quinta-feira, 30 de junho de 2011

Parlamentares ameaçam tomar o cabresto.

Já disse antes o que penso e sei das emendas parlamentares. São um cabresto no focinho dos parlamentares que por causa delas votam qualquer coisa que queira o executivo, mesmo que sejam porcarias. E não pensem que os encabrestados se ligam na necessidade, na qualidade ou na destinação das obras realizadas com a grana das emendas. Eles querem mesmo é o prestigio que lhes arrendam os prefeitos e, muitas vezes, no "por fora" que pinga em seus bolsos. Nessa velhacaria há parlamentares que literalmente vendem emendas a prefeitos e, depois, correm atrás para liberá-las. Votar de conformidade com o governo é o mínimo que estão dispostos a fazer.

A presidente Dilma parecia ter inaugurado um modo mais republicano de lidar como as emendas parlamentares. No corte do orçamento mandou a tesoura em boa parte e fechou a torneirinha dos ministérios. Até bati palmas para a Dilma. Infelizmente ela está vendo agora que os cães encabrestados podem se unir e se rebelar. A chantagem é descarada. Parlamentares da base aliada (?) mostram os dentes. Se o governo não liberar as emendas prometem colocar em votação e aprovar os projetos que, segundo o governo, confrontam seus planos financeiros. A PEC 300 e a Emenda 29 da Saúde estão no topo da lista. Para reforçar a chantagem chamam à cena os sócios - os prefeitos.

Alguém poderá dizer que esta é a única grana com que contam os prefeitos para realizarem suas obrinhas nos pequenos municípios. Pode ser. Mas mesmo que seja, com certeza esta não é a via correta para acessar recursos públicos. Obras não se justificam por si mesmas. Elas precisam obedecer uma lógica, um plano, um processo de desenvolvimento. E precisam ser honestas. O montante de recursos envolvidos em emendas parlamentares é tão alto que poderia integrar normalmente o orçamento da união e financiar com folga as mesmas obras, só que honestamente e sem os privilégios a determinados parlamentares amigos do rei ou, no caso, da rainha.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cientistas pela restauração do Método Científico.

Amanhã em Washington cientistas se reúnem em defesa da ciência sobre o clima. A reunião dos políticos será no próximo ano, no Rio de Janeiro. O texto abaixo é tradução do convite. 



CFACT convida-o a se juntar a nós no mais importante encontro de cientistas, especialistas em política e cidadãos preocupados em apresentar alternativas que desafiam políticas climáticas prevalecentes. Estamos orgulhosos de juntar-se mais uma vez com o Instituto Heartland para co-patrocinar esta conferência. Heartland são os melhores parceiros que se poderia esperar, e estas conferências são inestimáveis. Você será feliz por estar lá.

Restaurar o Método Científico

O Instituto Heartland sediará sua Sexta Conferência Internacional sobre Mudança Climática (ICCC-6) em 30 de junho e 01 de julho em Washington, DC no Wardman Marriott Park. Heartland reuirá em Washington dezenas de co-patrocinadores think tank e centenas de cientistas em um esforço para "restaurar o método científico" e seu lugar de direito no debate sobre as causas, conseqüências e implicações das alterações climáticas.

O tema da conferência , Restaurar o Método Científico, reconhece o fato de que as reivindicações de certeza científica e previsões de catástrofes climáticas são baseadas em ciência pós-normal, que substitui o método científico por reivindicações de consenso. Esta escolha tem conseqüências terríveis para a ciência e a sociedade. O abandono do método científico causaram o escândalo Climategate e os erros e abusos de peer review pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O cientistas que falarão nesta conferência, e as centenas de outros que são esperados para participar, estão empenhados em restaurar o método científico. Isto significa abandonar a hipótese falha do homem como responsável pela mudança climática, e utilizar a ciência real e uma economia sólida para melhorar a nossa compreensão do clima do planeta em constante mudança.

Graziano, alimentos, biocombustíveis e meio ambiente. Quero uma equação.

Na ressaca da comemoração da "vitória" brasileira na indicação de José Graziano para a direção-geral da FAO e, ainda, levando em conta suas declarações a respeito dos biocombustíveis, achei interessante traduzir e divulgar um trecho do relatório "Estimates of Global Food Production in the Year 2050: Will We Produce Enough to Adequately Feed the World?" publicado em 15 de junho do corrente pelo pesquisador Craig D. Idso, Ph.D do Center for the Study of Carbon Dioxide and Global Change.

Biocombustíveis
por Craig D. Idso.

A produção de energia a partir de biocombustíveis representa um adicional, mas muito importante problema, afetando a segurança alimentar global futura, uma vez que, nas palavras de Spiertz e Ewert (2009), "a produção de biomassa vai competir com culturas alimentares por terras aráveis ​​e escassos recursos de água doce", o que só vai piorar o problema da segurança alimentar e ainda dizimar o que resta da natureza selvagem.

Em um artigo publicado no Journal of Nutrition Vegetal e Ciência do Solo, Rattan Lal (2010) do Centro de Gestão de Carbono e Seqüestro de Ohio State University (EUA), comentou sobre esta preocupação ao escrever que (1) "ainda há mais de um bilhões de pessoas com insegurança alimentar no mundo (FAO, 2009a, b), "(2)" a oferta mundial de alimentos terá que ser duplicada entre 2005 e 2050 (Borlaug, 2009) por causa do aumento da população e mudanças nas preferências alimentares ", e (3)" a demanda mundial de energia também está aumentando rapidamente e está projetada para aumentar em 84% em 2050 comparado com 2005. "E o que torna o problema ainda pior é o fato de que em uma tentativa de atender o aumento previsto na demanda global por energia", a ênfase em biocombustíveis vai impactar fortemente a disponibilidade de grãos para alimentos e os recursos do solo para produção de grãos. "

Como muitas pessoas começaram a perceber a importância deste último problema, Lal indica que os resíduos de culturas estão sendo "amplamente considerados como uma fonte de biomassa lignocelulósica." No entanto, ele diz que a remoção de resíduos de colheita para este fim "não é uma opção ( Lal, 2007) devido aos impactos negativos da remoção sobre a qualidade do solo e aumento da erosão do solo (Lal, 1995)," bem como a perda do resíduo do "impacto positivo" em " numerosos serviços do ecossistema".

Em outra mudança na tática, relatórios de Lal afirmam que solos degradados estão sendo considerados como possíveis locais para o estabelecimento de plantações de energia. No entanto, Lal (2010) observa que, com sua capacidade extremamente baixo para a produção de biomassa e a quantidade de biocombustível produzido no mundo, as terras agrícolas abandonadas não podem atender sequer 10% das necessidades energéticas da América do Norte, Europa e Ásia, citando o trabalho de Campbell et al. (2009) a este respeito. No entanto, mesmo essas considerações são apenas metade do problema.

Além das consideráveis necessidades de terra, Lal escreve que o "estabelecimento de sucesso nas plantações de energia também precisam de nutrientes para as plantas", bem como de um "suprimento adequado de água." E uma vez que um suprimento adequado de água é algo da ordem de 1000 -3500 litros por litro de biocombustível produzido, é, como ele mesmo diz, "um fator importante." E ele observa que esta estratégia também "aumentam a concorrência pela terra e água que são recursos limitados, aumentando assim os preços da cultura alimentar e do gado (Wise et al., 2009). "

Lal fecha sua revisão afirmando que a sociedade não deve ter sua base de recursos preciosos para concedida para os biocombustíveis, afirmando que "se os solos não são restauradas, as culturas vão falhar, mesmo se as chuvas não; a fome irá perpetuar mesmo com ênfase no uso de biotecnologia e cultivos geneticamente modificados; conflitos civis e instabilidade política vão assolar o mundo em desenvolvimento mesmo com sermões sobre direitos humanos e ideais democráticos; e a humanidade irá sofrer, mesmo com grandes avanços científicos ".

Graziano da Silva assume a FAO num momento em que se questiona mundialmente os preços dos alimentos e a expansão dos cultivos para produção de biocombustíveis. Na outra ponta, restrições ao uso da terra e os ambientalistas que o ajudaram a chegar à FAO. Que sinuca!

Na era da mediocridade, o sindicalismo gay toma conta do que vemos na TV.

O erro dos sindicalistas

Os sindicalistas do gayzismo estão cometendo um erro, que tornará, tudo o mais constante, sua luta contraproducente. E a chave está justamente no “gayzismo”. Mais do que reivindicar direitos, estão querendo impor um estilo de vida e uma visão de mundo, que, como se sabe, e é um fato, é da minoria, não da maioria. A estupidez que fizeram com os santos católicos o prova de maneira acachapante. Para eles, tudo pode ser submetido àquela que seria uma nova ética, uma nova estética, uma nova moral, uma nova sensibilidade. E isso é estupidamente falso.

O trecho acima é do jornalista Reinaldo Azevedo em post de hoje (link ai do lado). Vai diretametne ao ponto. Estão exagerando na dose. Os profissionais de mídia, jornalistas e artistas no meio, grande parte assumidamente gays, parecem querer transferir seus usos e costumes para a população como se representassem absolutamente uma tendência natural.

Outro dia, conversando com minha filha de 14 anos ouvi "Pai, daqui há pouco vão mostrar homem transando com homem na novela". Vão mesmo. Assim como houve o primeiro beijo no cinema, o primeiro beijo na TV, a primeira relação sexual (entre homem e mulher) sugerida na novela e a primeira relação explícita na novela, hoje já se tem o beijo homossexual na novela e, em breve, assistiremos gays se atracando no motel bem no horário nobre. Tudo em nome da liberdade. Espero que nesse momento eu ainda tenha o direito de mudar de canal.

O Zodíaco mente.

Ontem comemorei o aniversário de uma pessoa honesta, companheira, sincera, leal, generosa, forte, inteligente, amorosa, íntegra, verdadeira. Não, não é quem voces estão pensando. Trata-se de minha esposa, com quem divido alegrias e tristezas há quase 27 anos. Ter nascido no dia 28 de junho e ser quem ela é serve também para confirmar que o Zodíaco é falso, seus signos não dizem nada. Duas pessoas podem ter nascido no mesmo dia do mesmo ano e serem inteiramente diferentes.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Igreja do Aquecimento Global


Seja sincero. Não tem horas em que voce se sente assim?


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Aposta climática - resultado

Uma aposta interessante, proposta por um aquecimentista (http://www.viasfacto.blogspot.com/) a um cético (http://www.ecotretas.blogspot.com/). Ele pelo menos entregou a mercadoria. A maioria prefere culpar o relógio que nunca lhes dá razão.

Nossa nova e velha juventude

Tava demorando, mas enfim a dona Dilma chama oficialmente o Lula para participar do Governo. Desta vez é para representar o Brasil na África e falar sobre o "empoderamento" da juventude para o desenvolvimento sustentável.

Acho legal esse negócio da juventude fazer política, ainda mais se for pelo desenvolvimento sustentável. Jovens participando da luta contra a fome, contra o analfabetismo, contra a corrupção, contra a poluição, contra o preconceito, por mais verbas para a educação, pela liberdade de expressão... Acreditem, houve um tempo que era assim. Até sinto saudades.

O problema é que no Brasil de ultimamente só vemos a juventude se organizar para receber uma grana do governo para falar bem do governo. Nossa juventude parece ter uns 60 anos. Mas o Lula é um craque, tira isso de letra.

Um bom lugar para a Marina lançar o partido do aquecimento global, digo, da sustentabilidade.


Do UOL on line

Frio faz municípios de RS e SC paralisarem as aulas




Os municípios de São José dos Ausentes (RS) e São Joaquim (SC) estão sem aulas nesta segunda-feira (27) em função das baixas temperaturas.


Em São Joaquim, a previsão é de que as aulas sejam retomadas amanhã no período da tarde. Hoje a previsão era de que a máxima atingisse apenas 6ºC. Ontem nevou na cidade, por volta das 21 horas, quando os termômetros marcaram -2,2ºC.

Em São José dos Ausentes, a rede municipal está sem aulas. A estadual está funcionando normalmente, mas a suspensão do transporte escolar pela prefeitura fez com que boa parte dos alunos não comparecesse. A previsão para retomada das atividades é quinta-feira (30).

A FAO tem um brasileiro, José Graziano. Que faça lá melhor que fez aqui.


Depois de inúmeras derrotas na política internacional o Brasil ganhou uma e emplacou o brasileiro José Graziano, cujas letras acompanho desde os tempos da faculdade de agronomia, na direção-geral da FAO, o organismo das Nações Unidas para a agricultura, em um momento importante. Os preços dos alimentos estão há alguns anos em tendência de alta, o que só pode significar escassez para os paises mais pobres do mundo e, consequentemente, fome, doenças e mortes.

Pelo menos três fatores são essenciais na discussão da segurança alimentar que o brasileiro vai enfrentar. O primeiro, o aumento populacional e, consequentemente, o crescimento da demanda por alimentos. Em segundo, a expansão da produção de biocombustíveis que incorpora e converte áreas plantadas com culturas alimentares. Em terceiro, a crescente pressão por preservação ambiental que resulta em congelamento das fronteiras agrícolas. Uma equação indigesta, portanto.

O resultado dessa equação é, por enquanto, aumento dos preços dos alimentos e permanência da fome nos paises e regiões pobres do planeta. Os ecologistas tem lá seus números. Entre a cruz e a calderinha (biocombustiveis X alimentos) afirmam que é possivel resolver tudo isso na base do aumento da produtividade da área plantada. O agronegócio diz que não é bem assim. A curva de produtividade tem taxas decrescentes a partir de um ponto que já foi alcançado, ou seja, mesmo que a produtividade continue crescendo, crescerá a taxas inferiores àquela necessária para se dispensar a incorporação de novas áreas ao plantio.

Um comunicado recente da propria FAO faz um alerta. Abaixo, um trecho (em espanhol).

"Existe un creciente consenso internacional en que la demanda de materia prima basada en cultivos alimenticios usados en el desarrollo de biocombustibles fósiles ha contribuido al reciente incremento en los precios de los productos básicos ejerciendo mayor presión sobre la seguridad alimentaria mundial. El incremento de los precios de los alimentos es una buena noticia para los productores que venden dichos productos básicos. Sin embargo, sólo una minoría de hogares rurales, incluyendo los de productores, poseen un superávit que pudieran vender en los mercados locale. Por eso el incremento de precios representa una amenaza directa a la seguridad alimentaria."

Por suas declarações anteriores, parece claro que o José Graziano não concorda com a FAO. Já listou os preços do petróleo e o aumento do consumo nos paises emergentes como fatores preponderantes na alta de preços dos alimentos. Ao meu ver, um raciocínio, no mínimo, interessante. Explico:

Se a alta dos preços do petróleo é causa, o mercado manda que o substituto (biocombustíveis) suba de preço, certo? Com isto mais áreas são incorporadas ao plantio e menos área é destinada à produção de alimentos, certo? Com isto menos alimento no mercado e os preços mais elevados, certo? Pois é. Mas o Graziano acha que o impacto do petróleo é apenas direto, via aumento do preço dos combustíveis usados na produção e transporte. Esqueceu os substitutos, ou seja, os biocombustíveis.

De qualquer modo, vamos torcer para que o "nosso" Graziano consiga mudar as coisas por lá, o que, aliás, não conseguiu por aqui a julgar pelo fracasso do Fome Zero. O certo é que existem no mundo mais de um bilhão de pessoas, incluindo alguns milhões de brasileiros, que hoje dormirão com a barriga roncando de fome.

Alto lá, meninas! Devagar com o andor.

Depois da decisão do STF, os GLBTXYZ estão assanhados. Resolveram partir para a provocação e na parada GAY de São Paulo misturaram Santos Católicos com a bicharada. Não creio que seja um bom caminho. Tais comportamentos só podem gerar ódio ao invés de compreensão e tolerância. Não será avacalhando a Igreja que conquistarão o apoio da sociedade.

A neve e o fim do mundo. Ainda estamos aqui.

Recentemente, a Forbes, aquela revista americana mais conhecida por publicar listas de bilionários, publicou um artigo do jornalista James Taylor em que ele compara os aquecimentistas àquele maluco que fez previsões sobre o fim do mundo. A ironia não é sem razão. O engraçado da história é que toda vez que as previsões dão erradas, e sempre dão, as Mães Dinah's do aquecimento global reconhecem que erraram na data mas não no fato. Ora, ora. Pra que servem as previsões se as datas não são críveis? Não é mais lógico dizer que os eventos não aconteceram conforme o previsto porque a tese estava errada? Os alarmistas, assim como os profetas do fim dos tempos acham que a culpa é do relógio que não lhes foi obediente.

Ver o Artigo AQUI

terça-feira, 21 de junho de 2011

Blogueiros muito progre$$istas

Os autodenominados "blogueiros progressistas" se reuniram e depois que o Lula fez lá sua visita e o discurso em que se mistutou aos blogueiros, resolveram escrever uma Carta que, segundo eles mesmos, representa a síntese de encontros estaduais que envolveram mais de 1800 ativistas digitais, seja lá o que eles pensam que isso seja. Deveria ser uma manifestação que afirmasse a liberdade, mas ao invés disso foi uma declaração de adesão ao projeto de tutela da imprensa do Franklin Martins. Além disso os blogueiros reunidos querem que a viúva lhes custeie a boa vida, o que, aliás, já faz com alguns privilegiados. Querem grana do governo, nossa grana, obviamente para falarem bem do governo, e se acham independentes e livres.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mudança climática ou aquecimento global?

Não sendo um idiota, qualquer pessoa já percebeu que pouco se anda falando em aquecimento global ultimamente. O nome do jogo mudou para mudanças climáticas, o que de tão genérico tanto pode significar esfriamento quanto aquecimento, tempestade ou seca. Isto não aconteceu gratuitamente. Trata-se de estratégia de comunicação. Os adeptos da igreja do aquecimento globa perceberam que o tempo anda contradizendo suas previsões alarmistas e então resolveram alterar um tiquinho o jeito de dizer as coisas e mudaram a mensagem. Adotaram a "mudança climática" na tentativa de misturarem as coisas e diminuírem a rejeição às suas previsões catastróficas. Subjacente, a idéia de que a culpa continua sendo do homem e essa mania que ele tem de viver e procriar.

Voces sabem que nos EUA ou o sujeito é republicano ou é democrata. As outras siglas partidárias não tem por lá o valor que tem aqui, talvez porque não acessem fundo partidário nem somem tempo de TV na eleição. Pois bem. Os caras resolveram fazer uma pesquisa entre uns e outros e concluíram que os republicanos aceitavam melhor a existência das mudanças climáticas (60%) do que do aquecimento global (44%). No caso dos democratas a diferença é insignificante. Daí em diante é que, para não chocar o eleitorado, os carbofóbicos largaram de lado o aquecimento global e pegaram no joystick das mudanças climáticas. Mas, não se enganem, o jogo é o mesmo.

Relatórios do IPCC são escritos pelo Greenpeace?

Sabem a promiscuidade entre ong's e órgãos do governo? Não é so no Brasil que acontece. Recentemente foi descoberto que um relatório do IPCC foi escrito por um funcionário do Greenpeace, um tal Sven Teske. No tal relatório o IPCC garantiu que as fontes renováveis de energia poderiam abastecer até 77% das necessidades mundiais até 2050. Esta foi a estimativa mais otimista entre mais de 160 apresentadas em diversos estudos. É assim: os caras do Greenpeace escrevem o que querem e depois vão, eles mesmos, escrever no IPCC que aquilo que escreveram no Greenpeace é a melhor ciência. Que tal? Mais detalhes AQUI

sábado, 18 de junho de 2011

Segurem-se. Vem ai a revolução dos maconheiros.

Noticiam que hoje em mais de 40 grandes cidades se realizaram marchas pela liberação da maconha. Umas foram explícitas, outras, para juntar mais gente, foram acobertadas pelo título "direito de expressão" e enfeixaram tantas siglas que ficou dificil reconhecer quem é quem.  Obviamente, o direito de expressão não está em causa, mas as drogas sim. Desconfio que a qualquer momento alguém vai soltar um manifesto e, ao final, exclamar: Maconheiros de Todo o Mundo, Uní-vos! Espero que a fumaça dessa revolução passe longe de meu nariz.

Alimentos orgânicos. A E. coli chama a ciência.

Ultimamente tenho dedicado uma dose extra de estudo no sentido de compreender a questão ambiental com foco na produção e consumo de alimentos orgânicos que vem crescendo a taxas muito elevadas nos últimos anos, principalmente na Europa, o que significa resposta eficiente da população à sinalização emitida pelas correntes que defendem o consumo de alimentos mais saudáveis. Com a recente contaminação de milhares de pessoas e morte de algumas dezenas pela bactéria E. coli na Alemanha, a partir de brotos de feijão cultivados em fazenda orgânica, o tema ganhou maior relevância. Agora não se trata apenas de promover os alimentos orgânicos em suas características nutricionais, mas de preservar a sua credibilidade como fornecedora de alimentos saudáveis.

É hora, pois, de ciência e paciência. No Portal IG tem um artigo simples e direto que nos ajuda a comprender a questão antes de sairmos por ai a pisotear plantações de alface orgânica.

Ban Ki-moon, Obama, Ong's e etanol.

Leio no site do Claudio Humberto que o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon disse nesta sexta (17), que "combater o desmatamento da Amazônia se trata de uma questão mundial e não somente do Brasil. Segundo ele, as ações adotadas pelo governo brasileiro para impedir a destruição da floresta influenciam a estratégia mundial e fazem grande diferença na campanha contra o desmatamento em todo o globo. Ki-moon encerrou sua visita ao país com uma reunião com a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente)".

É o circulo se fechando em volta da Amazônia, retirando do Brasil, bem ao gosto das organizações e governos estrangeiros, a nossa autonomia sobre a região. A nossa Ministra certamente adorou a declaração feita de encomenda neste momento de debate do Código Florestal. Isto como se a ONU não fosse o eco dos interesses americanos e europeus.

Aliás, noticia-se concomitantemente que os EUA, premidos pela crise, resolveram retirar os subsídios ao etanol de lá. Tudo a ver. Não entendeu? Explico.

Sem subsídios, o etanol de milho lá dos EUA terá custo de produção mais elevado, com isso o preço final também sobe e, assim, perde competitividade em relação, por exemplo, ao nosso etanol de cana-de-açúcar. Se o Brasil tem mais áreas disponíveis, produz mais e o nosso etanol se torna ainda mais competitivo. Lei do mercado não preciso explicar, né? Se as áreas são restringidas como querem os "ambientalistas" de cá, o nosso etanol perde competitividade. Deu pra entender onde se encontram Obama, Ban Ki-moon e as ONG's "inocentes"?

A mentira como método. Deu até no The Guardian.

As ONG's intrnacionais que pautam a mídia brasileira e alguns políticos que delas dependem recorreram também a seus aliados na mídia internacional. Artigos em grandes jornais europeus estão divulgando que por causa da iminente aprovação do relatório de Aldo Rebelo, os madeireiros estão animados e matando lideranças no campo. O The Guardian publicou neste dia 17 um artigo com o título "Why are protestors being killed in Amazon?" que em português seria "Por que os manifestantes estão sendo mortos na Amazônia?". Já na introdução o texto informa:

"Obede Loyla de Souza é o mais recente morte trágica na guerra das florestas do Brasil, levou um tiro a sangue frio por tomar posição contra madeireiros ilegais. Sua morte é a sexta em um mês, e outra adição sombria para um número de mortes de mais de 1000 nas duas últimas décadas."


Pronto. Basta isso divulgado em toda a Europa para que sejamos acusados de matar impunemente mais de 1000 "ambientalistas", sendo que seis foram assassinados apenas neste último mês. Que tal?

Mentira, mentira e mentira. A mentira virou o método desses caras. Em primeiro, já foi provado que pelo menos três das mortes não tiveram nada a ver com madeireiros. Em segundo, as mais de mil mortes apontadas, se de fato ocorreram, foram de pessoas residentes nas áreas de florestas, o que não implica que fossem defensores de qualquer causa e, muito menos, de que suas mortes tenham relação com a exploração de florestas. Em terceiro, o artigo deixa transparecer que as mortes recentes tem a ver com o novo código florestal, o que é uma sandice. Imagine se os perversos pecuaristas e madeireiros iriam, justamente agora, às vésperas da votação, sair por ai liquidando seus deafetos. Só um arrematado imbecil acreditaria numa história dessas. Pelo contrário, se são espertos, estes ladrões de madeira, grileiros e assassinos, estão quietinhos torcendo para que nada aconteça aos tais "defensores da floresta".

É da mentira que vivem os ambientalistas que por aqui querem dar as cartas enquanto em seus países não cuidam sequer da agricultura orgânica, que matou dezenas no último mes com a bactéria E. Colli no broto de feijão. Seria este, aliás, o caso de defenestrar os agricultores orgânicos ou de colocar em dúvida a contribuição da agroecologia para a saúde das pessoas? Claro que não. A agricultura orgânica tem um papel importantíssimo e sua tendência de crescimento deve ser estimulada mesmo que, em alguns casos, problemas de sanidade possam ocorrer.

O certo é que o relatório do Aldo Rebelo está sendo bombardeado dentro e fora do Brasil por este concerto perverso que originado de fora pra dentro quer nos impor uma agenda contrária aos interesses nacionais.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Aquecimento global. É o seu filho, estúpido!

Em 2009 os cientistas Paul A. Murtaugh e Michael G. Schlax, respectivamente do Department of Statistics, Oregon State University, USA e do College of Oceanic and Atmospheric Sciences, Oregon State University, USA, publlicaram na revista científica Global Environmental Change um artigo sob o título "Reproduction and the carbon legacies of individuals", no qual procuram identificar o legado de carbono de um indivíduo e como ele é influenciado por suas escolhas reprodutivas. Ao cabo concluiram que uma mãe americana que resolvesse seguir a cartilha verde e reduzir maximamente todas as suas emissões individuais poderia deixar de emitir 486 toneladas de CO² até o final da vida. Se, contudo, optasse por ter um filho, este sozinho emitiria ao longo da vida 20 vezes mais que o montante por ela reduzido. Conclusão: cada criança que não nasce tem 20 vezes mais eficiencia na redução das emissões do que um adulto possa conseguir seguindo rigorosamente a cartilha carbofóbica.

Deu pra entender porque os ambientalismo anda de mãos dadas com o gayzismo e o abortismo? A ditadura ambiental global que está sendo construída um dia vai dizer a voce com todas as palavras: NÃO TENHA FILHOS! E voce vai obedecer.

Código Florestal. Reinaldo Azevedo mostra a desonestidade da pesquisa do DATAFOLHA

Vejam como ongueiros e seus associados, dependentes e financiados são desonestos nesta questão do código florestal. Acessem a análise que Reinaldo Azevedo faz da pesquisa vagabunda que a WWF encomendou ao Datafolha. Com base nessa calhordice é que estão querendo pressionar os parlamentares a votar contra o relatório de Aldo Rebelo. Gostaria de saber por que raios a CNA não faz uma pesquisa verdadeira, com perguntas verdadeiras do tipo: Voce concorda que uma pequena propriedade rural só possa ser explorada em 20%? Voce concorda que dois milhões de pequenos agricultores que exploram as margens de rios e topos de morros sejam expulsos de suas áreas para dar lugar à floresta e seus macaquinhos?

E a Marina, hein? Tão honesta quando acusa a roubalheira na política, o tráfico de influência... recorre a métodos igualmente deploráveis para sustentar sua interpretação do papel do Brasil na defesa do meio ambiente. Lembro-me de quando ela conseguiu embargar as obras da BR 364. O discurso era: Se tem que fazer, que se faça honestamente, dentro da Lei. Pois bem, Marina, se tem que defender, que defenda honestamente, com métodos e argumentos honestos, com pesquisas honestas, com intenções honestas e claras. O que voce está fazendo é desespero ou má fé. Pense nisso em suas orações.

Aprovado o RDC - Roubo-Desvio-Corrupção. Agora começam as obras da Copa de 2014.

Estava lendo sobre o regime diferenciado de contratação que o Governo Federal aprovou ontem na Câmara dos Deputados para que as obras da Copa sejam realizadas em tempo hábil e me lembrei da construção da Tongtian (avenida para o céu) que dá acesso ao Monte TianMen (porta do céu) e os chineses construíram entre 1998 e 2005. Nos slides abaixo dá pra ter uma idéia das dificuldades da obra. A partir da cidade de Daiong o topo fica a 1280 metros de altitude. Depois de 99 curvas na estrada, o sujeito tem que subir ainda 999 degraus para terminar o trajeto. Se preferir pode ir no teleférico que cruza os céus em 7,5 quilômetros.

Lá na China também tem um Regime Diferenciado de Compras. É simples. Se roubar, vai em cana. Se desviar material, vai em cana. Se receber propina, vai em cana. Se der propina, vai em cana. Com este RDC a China faria os "caixões-estádios" da Copa em no máximo dois anos. Ao invés disso, cá no Brasil preferimos um RDC do tipo Roubo-Desvio-Corrupção. Serão 3 anos de farra com o nosso dinheiro acobertada pela nova lei. Ao final, cada uma das obras terá consumido o dobro dos gastos inicialmente previstos, serão de má qualidade e entregues fora das melhores condições. Os políticos farão as inaugurações de praxe, desfilarão suas vaidades, garantirão suas eleições e terão assegurada a riqueza de sua quarta geração. O povo... bem, o povo aplaudirá. É pra isso que serve.




quarta-feira, 15 de junho de 2011

Biocombustíveis ou alimentos? Um dilema que ainda vai render.

Recentemente o cientista M.Indur Glokany que entre numerosas atividades relacionadas ao meio ambiente, energia e politicas públicas, foi representante dos EUA no IPCC, escreveu recentemente um artigo explosivo. Sob o título "Could Biofuel Policies Increase Death and Disease in Developing Countries?" publicado no Journal of American Physicians and Surgeons 16: 9-13, o artigo põe em questão os impactos da produção de biocombustíveis no desenvolvimento econômico e conclui que o saldo tem sido morte e pobreza. Segundo seus cálculos cerca de 200 mil pessoas morreram em 2010 devido à expansão da produção de combustíveis que empurra mais pessoas para a pobreza com o aumento dos preços dos alimentos. Mais ainda. Segundo o autor, apenas os biocombustíveis provocam indiretamente mais mortes do que as que o IPCC atribui ao "aquecimento global". O típico caso em que o remédio mata mais que a doença, supondo que a doença exista.


Mais informações, em inglês, podem ser lidas no site do Journal AQUI

Maconheiros em festa. Se abriu para a maconha...

O STF de vez em quando dá um passo atrás. Semana passada foi a liberação de um assassino, hoje deu mais um ao liberar manifestações a favor da liberação da maconha. Sob o pretexto da liberdade de expressão entenderam vossas excelências que viciados podem se reunir e defender em caminhadas a liberação do uso de maconha. Triste dia. Engraçado é que podem defender mas não podem fazer apologia. Quem vai notar a diferença? Espero que homofóbicos e nazistas não tenham a mesma idéia.

Gente, cadê o Sol? Ele não deveria estar ali?

O site português ECOTRETAS deve ser acompanhado por quem não quer comer na mão dos carbofóbicos aquecimentistas que inundam as páginas de jornais e as reportagens de TV diariamente. Nos últimos posts, o blog chama a atenção para a tendência de diminução da atividade do SOL e para a persistência da NEVE que teima em se manter em alguns lugares e, em outros, apareceu antes do tempo e em proporções não previstas.

No Brasil se observou recentemente fenômenos equivalentes. Nunca na historia deste pais o "aquecimento global" fez tanto frio no sul quanto neste ano.

Dilma é quem sabe. Dilma é quem tem a caneta.

Para variar a conta começa a ser apresentada ao governo pelos aliados. Cargos e emendas. As demandas caem primeiro no colo da mãe Ideli e depois seguem para a mãe Dilma canetar. Não são pucos os cargos nem pouca a grana que saciará os interesses em jogo. Até agora a mãe Dilma se portava bem quando impunha um certo escrúpulo na apresentação de nomes. O seu tino gerencial lhe recomendava que tivesse cuidado com os apadrinhados, o que, aliás, retardou a posse de muitos indicados. E agora? Será que manterá a linha ou abrirá de vez as portas para a incompetência e a gatunagem? Veremos.

De qualquer modo seria bom inspirar-se no General Montgomery conforme nos relata o jornalista Pedro Couto em Artigo de hoje no site Tribuna da Internet. Abaixo um trecho.

O general Montgomery, subcomandante em chefe das Forças Aliadas na Segunda Guerra, que arrasou as forças de Rommel no norte da África e atuou no desembarque heróico da Normandia, escreveu um livro sobre a dificuldade eterna de selecionar pessoas. Ele se reduziu a quatro tipos básicos: o inteligente com iniciativa. A ele podem ser delegadas funções de comando. Os inteligentes porém tímidos. Devem ir para o planejamento. Os “burros” sem iniciativas. Estes podem ser aproveitados para executar tarefas que lhes sejam fixamente atribuídas. Finalmente Montgomery qualificou os “burros” com iniciativa. Estes – deixou escrito – são perigosíssimos. Não devem ser escalados jamais. São capazes de destruir o próprio Exército inglês.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O Código Florestal e a questão nacional. Aldo Rebelo aponta o dedo.

No artigo abaixo, publicado hoje na Folha de São Paulo, o deputado Aldo Rebelo indica quem está por trás das pressões internacionais e anti-nacionais contra seu relatório. Nem é preciso dizer que está à frente da entrega de nosso país travestido de seres iluminados defendendo o Brasil. Penso sinceramente que as pessoas, lideres políticos ou não, que fizeram a opção pela superação do sentimento nacional, portanto estão em luta pela preservação ambiental em outra dimensão, têm todo o direito de realizar sua luta. Mas que seja de modo claro, honesto. Já disse certa vez. Como brasileiro, só aceito a entrega da Amazônia quando puder andar de pijamas no Palácio de Buckingham. Há, contudo, quem se contente em receber homenagens e plaquinahs em convescotes.

Aldo Rebelo: O Código Florestal e a questão nacional - Portal Vermelho

Código Florestal. As mistificações de Marina Silva no Roda Viva.

"Como é bom estar entre amigos..." assim começa o Salmo 133 que certamente a evangélica Marina Silva repetiu para si mesma durante a entrevista de ontem no Roda Viva, comandado pela loiríssima Marilia Gabriela.

Aquele que já foi o melhor dos programas de entrevistas exerceu ontem um papel ridículo. Pôs para compor a cena jornalistas amigos da Marina ou nítidos desconhecedores do código florestal (tema principal). Todos, sem exceção, pareciam psicologicamente algemados perante a rainha da floresta. Ficaram mudos. E ai, com licença para mentir, ela nadou de braçada. Sem freios e sem interrupções exercitou seu esporte preferido que é o jogo de palavras e a mistificação.

Anotei alguns pontos perante os quais um Aldo Rebelo, uma Kátia Abreu ou mesmo um Reinaldo Azevedo faria Marina mudar o tom. Vejamos algumas afirmações da Marina. Comento em Azul.

"No ministério conseguimos reduzir o desmatamento e ao mesmo tempo aumentar a produção agropecuária." Marina Silva.

Dito assim parece verdade, mas uma coisa não tem a relação direta com a outra como afirma a Marina. A redução não foi da área desmatada. O que se reduziu foi a taxa anual de desmatamento. No melhor ano da Marina, ainda foi desflorestado mais de UM MILHÃO DE HECTARES ou campos de futebol como gostam os jornalistas. Ou seja, o crescimento da produção não tem a ver com nada que a Marina tenha feito.

"O relatório do Aldo Rebelo anistia quem desmatou até 2008 e abre a possibilidade de quem não desmatou agora desmate." Marina Silva.

Falso. O relatório apenas reconhece que quem desmatou no limite legal que a lei da época permitia, fica livre de multas e de recomposição. Não pode é lei nova retroagir para prejudicar. Além do mais, isto se aplica apenas nas áreas de até quatro módulos rurais, ou seja, contempla os pequenos agricultores. Os grandes proprietários estão fora dessa. Estranho é que a Marina não exemplifique. Eu exemplifico: Como a Marina quer, um agricultor no Acre que possua um módulo rural (a maioria dos assentado possui essa área) com cerca de 100 hectares, terá que reflorestar com dinheiro do próprio bolso 80 hectares da sua área e sobreviver plantando em apenas 20%. Simples assim.Que tal? São estes que ela chama de desmatadores anistiados.

"Os assassinatos na mesma semana da aprovação do relatório dão a medida do que pode acontecer no futuro se o relatório virar lei." Marina Silva.

Falso. Todos já sabem que das cinco mortes, duas foram motivadas por encrencas pessoais. Coisa de marginais. Não pensem que só existem anjos entre os "sem terra". Além disso, todos os dias morre algum agricultor, entre eles algum membro de sindicato, a motivação normalmente é bebedeira, vingança, roubo, etc.

"Em Mato Grosso o desmatamento subiu na expectativa de aprovação do relatório de Aldo Rebelo." Marina Silva.

Falta de lógica. Se o relatório apenas sanciona desflorestamentos em pequenas áreas e antriores a 2008, o que tem a ver novos desmatamentos com isso? Nada. Ela sabe disso. Se aumentou ilegalmente foi por afrouxamento dos controles pelo Estado.

"O IPEA fez um estudo demonstrando que milhões de hectares serão anistiados com o relatório de Aldo Rebelo". Marina Silva.

Falso. Para chegar a este número, o "estudo" sob comenda que o IPEA realizou parte do pressuposto de que todos as áreas desmatadas nas pequenas propriedades que excedam a atual norma, mas que eram legais na época em que foram desmatadas, seriam recompostas e, não sendo, como o relatório prevê, passam a constituir anistia, o que não é verdade. Essas áreas são reconhecidas como legalmente desmatadas porque assim dizia a lei na época em que foram desmatadas. Não são passivo ambiental coisa nenhuma.

"No exterior estão calados em relação ao código florestal porque lá eles sabem que aqui o povo já tem uma consciência ecológica." Marina Silva

Esta foi de rir. Em primeiro, os europeus não estão calados. Eles estão falando e muito através das ONG's e dos políticos que financiam. Em segundo, governo nenhum no mundo poderia dizer diretamente qualquer coisa a respeito, simplesmente porque em nenhum pais no mundo existe uma legislação ambiental do tipo que a Marina quer aplicar. Quer saber? Vá a Marina na Europa, em qualquer pais, e proponha uma reserva legal na propriedade, nem que seja de 1%. Vá e corra porque seguramente vai levar um pé na bunda.

Infelizmente, a Marina disse o que quis sem ser questionada. Nenhum dos jornalistas presentes ousou contestá-la. Não por falta de motivos, mas porque ela estava ali para desfilar e não para debater.

Na questão política ela se superou. Parecia o Kassab. Jogou para o escanteio a esquerda e a direita, a situação e a oposição que, segundo ela, são conceitos atrasados e se disse independente. Não dou risada porque dói. Sinceramente.

Mas eu entendo a Marina. Há muito tempo ela perdeu de vista os xapurienses, os acreanos, os amazônidas, os brasileiros. Ela olha o mundo de fora do mundo. Ela vê o mundo precisando de uma governança ambiental global e, nesta perspectiva, cada lugar (não o pais) tem o seu papel. Coube-nos o de manter a biodiversidade, as florestas etc. É neste sentido que o mundo precisa de uma governança ambiental global, ou seja, para estabelecer uma unidade planetária que garanta a própria sobrevivência perante a escassez de recursos e o papel de cada ecossistema nesse plano de sobrevivência. Se o resultado dessa governança é o congelamento das atividades na Amazônia, que seja. Cuide-se de repará-la com financiamentos, subsídios a atividades estrativistas e outras do gênero. Como se vê, a rainha da floresta quer mesmo uma ditadura ambiental.

Qual é o busílis? É que ela não diz isso. Poderia, mas não diz. Não diz porque corre o risco de não ser compreendida, de ser flagrada com posições anti-nacionais, o que de fato são. Até ela explicar que assim como esquerda e direita, situação e oposição, o conceito de nações também é atrasado, a jurupoca já piou, a vaca foi pro brejo e a porca torceu o rabo.

Melhor então é ganhar por dentro do conceito de nação mesmo, nem que para isso seja preciso mentir como fez ontem no programa Roda Viva. Se tiver diante de si interlocutores mudos, muito melhor.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um código fora do eixo. Ainda há tempo.

Superada a crise Palocci, voltará à cena, com força, a discussão do Código Florestal, agora no Senado e tendo como relator o senador acreano Jorge Viana de longa experiência na matéria. O "abacaxi" que lhe caiu nas mãos para descascar veio encomendado por mais de 400 deputados que o aprovaram, incluindo membros do seu próprio partido. Não será uma tarefa fácil alterar o texto e devolvê-lo à Câmara em condições de ser aprovado. Quantos dos 410 deputados voltarão atrás em seus votos?

Paralelamente, a mídia associada às ONG's e lideranças verdes faz o seu servicinho. Até órgãos do governo como o IPEA transformam números em mentiras para darem autoridade científica à mistificação. Emitir comunicados oportunistas e falsos é fácil, difícil é peitar com argumentos o deputado Aldo Rebelo ou qualquer um dos milhões de pequenos agricultores que terão suas áreas já mínimas (basta ver a definição de módulo rural) mutiladas em até 80% se depender do time ongueiro.

Como muitas coisas funcionam mais por sua representação do que pelo que realmente são, o melhor a fazer seria esclarecer de vez que não se está tratando de um còdigo florestal, mas de um código de uso da terra, o que é bem diferente. Quando se fala de florestas o senso comum imediatamente liga a questão à floresta amazônica e toma partido em sua defesa. Só que no presente caso, o código afeta muito mais gente fora da Amazônia do que propriamente na floresta. Os mais prejudicados são pequenos produtores localizados em áreas onde há séculos se pratica agricultura no nordeste, no sul e no sudeste e que não tem a ver com a Amazônia, embora os de lá também sejam enforcados por este cipó ambientalista.

Se a comunicação se der a partir de um título correto, ou seja, se falarmos de uso da terra, o cidadão comum logo saberá que está em jogo aquele sítio onde se cultiva a fruta que dá seu suco de todo dia, onde se cria o leitão que fornece aquela costela do sábado e assim por diante. Muitas vezes, para ser percebida, a verdade depende de sua representação. No debate sobre o código os ambientalistas conseguiram, a partir do título do projeto, estabelecer a representação que lhes era útil. Ainda pode ser alterado.

Sei que o senador está cercado por experts, especialistas pra todo lado, seguramente dispensa a minha humilde contribuição, contudo, ofereço uma sugestão ao senador Jorge Viana. Se ele pretende ser fiel aos seus eleitores que são os acreanos dos assentamentos e não os cariocas de ipanema, comece ousando por colocar a discussão no seu eixo que é o uso da terra no Brasil e não a floresta. Se o debate se der nestes termos, a conclusão de que não se pode impor o retrocesso à agropecuária brasileira aparecerá obvia e límpida.

Se agir assim, provavelmente nosso senador não será o queridinho da WWF, do Greenpeace, do ISA e governos estrangeiros, posto que, aliás, já tem dona, mas terá a gratidão e o respeito dos brasileiros que trabalham de norte a sul. É questão de escolha.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Apertem os Cintos!



A presidente Dilma não contou conversa. Aproveitou o embalo e pensou "agora é comigo!" Trouxe a bela paranaense e a nem tanto (hihihi) catarinense pra perto e fará de agora em diante um governo com a sua cara. Se, como diz o senador Jorge Viana "mulher não governa, mulher cuida", não precisamos nos preocupar. Nem o Lula. Ele que prometeu uma mãe aos brasileiros, já entregou três!

Aquecimento Global. Se depender das "ilhas de calor" a vaca foi mesmo pro brejo.

Por sugestão de um leitor que me honra, o escritor Geraldo Luis Lino, autor do livro "A Fraude do Aquecimento Global" fui ver o artigo "A systematic review and scientific critique of methodology in modern urban heat island literature" do climatologista I. D. Stewart, publicado no International Journal of Climatology em 15 de Abril deste ano. O inteiro teor, em inglês, pode ser econtrado AQUI. Abaixo, o resumo do artigo com negritos meus (eu mesmo traduzi - espero que sem erros).

Sucintamente, a "ilha de calor" é a distribuição espacial e temporal do campo de temperatura em cidades com alto grau de urbanização. O asfalto da sua rua, por exemplo, contribui para ela que serve de base para as medições que respaldam algumas conclusões sobre o aquecimento global.

Na era moderna da climatologia urbana, muita ênfase foi colocada na observação e documentação de magnitudes de ilhas de calor em cidades de todo o mundo. A literatura climática urbana consequentemente possui um acúmulo notável de estudos observacionais de ilhas de calor. Com o tempo, no entanto, metodólogos levantaram preocupações sobre a autenticidade desses estudos, especialmente em relação à definição, mensuração e comunicação das magnitudes de ilhas de calor. Este trabalho fundamenta estas questões através de uma revisão sistemática e crítica da literatura científica sobre ilhas de calor no período 1950-2007. A análise utiliza nove critérios de projeto experimental e de comunicação para avaliar criticamente a qualidade metodológica em uma amostra de 190 estudos sobre ilhas de calor. Os resultados desta avaliação são desanimadores: o escore de qualidade média da amostra é apenas de 50 por cento, e quase metade de todas as grandezas de ilha de calor urbano relatados na amostra são considerados cientificamente indefensáveis. Duas áreas de fragilidade na literatura universal são controles de medição e método de abertura: a metade da amostra estudada não controla suficientemente os efeitos de confusão de alívio do tempo e três quartos deixam de comunicar metadados básicos sobre os instrumentos e características do local de campo. Uma grande parte da literatura observacional de ilha de calor é, portanto, comprometida por práticas científicas pobres. Este artigo conclui com recomendações para a melhoria de método e de comunicação nos estudos de ilha de calor através de uma melhor análise dos resultados e relatórios mais rigorosos de investigação preliminar.

Copyright © 2010 Royal Meteorological Society

Meu emprego por uma casinha. E não é só isso.

Tem gente pedindo as contas do emprego para ter acesso ao programa habitacional do governo. É o que dizem algumas reportagens de hoje na imprensa. Pois não é só isso não. Tem também mulher parindo só pra ter mais gente pendurada no bolsa-família e naquele auxílio da previdência. Um irmão meu que anda pelo interior do Ceará presenciou o seguinte diálogo:

Maria de Chico: Edileuza, voce já está buchuda de novo?

Edileuza: É o jeito. O Edmilson quer comprar uma moto.

Maria de Chico: Uma moto? Que tem a ver mané com cazuza?

Edileuza: Tem sim. Com mais um menino vou receber __R$ e ele completa a prestação da moto.

Maria de Chico. Mas mulher, isso não tem futuro. Como é que vai criar o menino?

Edileuza: Fui falar isso pra ele e levei foi um muxicão.

E então, não é uma maravilha de politica social?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O traidor não se culpa. É da sua natureza.

Em uma novela que está passando na TV Globo, tem um personagem muito interessante. Esqueci o nome. Mas o cara é malvado. Atropela seguidamente a todos os que julga no seu caminho. A arma que usa é a dissimulação, o engodo, jamais "bate de frente". Bem falante e de boa aparência, não poupa elogios e sorrisos simpáticos quando cuida de aproximar-se. Às vezes até surpreende com declarações que de tão íntimas e inesperadas parecem sinceras. Este é, aliás, seu principal truque, parece realmente sincero, gera confiança. Mas trai a todos. Mulher, pai, irmão, amigos... todos. Ninguém é seu amigo de fato. Todos são degraus nos quais pisa para ir a um patamar mais elevado.

Segundo os especialistas, este é o comportamento típico do psicopata. Ele faz tudo isso sem culpas. Seus valores éticos e morais são nulos. O que importa unicamente é o seu objetivo. No caso da novela, o cara quer se dar bem, ter mais que o irmão, alcançar maior status, subir, subir, subir... nessa subida deixa para trás, estendidos, quaisquer que lhe pareça adversário ou credor.

Observando a movimentação política no Acre, lembrei-me do personagem da novela. Na política tem gente assim. Gente que usa partidos, companheiros, aliados, amigos, jornalistas, doadores, empresários... qualquer um que em algum momento lhe renda possibilidade de crescer. Em algum momento trairá a todos. Arrivista por excelência. Traidor por natureza. Sem culpa.

O narcogoverno boliviano expande seus negócios. Agora é receptador de bens roubados e furtados.

O narcogoverno boliviano, cevado pelo consumo de cocaína, crack e oxidado no Brasil e, ainda pela fala fina buarquiana que Lula resolveu adotar com os cumpanheiro da América Latina, agora resolveu ser também receptador de bens oriundos de furto e roubo no Brasil. Mais especificamente, veículos automotores.

Segundo leizinha mafiosa que o índio cocaleiro aprovou por lá, os milhares de veículos roubados no Brasil e transportados para a Bolívia podem ser regularizados em nome de qum apresente o pedido. O funcionamento é simples. O ladrão assalta um pai de família aqui no Brasil, mata-o a bala, pega o carro e some com ele para a fronteira da Bolívia. Chegando lá um receptador qualquer, digamos o Juan, leva o veículo ao órgão público e regulariza-o no proprio nome. Paga o imposto e pronto. Lá se foi o carro do brasileiro engordar o narcogoverno boliviano e Juan segue a vida.

Estamos diante de um caso grave. O governo da Bolívia, como se não bastasse produzir uma arma de destruição em massa (a cocaína) e mandá-la para o Brasil criando uma geração de noiados, agora estimula também o roubo e o furto de veículos. Com menos motivos um país sério mostraria ao narcogovernante com quantos paus se faz uma canoa. Infelizmente, o índio cocaleiro é tido como "de esquerda" e, por isso, tratado a pão-de-ló.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A ideologia do aquecimento global e cientistas de "cueca apertada".

Recebi um comentário a um post no qual recomendo vivamente a leitura da Tese de Doutorado QUANDO O SOL BRILHA ELES FOGEM PARA A SOMBRA - A IDEOLOGIA DO AQUECIMENTO GLOBAL de Daniela de Araújo Onça, defendida na USP e publicada pelo site Fakeclimate. Pelo significado, prefiro tratá-lo aqui. Ele em vermelho.

Anônimo disse...

Basta uma rapida olhadela para perceber que Daniela nao e cientista. Comeca por se ver na quantidade de letras de musicas que aparecem num documento supostamento cientifico, no conto "As roupas novas do imperador",...

Nao fez um unico calculo, nao trabalhou dados nenhuns, nao e autora de nenhuma das figuras que apresenta na sua dissertacao, ou seja: nao fez ciencia. Limitou-se a contrariar pequenos detalhes dos trabalhos dos outros, como a maioria dos cepticos fazem, baseando-se em trabalhos suspeitos e ignorando inumeros trabalhos que estao de acordo com o IPCC. Nem sequer no capitulo (a meu ver, o unico que teria alguma validade cientifica) em que apresenta hipoteses alternativas ela faz isso. So cita trabalhos de outros. E mentirosa. Tem um sub-capitulo que se chama "Na atmosfera do IPCC nao ha agua!" querendo insicuar que o IPCC nao tem em conta o papel do vapor de agua, onde na verdade o que e discutido sao os mecanismos de feedbacks atribuidos ao vapor de agua pelo IPCC!

Em resumo, Daniela e uma comentadora, nao uma cientista. E isso tem a validade que tem. Como cientista nao tem nenhuma.

De início o comentário entrega. "Basta uma rápida olhadaela...". É assim que o senso comum é capturado pela ideologia do aquecimento global. As pessoas são levadas a dar rápidas olhadelas em tudo que aparece escandalizando os eventos climáticos e assim, impregnadas do pânico, tomar partido. Foi assim com o filminho vagabundo do Al Gore. Deram uma rápida olhadela e não perceberam dezenas de erros, alguns crassos, que o filme-propaganda continha. Quem dá olhadelas na ciência come urso por gente.

Em seguida, o leitor anônimo reclama das letras de música que ilustram a Tese. Pensa, talvez, que a ciência tem necessariamente que ser sisuda e direta. Poderia ter reclamado de outras desobediências às normas da ABNT. Como pode ser científico um trabalho que não é escrito em Times New Roman, não é mesmo? Não, meu caro. Quem usa cueca apertada são os caras do IPCC. Há nas letras recolhidas pela Daniela mais verdades do que em dezenas de filminhos da BBC.

Mais à frente, o leitor, certamente um "cientista" dada sua intimidade com figuras apresentadas em trabalhos científicos, reclama da falta delas no trabalho da Daniela Onça. Meu caro, figuras, gráficos, fluxogramas etc., são apenas representações do discurso. Quando o discurso é falso, não há figura que o salve. Não vê o Taco de Hóquei de Michael Mann? Quando o discurso é claro e verdadeiro pode dispensar solenemente essas representações.

Façamos o seguinte: Ao invés de dar uma olhadela, voce leia as mais de quinhentas páginas da Tese, entenda a interpretação que a autora oferece ao aquecimento global como ideologia, e volte.  Não creio que vá precisar, mas, se quiser, utilize figuras, gráficos e tabelas... se isto lhe faz bem...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sai o "Fenômeno", entra a "Bela". Que tem que ser um fenômeno.

"Mera coincidência. Me refiro ao "Ronaldinho" das consultorias. Aquele cara que sozinho, sem empregados, nem colaboradores, sem ser economista, advogado ou algo que o valha, ganha alguns milhões de dólares anualmente apenas ensinando tubarão a nadar. Só não é o Pelé porque o "cargo" já está ocupado.

Em seu lugar entra a senadora mulher do ministro Paulo Bernardo. Em seu favor, a beleza. Sou sempre a favor da beleza. Diz que vai cuidar da gestão e ai é que mora o perigo. Se, como dizem, a dona Dilma trata no coice qualquer um (menos o Lula) que não demonstre agilidade e resultados substantivos, a bela se arrisca.

Há alguns dias, o Lula disse que a dona Dilma precisa de uma "Dilma". Ok. Pode ser. O problema é que a Dilma do Lula tinha um chefe que "não fazia um O com uma quenga" como se diz no nordeste. Comia do que a ministra dava sem chiar, gastava seu tempo na discurseira. Com a Dilma é diferente. Ela não faz discurso, pelo contrário, se dedica a acompanhar o governo, se incomoda com o andar paquidérmico dos ministérios, precisa manter a fama de gerente. Vai aceitar a morosidade das obras sem dar carão na nova ministra? E esta, vai ouvir calada?

Sei não... se Gleisi, a bela, não for outro fenômeno, neste caso, de competência gerencial, loguinho veremos batons e escovas voarem para todos os lados lá pras bandas do planalto.

Quem aprende a ler naqueles livrinhos do "a gente podemos" jamais escreverá assim.

"A reforma política já chegou"

João Ubaldo Ribeiro


Suspeita-se na ilha que a propalada operação de safena a que se submeteu recentemente Zecamunista foi na verdade um implante criado pela diabólica medicina da União Soviética, que, quando não mata, como foi o caso de Zeca, injeta tamanha dose de energia no indivíduo que ele sozinho vale por todo um Politburo, coisa braba mesmo, do tempo do camarada Stalin Marvadeza e da NKVD. Não sei se os rumores procedem, mas de fato Zeca, exibindo a cicatriz do peito por trás de uma correntinha com uma foice e um martelo e umas contas de Xangô (quando uma vez eu perguntei a ele que mistura era essa, ele me deu um sorriso de desdém e respondeu apenas que não era materialista vulgar), está mais elétrico do que nunca. Na hora em que o peguei, ele ainda recebia abraços e apertos de mão pela palestra que acabara de fazer no bar de Espanha, esclarecendo a todos sobre o sistema político brasileiro. Infelizmente, perdi a palestra, mas ele, muito modestamente, me disse que não tinha sido nada de mais.

- Foi o bê-á-bá – disse ele. – Comecei pela questão da soberania.

- Ah, sim, a soberania popular. Todo poder emana do povo, etc., isso é muito bonito.

- Bonito pode até ser, mas não é verdade. Foi isso que eu disse a eles. Expliquei que soberania é o direito de fazer qualquer coisa sem dar satisfação a ninguém. E quem é que aqui tem o direito de fazer o que quiser, sem dar satisfação a ninguém, é o povo? Claro que não. É, por exemplo, o deputado, que se cobre de todos os tipos de privilégios e mordomias, se trata melhor do que o coronel Lindauro tratava as mucamas e, quando alguém reclama, ele manda esse alguém se catar, isso quando dá ousadia de responder, porque geralmente não dá. Todos eles fazem o que querem e não têm que prestar contas, a não ser lá entre eles mesmos, para ver se algum não está levando mais do que outro, nisso eles são muito conscienciosos. Fiz que nem Marx, botei a história de cabeça para baixo. Não foi o rei Luís XIV que disse que o Estado era ele? Pois aqui não, aqui o Estado é o governo, é grana demais para um rei só, tem que dar para todos os governantes, cada um com seu quinhão. O Estado são eles e é deles, tem que meter isso na cabeça e parar de pensar besteira. Antes de qualquer postura abestalhada, vamos encarar a realidade objetivamente, não tem nada de povo, povo não é nada, tem mais é que botar o povo pra comprar bagulho sem entrada e sem juros e cuidar do que interessa ao País.

- E o que é que interessa ao País?

- Ô inteligência rara, o que interessa ao País é o que interessa a eles. Que todos eles continuem se locupletando numa boa, não tem nada que mexer em time que está ganhando. Você viu isso muito claramente no caso do Palocci, não viu? Não se mexe em time que está ganhando.

- Que caso do Palocci, o caso do caseiro?
- Que caso do caseiro, cara, deixe de ser leso, o caso do caseiro já entrou para as piadas de salão do PT. Estou falando no caso do dinheiro que dizem que ele ganhou por cultivar bons contatos. Você viu, pegou mal, ficou aquele mal-estar e aí o que é que aconteceu? Exatamente isso que você vai dizer, mas deixe que eu digo. Aconteceu que era mais um trabalho para o Super-Lula! Eu vou ter que dar a mão à palmatória, o bicho não é inteligente, não, ele é um gênio, gênio. Você viu como, com dois beliscões aqui e três cascudos ali, ele enquadrou todo mundo e tudo entrou nos eixos? Mas, ainda mais que isso, muito mais que isso, ele fez a reforma política! Ele fez a reforma política e, como se diz nas operações policiais, sem disparar um único tiro!
- Pode me chamar de leso outra vez, porque não entendi que reforma.
- O bipresidencialismo! Dois presidentes, em lugar de um só! E isso sem precisar mudar nada na Constituição, já está aí, já está em operação, não é preciso alterar lei nenhuma, esse cara é um gênio mesmo. É por isso que ela faz tanta questão de ser chamada de presidenta, eles já deviam ter combinado isso desde o comecinho da campanha eleitoral. Presidente é ele, presidenta é ela. Governante é ele, governanta é ela. O entrosamento é perfeito. Ele não suporta trabalhar e aí o trabalho todo de despachar, ler, discutir, assinar etc., ela faz. Das jogadas políticas, dos discursos, das viagens e das mensagens na TV ele cuida. E de mandar sancionar ou vetar o que for necessário, claro. Fica perfeito, como com o casal que não briga pelo pão porque um só gosta do miolo e o outro da casca. Ele criou – e ainda por cima com os votos do otariado todo – o bipresidencialismo, que já veio com ele de fábrica, ele é um gênio!

- E você acha que isso vai funcionar mesmo?

- Já está funcionando. Trouxa será aquele que, querendo coisa graúda do governo, não vá falar com ele primeiro. E mais trouxa será quem o contrariar. Caso perfeito para quem acha que não se mexe em time que está ganhando. Não mudou nada, tudo continua na mesma, só que agora o presidente não apenas conta com uma supergovernanta para cuidar do trabalho chato, como continua mandando, e ainda com a vantagem de ter alguém para levar a culpa, se alguma coisa der errado, pois, como diziam os antigos, a vitória tem muitos pais, mas a derrota é órfã, quem mais sabe disso é ele.

- Zeca, você realmente está muito inspirado hoje. Esse bipresencialismo que você sacou está muito bem pensado, ele continua mandando mesmo e deixando isso bem claro. Mas eu me lembro de você dizendo, antes da eleição, que, se ela ganhasse, em pouco tempo nem mais o cumprimentaria.

- Bem, eu subestimei a governantabilidade dela. E, além disso, beija-mão não é bem um cumprimento.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um recadinho ao senador Jorge Viana

Quem não assitiu ontem o programa Canal Livre da Band perdeu uma excelente oportunidade de ver esclarecidos e firmemente marcados os pontos de vista do deputado Aldo Rebelo em relação ao Código Florestal. Não há nenhum argumento ongueiro que resista à verdade dos números e do texto do relator.

Não há anistia a desmatadores na Amazônia. O que há é a presunção de legalidade daqueles que ao tempo em que a lei permitia e, por vezes, obrigava, desmatou mais que 50% de suas áreas. Não podem ser punidos por lei posterior.

Recuperação de APP's. Um estúpido qualquer achou que deveria determinar a largura das APP's nas margens dos cursos d'água pela largura dos mesmos. Imaginemos o Rio Juruá. A ter vigencia rigorosa, todas as casas e plantações incluindo a cidade de Cruzeiro do Sul teriam que sumir do mapa em pelo menos uns 300 metros a partir da margem. Até a Igreja daria lugar à floresta. Imagine isso no Sul onde toda a pequena agricultura (suínos, aves, frutas, café, uva...) é realizada às margens dos rios.

O estado como legislador. Já está na Constituição Federal. Estados e municípios podem legislar especificamente sobre o meio ambiente.

Se pudesse, diria ao senador Jorge Viana, relator do Código no Senado. ESCLAREÇA AS DÚVIDAS, DESFAÇA OS MAL-ENTENDIDOS, MOSTRE A LETRA DA LEI, DESFAÇA AS MISTIFICAÇÕES E MENTIRAS. Se isto for feito, pode relatar como quiser. O governo terá que se curvar à realidade e o povo agradecerá. Os ongueiros acostumados a legislar a partir do CONAMA vão estrebuchar e só.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Drogas. Não há guerra perdida. Há apenas comandantes covardes.

Em momentos como este, em que líderes como FHC desertam da luta contra as drogas e passam para o outro lado como se fossem soldados vagabundos, é animador saber que ainda há quem não se renda.

"Já passou da hora: é preciso se fazer uma grande ofensiva educacional de combate às drogas que transformam nossos jovens em dependentes químicos. Cooperação com ONGs voltadas a esse objetivo. Campanha nas escolas, filmes, cartilhas, esclarecimentos nos jornais, revistas, internet, matérias de rádio e televisão, anúncios como matéria paga, sim, do governo. Campanha intensa e prolongada, inteligente e, acima de tudo, convicta, não envergonhada." José Serra.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A ideologia do aquecimento global, por Daniela de Souza Onça

Abaixo um trecho das considerações finais da tese de doutorado de Daniela de Souza Onça. Apenas uma pequena amostra de um trabalho que deveria ser lido por todos os que não preccisam segurar a mão de alguém para ficar em pé, andar, pensar e decidir.

Enfim, a ideologia do aquecimento global consegue realmente reencantar o mundo. É impressionante a freqüência com que expressões religiosas – valores sacrossantos, santidade da vida, santuário ecológico, entre muitas outras – são evocadas quando se discute a questão ambiental. Este fato é suficientemente explicado pelo caráter holístico deste pensamento: querendo ultrapassar os limites de uma perspectiva antropocêntrica, acabamos considerando a biosfera uma entidade divina, infinitamente mais elevada do que toda realidade individual, humana ou não humana. Simultaneamente exterior aos homens e superior a eles, ela pode, no limite, ser vista como o verdadeiro princípio criador da humanidade.

Nestes tempos em que a morte das utopias parece alcançar até os que sequer chegaram a sentir seu gosto, a religião do aquecimento global abre um novo espaço de ação e de reflexão. Ela seduz um bom número dos que foram deixados em suspenso pelo vazio político e pelo fim das utopias – os decepcionados com o mundo moderno que todos nós somos, em maior ou menor grau. “Nada lhe falta: a ciência e a moral, a epistemologia e a filosofia, a cosmologia e a mística. O que serve para abrir horizontes novos a um militantismo carecendo de investimentos plausíveis”. Apoiada na idéia de uma “ordem cósmica”, a religião do aquecimento global reata com a noção de unidade, de sistema, que pensávamos estar desacreditada na raiz. Assim, ela pode pretender o status de uma autêntica visão de mundo, justamente no momento do colapso das utopias políticas e dos sistemas religiosos e em que os valores e as certezas estão cada vez mais flutuantes e indeterminados. A religião do aquecimento global faz brotar a promessa inesperada do arraigamento, finalmente objetivo e certo, de um novo ideal moral, agora não mais fundado em uma crença religiosa ou ideário político, hoje tão desacreditados. A religião do aquecimento global pretende ser realmente provada, demonstrada pelos dados mais incontestáveis da ciência, o único sistema intelectual em que ainda depositamos nossa fé.

Quando a realidade objetiva torna-se surda aos homens, como nunca o fora antes, eles tentam então arrancar-lhe algum sentido. Nesta vida sem significado, em que nos tornamos um nada a cada dia menor, a ideologia do aquecimento global consegue fazer-nos novamente sentir parte de uma comunidade e dar um sentido às nossas vidas: zelar pelo bem-estar do planeta e das gerações futuras. Nada agrada mais ao medíocre subsistente que o fato de que sua subsistência possa ter em si algum sentido. Nossa mediocridade, antes desprezada pela sociedade e por nós mesmos, agora possui um sentido: salvar o planeta, e o melhor de tudo, com atitudes igualmente medíocres. Fomos treinados para o isolamento desesperador e hoje nos tornamos ávidos de companhia e nos ajuntamos em frias multidões. Somos pessoas isoladas que querem salvar o planeta juntas!

Engajar-se na causa global warmer não custa nada e ainda proporciona o retorno imediato da percepção de superioridade moral, além do bônus de ver os poluidores pagarem por seus pecados. Em suma, a religião do aquecimento global antropogênico oferece a sensação de retidão e de conforto espiritual sem se ter realmente que fazer alguma coisa.

Tentar combater esse quadro com uma argumentação científica complexa não parece realmente ser uma estratégia com grandes chances de sucesso. Assim sendo, a revolta que as pessoas sentem contra os céticos do aquecimento global não é somente por estes serem, segundo suas visões, corrompidos pelo sistema e destruidores do meio ambiente; é também uma revolta contra o fato de eles serem destruidores de sua última esperança de ainda possuírem algum poder sobre o mundo em que se inserem. É mais reconfortante acreditar em todas as desgraças que se abaterão sobre a humanidade em conseqüência do aquecimento global do que acreditar na nossa insignificância e na falta de sentido de nossas vidas. É mais reconfortante pensarmos que somos capazes de destruir o planeta do que pensarmos que não somos capazes de coisa alguma.

Podemos, pois, atualizar a frase: “Acredito em aquecimento global porque não creio em Deus”.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Tá na Bíblia que chantagem é pecado?

Chantagem é pecado? Sabe-se que é crime. Se for pecado, além de processo na justiça o deputado Garotinho merece arder um tiquinho na chapa quente daquele lá de baixo. Embora o kit gay deva ser de fato jogado no lixo de onde certamente saiu, fazer isso chantageando o governo com o caso Palocci é asqueroso. Nenhum governo de respeito dialoga com chantagistas dessa espécie.

As declarações públicas do deputado Garotinho ameaçando forçar a CPI do Palocci se o governo não ceder à chantagem da bancada evangélica é algo repugnante. Uma Comissão de Ética que exigisse ÉTICA dos parlamentares poderia expulsar este insano da Câmara dos Deputados. Sei que a chantagem com o governo não é patrimônio exclusivo do Garotinho, muita gente o faz de modo sutil, velado, apenas sinalizado. Até aí fica valendo a presunção, mas declarar desavergonhadamente que troca a absolvição de um pretenso culpado pelo recuo governamental em uma ação de governo (não importa o mérito) é verdadeiramente indecente.

A mesma coisa se diga em relação aos que ameaçam o governo com a PEC 300 que sabem todos é inadministrável. Na base da chantagem querem novamente usar os policiais militares para obterem favores do governo. Basta que a dona Dilma comece a usar a caneta e o diário oficial para que todos se esqueçam da PEC 300. Chantagistas e mais nada é o que são.