco. Demorou pouco e saiu sem dizer palavra. Na hora pensei "O que será que passou na mente daquela mulher, ao ver ali inerte o corpo do único Presidente da República brasileiro que jamais coonestou auxiliares corruptos, sendo que ela própria acabara de passar a mão na cabeça do ministro Alfredo Nascimento que, sabem até as cafezeiras do PR, representa por seu partido o que há de mais odioso na política brasileira?"

A visita relâmpago ao velório denuncia que não estava nem um pouquinho à vontade. Pudera.

Lester R. Brown e a escassez de alimentos. Um problema verdadeiro e uma teoria falsa.

No site Controversia (link ai do lado) pode ser lido o ARTIGO do Lester R. Brown, presidente do Earth Policy Institute, publicado na revista Foreign Policy e reproduzido pelo jornal O Estado de S.Paulo. Trata-se de um membro proeminente da "teoria" do aquecimento global antropogênico, tem dezenas de livros publicados, recebeu o prêmio do meio ambiente da ONU e foi mencionado pelo Washignton Post como "um dos mais influentes pensadores do mundo".

A questão central do artigo é o que ele chama de geopolítica dos alimentos. No seu entendimento, a escassez de alimentos poderá alterar a correlação de forças que comanda o funcionamento da política global e ameaçar a paz mundial. No último parágrafo Brown dá a receita alarmista:

"Se não conseguirmos aumentar o rendimento agrícola com menos água e conservar os solos férteis, muitas áreas agrícolas deixarão de ser viáveis. E isso vai muito além dos agricultores. Se não conseguirmos nos mexer com velocidade de um tempo de guerra para estabilizar o clima, talvez não sejamos capazes de evitar uma disparada dos preços dos alimentos. Se não conseguirmos acelerar a mudança para famílias menores e estabilizar a população mundial, mais cedo do que mais tarde, as filas de famintos continuarão a aumentar. A hora de agir é agora – antes que a crise dos alimentos de 2011 se torne a nova normalidade." Lester R. Brown (negritos meus).

Ele quer mágica. Em primeiro lugar, "aumentar o rendimento agrícola com menos água". Esqueceu ele o teor de água nos grãos? Em qualquer lugar do mundo, a produtividade agrícola cresce quando principalmente, entre outras técnicas, se recorre à irrigação. É uma questão agronômica de fisiologia vegetal. Com suprimento e contrôle de água, não apenas se obtém maior produtividade por safra como também mais safras no tempo. Fora disso resta a agricultura de sequeiro cuja produtividade é baixa. De modo significativo, mais alimento em área de sequeiro implica mais área plantada.

Em segundo, "estabilizar o clima" é obra divina, o que, penso, não seja a esperança do Brown. O clima é, por definição, instável. Por mais que queiram os carbofóbicos, até agora não se inventou um modo de frear a sua dinâmica.

Em terceiro, o Brown propõe atuar na demanda e "estabilizar a população mundial". Este é o ponto. Pena que não diz como se faria isto nem aonde. Seria, por acaso, ao estilo Bill Gates, com esterilização em massa por meio de vacinas de africanos, indianos, chineses e sul-americanos? Seria com campanhas para liberar e patrocinar a realização de abortos?

Por "esquecimento" Brown não toca em sua receita final em uma questão que permeou todo o texto, que é a conversão de áreas plantadas com culturas alimentares em plantio de grãos com finalidade energéticas. Poderia ter listado uma quarta recomendação, ou seja, "inibir a produção de biocombustíveis". Apesar de saber e referir que a expansão das plantações para biodiesel se dá às custas da disponibilidade de área para alimentos, assumir tal recomendação seria entrar em contradição com os carbofóbicos que têm na substituição do petróleo uma de suas âncoras. Brown não chegaria a tanto.

O artigo de Brown serve, ao cabo, para demonstrar como é difícil, mesmo para alguém com a sua estatura intelectual, enfrentar um problema verdadeiro - a escassez de alimentos, com uma teoria falsa - aquecimento global antropogênico.

Demissão e faxina geral no Ministério dos Transportes. É isso ou a farra continua.

O PR, em Brasilia todos sabem, não é exatamente um partido político. Seu crescimento a partir do governo Lula se deu porque o PT empurrava para lá toda sorte de gente que por notória falta de escrúpulos não servia ao partido do Presidente mas servia na contagem dos votos da base aliada. Há boatos de que deputado recebeu grana viva para mudar pra lá. Imagine-se o que faziam nos órgãos públicos que dirigiam.

Lá esteve, lembremo-nos, o vice-Presidente José Alencar que na ante-sala das negociações endossou, segundo Roberto Jefferson, a transferência de grana para a sigla fazer a campanha eleitoral. O caso está na apuração do mensalão.

Desde o Lula, espertamente, o PR abocanhou o Ministério dos Transportes onde se pavimentam carreiras políticas e contas particulares. Fazer estrada sempre foi uma "mina" como dizem os garimpeiros de grana pública. Alfredo Nascimento, que não nasceu ontem, aceitou como suplente um insignificante servidor do INCRA, sem votos, sem expressão, mas amigo do Lula e com coragem suficiente para ladrar na tribuna do Senado. Isto lhe bastou para se manter no Ministério e lá operar as diretivas do Waldemar Costa Neto, aquele poço de virtudes. Ao grupo se juntou a turma de Mato Grosso liderada por Blairo Maggi e seu testa de ferro, o tal Pagot, que de tão enrolado ainda vai pagar caro.

E então? Voce confiaria num grupo liderado por Waldemar Costa Neto, tendo como operadores Alfredo Nascimento e Luis Antonio Pagot? A dona Dilma confiou. Isto porque o PR tem 40 deputados e lidera um grupo de partidos (?) (PRB, PTdoB, PRTB, PRP, PHS, PTC e PSL). Tudo junto somam 64 votos. Não é pouca coisa, tanto que mereceram um ministério importante. Além disso, o suplente amigo do Lula tinha que ser Senador.

Agora, diante da descoberta da roubalheira, a dona Dilma precisa demitir o Ministro. Urgentemente, para que não fique a impressão de que também passa a mão na cabeça de corruptos. E os 64 votos que o PR lidera? Continuarão onde estão. Não têm para onde ir. Além de demitir o Ministro, a dona Dilma precisa fazer uma faxina geral no Ministério dos Transportes incluindo o DNIT. Vai precisar de muita creolina, mas precisa fazer.

domingo, 3 de julho de 2011

Fronteiras escancaradas.

Desde que o governo brasileiro resolveu falar fino com os colegas da fronteira, mais que dobrou a quantidade de drogas que entra no Brasil. Na campanha eleitoral este foi um tema importante. Serra prometia falar grosso e retaliar, a dona Dilma prometia combate ao tráfico e apoio aos drogados. Até agora, nada. A matéria publicada na página do Augusto Nunes dá uma idéia de como estamos "combatendo" o tráfico. A Policia Federal sofre de inanição, falta pessoal e recursos. No centro da questão, o Acre, que não tem as mínimas condições de enfrentar a violência decorrente do tráfico. Até quando?

sábado, 2 de julho de 2011

Mais um que "não sabia". Itamar vai mesmo deixar saudades.

Parece ironia do destino. No dia em que morre Itamar Franco, o presidente que primeiro atirava e depois perguntava (demitiu o Ministro e só o nomeou depois de inocentado pelas investigações), a dona Dilma afastou o meio campo da Ministério dos Transportes enrolado na proprinagem crônica do setor, mas manteve o Ministro Alfredo Nascimento que, aliás, só está lá para que o suplente, amigo do Lula, se mantenha senador. Alfredo Nascimento que não é leso, como diria o Ronivon Santiago, não pensou duas vezes e já começou o mantra "eu não sabia, eu não sabia, eu não sabia...".

Quem é que pode dizer que ele sabia? Nem a própria Dilma, pois a Erenice aprontava na sala ao lado e ela também não sabia. Há poucos dias foi o Governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que disse que "não sabia" que andar pra cima e pra baixo em jatinhos de empresários contratados pelo seu governo era contra a ética. Chego à conclusão de que ou o Brasil acaba com o "eu não sabia" ou o "eu não sabia" acaba com o Brasil.

Aldo Rebelo no Roda Viva

O vídeo abaixo é o primeiro bloco da entrrevista do Aldo Rebelo no programa Roda Viva desta semana. Nele o deputado explica com facilidade as questões relacionadas ao Código Florestal. Como diria o ministro Nelson Jobim, só um idiota não vê que o Aldo defende os interesses nacionais, já os outros...


Itamar, o Franco.

Se, como Ministro da Fazenda, foi FHC que implantou o Plano Real que nos tirou da barafunda financeira e administrativa, Itamar Franco, como Presidente da República foi o seu maior avalista, seu patrocinador. Esta é certamente a maior obra de sua passagem pela presidência. Mas deixou também lições de caráter.

Confrontado com a iminência de assumir a Presidência, Itamar não levantou um dedo para derrubar Fernando Collor de Melo, coisa rara na política. Assumiu por contingência e no exercício do cargo deu seguidas demonstrações de honestidade. Em determinado momento, sem que hpuvesse provas, mas para preservar a credibilidade do seu governo, sacrificou momentaneamente seu maior amigo, Henrique Hargreaves, e o afastou até que restasse provada sua inocência. Um grande exemplo de compromisso com a verdade e com o pais acima de partidos e interesses pessoais. Hoje em dia tal comportamento é praticamente impensável. Depois do "eu não sabia" foi inaugurada a era da dissimulação, do deboche, do "todo mundo faz". O sujeito só sai o cargo que vilipendiou ejetado com um pé na bunda dado pelas provas provadas, mesmo assim, com garantias de retorno assim que a maré baixar.

Morreu um homem que depois de ser Presidente da República precisou de amigos para manter um nível de vida à altura de sua posição na história. Não enriqueceu, não vendeu consultorias milionárias, não traficou influência, não vendeu prestígio travestido de palestra. De tão verdadeiro era tido pelos lagartos da política como inflexível. Morreu Itamar, o Franco.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Por um código ambiental internacional. Não é uma boa idéia?

DENIS LERRER ROSENFIELD, professor de Filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul escreveu um ARTIGO que merece a nossa reflexão. A idéia é simples, baseia-se no  princípio da reciprocidade que norteia as relações internacionais. Lá como cá. Em matéria de normas ambientais que envolvem direitos difusos e interesses da humanidade, incluindo a própria sobrevivência e a viabilidade das gerações futuras, nada mais justo do que os paises se submetam às mesmas regras. Aposto que o greenpeace, a wwf, a Marina e outras organizações não-governamentais topam na hora. Ou não?

Seis meses depois os governos já tem cara.

Meu velho amigo peemedebista P.B. reclama que ando ausente das coisas do Acre e me pergunta o que estou achando do governo Tião Viana. É, estou ausente mesmo. Mas atento. Depois de 6 meses dá pra dizer alguma coisa. Vamos lá.

Penso que o governador Tião Viana tenta, na medida do possível, recalibrar a florestania, o que siginifica guardar na estante o manual do ambientalismo ortodoxo e adotar a economia real como norte. A diversificação da produção local é fundamental neste processo. Já está provado que aquela história de que o Acre tem vocação florestal, vocação ambiental, vocação extrativista etc., não leva a lugar nenhum. O homem não progride se adptando à natureza, mas transformando-a. Quem se adapta ao meio é bactéria perante o antibiótico. Ou fica mais resistente ou morre.

O problema é que a essa altura a tarefa não é nada fácil. Não é possivel nem desejável dar cavalo de pau e desfigurar o projeto inaugurado há 12 anos. A missão que se impõe é aproveitar a ecologia para gerar renda e emprego máximos e permanentes. Não se faz isso com semente de jarina, é obvio.

A introdução de uma perspectiva de industrialização é boa. Com os canais de exportação abertos e o ganho de competitividade gerado pela Estrada do Pacífico é possível realmente propor alternativas de exploração econômica que sejam viáveis. Quais? Aí está o Xis da questão. Perdemos tempo, energia e recursos pelejando com uma economia que só é boa para dar manchete de jornais, homenagens e seminários. Poderíamos estar hoje mais adiantados, mas ainda há tempo. Pelo que vejo é o que o governador Tião Viana está a fazer. O resto é gerência, combate à corrupção, transparência, diálogo, prioridades.

E a oposição? Bom, esta anda recolhendo insatisfações. Se tiver juizo poderá pelo menos alinhavar um projeto alternativo com começo, meio e fim. Conseguirá? Duvido.