terça-feira, 31 de maio de 2011

Jorge Viana vai relatar o Còdigo Florestal. Que missão!

Se tinha que ser do PT, não poderia ter sido melhor a escolha pelo governo para relatar o Código Florestal. Pela experiência e conhecimento da causa, Jorge Viana reúne entre todos as melhores condições para a missão. Não sei o que ele pensa a respeito já que na Câmara petista votou a favor e petista votou contra. Não há, portanto, uma posição partidária única e fechada.

Pelo que se sabe, o governo, este sim, tem posições firmes e contrárias ao texto, o que, de certo modo transfere ao relator certas expectativas. Não será fácil a tarefa do Jorge. Tarefa que, aliás, não é apenas técnica, é política, é de negociador. A vantagem é que terá voltadas para si nos próximos meses as atenções de toda a imprensa e organizações ambientalistas internacionais. Além disso, talvez mais importante, é que se obtiver êxito na empreitada verá seu próprio prestigio batendo no teto junto ao governo. Aguardemos.

Uma brasileira inconformada com a mentira vai aos fatos. É Daniela de Souza Onça.

Peço que leiam. É uma tese de doutorado de uma brasileira que estuda e pensa. Foi defendida este ano na USP. Poucas vezes voces terão oportunidade ver com tanta clareza aquilo que os dogmas ambientais escondem. Embora seja um texto acadêmico, é fácil e gostoso de ler. Um texto sem firulas, sem boçalidade. Límpido. É longo, portanto copiem e leiam aos poucos se necessário. Ao final verão com quantas mentiras se faz um pânico aquecimentista e reconhecerão algumas figuras. Clique no link abaixo.

QUANDO O SOL BRILHA ELES FOGEM PARA A SOMBRA - A IDEOLOGIA DO AQUECIMENTO GLOBAL.

Limite: Dois graus?

EcoTretas: Limite: Dois graus?:

O Professor Luiz Carlos Molion elaborou mais um artigo muito interessante. Intitulado "Limite: Dois Graus?". É mais uma canelada nos aquecimentistas que recentemente tiveram novos pesadelos com algumas informações produzidas por eles mesmos.

Uma perguntinha aos defensores da maconha que não legislam em causa própria

Voces apresentariam à filha adolescente um cigarrinho de maconha?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O Lobby da Maconha, por Ronaldo Ramos Laranjeira e Ana Cecília Petta Roselli Marques *

Maconheiros e afins estão em extase com a reportagem-propaganda exibida no Fantástico e com a estréia do filme-propaganda nesta semana. Os covardes acham que a guerra contra o tráfico está perdida. Se fossem soldados se tornariam desertores, se fossem médicos largavam o paciente ao ver a radiografia, se fossem jogadores pediam pra sair no primeiro gol contra. Creiam, a guerra não está perdida. Não se depender de gente decente. Leiam abaixo.

O Lobby da Maconha, por Ronaldo Ramos Laranjeira e Ana Cecília Petta Roselli Marques *

Não se iludam com a propaganda dos maconheiros.

O artigo abaixo foi escrito em 22 de Julho de 2010 por especialistas. Um deles (Ronaldo Laranjeira) foi o único contrário à descriminação que a Globo entrevistou ontem para o "Fantástico". Os outros 12 que apareceram eram a favor. Muito isenta a reportagem, não?

Maconha, o dom de iludir

RONALDO RAMOS LARANJEIRA e ANA CECILIA PETTA ROSELLI MARQUES

Que nem pesquisadores nem a população se iludam de que exista indicação terapêutica para utilizar maconha que já seja aprovada pela ciência

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Semanas atrás, a Folha noticiou a proposta de criar-se uma agência especial para pesquisar os supostos efeitos medicinais da maconha, patrocinada pela Secretaria Nacional Antidrogas do governo federal.

Esse debate nos dias atuais, tal qual ocorreu com o tabaco na década de 60, ilude sobretudo os adolescentes e aqueles que não seguem as evidências científicas sobre danos causados pela maconha no indivíduo e na sociedade.

Na revisão científica feita por Robim Room e colaboradores ("Cannabis Policy", Oxford University, 2010), fica claro que a maconha produz dependência, bronquite crônica, insuficiência respiratória, aumento do risco de doenças cardiovasculares, câncer no sistema respiratório, diminuição da memória, ansiedade e depressão, episódios psicóticos e, por fim, um comprometimento do rendimento acadêmico ou profissional.

Apesar disso, o senso comum é o de que a maconha é "droga leve, natural, que não faz mal".

Pesquisas de opinião no Brasil mostram que a maioria não quer legalizar a droga, mas grupos defensores da legalização fazem do eventual e ainda sem comprovação uso terapêutico de alguns dos componentes da maconha prova de que ela é uma droga segura e abusam de um discurso popular, mas ambivalente e perigoso.

O interesse recente da ciência sobre o uso da maconha para fins terapêuticos deveu-se à descoberta de que no cérebro há um sistema biológico chamado endocanabinoide, onde parte das substâncias presentes na maconha atua.

Um dos medicamentos fruto dessa linha de pesquisa, o Rimonabant, já foi retirado do mercado, devido aos efeitos colaterais. Até hoje há poucos estudos controlados, com amostras pequenas, e resultados que não superam o efeito das substâncias tradicionais, que não causam dependência.

Estados americanos aprovaram leis descriminalizando o uso pessoal de maconha, que é distribuída sem controle de dose e qualidade.

Contradição enorme, pois os médicos são os "controladores do acesso" para uma substância ainda sem comprovação científica.

De outro lado, orientam os pacientes sobre os riscos do uso de tabaco. Deve-se relembrar que os estudos versam sobre possíveis efeitos terapêuticos de uma ou outra substância encontrada na maconha, não sobre a maconha fumada.

Os pesquisadores brasileiros interessados no tema devem realizar mais estudos por meio das agências já existentes, principalmente diante do último relatório sobre o consumo de drogas ilícitas feito pelo Escritório para Drogas e Crime das Nações Unidas, que aponta o Brasil como o único país das Américas em que houve aumento de apreensões e consumo da maconha.

E se, no futuro, surgir alguma indicação para o uso medicinal da maconha, o processo de aprovação, que ainda não atingiu os padrões de excelência, deve contextualizar esse cenário, assim como o potencial da maconha de causar dependência.

Espera-se que a política nacional sobre drogas seja redirecionada em caráter de urgência, pois enfrenta-se também aqui o aumento das apreensões e consumo de cocaína e crack, que exige muitos esforços e recursos para sua solução.

Que nem pesquisadores nem nossa população se iludam de que exista hoje uma indicação terapêutica para utilizar maconha aprovada pela ciência.

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RONALDO RAMOS LARANJEIRA é professor titular de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do Instituto Nacional de Políticas sobre Álcool e Drogas (Inpad/CNPQ).

ANA CECILIA PETTA ROSELLI MARQUES, doutora pela Unifesp, é pesquisadora do Inpad/CNPQ.

No Acre, pouca farinha, meu pirão primeiro.

O bom secretário Mâncio Lima Cordeiro, da Fazenda do Acre, enfrenta mais uma vez descontentamentos aqui e ali. Passadas as eleições, um tempinho para as coisas se ajeitarem e começam a surgir as reclamações, as cobranças, os compromissos, enfim, é necessário dar respostas às expectativas, todas  legítimas porém inconciliáveis perante as disponibilidades do tesouro.

Desta vez até o Judiciário resolveu reclamar. Deve ter suas razões, não creio que o Presidente do Tribunal viesse à planície onde vivem os mortais sem um bornal de bons motivos, não é mesmo? A questão é saber se o cofre aguenta as mãos que todos querem nele enfiar. Nestas circunstâncias a melhor saída é a transparência. Chamar todo mundo de uma vez só para a mesa, expor os números, dividir a folga e tocar pra frente no limite legal. Orçamento é como aniversário em casa de pobre. Se não juntar todo mundo para partir o bolo, a metade vai ficar chupando o dedo.

Preços de alimentos nas alturas: América Latina vulnerável? - Notícias Agrícolas

A fome está batendo à porta, os preços dos alimentos batendo no teto, os biocombustíveis idem e um bando de idiotas querendo restringir ao máximo a área cultivável no Brasil. Leia no link abaixo.

Preços de alimentos nas alturas: América Latina vulnerável? - Notícias Agrícolas

Silvio Santos vende novelinha vagabunda por bilhões saídos de nossos bolsos.


No site Tribuna da Imprensa o jornalista Carlos Newton lembra a negociata dos últimos dias do ano passado. A imprensa passa ao largo, poucos se referem a este caso escabroso de como o Governo Federal salvou através da Caixa o banco falido do animador de auditório. A novela, ninguém assiste, afinal, cordel por cordel melhor aquele da Globo que, pelo menos, não nega o nome. Nosso dinheiro é que terminou no Baú do Silvio.

Reis para Dilma: Não OPTAMOS por ser LGBT

Como eu sempre acreditei. Eles mesmo dizem que não optaram. Nasceram gays. No resto somos todos iguais. Quem afirma que faz opção por relações homossexuais é gay e ponto final.

Reis para Dilma: Não OPTAMOS por ser LGBT, quem optaria por sofrer todas formas de preconceito, estigma, discriminação e violência?

FHC e a maconha. Lastimável! Uma vergonha!

Os maconheiros arranjaram um aliado de peso. Imagino que depois do filme "Quebrando o Tabu" e das declarações do FHC, os defensores da descriminação da maconha se sentem mais fortalecidos. Imaginam que politizada a questão poderá ser aceita pela sociedade. Se até o famigerado FHC é a favor, quem poderia ser contra?

Não é bem assim. No "Fantástico" de ontem, o que FHC fez foi desfilar por realidades que não são a nossa. Na Holanda tem holandeses, outra cultura, outros conceitos. Não dá pra importar modelos nesta matéria. ele bem o sabe.

O grande argumento dos maconheiros e seus defensores é a tal guerra perdida. Se Bill Clinton e FHC afirmam solenemente que depois de 40 anos de luta, a guerra contra o tráfico foi perdida, então que se descrimine a maconha. Depois, pelo mesmo princípio, que se libere também a cocaína, o crack...

O argumento "guerra perdida" é tão estúpido quanto aquele manda a mulher relaxar e gozar quando não puder resistir ao estupro. Vindo de uma autoridade é também uma confissão de incompetência.Vindo de um ex-Presidente é ainda uma irresponsabilidade. Ele vá dizer ao Obama que a guerra contra o terrorismo está perdida. Diga aos palestinos que a sua guerra está perdida.

As drogas deveriam ser consideradas armas de destruição em massa e, por isso, autorizarem ações de repressão incluindo sanções comerciais. A ONU deveria chamar a Bolivia às falas e impor a eliminação do plantio de coca. A OMC, o FMI idem. Infelizmente, os incompetentes estão indo pelo caminho mais fácil, querem desistir da luta, querem entregar de vez nossos jovens aos traficantes. Uma vergonha.

sábado, 28 de maio de 2011

Para quem não leu ou leu e não entendeu.

O Aldo Rebelo e os parlamentares que votaram a favor do novo código florestal estão sendo achincalhados por gente de toda espécie. Boa parte, jornalistas e blogueiros, principalmente, segue o chocalho das ong's e repetem suas baboseiras sem que tenham sequer lido o texto. O deputado esclarece:

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Cannabis abortus. Que espécie!

Vem ai, marcada para amanhã em São Paulo, a passeata cannabis abortus que é a mistura de militantes maconheiros com militantes abortistas. Tá faltando o gayzismo. Deve ser porque esses últimos não correm risco de abortar. Mas, pensando bem, voces já notaram que são as mesmas caras? Maconheiros, abortistas, GLBTTRQHKJM... parecem parquinhos do mesmo clube. De vez em quando eles resolvem se reunir para lembrar a sociedade que devemos aceitar passivamente o uso de drogas, o assassinato de fetos e a doutrinação nas escolas.

Desse grupo quem andava na muda eram os abortistas. Resolveram se mostrar. Penso que em péssima hora, pois com a pancada que a dona Dilma deu no gayzismo não vejo muita chance de que seu movimento prospere. Se a sociedade não aceitou o kit gay, muito menos aceitará uma campanha pelo aborto. Que façam sua manifestação e voltem rapidinho para seus esconderijos.

Dona Dilma acerta. E erra.

Dona Dilma acertou e muito quando brecou a distribuição do kit gay nas escolas. Nem sei se foi por causa da bancada religiosa que lhe bateu na porta ou se foi porque o kit era mesmo uma porcaria. O certo é que nossas crianças não terão que ver um filminho onde lhe mandam experimentar brincar de menino com menino e menina com menina. Melhor assim.

Dona Dilma errou quando disse ontem aos repórteres que não vai permitir propaganda de opções sexuais. NÃO existe essa de opção sexual. Ao dizer que há, a dona Dilma corroborou a tese daqueles militantes que queriam distribuir o tal filminho. Sexo não é time de futebol que o sujeito escolhe torcer na infância. Se é gay, nasceu gay. Se não é, nasceu hetero e jamais será gay. Alguém, por acaso, se lembra do dia em que fez a opção? Estou imaginando a reflexão que fez a Rogéria, quando em determinado dia decidiu optar por ser gay, o que significa optar por não ser hetero. Já pensou no drama? Obviamente tal não aconteceu. O máximo que a famosa travesti pensou foi se abriria a porta do armário.

Enquanto o governo não se der conta disso estará alimentando a militância desastrada do gayzismo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Aldo Rebelo põe o dedo na ferida. Ongueiros estão em polvorosa.

Certa vez, quando trabalhei no Ministério da Integração Nacional, em uma reunião com o Ministro Ciro Gomes expliquei-lhe, inclusive com um fluxograma, como eu entendia que se dava a condução da questão ambiental no Brasil. A síntese do que lhe transmiti é: um concerto mídia-ong's-governo planeja e executa a política ambiental sem que o parlamento, legítimo representante do povo, participe minimamente.

Isto aconteceu fortemente enquanto a questão ambiental não tinha importância política, não frequentava as preocupações das pessoas, era coisa de "entendidos". Agora a coisa mudou. De tanto a midia insistir em programas, reportagens e entrevistas envolvendo temas ambientais, o povo resolveu prestar atenção e transferiu suas preocupações para seus representantes. A Marina fez um belo serviço neste sentido. Os políticos, sob pressão, tiveram que se mexer e se deram conta de que o CONAMA manda mais que o Congresso. Resolveram reagir.

Não foi outra a fala do deputado Aldo Rebelo hoje. Ele disse literalmente "O lobby ambientalista internacional instalado no Brasil se habitou durante 20 anos a usurpar o direito da Câmara de legislar." É isso ai. Por trás de toda essa ira contra a Câmara dos Deputados e os estados e a favor de que o Governo Federal decida sozinho a ocupação do solo, está uma seríssima disputa pelo poder que começa a escoar pelos dedos dos cento e tantos do CONAMA.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Palocci - do alfinete ao foquete.

A julgar pela lista de clientes do Palocci publicada pelo Noblat aquilo não era uma consultoria. Era, propriamente, as "ORGANIZAÇÕES TABAJARA". O homem sozinho, sem um economistazinho sequer de funcionário, conseguia ensinar o caminho das pedras a bancos, supermercados, telefônicas e fábricas de automóveis.

Fico pensando no aperto do Palocci tendo que de manhã dar conselho à OI e à tarde dizer à TIM como faz pra ganhar da OI. Para um homem desses, vinte milhões ao ano é pouco. Com talento menor Bill Gates criou a microsoft.

Dilma manda segurar o kit gay

Fez muito bem a dona Dilma ao mandar o MEC segurar a distribuição do kit gay que já está rodando por ai na web. Na página do Reinaldo Azevedo (link ai do lado) se pode ter uma idéia do que consta no filminho vagabundo.

Como se trata de matéria parida lá mesmo no governo a dona Dilma está corretíssima. Espero que não volte atrás por pressão do gayzismo instalado na mídia e no próprio governo em suas relações com ong's de toda natureza. O motivo é que o material, a julgar pelo filminho, não é anti-homofóbico, é pró homossexualismo. A mensagem do filme é: EXPERIMENTE, todo mundo é BISSEXUAL de vez em quando. Uma ova!

Gay nasce gay assim como hetero nasce hetero e estamos conversados. Gene defeituoso assim como o da orelha de abano. Não é mérito nem culpa. Não atinge o caráter nem a capacidade intelectual. Sei. Alguém poderá dizer que sendo assim, não faz mal a propaganda gayzista. Faz sim, porque estamos lidando com crianças e adolescentes. Incutir na mente de uma criança que é normal heteros terem experiências homossexuais é estimular desnecessariamente a promiscuidade e facilitar a vida de pervertidos adultos que estão sempre pelas proximidades.

Isso não tem nada a ver com religião. É apenas uma questão de bom senso.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Em carta, Aldo Rebelo mostra a mentira dos ex-ministros e ongueiros

Entendo a dona Dilma. Como na letra da música Geni, de Chico Buarque, tem um monte de gente jogando merda no relatório do Aldo Rebelo. Ongueiros, ex-ministros, velhinhos da SBPC, a turma do Bob Marley e até o "bispo de olhos vermelhos", todos puxados pela Marina Silva, afirmam por escrito que o novo Código vai incendiar a Amazônia, o jeito é acreditar. Até que o outro lado explique bem explicadinho que não é nada disso. É o que faz o deputado Aldo Rebelo na carta abaixo, publicada no site do Reinaldo Azevedo.

A guerra do código 2 - Aldo Rebelo também escreve carta aberta à presidente e desmonta falácia grotesca

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O jornalista Reinaldo Azevedo põe de joelhos no milho 10 ex-ministros do meio ambiente.

Carta Aberta deste blog ao Congresso - Ex-ministros do Meio Ambiente querem dar um pé no traseiro do Parlamento e punir os agricultores pobres. Ou: Quem os elegeu?

Aos votos, aos vetos e aos votos de novo. É assim que funciona.

Vi na TV que nada menos que 10 ex-ministros do meio ambiente se juntaram para bombardear o relatório do Aldo Rebelo. Tava engraçado. Marina Silva e Carlos Minc (este deve ter faltado à passeata da maconha em Recife) juntinhos daquela gente toda que "desgraçou o país" permitindo a devastação das nossas florestas, que não cuidou dos nossos rios, que deixou o gado tomar conta de tudo etc.etc.etc. De repente ficaram amiguinhos em prol da floresta. Nada como uma boa causa para unir corintianos e palmeirenses. Nem que seja em torno de mentiras e mistificações.

Sob pressão, o governo já ameaça vetar a parte que beneficia os pequenos agricultores se o relatório for aprovado. Que vete, é do seu direito. E que os parlamentares derrubem o veto, é do seu dever. O jogo da democracia é assim mesmo, queiram ou não os "autoritários virtuosos".

Hoje a maconha, amanhã a cocaína... Assim na tela como no vício.

Em Recife os maconheiros conseguiram fazer uma manifestação com autorização judicial. para tento, mentiram. Travestiram a reunião de manifestação pela liberdade de expressão e danaram-se a defender a liberação da droga. Entre um tragada e outra prometeram construir uma estátua em homenagem ao cigarrinho do demônio. Os mais exaltados querem substituir a cana pela cannabis. Certamente as TV's mostrarão o Brasil que não tem limites para o que não presta.

Ontem autoridades médicas estimaram que no Brasil já existem mais de um milhão e duzentos mil usuários de crack. Gente pra dedéu. Se excluirmos os adultos com mais de 40 e as crianças com menos de 5, temos um percentual alarmante de jovens entregue à desgraça. Grande parte está nesse esgoto de onde sairão para o cemitério porque deu o primeiro trago num cigarro de maconha. Assistindo ao vídeo postado pelo Reinaldo Azevedo (link ai do lado) pensei nas risadas que devem estar dando os traficantes, ladrões e assassinos que se fartam no mercado de drogas.

Como inquiriu ontem no "Fantástico" o médico Dráusio Varela, não vamos fazer nada? Desconfio que não. Vai ficar ssim mesmo. Cada um de nós que se cuide e aos seus.

domingo, 22 de maio de 2011

Deonísio da Silva responde aos estupradores da língua e seus advogados.

Os estupradores da língua

Quando um crime acontece há sempre mais de uma versão para o fato. No mínimo, se apresentam a vítima e o autor, cada um com uma história diferente. Em alguns casos surgem os intérpretes, especialistas que chamados ou não a opinar estão ai para nos mostrar a verdade. O que sería de nós sem estes seres iluminados?

Para o recente crime praticado contra a língua portuguesa por quem deveria cuidá-la, logo surgiram os experts, aqueles cuja inteligência permite ver o que nós, pobres mortais frequentadores do Aurélio, nem sequer supomos que exista. Como advogados de estupradores eles encontram na vítima razões para o ataque. Quem mandou usar aquele decote?

Não adianta. O que fez o MEC com aquele livrinho vagabundo corresponde a ser pego com as calças arriadas de frente pra vítima. O festival de mediocridade que assola o pais e esmaga diariamente a ética, a honestidade, a justiça, o mérito e a cultura não pôde deixar de fora a língua portuguesa. Apenas isso.

sábado, 21 de maio de 2011

A marcha da maconha foi um sucesso. Ou não?

Pelo que mostrou o Jornal da Globo, a marcha da maconha terminou com muita fumaça e gente de olhos vermelhos.
Tudo a ver.

Já ganhamos a Copa da insensatez. Quem se importa com Amanda Gurgel?

A revista Veja deste fim de semana vem com uma reportagem arrasadora mostrando o descalabro das obras(?) para a Copa do Mundo. Coisa de país como o Brasil, onde governo e empreiteiras atrasam os cronogramas para depois, às pressas, fazerem obras mal feitas e caras, de preferência sob olhares permissivos dos órgãos de controle. O resultado só pode ser consultorias cheirando a tinta dando goleada em velhos times de gênios.

Como é que se explica a esculhambação mostrada pela Veja? Não se explica. Para realizar as obras da Copa, cada uma delas custando o dôbro do que estava previsto, o Brasil terá que NÃO fazer as obras de saneamento de que precisa, terá que NÃO restaurar as estradas esburacadas de norte a sul, terá que NÃO botar dinheiro na saúde, na segurança, no combate às drogas e muito menos nos 930 reais da professorinha Amanda Gurgel.

Tirem o Código Florestal desse chafurdo.

Corre a versão, alimentada pela própria Marina Silva, de que o governo, jogado nas cordas pelo caso Palocci, estaria disposto a ceder no Código Florestal em troca de uma forcinha dos parlamentares. Outros dizem que por fora os da base levariam as nomeações penduradas desde o inicio do governo. Juntando tudo, a cabeça do Ministro está em alta.

Não sei quanto aos cargos, mas quanto ao código é muito estranho, pois a votação já estava acertada e a aprovação do relatório idem. O Aldo Rebelo já desidratou tanto seu relatório que doravante só entregando todo o parlamento às ONG's de vez, dado que certos políticos já lhes pertencem.

Não faço a menor idéia se vai ou não prosperar a barganha Código+cargos/Palocci divulgada na imprensa. Espero que não. Sempre é hora para um pouco de vergonha.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Amanda Gurgel. Um grito e um silêncio.

Amanda Gurgel é a jovem professora potiguar que, repentinamente, por dizer velhas verdades de modo simples e direto em audiência realizada na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, foi levada ao estrelato através da divulgação de vídeo na internet e de repercussão em jornaizinhos e jornalões, bloguinhos e blogões de todo o Brasil.

A melhor parte do vídeo que enquanto escrevo este post já tem 472 055 acessos no youtube é quando a professorinha se refere ao próprio salário de míseros 930 reais, jogando nas fuças dos deputados o constrangimento que o Brasil inteiro deveria compartilhar.

Durante alguns dias o vídeo vai continuar sendo acessado, os jornalistas farão suas matérias, os políticos farão seus discursos e ao cabo tudo continuará como antes. Os governos não estão verdadeiramente preocupados com as Amandas. O MEC está mais preocupado em ensinar as crianças que homem com homem pode e mulher com mulher também pode. Em outro sentido, se ocupa em aplicar o lulês no português. A era da mediocridade não tem fim.

Amanda, não se fie, eles ouvem mas não ligam. Estão ocupados com coisas mais importantes como salvar a própria pele e planejar novas pilhagens.

A lista de Dilma, por Nelson Motta.

Raramente transcrevo literalmente artigos e notícias. Este, que qualquer cidadão brasileiro honesto assinaria, merece.

NELSON MOTTA


A lista de Dilma

Uma lista de 120 nomes de companheiros de partido desempregados — porque perderam as eleições ou não sabem fazer nada — para ocupar cargos bem pagos no governo e em estatais não é só uma afronta a 120 profissionais de alto nível, concursados que estudaram, trabalharam, dedicaram sua vida à carreira e se tornaram os melhores em suas áreas. É um prejuízo incalculável ao país.

Os que sabem mais, os mais competentes, que conhecem mais as estruturas e os problemas da área, serão atropelados pela ignorância e a voracidade dos dirigentes partidários e preteridos, na melhor hipótese, por incompetentes, e, na pior, pelos corruptos de sempre, que apodrecem a máquina estatal por dentro.

Como o partido vai falar em democracia, justiça social, direitos humanos, ética, cidadania, igualdade de oportunidades, sem provocar risos e constrangimentos? Encurralados pela evidência dos danos morais e materiais que essa política faz à nação e às instituições, sem argumentos além das "causas" do partido, eles repetem Lula justificando o mensalão: todo mundo faz.

Dizem que Dilma flambou a lista com as labaredas que saíam de sua boca, com adjetivos que não ficavam nada a dever aos piores de Lula. Companheiros, tremei.

É bom demais para ser verdade, ou para durar, mas o suficiente para alegrar os corações democráticos. O provável é que, pressionada, ameaçada e acuada pelo partido, ela acabe cedendo, ao menos em parte, pela governabilidade. Mas já terá sido um avanço para a ética e a eficiência. Dá-lhe, Dilmão!

O aparelhamento partidário do Estado na era Lula provocou novos comportamentos oportunistas entre funcionários de carreira, que se filiaram aos partidos na expectativa de se beneficiarem de cargos e promoções. Assim, quando eles são indicados aos melhores salários e atropelam colegas mais competentes, podem ser apresentados publicamente como funcionários de carreira. Uma mão suja a outra e todos ficam contentes. Só o país perde.

Instituir a meritocracia em todos os níveis da administração pública é muito mais barato e viável, mas muito mais difícil do que acabar com a miséria no Brasil.

Publicado no Globo de hoje.

O G-20 e a governança dos preços dos alimentos. Quanto custa o veadinho?

A notícia abaixo vem do AGROLINK. Comento em seguida.

G-20 discute controle no preço dos alimentos

20/05

Buenos aires - Um encontro ministerial do Grupo dos 20 (G-20) começou a discutir, ontem (19), na Argentina, se os preços dos alimentos precisam de regulamentação ou podem ser regidos pela liberdade de mercado, enquanto a França pediu para que fosse criada uma "nova governança" em nível mundial na agricultura. "É preciso encontrar uma nova governança para a agricultura ao nível mundial. É necessário regular melhor o mercado", disse o ministro da Agricultura da França, Bruno Le Maire, antes da cúpula do G-20.


Le Maire disse que a França "não tem, em caso nenhum, a intenção de limitar o preço das matérias-primas agrícolas" e acrescentou que "o que queremos combater é a volatilidade excessiva [dos preços] e a especulação sobre as matérias-primas".


Brasil e Argentina, grandes produtores de alimentos, e o México, são os três países latino-americanos que integram o G-20. O encarecimento dos alimentos entrou no radar de grandes organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o G-20.


Trocando em miúdos, o mundo desenvolvido e gordo quer manter baixos os preços dos alimentos. Já o fazem com enormes subsídios aos seus sistemas pouco competitivos. A França, um dos países mais "agrícolas" da Europa faz isso descaradamente. Acham pouco, querem comprimir os preços dos alimentos. Bacana, né? Principalmente se inocentemente acharmos que trata-se de bondade com os povos famintos da África por exemplo. Mas não é. O que está em jogo é que em um mercado livre não há crescimento da demanda sem correspondente aumento do preço. O fardo do subsídio está cada vez mais pesado.

Os alimentos estão caros? Claro. Com mais gente comendo e comendo mais a cada dia e, ainda, com mais e mais restrições ambientais (não está em questão o mérito) à expansão de áreas de cultivo, o resultado não poderia ser outro - os preços sobem. Essa história de volatilidade é tão falsa quanto uma jaboticaba norueguesa. A questão é estrutural. Para eles, a solução é intervir nos preços, isso que estão chamando de "governança para a agricultura". Quem vai pagar o pato? O pato, a galinha, o porco, o milho, a soja e tudo o mais só podem ser pagos pelos agricultores. Grandes e pequenos. Não pensem que uma compressão artificial dos preços atinge somente o grande agronegócio. Quando baixa, baixa pra todo mundo.

O que podem fazer os países produtores entre os quais o Brasil é verdadeiramente líder? Temos a agropecuária mais competente do mundo e a comida mais barata do mundo, temos então força e fôlego para negociar e não permitir que levem ao sacrifício os nossos agricultores.

Aliás, cabe um desviozinho par esclarecer uma questão. Por que raios os alimentos têm que ser baratos? Biologicamente é só o que importa. Pergunte ao leão quanto vale um veadinho (me refiro àquele bichinho que corre na paisagem africana). Vale só tudo. O leão daria cem por cento do que tem por aquele pedaço de carne fresca (fresca de nova). Por que o homem só quer pagar uns 20%? No Brasil paga-se uns 17%.

Ora. É que quanto menos pagar pelo rango, mais sobra para pagar por coisas tipo roupa, carro, eletrônicos, marcas... coisinhas produzidas aonde? Não precisa responder.

Voltemos à reunião do G-20. Os caras querem governar o preço daquilo que eles não produzem. Não é engraçado? Quando o negócio é com o petróleo os produtores dão o preço. Quando é com patentes, os donos dão o preço. Quando é com tecnologia, os donos dão o preço. Mas quando o drama é com os alimentos, são os consumidores dão o preço. Estamos roubados. Ou não?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

O modelo binário e a viadagem adquirida. Taí um tema para o professor baiano.

Depois que o STF disse que homossexuais podem se casar, alguns mais afoitos como um professor baiano referido pelo Reinaldo Azevedo já chegam a propor a reconsideração da heterossexualidade como algo natural. O tal Leandro Colling (parece nome de guerra, não?) entende que o heterossexualismo, tanto quanto o homossexualismo, resulta de uma opção sexual. Sendo assim, não há porque se falar de heterossexualidade natural. Se a tese vigorar, a sexualidade só será estabelecida no registro de nascimento, por exemplo, quando o nascido fizer sua opção sabe-se lá com quantos anos de idade. Neste momento haveriam pelo menos quatro possibilidades - homem, mulher, homem-mulher e mulher-homem. O casal sairia da maternidade sem saber o sexo da criança. No máximo poderia dar uma torcidinha.

Da minha parte, até ai não há nenhum problema. Se eles acreditam nisso, vão em frente. Como ando enfurnado em equações e regressões, a minha preocupação é científica. Explico: É que na econometria existe um troço simples chamado "variáveis explicativas binárias" que esteve presente em milhares de pesquisas e teses científicas no mundo todo. Trata-se de um modelo no qual dada sua natureza determinada variável só pode assumir dois valores.

Por exemplo, consideremos uma regressão rendimentos, com gênero (Masculino e Feminino) como explicativa yi =α+β(gênero)i+ ε i . Há duas categorias e uma delas escolhemos para a dummy (no caso, feminino). Cria-se uma variável Fi ={1 se Feminino; 0 se Masculino}. A regressão passa a ser yi =α+βFi+ εi. Ou seja, a renda é explicada pelo sexo sendo este variável binária (feminino ou masculino).

Doravante, pelo gosto do professor baiano, todas as pesquisas que adotaram o sexo como variável binária serão jogadas no lixo. Tenho ou não razão pra me preocupar?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Palocci explicar como ficou rico não é nada. Duro é explicar por quê quer ficar pobre.

Com todo esse bafafá em torno do enriquecimento do Palocci que em menos de 4 anos multiplicou por 20 a sua pequena fortuna, fiz umas continhas e fiquei surpreso, mas não com o sucesso do homem. Acho mais do que normal um sujeito que foi Ministro da Fazenda ter capacidade para ficar rico em quatro anos. Alta consultoria é assim mesmo. Não vê o Zé Dirceu? E o Lula? O homem ganha 200 mil a cada duas horas de tribuna perante platéias inteligentes, exigentes, qualificadas e ricas. FHC a mesma coisa. A oposição tá é com inveja. Então, qual é a minha surpresa? Explico.

Espantoso é que o Palocci tenha largado uma carreira de consultor que poderia deixá-lo milionário em poucos anos, para voltar a ganhar o salário miserável de ministro que certamente não dá nem para o scotch de todo dia. Não sabe fazer conta não? Fora do governo ganhava cerca de 150 mil por mês e agora vem ganhar menos de 20 mil? Como médico certamente ganharia mais. Se já fosse milionário que nem o Meirelles tudo bem, seria pelo bem do pais e tal, mas 7 milhões não é assim nenhuma fortuna que permita tanto sacrifício. Aposto que a família não gostou nadinha.

Fico pensando... e esse camarada tomava conta do nosso dinheiro....

domingo, 15 de maio de 2011

Nem só com grana se faz um político sem-vergonha.

Em 12 anos de proximidade com parlamentares no Congresso Nacional, acompanhando de perto ou de longe o seu funcionamento, vi muita coisa que não deveria ter visto, muita gente que não deveria estar lá e muitas atitudes que não deveriam ter sido tomadas. As maiores patifarias foram sem dúvida praticadas por dinheiro, seja cash ou travestido em oportunidade ao roubo através de cargos e liberações. Mas não é só em grana que se enlameia um mandato.

Uma das maiores calhordices que vi acontecer foi parlamentar, legalmente encaminhada por deputados, mas que imbutia o engôdo, a dissimulação e o estelionato moral. Refiro-me à PEC 300 através da qual, por anos, enganaram os policiais militares e bombeiros de todo o país. Todos, sem exceção, incluindo os seus autores e apoiadores sabiam que ela jamais seria aprovada. Nenhum governo seria capaz de administrar a elevação dos salários das corporações aos níveis praticados no Distrito Federal. Pelo valor e pelo efeito cascata que provocaria nas demais categorias. Um soldado em inicio de carreira jamais ganharia, como em Brasília, cinco vezes o salário de um professor com nível superior. Nem faz sentido.

O único efeito prático daquela pantomima foi a excitação e a organização da categoria e, obvio, a eleição e reeleição de alguns espertos que estavam no comando. Nem sei por que, mas lembrei disso. Talvez por que ando sem assunto.

Os parlamentares, como sempre, pródigos.

Um dos problemas mais graves enfrentados pelo eleito a cargo executivo, seja ele prefeito, govrnador ou presidente, é a prodigalidade dos parlamentares. Fora da responsabilidade de igualar gastos à receita, deputados e vereadores de um lado forçam as despesas com aumentos salariais, obras e serviços e, de outro, querem redução de receita com anistias, privilégios e reduções de impostos. Uma equação que simplesmente não fecha e não pode fechar.

Tudo bem que foram eleitos para em nome do povo reclamar melhores serviços, mais obras, mais austeridade, mais honestidade e coisa e tal, mas para não dá pra estuprar a aritimética. Nem todo mundo pode ser comportar como o Ministro da Educação que mandou às favas a concordância verbal. Com as contas públicas o busílis é outro. Coerência nunca é demais.

sábado, 14 de maio de 2011

Senhores parlamentares, cuidado com a chuva.

Já que o a votação do Código Florestal foi adiada mais uma vez, dá tempo para um aviso rapido aos políticos de modo geral e aos acreanos em particular. Não se iludam. Votar contra o relatório do Aldo Rebelo é fria. O ambientalismo que quer imputar aos pequenos produtores as mesmas responsabilidades que aos grandes pode ser bonitinho em Londres e Bruxelas. Talvez eleja deputados por lá. Por aqui o buraco é mais embaixo. Sirkis, Sarneyzinho, Paulo Teixeira e outros da espécie podem e até devem espremer o gogó até ficarem verdes porque seus votos não dependem dos agricultores. Mesmo a Marina, a quem admiro, deve sua imagem à causa, então está na dela, seria estranho que não atuasse da forma como está atuando, até porque, não sendo mais será candidata pelo Acre, não precisará se explicar entre agricultores e seringueiros. Os outros, porém, estão todos sob o mesmo telhado. Se sairem pra chuva, vão se molhar.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Um brinde à dona Dilma. Saúde!

Alguém já disse que se o sujeito tiver que explicar que não é gay, é gay. Este tipo de dúvida não recai sobre quem não é. Com doença é a mesma coisa. Se o sujeito precisa sair dizendo que está bem de saúde, muito provavelmente não está. Ainda mais sendo político, que só se entrega no caixão.

A dona Dilma não precisa que aliados estejam afirmando a sua saúde, nem de telejornais que omitam sua doença, seja gripe, pneumonia, ou stress. Esse palavrório e essas omissões terminam por aguçar mentes e corações maldosos. Que dona Dilma viva forte e feliz para, cumprindo suas promessas, melhorar a vida do brasileiro.

"A gente estamos fazendo merda" Fernando Hadad.

Parece brincadeira, mas não é. O MEC decidiu que a nossa velha e boa lingua portuguesa estava precisando de uma repaginada, aí pegou o sujeito, misturou com o verbo, sapecou uma dose bem forte de lulês moderno e despachou o pacote para as escolas. De agora em diante, aluno que escrever "a gente somos burro" ganha nota e elogio por estar se expressando de conformidade com a sua própria realidade. A orientação didática encaminhada é no sentido de não exigir a escrita formal da língua. Cada um escreve como fala e pronto, afinal, quem precisa de um troço chamado concordância verbal?

Fico pensando em quantos Machados de Assis serão revelados pela nova pedagogia do Ministro Fernando Hadad. O Brasil que nunca teve um prêmio Nobel doravante estará na primeira fila dos laureados na categoria literatura. Quero ver é quando essa esculhambação chegar à matemática!

terça-feira, 10 de maio de 2011

José Serra cria site. Já que Lula não sabe escrever, o outro lado é José Dirceu. Acompanhemos os dois.

Logo de inicio o tucano José Serra traz um ARTIGO sobre a questão das drogas no Brasil. Com o Oxi na moda a partir da fronteira boliviana com o Acre, nada mais oportuno.

Um dos aspectos da abordagem do Serra é justamente a omissão diplomática do Brasil em relação à Bolívia que produz toda essa merda que entra no Brasil. Pior, produz cada vez mais e, para isto conta com generosos investimentos e aquisições do Estado brasileiro. O narcoestado em que o índio cocaleiro está transformando aquele pais merece há muito tempo uma "dura" de nosso presidente, seja ele quem for. Temos todas as condições para isso.

Aliás, há uma corrente de pensamento que considera apropriado tratar a cocaína como arma de destruição em massa, o que eleva o patamar de responsabilidade de seus produtores. Serra se refere assim no título do artigo. Ainda não conheço bem os termos em que se baseia, mas não parece desprovida de razão. Estudemos.

Propaganda eleitoral extemporânea. É um aviso. Depois não adianta chamar por "mamãe".

Nos últimos dias temos visto na imprensa notícias de que administradores públicos e políticos em geral aproveitaram o dia das mães para fazerem grandes manifestações públicas. Mãe pra cá e mãe pra lá, periga incorrerem em crime de propaganda eleitoral antecipada. Às vezes programada com antecedência e divulgada nos meios de comunicação, com grande moblização logística e escassos motivos institucionais, o que seria evento normal passa ser escrachada propaganda com vistas à próxima eleição.

Sei que de modo geral esles estão c...... e andando para a Lei. Acreditam que, no máximo, vem uma multazinha e pronto. Dinheiro é o que não falta. De todo modo sugiro dar uma espiadinha aqui no ARTIGO do Dr. Pedro Luis Barros Palma da Rosa, especialista em direito eleitoral. Ao final, ele conclui: "Importante advertir, ainda, que mesmo que não fique reconhecida a propaganda eleitoral fora de época, a publicidade pode ser entendida como promoção pessoal e abuso de poder, dando azo à inelegibilidade".

O recado está dado. Ao pré-candidato e aos adversários que podem muito bem documentar o evento e mover ação correspondente no TRE.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A hortinha dos maconheiros ganha mais apoio. Calma. Ainda não é nas escolas.

Parece que pelas bandas do governo federal tem mais gente sentindo o aroma daquele cigarrinho do demônio. Depois do deputado Paulo Teixeira é a vez de uma tal Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (mais detalhes AQUI ) que resolveu que o pais deve descriminalizar a maconha, tolerar o uso e permitir o plantio para consumo próprio. Nunca antes neste país houve tanta gente pensando em plantar uma hortinha no quintal. Coisa pra deixar Stédile sem militantes.

O parecer da Comissão servirá de base para que o governo federal tome lá suas decisões. Uma das razões apresentadas é que a maconha é a droga que causa menos problemas às pessoas. Sei. E por isso vai ser liberada. A partir daí qual é a próxima "menos danosa"? A cocaína? É lamentável que enquanto as famílias brasileiras se contorcem para conviver com o drama do vício e a criminalidade a ele associada, gente que deveria proteger a sociedade esteja mais interessada em liberar o "barato". Talvez até que um parente lhe roube o aparelho de TV para trocar por drogas.

domingo, 8 de maio de 2011

Thaumaturgo Lima tem lado. O do Brasil.

Não sei o que pensam os outros deputados acreanos sobre o código florestal, mas pela reportagem de hoje em A Gazeta, o deputado Thaumaturgo Lima inicia honrando os seus eleitores. Ao invés de fazer côro ao "politicamente correto" e economicamente atrasado que sustenta a fama e o emprego de personagens e ongueiros Acre e Brasil afora, Thaumaturgo foi incisivo. "As pressões externas estão muito fortes. A gente sente essa pressão não só no Congresso Nacional, mas também na imprensa. Há uma interferência de entidades e ONGs que querem ditar as regras no nosso país. Nós temos uma soberania e não podemos nos submeter à pressão de ninguém. É preciso fazer o que é melhor para o Brasil". É isso aí, deputado. Parabéns.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Oxi, morte e omissão.

Esteve hoje em todos os telejornais.O OXI se alastra a partir do Acre. Tem noiado morrendo em meses de uso. Uma verdadeira bomba aspirada pelos jovens mais pobres, aqueles desesperançados, abandonados por suas famílias e pelo Estado. Por falar nisso, cadê aquela política de combate às drogas que prometiam na campanha?  Virou fumaça. Em seu lugar cortes nas verbas da Polícia Federal e omissão. A Bolívia será por muito tempo uma usina de morte e degradação. Isto enquanto o Brasil continuar falando fino com os amiguinhos zumbis da esquerda defunta.

Inquieto, o traidor sai das sombras.

No desespero, politico faz qualquer negócio. Em alguns casos até põe a bunda na janela pra alguém passar a mão nela, como naquela musiquinha cantada pelo Gonzaguinha. No fundo é apenas chantagem, um aviso do tipo "não quer, tem quem quer". Mas é falso. Não vai adiante. Falta-lhe a coragem e sobra-lhe a covardia inerente a todo traidor.

Ficou para a próxima semana. A corda tá esticada.

Empurraram com a barriga e com medinho das ONG's a votação do Código Florestal para a próxima semana. Esperemos que o relator Aldo Rebelo não capitule ou ceda à chantagem.

domingo, 1 de maio de 2011

Marina Silva e o Código Florestal. Senhores deputados, aos votos!

Em artigo publicado no Blog do Altino Machado (link ai do lado) a ex-senadora Marina Silva argumenta contra o Código Florestal e pede mais um adiamento da votação. É duro discordar de alguém do “tamanho” da Marina Silva, contudo, embora sendo a nossa papisa ambiental ela não está autorizada a impor dogmas e interpretações fora da lógica. Muito menos dizer inverdades. Aponto:

1. “A sociedade não teve tempo de analisar e se manifestar sobre a proposta”.

Falso. A reforma do Código Florestal está sendo discutida há tanto tempo que um pouco mais e ela fica caduca. Todo cidadão brasileiro interessado na matéria conhece seus termos. Os que não se interessam provavelmente estão cuidando de ganhar o pão do dia seguinte.

2. “A falta de transparência e o açodamento na votação não são coerentes com a democracia em que vivemos, com a importância e o aprofundamento que o tema merece”.

Falso. O relatório do Aldo Rebelo foi exaustivamente discutido em todos os estados brasileiros numa verdadeira peregrinação, coerentemente com a democracia. Aliás, poucas vezes neste pais um tema ganhou tanto destaque na mídia, incluindo programas de televisão levados ao ar em horário nobre. Na moita foi feito o PNHD – 3.

3. “Não existe consenso ainda na proposta defendida pelo relator”.

Ora, ora. Quer dizer que a votação só vale se houver consenso? Que democracia é essa da Marina? O parlamento é essencialmente uma casa de discordâncias, de dissensos. Quem deve operar em consenso são os partidos e o governo. Na Câmara, com partidos e visões diferentes, vota-se e ganha a maioria. Talvez a experiência com a barafunda do PV tenha deixado a Marina avessa a disputas.

4. “Por isso, mais uma vez, é necessário que os cidadãos se manifestem sobre o que está sendo feito em seu nome”.

Peraí. A Marina já defende plebiscito para a maconha, para o aborto... Será que está querendo um também para o código florestal? Melhor não, Marina, assim como no caso das armas o resultado nacional não seria o mesmo que o de Ipanema.

5. “As perdas de florestas são tão assustadoras em todo o mundo que a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu 2011 como o Ano Internacional das Florestas A intenção é fazer uma convocação aos governos, empresários e cidadãos do mundo para a responsabilidade de recuperar as áreas já degradadas e protegermos adequadamente o que ainda nos resta”.

Ops. As perdas de florestas se dão onde existem florestas, em todo o mundo uma ova. Em “todo o mundo” não existe Código Florestal, nem reserva legal, nem outras precarizações do direito de propriedade.

Se a intenção é estimular a recuperação de áreas degradadas, bem poderia a ONU começar pela vinícolas francesas cultivadas em encostas de morro ou, quem sabe, pelo reflorestamento das áreas cultivadas com batata. Por que não reservar e reflorestar 80% das áreas cultivadas com cevada na Inglaterra?

6. “Os cientistas nacionais estão clamando por participação, assim como os agricultores familiares, entidades ambientalistas e profissionais de vários setores”.

Os cientistas da SBPC tiveram tempo e oportunidade mais que suficiente para manifestação. Muitos o fizeram. Se for esperar pela ultima manifestação do último velhinho da SBPC interessado a votação sai junto com o Juizo Final.

Melhor seria se a Marina e todos os ambientalistas fincassem o pé na porta do governo para que cumpra a legislação, para que ponha dinheiro e rigor na fiscalização, para que não transforme o IBAMA e suas representações estaduais em aparelhos partidários, para que financie a recuperação de áreas, para que dê uso às áreas já desflorestadas aliviando a pressão sobre a floresta, para que invista em ciência e tecnologia na Amazônia, para que faça uma gestão eficiente das unidades de conservação, enfim, para que cumpra o seu papel. Já estaria bem assim. Inviabilizar a pequena proriedade com reservas absurdas e criminalizar produtores por desflorestamentos legais considerada a legislação vigente à época é apenas criar mais elementos geradores de insegurança e desestímulo à produção agrícola nacional.  Sem consenso, aos votos!