sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Em 2013, mais Lineus e menos Dirceus.

Ontem assisti uma parte do episódio de "A Grande Família", programa da Globo que tem como personagens centrais um funcionário público honesto, sua esposa dona de casa, seu filho preguiçoso, sua filha sem noção e seu genro esperto. Uma excelente diversão às quintas. Pois bem. Ontem o tema central foi o encontro do Lineu com uma juíza, em situação armada pela esposa dona Nenê. Ele acaba cuidando do cachorrinho da magistrada, interpretada por Regina Duarte, e o fato serviu de oportunidade para que a família o estimulasse a aproveitar a simpatia da Juíza em favor de seu genro Agostinho, que cumpre pena na prisão.

Pense num aperreio. O Lineu, coitado, não cogitava em hipótese alguma acercar-se da juíza com algo que pudesse significar um pedido. Menos ainda se este pedido ultrapassasse os limites éticos. Mas, haja pressão da família. Lineu resistia a pedir que a juiza "amolecesse" a mão no julgamento do genro, Agostinho.

Enquanto assistia as cenas em que o Lineu se esforçava para não confrontar os interesses da família, fiquei imaginando no que ele diria das tentativas dos mensaleiros e seus acólitos, primeiro de melar e, depois, de desconstruir o julgamento do mensalão pelo STF.

É claro que Lineus não entram na política. Seus narizes não suportariam, seus estômagos vomitariam, seus nervos paralisariam. Mas há Lineus por ai, no meio do povo. Gente que não põe ídolos nem partidos acima de princípios. Gente que se envergonha de que o vejam como oportunista ou aproveitador. Gente que não verga a coluna nem faz cambalhotas intelectuais para justificar a mentira e a ladroagem.

Se pudesse desejar algo ao Brasil nesta virada de ano, pediria que os Lineus acordassem, aparecessem, se manifestassem e não permitissem que a nação afunde ainda mais na cultura anti-Lineu.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Nada como conhecer seus direitos e ter coragem para exigí-los.

Hoje aprontei o "maior barraco" em um supermercado. Aos fatos:

Há alguns dias comprei uma dessas maquininhas que dão pressão à água e permitem lavar superfícies, tipo lajes, veículos, etc. A TV está repleta de propaganda delas. Pois bem. Na terceira vez que tentamos usá-la, cadê? A porcaria não liga, não dá sinal de vida. Morreu.

Muito bem. O que deve fazer qualquer pessoa de bom senso? Volta no vendedor e cobra a garantia. Foi o que fez a minha esposa. Chegou lá e recebeu a informação de que o local de vistoria e providências era tal loja em frente a tal lugar. Fomos lá e não encontramos a loja citada. Voltamos ao  supermercado e pedimos melhor orientação (endereço completo, telefone, contato etc.). Foi ai que o negócio azedou.

Nos encaminharam a um funcionário que simplesmente nos disse que a loja referida era apenas uma prestadora de serviço, que o supermercado não tinha nada com isso, que o problema era da fábrica e que nos virássemos. Que tal?

Fiquei indignado. E indignado fala, grita, esperneia até ser ouvido. Sinceridade? Quase botei o supermercado abaixo. Não ficou um cliente entre as dezenas que lá estavam que não tenha parado para me ouvir, no volume máximo que minha garganta alcança, dizer que conheço os meus direitos de consumidor, que o supermercado responde solidariamente por problemas de funcionamento dos aparelhos que vende, que tem a obrigação de encaminhar uma solução adequada e que não poderia me largar à mão.

Apareceu a gerente da loja. Me convidou a ir em outro espaço, ouviu a reclamação, garantiu solução e fomos embora. Na saída, um cliente que estava próximo e comprava um notebook durante a discussão nos disse que desistiu da compra, um senhor de meia idade que estava no caixa fez côro: Nós temos direitos!

Estamos aguardando as providências. Se não forem satisfatórias, porei uma faixa na rua em frente ao supermercado: NÃO COMPREM ELETRODOMÉSTICOS. O SUPERMERCADO MANDA VOCE SE VIRAR COM A FÁBRICA.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

"É hora de ir às ruas!" Zé Dirceu. Ou, "Não me deixem só!" Fernando Collor.

Estou achando que a antesala das grades está fazendo um mal danado ao juízo do ex-Deputado Zé Dirceu. O homem veio de novo com essa história de povo na ruas defendendo os mensaleiros, ele no meio. Sugere o Zé que o STF deve ser afrontado não apenas pelo Marco Maia, o atual representante do baixo clero na presidência da Câmara dos Deputados, mas também por mim, por voce, pelos estudantes-estudantes (os da UNE pré-paga são de outra espécie), pelos professores-professores, pelos agricultores-agricultores (os do MST são de outra espécie), pelos operários do ABC etc. Tudo isso porque apesar de TUDO e, neste caso, TUDO é muita coisa que foi feita para melar o julgamento, o STF honrou os brasileiros e condenou o bando a penas pesadas (algumas nem tanto).

Se pudesse, daria um conselhinho ao Zé Dirceu. Diria simplesmente que fosse juntando uma boa lista de livros para ler duante as férias que ganhou do STF e não contasse muito com a força do cabresto da popularidade no focinho do povo não. Da última vez, o Collor tentou e sifu.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ainda há juízes!

Acabou! O Boeing 470, que aterrisou no STF com uma imbiricica de peixes graúdos (outros nem tanto) pegos no mar de lama político em que estamos navegando há tempos, acabou de decolar deixando para trás vários condenados e algumas certezas.

A principal é que ainda há juízes no Brasil. Apesar das tentativas de postergar indefinidamente e até mesmo de melar o julgamento, o certo é que, sob o comando de gente decente, o relatório do MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (com letras grandes, mesmo) foi apresentado, votado e aprovado. O resultado aí está. Mensaleiros, quadrilheiros, corruptos, corruptores, lavadores de dinheiro etc., foram condenados e terão que pagar por seus crimes. Alguns atrás das grades.

Outra certeza é que, se havia dúvida para alguns ingênuos, O MENSALÃO EXISTIU. O governo comprou e pagou por apoio parlamentar. Parlamentares e partidos venderam seu apoio no Congresso, escrevendo a página mais suja da história do parlamento brasileiro.

Que não paremos por aqui. Que a sociedade não se dê por satisfeita. Que não caiamos num pós-trauma paralisante. NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Kafka e os indignados mudos.


Voce alguma vez ficou indignado? Já viu alguém ficar indignado? Em qualquer das hipóteses garanto que ouviu voz elevada, exasperação e, dependendo do caso, muito palavrão. O que eu nunca soube é de indignado mudo. Só o Lula.

Segundo seu ex(?) chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, o amigo da Rose está indignado com as declarações do Marcos Valério de que mandava uma grana para suas despesas pessoais. Coisa pouca de 100 mil reais. Em Paris, Lula disse que não pode acreditar em mentira. Nem eu. Sobre a Rose ele ainda não disse vírgula.

Ao mesmo tempo, quando a turma do Congresso tentou convidar o homem indignado para falar - era uma ótima oportunidade de esclarecer tudo, o que fez a tropa liderada pelo indignado Collor de Melo? Negou. Nem o indignado Lula, nem a indignada Rose, enfim, nenhum indignado vai falar. Advinhe quem foi convidado a falar? O FHC que não tem nada a ver com a história. Nem Kafka.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A Rosa ativa.

Peraí. Quer dizer que em todas as viagens da Rose com o Presidente Lula a Dona Marisa ficava em casa comendo um arrozinho com feijão? Isso ai não é assessoria, é banco de reservas.