quinta-feira, 22 de julho de 2010

Debates, sabatinas e entrevistas. O resto é dispensável.

A dona Dilma está fugindo de debates como o diabo da cruz, o governador do Rio de Janeiro já disse que não vai a nenhum, outros estão tomando o mesmo rumo, ou seja, nada de arriscar a perder votos em situações que podem fugir ao contrôle.

Sinceramente, penso que o clímax de uma eleição é justamente o debate. Aliás, a campanha eleitoral deveria ser limitada a debates. Nada de propaganda, nada de santinho, anda de cartaz, de musiquinha, nada. Se um sujeito, de modo ético, resolve ser candidato, presume-se que seja conhecido daqueles que vão votar, então, pra quê propaganda? Necessário é o debate e as entrevistas, pois nessa hora é que o eleitor fica sabendo o que pensam os candidatos e os compara. Este pensa assim, aquele pensa assado, o outro pensa queimado e assim por diante.

Ocorre que, segundo os marqueteiros, quem está na frente não deve ir a debates porque nada tem a ganhar. Só a perder. Não sou marqueteiro, mas o pensamento tem lógica e de lógica eu entendo. Faz todo sentido. Fica faltando é o verdadeiro compromisso com o eleitor.

Não ir a debates, embora obedeça a lógica da disputa, não obedece a ética. Em alguns casos é despreparo, em outras é menosprezo, em outras ainda é medo de mostrar o rabo preso... De qualquer forma, será sempre um desrespeito ao eleitor.

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