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Mostrando postagens com o rótulo José Serra

Lula no futuro pós-Dilma. Serra nos fez um convite à reflexão.

Uma das afirmações que fez o José Serra na sabatina do Globo foi de que se a Dilma for eleita, o Lula não se elege mais nem deputado federal. Como os repórteres insistiram no assunto querendo uma explicação, o Serra com cara de esfinge mandou que pensassem, afinal, são todos (os jornalistas), pessoas inteligentes. É claro que a expressão "se a Dilma for eleita, o Lula não se elege mais nem deputado federal"   carrega uma força desmesurada. O que o candidato quis dizer é que o Lula depois dessa está fora. Eu não sou jornalista nem sou tão inteligente quanto os que lá estavam, mas me danei a pensar sobre o assunto. Convido-os a fazerem o mesmo. O que aconteceria com Dilma na presidência para deixar tão mal o pai do povo? Serra tem uma teoria.

José Serra na TV - um indignado com as calças sujas.

Não entendo os marqueteiros do Serra. Nem o Serra. Ontem em seu horário de propaganda eleitoral, quando se esperava (foi noticiado) que faria uma forte defesa aos ataques que sofreu do próprio presidente da república, que em mais um momento de confusão com a posição de militante partidário desferiu-lhe golpes baixos, lá vem o Serra com cara de viado que viu caxinguelê, como diria Raul Seixas, e diz "estou indignado" como quem diz que viu o lobo mau. Peraí. Qualquer sujeito quando diz que está indignado faz cara de indignado ou então não está indignado coisa nenhuma. Onde já se viu! No popular "estou indignado" equivale a "estou puto". O sujeito é agredido, violado, quer dar ao fato repercussão nacional e transferir insatisfação ao eleitor e me vem com uma frase e uma expressão enssossa daquelas!?  Tá com medinho de quê? Eu é que estou indignado com a falta de indignação do Serra. Que negócio é este? Minha cidadania está em risco, meu sigilo pode ser ac...

No Jornal da Globo, José Serra chama crime de crime. E dá nome aos bois.

Ontem em entrevista no Jornal da Globo, extremamente aborrecido com a história da quebra do sigilo fiscal de sua filha, o candidato José Serra não economizou palavras para acusar a campanha adversária de, em busca de argumentos sórdidos para serem utilizados na campanha eleitoral deste ano, haver utilizado a Receita Federal para vasculhar informações fiscais de sua filha cobertas pelo sigilo constitucional. Além dela outras personalidades do PSDB foram espionadas. É o assunto mais quente da campanha eleitoral. Em um pais sério já teria caido todo o cacho de autoridades ligadas à receita federal, os autores estariam presos e a candidata estaria se explicando ou teria desistido. Imagine um troço deste na Inglaterra, ou no Japão, ou mesmo nos EUA. No Brasil, o governo se esforça para confundir e não para explicar. Enquanto isso, a campanha da candidata do governo cuida de transformar a vitima em culpada. Parece que os invadidos é que devem explicações. Tão ou mais grave ...

Em campanha, quando o moral baixa a moral se revela.

Um dos efeitos das pesquisas eleitorais (por isto elas são manipuladas) é a derrubada do moral da tropa, por assim dizer. Candidato em tendência de queda é candidato praticamente derrotado, como na profecia que se autorealiza. Lembram da analogia do banco, né? Se o boato for consistente de que o Banco do Brasil vai quebrar, ele quebra. Inapelavelmente. Na campanha é a mesma coisa. Nos últimos dias, após a divulgação de pesquisas em que o Serra aparece caindo enquanto a Dilma aparece nos píncaros, não apenas o moral da tropa tucana foi derrubado, como a moral de muitos tucanos está sendo revelada. O caso mais emblemático parece ser o de Minas Gerais, o segundo colégio eleitoral do país, onde o candidato tucano à sucessão do grão-tucano Aécio Neves, Antonio Anastasia, já admite minimizar as aparições de Serra em seu programa eleitoral. Isto sob o olhar complacente do seu tutor, "previamente eleito" ao Senado. O pragmatismo eleitoral, já ouvi muito falar, é que pres...

Combate às drogas. Uma questão realmente de Estado.

Penso que o candidato José Serra marcou ponto em seu programa de ontem ao abordar a questão das drogas, em especial o crack. Se os dados estão certos, os usuários no Brasil já alcançaram a casa de um milhão de pessoas. É muita gente se matando no consumo e no tráfico de drogas que são produzidas nos países vizinhos, principalmente Colômbia e Bolívia. Ao invés de despolitizar a campanha eleitoral numa espécie de concorrência para ver quem pode ser a mãe ou o pai do brasileiro, os candidatos deveriam se concentrar em temas como este. Identificar o problema, dimensioná-lo, estudar suas causas, seu ciclo e suas consequências para propor medidas de enfrentamento é que dá razão ao discurso político. A questão das drogas é sim uma questão de Estado, portanto, alvo legítimo de uma campanha presidencial. Infelizmente, para variar, o que mais repercutiu na imprensa hoje foi o segundo gasto com a aparição do Lula no programa do Serra como recurso de marketing. É o Brasil.

Serra no Jornal Nacional - a serenidade dos sábios.

Pode-se dizer até que o casal Bonner pegou leve com o Serra, mas ia pegar mais pesado como? O homem não tem rabo de palha, saiu dos cargos que ocupou com altíssimos índices de aprovação, nunca foi acusado de corrupção... vai ser acossado de que jeito? Lembraram que ele "esconde" o governo anterior e que tem o apoio do PTB e do Roberto Jefferson (aquele do mensalão), falaram de pedágios nas estradas, do vice... Era o que tinha, ora. E ele se desvencilhou de todas facilmente, sem fugir das perguntas, respeitando o tempo que tinha e a posição dos entrevistadores. Me fez lembrar a campanha do "gentileza gera gentileza". A diferença abissal de competência entre o Serra e os demais candidatos é sobejamente reconhecida. A questão nem é mais essa. O problema do tucano é que só isso não ganha eleição. No Brasil de Lula as coisas são bem mais complexas. Os milhões de brasileiros que adotaram o ex-operário como credor em função da melhoria que ocorreu em suas vidas nos últim...

QUEM SABE MAIS PODE MAIS

Se quiser ver retratos cinematográficos de uma história de luta e inteligência à serviço da nação e não de grupos nacionais, vejam aqui . Abaixo um aperitivo.

Às vezes, povo e ator não se encontram.

Como nem tudo são flores, a FPA tem na eleição presidencial um problema. Se a Dilma sair tão mal na foto quanto parecem anunciar as pesquisas publicadas e as de consumo interno, o governo pode ficar mal no caso da dona Dilma ganhar para presidente. Se, de outro modo, a campanha da FPA conseguir alterar as posições e Dilma passa a Marina, é com esta que as coisas podem azedar. Há quem argumente que uma derrota da Marina no Acre seria traumático para o projeto em curso, afinal, segundo estes, é a Marina e seu prestígio que sustentam a boa fama do Acre e até a fluidez de recursos para o Estado. Uma derrota sua significaria grave perturbação do ambiente em que se realizam estas conquistas. Pode ser. Mas por que não poderia o José Serra ser vitorioso no Acre, mesmo tendo um candidato local com poucas chances? Há nesta corrente o pecado original de encarar a política exclusivamente como um jogo entre concepções e personalidades. Não é. Tem povo na história e de vez em quando ...

Serra no programa do PTB

Acabamos de ver o programa do PTB, inteiramente dedicado à campanha do Serra. Mais uma vez assistimos campanha eleitoral ilegal. Mais uma vez os tucanos aceleram na estrada aberta pelo presidente Lula. Como dizia meu pai, por onde passa um boi passa uma boiada. A vantagem é que Serra não precisa de teleprompter para fazer um discurso com começo, meio e fim. Fala serena e convincentemente sobre todos os assuntos. Não conheço um vivente que negue ser ele o brasileiro mais preparado para ser presidente. Só faltam os votos.

José Serra próximo da Marina

José Serra se submeteu hoje à sabatina do jornal Folha de São Paulo, Marina já esteve lá, a Dilma diz que não vai. É mais uma oportunidade que a candidata do Lula perde (ou ganha) de debater as questões nacionais. Está fugindo de debates como o diabo foge da cruz. Um dos aspectos que me chamou a atenção foi a referência que Serra fez ao meio ambiente.  "Eu tenho uma aproximação grande da questão ambiental. Isso eventualmente pode promover proximidades (com a Marina)”.  A leitura que faço de tudo que tenho lido e ouvido do Serra a respeito do meio ambiente é que num eventual governo tucano esta questão será prioritária e muito provavelmente seguirá a tendência hoje predominante que é a chamada economia de baixo carbono. Portanto, quem achar que Serra endossa discursos enviezados do tipo produção a qualquer preço está muitíssimo enganado. Outra sinalização neste sentido é a sua proximidade, vide eleição no Rio de Janeiro, com o Fernando Gabeira.

Guarde sua curiosidade. Dilma não vai ao debate na CNA.

Como eu desconfiava, Dilma começa a gazetar os debates. Não vai enfrentar os adversários Serra e Marina na CNA - Confederação Nacional da Agricultura. Em certo sentido não podemos censurá-la. É, aliás, do direito, que ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo. O fato é que sem Lula para inebriar a platéia, é muito arriscado para a dona Dilma se encontrar com os opositores. De Serra  terá sempre um adversário que entende a máquina pública (foi ministro do planejamento), que tem extraordinária experiencia administrativa, que tem rodagem politica e um tino muito apurado de identificar o detalhe. Serra é do tipo que acerta na mosca. Marina talvez seja ainda mais dificl de enfrentar. Era petista no tempo em que Dilma era Brizolista e chamava Lula de sapo barbudo. Passa emoção, sinceridade, honestidade... sau mensagem toca as pessoas. A aparente fragilidade de Marina é sua maior força. Firma-se nela para mandar os torpedos mais devastadores e nela se escuda ...

Tiro na mosca

Sabe aquele sujeito que não perde uma oportunidade sequer para realizar a luta politica, mesmo quando é preciso ir contra os fatos se arriscando a ser desmentido por estes? Foi o que aconteceu com jornalistas e blogueiros que se danaram a defender o indio cocalero que manda na Bolivia, Evo Morales, pensando que assim criariam uma saia justa para José Serra. Houve até quem o comparasse a Mazzaropi, aquele capiau do cinema que andava com uma espingarda torta. Pois bem. Não apenas a policia federal brasileira endossa o candidato tucano com seus dados como o próprio Evo Morales, ao falar do assunto, declara assustado que não sabia do poder econômico do narcotráfico em seu pais. É a Polyana da oca. De sobra pediu a ajuda dos militares para combater o tráfico e, para varirar, acusou os EUA por não fecharem totalmente as portas de entrada da droga. Engraçado é que ao acusar os EUA, Evo joga uma bomba no colo do Lula, pois por aqui as portas estão escancaradas. Se a culpa não é...

O governo boliviano é cúmplice do tráfico? É.

Causou polêmica a declaração de José Serra sobre o tráfico de drogas. Segundo ele a Bolivia (o seu governo) por não realizar um combate efetivo é cúmplice do tráfico. A Dilma e outros petistas de alto coturno cairam de pau e a imprensa se esforça para transformar o candidato tucano em irresponsável. Alguns estudos já demonstraram que a produção de coca na Bolivia cresceu 40% nos últimos anos sendo que apenas 3% é destinada ao consumo in natura - a folha. Todo o resto vai para a produção de cocaina e, obviamente, o consumo interno e a exportação. No Brasil as consequências são perceptíveis. Cracolândias nascem à nossa vista em cidades médias e grandes. Seu consumo se expandiu para o interior do país e hoje não há uma cidade onde não seja encontrada. Vejamos o caso do Acre. Antes era rota eventual de traficantes, agora se tornou corredor permanente do tráfico. Alguém já disse que o comercio que mais cresce em Rio Branco é o de drogas, encontrada facilmente em centenas de bocas...

Presidenciáveis na CNI - José Serra

José Serra também comete falhas. Também dá bom dia " a todos e a todas" , esta invenção ridícula de moscas de seminário. Mas de resto faz uma fala serena e madura. Chega a ser fluente, quase coloquial em uma platéia formalíssima como aquela da CNI. Coisa de quem se sente em casa. A sua grande dificuldade é exercer a crítica sobre algo que tem a aprovação da maior parte da população, incluindo banqueiros e industriais. Ainda mais se essa crítica precisa esquivar-se do fato de que ele já esteve lá em uma época em que as coisas não iam tão bem. Mesmo assim, Serra encontra elementos para focar seu discurso e chamar a atenção para novas possibilidades. Não tem carisma, não encanta a platéia com sentimentos nobres, não desperta afeição nas pessoas. Seu discurso é de gerente moderno, de gente que faz sem descuidar de aspectos menos tangíveis como a questão ambiental, por exemplo. Por ter sido um bom governador do estado mais rico e populoso tem credibilidade para fazer determinada...

Os ombros são largos, mas se a carga é torta...

Hoje os dois principais candidatos à presidência da república fizeram suas despedidas. A Dilma, da Casa Civil, o José Serra, do governo de São Paulo. Ambos falaram e deram o tom. Pelo que li dos discursos de um e de outro, a Dilma não se incomoda de continuar sendo marionete do Lula. Até prefere. Parece acreditar que não existe mesmo, que não precisa ser diferente, que não precisa ter personalidade. Aposta na popularidade do seu “senhor”, na máquina do partido e nas alianças indistintas para se eleger. Se ancora no PAC, mesmo que menos de 15% tenha sido realizado efetivamente. Apóia-se no batente alto do padrinho para se levantar. Considera-se parte de uma era, não reivindica protagonismo. Sinceramente, penso que até para ser poste tem limite. Não dá pra iniciar uma pré-campanha com Lula dizendo “se quiserem me derrotar...”. Isto é uma absurda demonstração de fraqueza da candidata. Lula, afinal, não é candidato. Sou levado a pensar que a dificuldade da Dilma está justamente nisto. Nã...

Depois da cotovelada de Ciro, Zé Dirceu dá de ombros e se manda.

Duvido que Ciro Gomes tenha dito o que disse sem esperar uma bordoada de volta. Mas, pelo que disse o Zé Dirceu, o Ciro vai ficar falando sozinho. É justamente o que diz José Serra todas as vezes que leva uma canelada do Ciro. Se, como dizem na imprensa, o Lula escalou o Ciro pra bater no Serra a partir da disputa de São Paulo, Zé (o Dirceu) acaba de sancionar o argumento do outro Zé (o Serra) que bem poderá repetir "Se Zé (o Dirceu) não dá a mínima para o que diz o Ciro, porque vou eu lhe dar ouvidos?". A continuar assim, a maior arma do Ciro (o verbo) vai atirar na água.

Em Copenhagen, pau na Marina SIlva

Acabei de ver no Jornal Nacional sobre quem paga a conta da redução das emissões de CO². Além da cantilena dos últimos dias, as declarações dos presidenciáveis. Faltou Ciro Gomes que, provavelmente, não acredita no AGA. Ponto pra ele. Serra: O Brasil deve contribuir para com isto forçar aos paises desenvolvidos a assumirem suas responsabilidades Marina Silva : Idem. O Brasil empresta grana pro FMI, pode muito bem fazer um gesto e botar 1 bilhão de dólares na sacolinha de Copenhagen. Dilma: Nada disso. Quem poluiu foram os ricos, eles que paguem a conta. A candidata Dilma  poderia ter ficado por ai, mas não resistiu e aproveitou para tripudiar sobre a Marina com um risinho irônico na face plastificada. "Um bilhão não faz nem cosquinha. Gesto não serve pra nada" Putz! Isto é que é menosprezo explícito. Praticamente chamou de ignorante a ex-Ministra que durante quase seis anos fez a mediação entre governo e sociedade e trouxe a questão ambiental para o dia a dia d...