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Em agosto mais desgosto

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O Senado da República foi enquadrado e será mantido sujo em nome da governabilidade. Comento O que está acontecendo no Senado é a negação de sua razão de ser. Culminando com a vassalagem a que se expôs depois que o Executivo enquadrou sua atuação numa “governabilidade” que de tão torta exige mídia e parlamentos genuflexos, a nossa “Casa dos Anciãos” perdeu na prática a autoridade que a democracia lhe confere. Um Senado sem autonomia é um não-Senado. O nosso, infelizmente transformou-se em valhacouto de vilezas e impunidades. Ai de nós. Fio de esperança é a renovação de dois terços do Senado nas eleições do próximo ano. Se os eleitores por um momento dedicarem seu tempo a avaliar o que fazem estes senhores e senhoras em nosso nome, muito provavelmente mandará para casa a maior parte dos membros do Senado. É certo que isto não garante que os novos sejam melhores, mas pode estabelecer as condições necessárias para uma faxina geral na Casa. Se 54 novos senadores (nenhum deles reeleito) qui...

Serve Ernesto?

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Leio no blog do Josias de Souza ( http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/ ) que no Senado especula-se sobre quem sucederia o Senador José Sarney na Presidência da Casa. A cada nome sugerido surge um óbice, uma dúvida, uma incerteza. Dado como morto por vários colegas, Sarney resiste. Foi buscar abrigo no PT que uma hora diz uma coisa outra hora diz outra. O desfecho promete demorar. COMENTO Todo esse imbróglio a respeito da questão ética e da sucessão no Senado me fez lembrar uma historinha muito conhecida na década de 70. Passou para o anedotário político. Dizem que quando os militares preparavam a sucessão do General Médici alguém saiu com a tese de que o novo presidente teria que ser honesto. Dito isto, um debochado se saiu com esta: “Honesto não tem. Pode ser Ernesto?”. Podia. Deu Ernesto Geisel.