Sem essa de onda verde.
Há quem afirme com toda convicção que a performance da Marina Silva decorre de uma "onda verde" que teria alcançado uma parcela importante da sociedade, fazendo com que e ex-ministra seja hoje a caudatária de mais de 20 milhões de votos. Alguns até imaginam que ela pode transferí-los. Discordo e explico. Não há onda verde nenhuma. A votação que a ilustre acreana teve decorre de vários fatores e de uma estratégia que, aliás, ela utilizou em sua primeira eleição ao Senado. Em disputa com os dois favoritos (Aluizio Bezerra e Narciso Mendes) a deputada Marina Silva se posicionou por fora da raia, enquanto os dois se destruíam mutuamente. No final, cansado de agressões e ávido por mudança, o eleitorado tascou o voto na Marina. Aluizio, o "carcará" foi abatido. Sem nenhum demérito à candidata, muito pelo contrário, penso que ela adotou a mesma estratégia. Estimulou o acirramento do debate entre Dilma e Serra, postou-se no campo ético e moderno, aliou-se com intelectua...