terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Assim não dá.

AQUI voce pode ler uma matéria cujo título é "Onda de frio na Europa pode ser consequencia do aquecimento global". Não é ótimo?

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Isto é que é "ciência". Einstein estava por fora.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Volto logo

Desculpem a ausência. No lugar onde estou há dificuldades de acesso à internet. Volto logo. No horizonte, um recomeço.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Fim de ano, festas, sonhos, planos, perspectivas. Quem sabe um cavalo de pau na estrada do engano. Talvez aprofundar o estudo, gerar conhecimento, atualizar as idéias, crescer. Sempre é tempo. Nunca, porém, mudar o caráter, os conceitos e a fé.


Boas festas, feliz Natal saúde, paz e prosperidade. Que a traição dos ingratos e avarentos jamais os alcance.

sábado, 18 de dezembro de 2010

O time do Tião entra em campo.

Acabo de ler a lista de secretários do Governo Tião Viana. A rigor, entre os que conheço, nada a opor. Não vi ali despreparados ou corruptos de carteirinha. É boa noticia que não tenha cedido a algumas pressões e descartado a formação técnica de seus auxiliares. A pretexto de "humanizar o governo" havia quem apostasse na politização plena de cargos e funções de mando. Agora é esperar e torcer para que o gesto realize a intenção.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ainda sobre os salários dos parlamentares e altos executivos.

Se tem algo irritante é ver jornalistas e apresentadores de jornais e de programas de variedades na TV baixando o pau nos parlamentares, especialmente quando tratam dos salários recentemente aumentados. Numa listinha rápida, Xuxa, Faustão, Luciano Huck, Angélica, Hebe Camargo, Ratinho, Luciana Ximenes, Gugu Liberato, Tom Cavalcante, Marcelo Taz, Jô Soares (esqueci algum imbecil?), ganham em média mais de UM MILHÃO DE REAIS por mês. Alguns se aproximam dos DOIS MILHÕES DE REAIS. Sem contar os apresentadores de telejornais, na raia miúda até o Marquito, aquele banguela que acompanha o Ratinho, ganha mais que um Ministro de Estado. E vêm me falar de altos salários? Vão se catar!

Se querem baixar o pau no lombo dos parlamentares se refiram aos que fazem, e grande parte faz, maracutaias com as verbas idenizatórias e de gabinete que ao invés de serem gastas com a destinação própria servem para engordar os bolsos de deputados e senadores. Que se crie mecanismos para prevenir, controlar e fiscalizar o uso destas verbas, ou, se desnecessárias, que sejam eliminadas. Que rompam com o efeito cascata que leva a aumentos injustificáveis que alcançam até o município do Jordão, no Acre.

Fui durante algum tempo, ocupante de cargo em comissão no executivo federal. Um salário vergonhoso. O sujeito é obrigado a ver seu único blazer ficar puindo em sucessivas lavagens quinzenais. Em determinado momento o camarada já é reconhecido de longe pela gravata que usa eternamente. Tem gente que aproveita as diárias das viagens para economizar uns trocados, se hospedando em espeluncas e comendo sanduiche.

Eu nem considero, como muitos fazem, que os baixos salários são estímulo à corrupção. Não acredito nisso. Corrupto não precisa de estímulo, precisa é de oportunidade. Baixos salários são estímulo à preguiça, ao serviço mal feito e, principalmente, ao acolhimento de incompetentes e ladrões que perseguem uma oportunidadezinha para se dar bem. Se em cada nível o Presidente, o Governador e o Prefeito cortasse pela metade o número de cargos em comissão e pagasse em dobro aos que ficassem, e destes exigissem preparo, idoneidade e competência, o serviço público seria muito mais eficiente.

Acre - o progresso vem aí? É preciso.

Conversei recentemente com um dos membros do primeiro escalão do governo acreano. Na pauta, as perspectivas para os próximos quatro anos. Meu interlocutor dá uma boa notícia. Tião Viana vem com tudo para implementar um novo padrão de intervenção nos setores básicos da economia. A industrialização será a ponta do iceberg de um processo amplo que tem como fundamento a exploração em escala do potencial produtivo do Acre.

Bom sinal. Aprendi que para resolver um problema, o primeiro passo é reconhecer que ele existe. Fazendo as contas e percebendo que a economia de base agrícola tem muito que contribuir para a geração de riqueza e oportunidades no estado, o novo governador poderá emitir para a sociedade sinais claros de que inaugurará um ciclo de real desenvolvimento, o que, paralelamente, servirá para quebrar o discurso obviamente exacerbado de que no Acre nada se produz. Está na hora.

Este Cabral descobriu descobriu o caminho das "pedras". Só pode.

Nos ensina a historia oficial que desviando-se do "Caminho das Índias", um certo Cabral, o Pedro Álvares, veio dar no Brasil. Por causa disso cá estamos nós, neste pais maravilhoso, rico e miscigenado. Dizem que, apesar de tudo, o nosso descobridor morreu esquecido na cidade de Santarém, provavelmente em 1520.

Mais de quinhentos anos depois surge na política nacional, outro Cabral, o Sérgio, atual governador do Rio de Janeiro. Este parece que se desviou dos bons costumes e encontrou outro caminho, quem sabe o das pedras bem conhecidas dos cariocas. Só pode. O homem, que ja faz parte daqueles que defendem a liberação das drogas "leves", seja lá o que isso signifique, anteontem defendeu a liberação do aborto e ontem se posionou firmemente a favor da legalização dos bingos. O argumento que usa para os três casos é o mesmo. Segundo ele precisamos deixar de ser hipócritas. Já que a turma toda dá um tapa num baseado, qual o problema em liberar? Já que tem aborto a três por dois, o Estado tem mais é que liberar e ajudar as meninas a fazer um abortozinho básico sem riscos pra própria saúde. Já que não dá pra combater a jogatina, o melhor é legalizar e cobrar uma grana (impostos) dos comandantes do jogo.

Como seria o Brasil do novo Cabral? Já pensou? Drogas, aborto e jogo liberados? Que projeto de sociedade subsistiria a este concerto macabro?

Felizmente, pelo menos por enquanto, estamos conseguindo frear este tipo de alucinação. O Congresso, não pelo amor fraterno, mas pela dor da pressão popular, ainda não cedeu às tentativas recorrentes no sentido de solapar de vez as bases morais de nossa sociedade. Este Cabral, sabemos, não morrerá pobre (o Silveirinha que o diga) que nem o outro, mas com boa vontade do povo ainda será eleitoralmente esquecido.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Salários altos para uns, baixos para outros. A culpa é de quem contrata.

O que faz uma remuneração ser justa? Só pode ser o trabalho realizado em troca, certo? Funciona com o pedreiro que contratamos e deveria funcionar com os políticos. Ai é que está o Xis da questão dos salários dos parlamentares e executivos do setor público. Em anos de convívio com alguns deles, posso afirmar que há alguns (poucos) para os quais este salário, já aumentado, é injusto por ser baixo frente à tarefa executada. Em contraparte, há outros (a maioria) para os quais um salário mínimo seria exagero pois na prática estão ali em prejuízo da sociedade, portanto deveriam ter renda negativa.

Sendo assim, o Tiririca terá um supersalário, já o Roberto Freire pagará para trabalhar. A culpa é nossa que estamos elegendo (contratando) mais tiriricas e romários do que Robertos Freire ou Ariostos de Holanda.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cadeiras vazias. Umas, de homens, outras, de dignidade.

Na semana passada o Prêmio Nobel da Paz foi colocado simbolicamente sobre uma cadeira vazia, denunciando ao mundo a ausência do ganhador, o chinês Liu Xiaobo, que está encarcerado em algum lugar da China, condenado a onze anos de prisão por ter publicado manifesto em defesa da liberdade de expressão e de eleições multipartidárias.

Hoje foi a vez de Guillermo Fariñas, dissidente cubano que em luta pela libertação de presos políticos na ilha dos Castro fez diversas greves de fome. A última, quase fatal, durou 135 dias até que alguns dos presos fossem libertados. Na solenidade realizada em Estrasburgo, em que ele deveria receber o Prêmio Sakharov de Direitos Humanos, havia também uma cadeira vazia sobre a qual foram depositados o Diploma e a bandeira de Cuba.

No vídeo abaixo, do Jornal Nacional de hoje, os apresentadores deixaram de dizer que a ausência de Fariñas foi causada pela proibição de que deixasse a Ilha, mesmo por alguns dias. Os ditadores cubanos pretenderam com isto evitar que em pronunciamentos e entrevistas o dissidente chamasse a atenção do mundo para a falta de liberdades individuais em Cuba.




Por aqui, ao invés de cadeiras vazias, o que temos é uma verdadeira farra de confortáveis poltronas, em parte ocupadas por gente que deveria estar presa.

Abaixo a declaração de Guillermo Fariñas ao Parlamento Europeu responsável pela premiação.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Quem é que aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?” Sérgio Cabral. Mais um pouco e ele mata a namorada.

Venho nos últimos dias, também por dever de ofício, estudando uma questão que me parece muito importante e que faz parte da agenda atual que é a capacidade de suporte da terra frente a demanda mundial de energia, alimentos no meio, o que desemboca no velho dilema malthusiano.

Me inclino a acreditar, como já referi anteriormente neste bloguinho, que o aquecimento global é apenas um catalisador da opinião pública. O Xis da questão é mais embaixo. Tem a ver diretamente, como fizeram entender Bill Gates (ver post anterior) e outros líderes mundiais do nível de Davi Rockfeller, com o aumento da população a níveis não suportáveis pela base de recursos.

O que isso tem a ver com Sérgio Cabral? Tem tudo. O Governador do Rio de Janeiro, aquele cuja polícia tomou o "complexo do alemão" sem prender nenhum chefão e sem apreender um tostão furado nem um brinquinho de ouro, defendeu hoje a adoção da prática abortista como política de estado sob o véu de política de saúde.

A defesa do aborto que se faz no mundo todo nos dias atuais é coerente com a pregação eugenista de Bill Gates e outros "aquecimentistas". Se é verdade que mesmo proibidos os abortos são de um milhão anuais no Brasil, a quantos chegaremos com a liberação? No Reino Unido de cada 100 mulheres que engravidam, 20 praticam o aborto. Entre as mulheres de até 20 anos de idade, o índice é de 36%. Na China são praticados 13 milhões de abortos por ano. Agora responda: a que classe social pertencem as jovens abortadeiras?

Sérgio Cabral, assim como Edir Macedo, Bill Gates e outros da espécie querem acabar com a pobreza eliminando os pobres no ventre da mãe. Desconfio que o "liberou geral" em relação ao aborto no planeta terá efeito "ambiental" maior do que todas as COP's dos próximos 20 anos.

Em tempo. A frase  do Sérgio Cabral lembra aquela do goleiro Bruno, do Flamengo, quando indagado sob agressões de um colega à namorada. "Quem já não saiu na mão com a esposa...?". Poucos meses depois ele deu sumiço à amante.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Em tempos de COP 16 é bom ter a mente aberta.

Em fevereiro deste ano, ninguém menos que Bill Gates, um dos homens mais ricos do mundo, fundador e dono da Microsoft, resolveu entrar com tudo no debate do aquecimento global. Em reunião extremamente concorrida em Long Beach na California - EUA, ele fez em pouco mais de oito minutos (vídeo abaixo) um discurso sintetizando suas idéias sobre o tema.

Pragmático que é, Bill Gates apresentou rapidamente e de modo simples um panorama global relacionado aos efeitos das mudanças climáticas, fazendo questão de assinalar que os mais pobres serão os mais prejudicados. Em seguida propôs de modo bastante elementar a questão do aquecimento global. 

∑ CO² → Aumento de Temperatura → Efeitos Negativos

Até ai nada novo, isso quase todo mundo está dizendo. Segundo os aquecimentistas, mais CO² implica mais calor que implica efeitos negativos (derretimento dos gelos, elevação do nível dos oceanos, savanização, desertificação, inundações, perda da produção de alimentos, desaparecimento de espécies...).

A partir dai é que o pensamento de Bill Gates começa a adquirir foco. Ele pretende reduzir o aumento das emissões a ZERO. Isto significaria na sentença anterior:

 ∑ CO² = ZERO → Aumento de Temperatura = ZERO → Efeitos Negativos = ZERO

Se o incremento de CO² for ZERO, teremos ZERO de aumento de temperatura e ZERO de efeitos negativo. Beleza!

É aí que ele apresenta sua segunda equação, a mais importante, aquela que poderá produzir o resultado
∑ CO² = ZERO e salvar a humanidade.

CO²  = P x S x E x C

Onde:

CO²  = Dóxido de Carbono
P = Pessoas
S = Serviços por pessoas.
E = Energia por serviço
C = CO² por energia.

Qualquer aluno de quinta série sabe (ou deveria saber) que para obter um resultado ZERO em CO² se precisaria que pelo menos uma das variáveis fosse ZERO. É daí que Bill Gates parte para construir seu modelo. De inicio propõe que "através de vacinas, saúde e serviços de saúde da reprodução" o aumento populacional poderia ser reduzido a 15% ou 10% do que é hoje. Isto significa que a maior parte, ou seja, 85% a 90% da redução de CO² seria alcançada com a despopulação do planeta. Ótimo saber disso.

Para as outras variáveis sobrariam 15% a 10% do esforço de redução. Meio que an passant Bill Gates cita a utilização de energias renováveis e inovações como Fundos para Pesquisa, Incentivos de Mercado, Impostos e Regulação. Tudo somado, a redução se aproximaria de ZERO como pretendido na equação.

A ideía "genial" e eugenista do Bill Gates não é nova. Políticas de redução da taxa de natalidade são antigas e sempre encontraram alguma resistência. A novidade é que, segundo o próprio Bill Gates, para isso sejam utilizadas vacinas em larga escala. Estariam elas sendo aplicadas juntamente com aquela da gripe suína, por exemplo?

Bill Gates apresentou uma farsa. A verdadeira equação, aquela que preside toda a farsa Al Goreana agora endossada por Bill Gates e todo o lenga lenga do aquecimento global é mais simples ainda. Até exclui o CO². Começa com a sentença:

∑ P → Aumento do Consumo de Energia → Colapso do Sistema

Vale dizer: O aumento da população é que, através do consumo de energia, detona o equilíbrio planetário que garante a vida humana. Seguindo o raciocínio, a equação verdadeira de Bill Gates é:


Et = P x S x Es

Onde:
Et = Energia Total
P = Pessoas
S = Serviços
Es = Energia por Serviço

A terra possui uma capacidade limitada de gerar energia e, portanto, de suportar a sua população dado certo nível de consumo. Esta capacidade está ameaçada pelo crescimento populacional. Na impossibilidade de alterar o padrão de consumo das pessoas (S) e diminuir substancialmente o consumo de energia por serviço (Es), sobra diminuir o número de pessoas (P) que pressionam a base de recursos. Resta saber de quais pessoas estamos falando. Já que cada americano equivale a 20 africanos em consumo de energia, talvez o esforço nem fosse assim tão grande, mas duvido que esta ideia tenha passado pela mente de Bill Gates.

Às vezes fico pensando como os gênios são tão simples e nós, os normais, tão complicados.

Abaixo o vídeo de Bill Gates.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Em Cancún, mais um fracasso. A questão é outra.

Em Cancún, no México, a COP 16 se encerra hoje com mais um fracasso anunciado. Há quem acredite piamente que os ambientalistas que lá estiveram discutiram o clima global. A maiorira deles também pensa assim. Não foi nada disso, nem será. Na realidade o que está em discussão permanente sob a capa de aquecimento global é puro neomalthusianismo.

Se todos os humanos vivessem como os ingleses a terra suportaria apenas 2,5 bilhões de seres. Se vivessem como americanos não passaríamos de 1,5 bilhões. Hoje já somos quase 7 bilhões e seremos 9 bilhões em 2050. O que está sendo debatido verdadeiramente é como impedir que a população mundial continue crescendo e aumentando os níveis de consumo - a base natural de recursos não suporta este ritmo.

A verdadeira questão não tem a ver com a temperatura global. Se trata de responder: Quantas pessoas podem viver na terra? Os vídeos abaixo são esclarecedores.



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Analfabetismo segundo a PNAD - escarafunchando honestamente os números do Acre.

Publicação do IPEA nesta quinta-feira, com base na PNAD - Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios, demonstra um avanço importante na diminuição do analfabetismo no Brasil. Vejamos o que dizem os dados sobre o Acre:

1. Entre 2004 e 2009 o Acre não conseguiu acompanhar o avanço médio brasileiro na diminuição do analfabetismo da população total acima de 15 anos de idade. Embora tenha reduzido a taxa de analfabetismo de 17,3 para 15,4, mantém o maior índice da região. A média nacional é de 9,7% e a regional é de 10,6%. A variação da taxa nacional foi de 15,3% e da taxa regional foi de 16,9%.

2. Quando se trata, porém, do analfabetismo funcional (até 4 anos de estudo), os dados do Acre são promissores. O Acre teve a maior variação da taxa de redução de analfabetismo funcional no Brasil (33%). A taxa caiu de 16,5% para 11% no período. Isto coloca o Acre em posição melhor que a média regional que é de 12,6%.

3. Na faixa entre 15 e 64 anos, os números do Acre são mais animadores. A diferença da taxa estadual não é tão distante quanto no caso da população total acima de 15 anos e, embora apresente ainda o maior índice de analfabetos (12,7%) a variação na taxa no período 2001-2009 é próxima das médias nacional e regional.

4. Ainda nesta faixa (15-64 anos), repetindo o cenário global, o Acre apresentou a maior queda de analfabetismo funcional (32,8), passando de 15,5 a 10,4 da população. Neste caso, o Acre ocupa a quarta posição entre os estados da região Norte.

Das conclusões acima uma indagação se faz: Por que os números do Acre são significativamente diversos entre analfabetsimo e analfabetismo funcional? Ou, por que o analfabetismo funcional cai fortemente enquanto o analfabetismo puro se mantém? A explicação lógica para quem como eu não pertence ao "quadrado" da educação é que mais pessoas estão cursanso mais que 4 anos de estudo. Há maior permanência daqueles que, tendo oportunidade, ingressam no sistema escolar, o que é bom pois significa que teremos uma maior média de anos de estudo da população o que implica maior capital humano.

Isto e mais pode ser encontrado AQUI

Agricultura familiar - os jovens se mandaram. E agora?

Nos últimos meses fiz algumas viagens de estudos a respeito da agricultura familiar com foco na implementação de políticas de assistência técnica e extensão rural. Além da crescente urbanização, um dado muito forte colhido em campo (não sei ainda se o IBGE detectou) foi o envelhecimento da população rural. Mesmo em regiões de agricultura familiar estruturada como o Paraná, as propriedades estão vazias de jovens. A próxima geração no campo será ainda menor e isto aponta para uma questão muito grave. Quem vai produzir alimentos para as populações urbanas?

Estava ouvindo uma palestra de um líder nacional dos trabalhadores rurais quando me veio à lembrança uma frase do professor Otávio Reis Filho (já falecido) que certamente muitos conheceram, principalmente no Acre e em Ouro Preto onde se instalou posteriormente. Disse-me ele um dia: Rapaz que aprende português, matemática, historia e geografia não fica no seringal. Se referia, lógico, à dificuldade de oferecer serviços básicos como educação, por exemplo, e ao mesmo tempo manter o seringueiro na floresta. Pois é. Parece que também não fica na agricultura.

Sei. Alguém pode dizer que o abandono do campo decorre é da falta de habitação de qualidade, de energia elétrica, de televisão, de escola, de esporte, de lazer, de acesso à tecnologia... Será? Não pelo que vi em algumas regiões do Paraná. Há muitas localidades em que nada disto é escasso, entretanto, nas habitações encontramos apenas o velho casal e no máximo um dos filhos. As meninas se mandam assim que podem para a cidade mais próxima e elas estão cada vez mais próximas e atrativas. Um ou outro se divide entre a atenção aos pais e à propriedade e a suas obrigações na cidade - estudo e trabalho.

Bom, mas se cada vez mais ele pode usufruir na propriedade de condições anteriormente exclusivas das áreas urbanas, por que raios ele se manda mesmo assim? Não sei. Sociólogos, geógrafos, antropólogos devem saber. O que sei por enquanto é que a renda da agricultura familiar é muito baixa. Estudos recentes demonstraram que é menor que a renda do trabalho doméstico nas cidades, ou seja, ganha-se mais em um trabalho doméstico na cidade, com 8 horas por dia, carteira assinada e folga no fim de semana do que no campo, onde não há dia nem hora para o trabalho duro em condições nem sempre salubres e com altos graus de incerteza quanto ao mercado.

No nordeste a situação é ainda pior, pois a renda agrícola e os equipamentos e serviços urbanos são ainda menores. Em uma pequena vila no interior do Rio Grande do Norte, pertencente ao município de Santa Cruz, no meio da tarde o que vimos foi uma paralisia total. Velhinhos nas janelas esperam o anoitecer, poucas mulheres transitam na rua sem asfalto, alguns garotos jogam bola na quadra e, ao indagar de que vive aquela gente, a resposta é rápida: O bolsa-família e as aposentadorias daqueles velhinhos são a economia local. Nada mais. Onde está todo mundo? Está na cidade, a agricultura "não dá camisa".

Há tentativas de superação dessa realidade. Lá mesmo naquela vila, um grupo de mulheres conseguiu fundar uma associação para beneficiamento de frutas e hoje consegue vender sua produção para a merenda escolar, por exemplo. Em um assentamento do MST, no Paraná, uma associação também liderada por mulheres conseguiu se inserir no mercado local a partir do beneficiamento de produtos de suas lavouras, mas também reclamam da rentabilidade e da crescente escassez de mão-de-obra no campo. Das famílias assentadas apenas 30% permanecem, as outras repassaram seus lotes para outros e buscaram outras oportunidades.

Tudo leva a crer que é preciso que os governantes encontrem formas eficientes de aumentar a renda da agricultura familiar para que ela cumpra o seu papel que, aliás, não é trivial.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Alemão é aqui, ali e acolá.

Apesar das reclamações devidas aos excessos praticados pela polícia na ação de guerra do Rio de Janeiro, não há no Brasil quem não apóie a tomada de territórios do comando de traficantes. As populações locais agradecem e fazem planos apostando que a situação será sustentada em longo prazo pela permanência do aparelho de segurança e por obras sociais há anos ausentes do complexo do Alemão. Se assim for, ótimo.

Em todas as cidades brasileiras assiste-se com certa inveja o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Cada um de nós gostaria de ver replicada a apreensão de grandes de grandes quantidades de armas e drogas e a prisão de traficantes e homicidas.


Tomemos o exemplo do Acre. Precisamos de uma ação daquele tipo em nossas periferias? É claro que numa cidade do tamanho de Rio Branco ainda não há territórios dominados pelo tráfico que exija uma ação igual, mas há é uma dispersão espacial de criminosos e resultados práticos em termos de violência que sugerem a necessidade de uma ação rasa de identificação e desmantelamento de grupos criminosos e das "bocas de fumo" que segundo gente do ramo se contam às centenas.

Que em cada grande cidade o poder público execute sua guerra específica contra o tráfico. Dormiríamos mais tranquilos.

Um brevíssimo ensaio sobre a ingratidão.

Refletindo sobre a ingratidão, esta vileza que me persegue, deparei-me recentemente com uma frase do escritor Alexandre Dumas, autor de "Os Três Mosqueteiros" e de "O Conde de Monte Cristo". Disse ele: "Há favores tão grandes que só podem ser pagos com a ingratidão".

O pensamento de Dumas é coerente com a idéia de que o devedor odeia o credor e o favorecido odeia o bemfeitor porque a ele se sente aprisionado. Especialmente quando se trata de dívidas intangíveis, não monetárias, o vínculo entre eles perde a capacidade de valoração e, sendo assim, a dívida não pode ser paga jamais. Ao devedor resta, na tentativa de livrar-se do laço moral, fugir da dívida, passar para o outro lado da rua, virar as costas ao passado. Mas poderá o ingrato continuar impunemente a colecionar credores com os quais não cruza a calçada? Este é seu drama. Em algum momento não terá mais a quem enganar.

E aquele que sofre a ingratidão, como se sente perante a vida que não acaba aí? É possivel continuar confiando nas pessoas, dedicando-lhes amizade e consideração? Como manter e estabelecer novas relações sem contabilizar as perdas e, com isto, depreciar a fé e o amor ao próximo? Este é seu drama. Em algum momento terá que confiar.

NADA SE COMPARA

Assim como na renda, na educação, na saúde, no saneamento, na moradia...

A lista abaixo é a classificação da qualidade do ensino nos estados brasileiros segundo o PISA -  Programa Internacional de Avaliação de Alunos, mas bem poderia ser o ranking de pobreza. Se estou certo, não há saída para a educação fora do desenvolvimento econômico e vice-versa. Pensar que se pode resolver um dos lados da equação isoladamente é bobagem.

1. Distrito Federal - 439 pontos
2. Santa Catarina - 428 pontos
3. Rio Grande do Sul - 424 pontos
4. Minas Gerais - 422 pontos
5. Paraná - 417 pontos
6. Espírito Santo - 414 pontos
7. São Paulo - 409 pontos
8. Rio de Janeiro - 408 pontos
9. Mato Grosso do Sul - 404 pontos
10. Goiás - 402 pontos
11. Rondônia - 392 pontos
12. Mato Grosso - 389 pontos
13. Paraíba - 385 pontos
14. Bahia - 382 pontos
15. Tocantins - 382 pontos
16. Pernambuco - 381 pontos
17. Amapá - 378 pontos
18. Ceará - 376 pontos
19. Pará - 376 pontos
20. Roraima - 376 pontos
21. Piauí - 374 pontos
22. Sergipe - 372 pontos
23. Acre - 371 pontos
24. Amazonas - 371 pontos
25. Rio Grande do Norte - 371 pontos
26. Maranhão - 355 pontos
27. Alagoas - 354 pontos

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Royalties para todos ou salve o "Emirado de Ipanema".

Como previsto, o Presidente Lula anunciou que vai vetar o projeto aprovado pelo Senado que distribui os royalties do pré-sal entre todos os estados da federação de conformidade com a distribuição dos fundos constitucionais FPM e FPE. Certamente com a concordância da presidente que entra, o presidente que sai assume o ônus e recupera a distribuição anterior que privilegia os estados chamados "produtores", leia-se Rio de Janeiero, São Paulo e Espírito Santo.

Já escrevi sobre isso. Estes estados não produzem nada. O petróleo está lá nas profundezas da terra sob o as profundezas do mar, coincidentemente no que chamam de área geograficamente pertencente a estes estados. E só. O petróleo mesmo pertence ao Brasil e em benefício de seu povo deve ser utilizado e não para criar um emirado em Ipanema.

Isto, aliás, está previsto na Constituição Federal que em seu artigo 170, inciso VII, estabelece a redução das desigualdades sociais como princípio, o que significa dizer que tudo o mais terá que considerá-lo como pressuposto.

O Senador Simon, seguindo o Deputado Ibsen enfrentou os arreganhos de Sérgio Cabral et caterva e propôs uma distribuição mais justa em termos que estabelece mínimos de participação e níveis crescentes de acordo com as características da população em termos de renda.

Como referência, os municípios do Acre que no conjunto receberam de royalties em 2009 cerca de 2,5 milhões de reais, passariam a receber com a emenda Simon mais de 32,7 milhões. Só Rio Branco teria mais 17 milhões de reais a mais. O Estado do Acre seria beneficiado em mais de 400 milhões de reais.

Esta forma talvez não seja a mais justa, mas certamente será mais correta do que a proposta pelo Governo Federal que despreza os estados "não produtores" sob a presunção de que a partir do Fundo Social haveria alguma compensação, o que soa ridículo.

Com o "erro" bilionário admitido pelo Governo na previsão orçamentária e com o arrocho fiscal anunciado já para 2011, esta é uma boa hora para testar o compromisso dos parlamentares com seus eleitores. Os eleitos em outubro dirão em 2011 de que lado estão. Se preferem assegurar recursos futuros para todos os estados e municípios da federação ou se estão mais interessados em agradar hoje ao governo federal.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pé no freio e olho na gastança. Os estados e municípios que se cuidem.

A julgar pelos comentários em Brasília e pelas noticias de jornais, a dona Dilma está afiando a tesoura e vai cortar do orçamento um valor altamente significativo. É o ajuste fiscal negado durante a campanha eleitoral mas que acerta o tom do controle da inflação. Com a política monetária já apertada, a saída agora é pela política fiscal restritiva. O negócio é tirar dinheiro de circulação. Resultado: Baixo crescimento, baixa geração de empregos. Parece que taxas chinesas são mesmo coisa de chineses.

Segundo Mantega, vai sobrar para projetos que estão tramitando no Congresso Nacional. A PEC 300 (que cria um piso nacional salarial para policiais), o aumento do salário mínimo acima dos 540 reais e o reajuste dos servidores do Judiciário de 56 por cento serão jogados pra escanteio. O custeio da máquina pública também será fortemente afetado.

O freio nos gastos públicos que ameaça até obras empacadas no PAC é de deixar os novos governadores ressabiados. Algumas promessas podem ficar pelo meio do caminho, portanto, o melhor a se fazer é cuidar das contas e iniciar o governo em marcha lenta. Nada de ousadia.

Interessante que justamente agora está em discussão a distribuição dos recursos do Pré-sal entre os estados. Do jeito que está, o Rio de Janeiro, principalmente, perde uma bolada, mas estados pequenos serão muito beneficiados. O Acre, popr exemplo terá mais de 400 milhões anuais de recursos novos. Não é pouco. O presidente Lula, porém, promete vetar, o que obrigará o parlamento a derrubar o veto se quiser manter uma distribuição mais justa daquela dinheirama. Está ai uma boa causa para os nossos parlamentares.

Ou reduz as emissões de CO² ou Booom! Sem pressão, claro.

O vídeo abaixo foi produzido pela ONG ambientalista 10:10 e rapidamente retirado da sua página com um pedido de desculpas. Trata-se de uma campanha para que cada habitante reduza em 10% as próprias emissões de carbono na atmosfera. Um exemplo de como o eco-facismo nos ronda.


Na pauta, subsídios à agricultura. Comissão de Agricultura aprova o PL 5424/09

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou na quarta-feira (01-12), o Projeto de Lei 5424/09, do deputado Carlos Melles (DEM-MG), que autoriza o Executivo a conceder subsídio de R$ 500 por ano a produtores rurais por cada hectare plantado ou explorado. O projeto prevê também a atualização desse valor a cada dois anos, até o limite de R$ 750. O produtor continuaria recebendo outros subsídios, como os concedidos ao seguro rural e ao escoamento da safra.

A proposta que pretende, imitando o que já é corrente nos EUA, Europa, China e Coréia do Sul, subsidiar a agricultura, assegurando ao produtor uma renda mínima pela área efetivamente cultivada. No Brasil, sabe-se, há muito tempo a agropecuária é âncora da política de controle da inflação. Ocorre que nos últimos meses estamos, mais uma vez, experimentando uma alta importante dos preços dos alimentos provocada pelo aumento dos custos. Subsidío na veia como propõe o Deputado pode ser uma política eficiente dependendo dos setores nos quais será aplicada.

Como não creio que a sociedade esteja disposta a subsidiar plantações de soja, bem que um de nossos parlamentares poderia propor uma emenda direcionando o subsídio de R$ 500,00/ha à agricultura familiar onde, de fato, é produzida a maior parte dos alimentos que vão à mesa do brasileiro médio.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Campeão!!!

Molion antecipa Cancún

Em entrevista ao Canal Livre, da Band, o mais importante climatologista brasileiro, professor Luis Carlos Molion, antecipa o fracasso da COP 16. Em bom português ele expõe o dilema neomalthusiano por trás da histeria de ambientalistas afobados. Abaixo, a primeira parte. O restante pode ser visto AQUI

sábado, 4 de dezembro de 2010

As sutilezas do mau caratismo

Nos últimos dias, tentando entender a calhordice dos homens para que pudesse sossegar minha alma, reencontrei o psicólogo e escritor brasileiro Ezio Flavio Bazzo. Entre seus livros tão guardados que penso que os escondi de mim mesmo há um que merece já no título um momento de reflexão. "AS SUTILEZAS DO MAU CARATISMO ou As engrenagens da miséria existencial" é uma coletânea de 508 pensamentos e aforismos através dos quais identificamos teorias, fatos e personagens com os quais lidamos cotidianamente.

Abaixo alguns termos:

"Cada dia me torno mais convicto de que os verdadeiros revolucionários são aqueles que conseguem ficar fora, tanto da cretinice da direita quanto da cachaceira esquerdóide. Pertencer a um desses bandos apesar de ser fácil é perder-se na mesmice de uma manada desvairada..."

"Ontem, concluí definitivamente: quando uma mulher casada dá as costas a um homem que a assedia, não o faz por fidelidade ao marido, mas para exibir ainda mais seus atributos"

"E a família do corrupto? Se faz de tonta, finge não saber de nada e reparte as maletas dos dólares com a mesma cumplicidade que os filhotes de chacal quando este aparece em casa com uma imensa carniça..."

"O que é mais insuportável nos outros e em nós mesmos é a imutabilidade de nosso caráter, dos nossos complexos, da nossa linguagem e dos nosso vícios..."

A agricultura familiar exige prioridade

Participei esta semana, em Recife, de um seminário sobre Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil. Presentes representantes de todas as empresas estaduais de ATER, da EMBRAPA, da ASBRAER, do MDA e dirigentes dos principais movimentos sociais (CONTAG, FETRAF e MPA).

A ATER, que vive um novo momento desde que o governo passou a dar efetiva importância à agricultura familiar precisa acompanhar e, muitas vezes, se antecipar às transformações no campo, que são aceleradas. É preciso produzir mais e melhor.

No Acre, mediante as condições oferecidas o trabalho realizado merece a defesa dos extensionistas. O problema é que a ATER recebe comandos ditados pelo modelo implementado. Se há problemas importantes na viabilização econômica da agricultura no estado, eles devem-se à rigidez da política de desenvolvimento.

No plano nacional, alguns sinais permitem otimismo em relação ao desenvolvimento da agricultura familiar. A presidente eleita anuncia que seu alvo é a eliminação da pobreza, o que não fará sem contemplar a agricultura familiar e sem a participação dos extensionistas. A EMBRAPA criou recentemente a diretoria de transferência de tecnologia e o MDA deverá criar a secretaria nacional de ATER. Vários programas como o PAA e PNAE estão evoluindo fortemente em todo o país e o PRONAF cresce a cada ano em termos de contratos e volume de financiamentos.

Tudo isto significa que existem no Brasil instituições, recursos financeiros, metodologias e programas de promoção da agricultura familiar. Entretanto, todos estes mecanismos somente funcionarão em um ambiente adequado em termos de prioridade e amparo político. Prioridade para a agricultura familiar, afinal, é do que se trata.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Escolhas difíceis as de Tião Viana.

Se, como se anuncia, o governador eleito do Acre, Tião Viana, fará uma mudança geral na equipe de governo, depara-se então com uma questão importante. Os novos secretários precisam ter, no mínimo, o "tamanho" dos anteriores. Isto quer dizer que não basta apenas mudar nomes para sinalizar uma alteração substancial no ritmo e forma de governo. É preciso mudar para melhor.

Em primeiro lugar é preciso saber: Teremos novos nomes fazendo mais do mesmo ou novos nomes fazendo algo novo?

Se é mais do mesmo a mudança de nomes já carrega uma pena aos que saem pois significa dizer que não foram capazes de realizar o máximo daquele projeto, e isto implica que os novos dirigentes devem ser, obrigatoriamente, reconhecidos como mais capazes, do contrário temos ai uma injustiça evidente.

Se o que está em causa é realizar um novo projeto, o novo dirigente não precisa ser comparado ao anterior mas a si mesmo, ou seja, deve demonstrar em seu curriculum a experiência e a capacidade correspondente ao novo desafio. A sociedade espera, então, nomes à altura.

Especialmente nas atividades finalísticas, ou seja, aquelas relacionadas com as funções básicas do estado e com a promoção do desenvolvimento econômico, o momento exige elevada credibilidade de seus gestores. Os novos secretários precisam liderar processos difíceis de alteração da modus operandi e, para isto, devem ter experiência, autoridade e capacidade inovativa. A tarefa não é para amadores.