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Quero ver os programas de governo. De preferência, na internet.

Tenho defendido sempre que a candidatura ao governo deve ser sustentada por um programa de governo. É o QUÊ da eleição. Para votar pra governador não basta saber em quem, é preciso saber no QUÊ. Com os candidatos conhecidos (Tião Viana e Tião Bocalom), é necessário agora que também sejam conhecidos seus programas de governo para o Acre. O Tião Viana pretende suceder Binho que por sua vez sucedeu Jorge Viana, irmão do Tião e pertencente ao mesmo partido e mesma coligação. Poderia apenas dizer que seu programa é o que está sendo implementado há doze anos, que vai dar continuidade e estamos conversados. Mas tem que dizer. Se, por acaso, pretende inovar, reciclar, remodelar a florestania, a campanha eleitoral é a melhor oportunidade para que isto seja bem explicado. Se pretende romper com tudo que está ai, idem. O Tião Bocalom pretende ser governador com um discurso que vai contra a "florestania", o projeto que vem sendo implantado nos últimos doze anos. Faz isso com base em um...

Referendo no Acre - e se não acontecer um segundo turno?

O Presidente Lula vem trabalhando desde o ano passado para que as eleições sejam plebisicitárias, o que na prática evitaria um segundo turno. A entrada da Marina Silva pertubou o projeto, mas a saida do Ciro Gomes ajudou. Mais recentemente, com os resultados de pesquisas dando a dona Dilma empatada com o Serra, já há muita gente, especialmente no governo, acreditando que o segundo turno pode não acontecer. No Acre ocorre algo parecido. Com a candidatura do Rodrigo Pinto é provável que aconteça o segundo turno, mas se as especulações se confirmarem e o Pinto não alçar vôo, é muito provável que o PMDB reveja seus planos e ai o segundo turno não acontecerá pois restarão apenas dois candidatos. De todo modo, pode ser que um determinado candidato liquide a fatura logo no primeiro turno, o que também é razoável supor. Em resumo, além de estatisticamente provável, é politicamente razoável prever que, como gostaria o PT, o segundo turno não aconteça lá nem cá. Nesta situação, c...

Serra dez pontos à frente. De quem é o problema?

Quem quiser ver uma análise vagabunda da pesquisa mais recente do Datafolha, na qual o Serra aparece 10 pontos à frente da Dilma, leia ai do lado o Josias de Souza. Depois de fazer uma série de malabarismos, o jornalista conclui que quem está com um problemão é o Serra. Putz!.

A unidade é condição necessária, mas não suficiente.

Confirmado o acordo noticiado ontem pelo jornalista Luis Carlos Moreira Jorge, entre PMDB e PSDB, para o lançamento de uma chapa única aos cargos majoritários, vencendo a resistência legítima, mas pouco sensata, do Tião Bocalom e de seus altos conselheiros, as oposições estarão dando um passo importante para o enfrentamento das eleições deste ano no Acre. Ganhar, porém, é outra história. Isto se aplica ao Governo e ao Senado. Explico. Aliás, explico de novo. Escrevi em 2008 um artigo publicado pelo jornal “A Gazeta” cujo título era “O eleitor vota no quê ou em quem?”, no qual defendia a tese de que o cidadão tem dois estilos de voto. Um, para a eleição proporcional, é quase íntimo, é mais emocional, mais afetivo, mais pessoal. O deputado ou vereador é aquele que vai falar em seu nome. Quanto mais a sua linguagem, seu comportamento e seus interesses se aproximam dos seus, mais o eleitor se identifica com ele e lhe confia o voto. Neste caso o eleitor vota em quem. Para os car...

Procura-se um vice para Marina Silva

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Dada como certa, a candidatura de Marina Silva enfrenta agora a escolha do vice. Noticia da “Folha de São Paulo” nesta terça-feira dá conta de que o ex-ministro Gilberto Gil já se colocou à disposição. COMENTO Em todas as eleições, os vices servem para dar equilíbrio à chapa. É um contrapeso ao cabeça de chapa que naturalmente possui um determinado viés. Exemplos recentes: Collor e Itamar. Um, nordestino, jovem e voluntarioso. O outro, mineiro e maduro. Era preciso amenizar o perfil de Collor. Fernando Henrique e Marco Maciel. Um, paulista, ligado ao grande empresariado, à esquerda e à intelectualidade. O outro, nordestino, conservador. A um paulista típico era preciso somar um nordestino com bases na velha política. Lula e José Alencar. Um era sindicalista, formado na esquerda, contestador. O outro, mineiro, maduro, sereno, grande empresário. Era preciso tranqüilizar a classe média e o empresariado. O que faria Gilberto Gil na chapa com Marina Silva? Nada. Ou melhor, puxaria para baix...

Em agosto mais desgosto

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O Senado da República foi enquadrado e será mantido sujo em nome da governabilidade. Comento O que está acontecendo no Senado é a negação de sua razão de ser. Culminando com a vassalagem a que se expôs depois que o Executivo enquadrou sua atuação numa “governabilidade” que de tão torta exige mídia e parlamentos genuflexos, a nossa “Casa dos Anciãos” perdeu na prática a autoridade que a democracia lhe confere. Um Senado sem autonomia é um não-Senado. O nosso, infelizmente transformou-se em valhacouto de vilezas e impunidades. Ai de nós. Fio de esperança é a renovação de dois terços do Senado nas eleições do próximo ano. Se os eleitores por um momento dedicarem seu tempo a avaliar o que fazem estes senhores e senhoras em nosso nome, muito provavelmente mandará para casa a maior parte dos membros do Senado. É certo que isto não garante que os novos sejam melhores, mas pode estabelecer as condições necessárias para uma faxina geral na Casa. Se 54 novos senadores (nenhum deles reeleito) qui...