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Há mais que histórias de bombeiros a serem contadas do Haiti.

O trecho abaixo é de uma excelente entrevista do historiador Mario Mestri ao "Brasil de Fato". A entrevista completa pode ser vista no link do Constroversia aio do lado. Mário Mestri "A grande imprensa do Brasil, com destaque para a Globo, retoma a proposta internacional de tratar o Haiti como Estado falido. Ou seja, nação incapaz de se organizar e reger por si só, tendo que ser monitorada, para seu bem. Como está ocorrendo agora! Uma volta aos tempos dos protetorados. A reconstrução pode constituir balão de ensaio para uma gestão não-nacional de territórios por órgãos internacionais, não-estatais etc. As grandes catástrofes são os melhores momentos para o capital realizar reorganizações estruturais de populações e recursos. Nuvens terríveis cobrem os horizontes do povo haitiano. Os trabalhadores e todos os homens e mulheres de bem do país devem se mobilizar contra isso. A primeira exigência deve ser a imediata saída das tropas de ocupação brasileiras do Haiti, substit...

O Brasil e o Haiti

Haiti é o tema da hora. Já se disse até que gerou gigolôs políticos, artisticos, jornalisticos... Fico aqui pensando... por que será que só agora Haiti virou tema da hora? Pobre e negra Haiti é uma nação de última linha. Ninguém se importa. Os que agora se prestam não davam a mínima até outro dia. Fala-se em 130 mil mortos. Choca agora porque são vítimas ao mesmo tempo de uma catástrofe. Morrendo lentamente de aids, de malária ou de subnutrição nunca ativaram os sentimentos nobres de tanta gente. O Brasil, gigolôs à parte, faz o que dá pra fazer. Jamais será ator principal em eventos desta ordem. Não está preparado, não tem expeirencia. Os EUA é que são a polícia e os bombeiros do mundo. Guardemos a nossa megalomania para o bolsa-qualquer-coisa.

A miséria. Eis uma questão que merece conferência e fundo global

O que não faltaram nos últimos dias foram bondades dirigidas ao povo haitiano. Em alguns casos, como disse o jornalista Augusto Nunes, apareceram verdadeiros gigolôs do terremoto - gente querendo se promover às custas da desgraça alheia. É a política se aproveitando, como sempre. Fazendo umas contas sobre o total de doações e gastos previstos para a reconstrução do país, chego à conclusão de que a grana bem poderia vir daquela patifaria de Copenhaguen. Se ao invés de sustentar políticos oportunistas, turistas da ecologia e cientistas de araque, toda aquela grana sugerida na COP 15 fosse destinada ao combate à miséria global, incluindo a do Haiti, muito certamente o meio ambiente agradeceria. Sei. Já existe conferência e fundo para isto na ONU. Uma esmola que não resolve absolutamente nada além de afagar a consciência de certos "humanistas".