sexta-feira, 30 de março de 2012

Alô, senador Demóstenes. Me liga que te empresto uma peixeira.


Acompanhando a cachoeira de denúncias contra o senador Demóstenes pensei em algo que seria ao mesmo tempo oportuno e pedagógico. Que tal um seppuku? Para ajudar, recorro ao wikipedia:


"Seppuku era um ritual que seguia sempre a mesma ordem: o samurai banhava-se para purificar seu corpo e a sua alma. A seguir vestia a roupa específica do seppuku, totalmente branca, tomava uma xícara de saquê, sempre em dois goles, e a seguir escrevia um ou dois poemas de despedida. Então deveria ajoelhar-se e enfiar sua tanto, wakizashi ou um punhal, na barriga, no lado esquerdo, e cortá-la então, até o lado direito deixando assim as vísceras expostas para mostrar sua pureza de caráter e no fim puxar a lâmina para cima, fazendo assim um corte em cruz. Oseppuku era horrivelmente doloroso, mas o samurai, de acordo com o seu código de honra, não podia demonstrar dor ou medo ao realizá-lo.
No mundo dos guerreiros, seppuku era um feito de bravura que era admirado em um samurai que sabia haver sido derrotado, caído em desgraça ou mortalmente ferido. Significava que ele poderia terminar seus dias com os seus erros apagados e sua reputação não apenas intacta como engrandecida. O corte do abdômen liberava o espírito do samurai da forma mais dramática, sendo uma forma extremamente dolorosa, lenta e desagradável de morrer. Não raro, o samurai, após abrir o ventre, permanecia vivo por horas ou mesmo dias, esvaindo-se em sangue e ao mesmo tempo sentindo uma dor indescritível. Por isso, algumas vezes o samurai que o fazia pedia a um companheiro leal que fosse seu assistente e lhe cortasse a cabeça antes que esta pendesse ou que demonstrasse não estar mais suportando a dor, o que seria considerado uma desonra tanto para o que cometeu seppuku quanto para o assistente. O assistente precisava ter um domínio magistral da técnica da espada para que fosse chamado a executar essa função, pois ao degolar o companheiro, a cabeça deste não podia rolar para o chão, o que seria considerado um desrespeito ao mesmo e a seus familiares. Assim, o corte executado pelo assistente só podia abrir a garganta do samurai, jamais romper suas vértebras. Daí a necessidade do companheiro que assistia o samurai suicida ser um exímio espadachim. Esse ato era chamado de kaishaku."

Não tenho muitas esperanças de que o Demóstenes aceite minha sugestão, afinal, como se lê acima, o seppuku é cometido por um samurai, é preciso ter honra, coisa rara na turma a que pertence o senador. Além disso, aqui no Brasil isto seria considerado uma babaquice. Imagine! Bastava dizer que não sabia de nada e tocar o barco. No Brasil, o suicídio de um corrupto corre o risco de virar piada.
De qualquer forma, como sou cearense, fica um recado: Se for por falta de um tanto, wakizashi ou um punhal, não se aperreie, eu empresto uma peixeira. Duvido que não fure o couro de um rato.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A rainha da floresta surtou.

O portal Terra publicou uma entrevista com a ex-Ministra do Lula e ex-Senadora Marina Silva. Da leitura, conluo que tá faltando chá na floresta. Só pode.

O mais evidente exemplo de que a Marina está um tantinho fora do eixo é a declaração de que "Pelo menos 80% da sociedade, segundo pesquisas, não quer esse código". Fala sério. Vá em qualquer esquina brasileira e pergunte aos transeuntes o que acham do Código Florestal. Du-vi-d-o-dó que 10% saiba de que se trata. O povo dá bola é pra prestação do fogão, dona Marina. Ela fala em pesquisas. Que pesquisas? Precisaria dizer quais são e indicar onde se possa ver quem fez, como fez, quando fez e assim por diante.

Marina quer botar nas costas do governo o fracasso iminente da Rio + 20. O governo não tem culpa de que os pressupostos da Marina se demonstram falsos, de que o planeta há dez anos não esquenta, de que a farsa do aquecimento global antropogênico está derretendo. A COP Copenhagen fracassou, a COP Cancún fracassou, a COP Durban fracassou e a Rio + 20 fracassará porque há crises de alimentos no mundo, há crises de energia no mundo, há crises financeiras no mundo, há crises de direitos humanos no mundo, há desemprego e depressão à nossa porta e nem todos vivem no palco. Como diria um cidadão perante seus problemas, seja Haitiano ou Francês, "estamos ocupados em garantir o jantar."

É claro que a dona Dilma no fundo quer o Código aprovado como está. Não dá pra ficar o tempo todo jogando pra platéia. O Brasil tem responsabilidades que vão além daquelas que exibem as ONG's do "Agricultura aqui (nos EUA), florestas lá (no Brasil)". Se o Código Florestal saísse à feição da Marina, do Greenpeace ou da WWF (dá no mesmo), o Brasil passaria a importador de alimentos e exportador de vento. Assim, não dá. Nem o Lula se atreveria a tanto, imagine a dona Dilma.

Penso que chega. É hora de dar um basta e talvez a votação do Código Florestal seja o momento certo. Para quem não sabe, vivemos em um regime de propriedade privada e há limites para concessões. Querem que MINHA (comprei e paguei) terra seja totalmente imobilizada para satisfazer os ecologistas europeus?, PAGUE-ME O PREÇO. O que se faz no Brasil (e só se faz no Brasil) já é um exagero contra a propriedade privada. Aliás, boa mesmo é a idéia da senadora Kátia Abreu que propôs um Código Florestal Global do jeitinho que a Marina quer. Que tal? Quem iria lá na França arrancar as videiras das encostas? Cadê os valentes?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Chuva sobre o joio.

O trecho abaixo é de matéria da jornalista Ana Flôr publicada no UOL noticias.  Leiam e me digam se isso não é compra disfarçada de apoio parlamentar. A maioria dos ilustres parlamentares que terão a ração emenda liberada estaria preocupada com a falta que fazem as obrinhas das prefeituras ou com a grana que irrigará as eleições vindouras? Depois de dois milhões por parlamentar o governo pode mandar até titica de galinha que passa.

"O Palácio do Planalto acertou com lideranças de partidos aliados a liberação de R$ 2,5 milhões em emendas por parlamentar da base em abril, atendendo a uma das principais fontes de insatisfação do Congresso com o Planalto, confirmaram à Reuters nesta quarta-feira (28) dois deputados que participaram das negociações.

Segundo uma das fontes, o líder de um partido da base que pediu para não ter o nome revelado, o valor se refere a empenhos de 2012 para os meses de março e abril. Uma segunda liberação, em quantia semelhante, deve ser feita até junho, para responder a pedido de parlamentares que desejam atender suas bases eleitorais ainda antes das eleições municipais de outubro."

Chico Anysio, Millor Fernandes... que tempos sem graça!



AQUI você pode ver uma boa coletânea de frases do genial Millor Fernandes, que entre tantos talentos tinha em fazer frases o melhor. Algumas conhecemos, usamos e nem sabemos que são dele. Outras nos faz pensar "Bem que eu poderia ter dito isso". Abaixo destaco algumas:

"Pais e filhos não foram feitos para ser amigos. Foram feitos para ser pais e filhos."

"Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim."

"O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas."

"O mal de se tratar um inferior como igual é que ele logo se julga superior."

"O último refúgio do oprimido é a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade."

"A pobreza não é, necessariamente, vergonhosa. Há muito pobre sem vergonha."

"Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados".

"Celebridade é um idiota qualquer que apareceu no Faustão"

terça-feira, 27 de março de 2012

O que você vê neste rosto?

 

Com este olhar cada brasileiro honesto observa Demóstenes Torres e toda a canalha aboletada no Governo e no Congresso Nacional.

Xô Demóstenes!

O Senador Demóstenes Torres, do Goiás, que vinha há algum tempo se constituindo pilar em defesa da ética e da honestidade foi pego (não importa como) em atitudes e diálogos pra lá de suspeitos. Não deu boa justificativa para nada do que foi divulgado. Foi nocauteado pelos fatos. Precisa se mandar o ser mandado embora da vida pública.

O engraçado é que muitos de seus adversário no Senado, gente ligada ao governo, quer botar panos quentes na história, querem ser simpáticos com a oposição e livrar a cara do senadorzinho fuleira. Por que seria?

Arrisco dizer que aqueles que passam a mão na careca do Demóstenes, no fundo estão pensando em si mesmos. Querem manter o Senado como casa de tolerância. Estão pensando "Vai ver, qualquer dia sou eu que estou nas cordas, né?" . Para esta gente, melhor que fique lá um Demóstenes desmoralizado, sem condições de falar em ética ou em desonestidade. Se o Demóstenes cair, no futuro qualquer um pode cair por fatos semelhantes.

Para o Brasil, o melhor seria que este senhor renunciasse ou que fosse desapeado em um processo a partir da Comissão de Ética. Se nada acontecer, nada mais acontecerá.

Perna de pau não deveria jogar na primeira divisão.

Uma das enormidades de governos excessivamente aparelhados por partidos e sindicatos é que de tanto darem as costas ao mérito em suas nomeações, de tanto privilegiarem a militância e desprezarem a capacidade, de tanto recompensarem o puxasaquismo, terminam exagerando na dose e se arriscando a constrangimentos.

Não é que cargo de direção deva ser objeto de concurso público ou exclusivamente ocupado por funcionários de carreira. Isto representaria uma automatização da administração que a tornaria imune às transformações da sociedade e às mudanças políticas. Cargo de direção tem de fato a responsabilidade de inserir na administração novos conceitos, novas interpretações e executar políticas e programas sancionados no voto popular, e isto não pode ser alcançado por outra via senão pela livre nomeação dos altos dirigentes. O que não pode é nomear qualquer um para qualquer lugar.

Quando discuto este assunto sempre ouço que Lula nunca leu um livro e foi um grande presidente. Pode ser, mas não pode virar a regra, não autoriza que devamos ter governos de semi-analfabetos, de despreparados. Há gente que se defende na base do "Se Lula pôde ser presidente, por que fulano não pode ser superintendente ou sicrano ser diretor ou beltrano ser Ministro?" Um raciocínio perverso para justificar o aparelhamento e o apadrinhamento que fazem com que a incompetência e a corrupção sejam quase um patrimônio nacional.

Bom seria que ao se candidatar, o aspirante a cargo executivo fosse obrigado a declarar os nomes de seus futuros auxiliares diretos. Neste momento, ao votar no prefeito, no governador ou no presidente, conheceríamos o "time" que iria jogar. Os educadores saberão que seu secretário será fulano de tal, o pessoal da saúde saberá quem vai dirigir o sistema, os contribuintes saberão quem vai administrar sua grana e assim por diante. Não seria bacana? Ao invés de escolher o governante, escolheríamos o governo. Ao invés de votar no treinador, votaríamos no time.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O mundo está perdendo a graça.

Impossível dizer qual o melhor dos personagens do Chico Anysio. Talvez o da vida real, incluindo o casamento com a Zélia Cardoso. Até hoje penso que foi de gozação. Um sábio. Perante Chico Anysio a era de mediocridade que vivemos fica ainda mais evidente.




quarta-feira, 21 de março de 2012

Ficha limpa em Rio Branco. Parabéns. Que sirva de exemplo.

Leio que em Rio Branco-AC, a Câmara Municipal aprovou projeto da vereadora Ariane Cadaxo impondo a necessidade de"ficha limpa" para nomeações a cargos no executivo e no legislativo municipais. Parabéns. A vereadora ao propor e a Câmara ao aprovar dão uma importante contribuição para as instituições públicas. Iniciativas deste tipo, aliás, vem sendo tomadas em muitas partes do Brasil.

Infelizmente, ainda não foi desta vez que o exemplo veio de cima. O governo federal continua com o seu balcão de troca de apoio legislativo por cargos no governo sem restrições éticas. Para ser nomeado o sujeito só precisa ser apadrinhado. Competência e honradez ficam para depois, se der, senão, vai assim mesmo. Não é por outro motivo que casos como os mostrados pelo "Fantástico" são a regra e não a exceção, como bem disse o Ministro José Jorge, do TCU.

Espero que de baixo para cima, a partir das câmaras municipais, o ficha limpa contagie toda a administração pública. O partido da vereadora Ariane Cadaxo, o P C do B, poderia, por exemplo, nacionalizar a medida através de seus vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Que em cada esfera seus representantes apresentassem projetos de igual teor. Talvez não funcionasse imediatamente pois o lado dos corruptos e corruptores também tem representantes nos parlamentos, mas poderia criar constrangimentos locais e regionais aumentando significativamente o campo de afirmação do ficha limpa para o executivo. Aguardemos.

segunda-feira, 19 de março de 2012

No "Fantástico" uma amostra do mar de lama.

Vocês viram no "Fantástico", né? A corrupção mostrada nua, sem nenhum pudor, sem nenhuma vergonha. Vagabundos fraudando licitações de modo descarado ao gosto do interessado. O que mais me dói é imaginar que em alguma medida aquilo se repete em TODOS os ministérios, em TODAS as secretarias estaduais, em TODAS as secretarias municipais, em qualquer lugar onde haja dinheiro público. Ou alguém acha que o negócio só acontece nos hospitais do Rio de Janeiro? O que tem os cariocas diferente dos outros estados?

Uma vagabunda diz: "É a ética do mercado". O outro confessa: "Já estamos acostumados, não tem erro". Mais um garante: "Você é quem diz o preço". E assim, vai. O dinheiro público some nas mãos dessa gente escrota enquanto os serviços públicos são deploráveis. Por isso que os políticos estão ai criando cargos e mais cargos, brigando por nomeações de incompetentes e corruptos. No final do esgoto estão eles a receberem o saldo do propinoduto. A política foi transformada neste mar de lama. Eca!

Tão bonzinho...


De uns tempos para cá o deputado Marcio Bittar resolveu virar articulista. Não sei quem anda escrevendo os textos que assina, posto que as letras, ao contrário dos números, não são da sua intimidade, mas, de qualquer forma, vale como sua opinião. Nada demais.

Neste domingo publica um artigo em que faz profissão de fé a luta pela unidade das oposições, sendo esta, segundo ele, a única forma de ganhar as eleições em Rio Branco e em outros municípios. Em se tratando dos municípios do interior, deve estar certo, já que não havendo segundo turno, a divisão na oposição só pode resultar em facilidade para quem está no governo. Apenas lógica.

Já em Rio Branco, com segundo turno, a coisa toma outra dimensão. Algo que o deputado não disse é em torno de quê se deve unir as oposições. Mais do que em torno de quem, é esta a pergunta que os eleitores fazem. Já disse certa vez neste blog que para o executivo a pergunta relevante é em relação ao projeto subjacente à candidatura. Não basta a oposição ter um candidato eleitoralmente viável, aliás, dois, no presente caso. É preciso ter um projeto, o que significa dizer o que vai fazer como prefeito.

Infelizmente, desta pergunta o deputado foge como o diabo da cruz, embora jure que foi conselheiro em um fórum de desenvolvimento em Manaus quando o Estado era governado por Eduardo Braga, o novo líder do Governo no Senado. O projeto é o xis da questão. As letras que assinou não tratam do assunto, isto porque seu projeto é de poder e não de governo.

An passant, o deputado ainda faz questão de enfileirar as vezes em que renunciou à candidaturas ao Senado. Conheço bem o miolo deste percurso. A primeira renúncia, em 2002, foi por desconfiança e não por desprendimento. Achava que seria enganado pelo PT. Na sua opinião, assim que fizesse a transição para o lado governista, seria largado às feras pelos Vianas e pela Marina Silva. Geraldinho topou e ganhou.  A segunda vez, em 2010, foi por covardia e avareza. Sabia que a eleição para a Câmara dos Deputados estava garantida, viu o "cavalo do senado" passar arriado mas foi frouxo, teve medo de perder e ficar, como se diz no sertão, sem mel nem cabaça. Além disso, fez as contas. Seria deputado sem gastar um centavo do próprio dinheiro, já para o Senado, achou que teria que contar com muita grana. Como havia perdido os generosos financiadores de outras campanhas, ainda tentou com o partido que desta vez não acreditou nele. Sem grana sobrando, nada de candidatura. Mais uma vez a "renúncia" não teve nada de desprendimento. No vácuo de sua covardia, o Petecão entrou com tudo, fez os acordos necessários e ganhou sem gastar quase dinheiro nenhum. A terceira vez, atual, para prefeito, é menção falsa, mentirosa. Bem que tentou atropelar o Bocalom com a tal votação extraordinária, ocorre que, neófito no partido, não teve forças para se impor. Foi vencido internamente pelo Bocalom e agora, a contragosto, se obriga a apoiá-lo.

Uma perguntinha: Por que o Deputado fez questão de enfiar no texto essas "renúncias"? Ema respostinha; Quer se cacifar para a próxima, ou seja, da próxima vez quer ser candidato ao Senado ou ao Governo, pois já foi muito "bonzinho" antes. Gladson, Petecão, Flaviano e outros que se cuidem.

É isso aí. Desprendimento, generosidade, renúncia em favor de alguém ou de algo são atributos que o deputado Marcio Bittar não conhece, não pratica e não respeita. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Quando vão respeitar os militares?


O que vai abaixo copiei da página do Reinaldo Azevedo do jeito que está. Eu que já vi "milico" ser chamado até para substituir gari, considero um absurdo que sejam tratados com preconceito e desconfiança como são no Brasil. Em qualquer lugar do mundo a carreira militar é honrada e prestigiada. No Brasil a esquerdopatia está transformando os militares em cidadãos de segunda classe - baixos salários, desmoralização e ostracismo. Querem que o povo odeie suas forças armadas. Não acho que seja uma boa estratégia.

A PF não quer ir pra fronteira porque a diária é pouca? Chamem os milicos.
A PM não quer subir o morro porque é perigoso? Chamem os milicos.
A PM faz greve porque o salário é baixo? Chamem os milicos.
A Anvisa não quer inspecionar gado no campo? Chamem os milicos.
O Ibama não dá conta de fiscalizar os desmatamentos? Chamem os milicos.
Os corruptos ganham milhões e não constroem as estradas? Chamem os milicos.
As chuvas destroem cidades? Chamem os milicos.
Caiu avião no mar ou na selva? Chamem os milicos.
Em caso de calamidades públicas, a Defesa Civil não resolve? Chamem os milicos.
Desabrigados? Chamem os milicos.
A dengue ataca? Chamem os milicos.
O Carnaval, o Ano Novo ou qualquer festa tem pouca segurança? Chamem os milicos.
Certeza de eleições livres? Chamem os milicos.
Presidentes, primeiros-ministros e visitantes importantes de outros países? Chamem os milicos.
Adicional noturno? Não temos!
Periculosidade? Não temos!
Escalas de 24 por 72 horas? Não temos!
Hora extra, PIS, PASEP? Não temos!
Residência fixa? Não temos!
Certeza de descanso no fim de semana? Não temos!
Salário adequado? Não temos!
Acatar todas as ordens para fazer tudo isso e muito mais, ficando longe de nossas famílias, chama-se respeito à hierarquia.

Aceitar tudo isso porque amamos o que fazemos chama-se disciplina.

Quer conhecer alguém que ama o Brasil acima de tudo? Chame um milico!



Ah, Demóstenes, assim você me mata.

Um dos mais empedernidos defensores da ética e da honestidade na vida pública, o Senador Demóstenes Torres anda tão enrolado com o tal Carlinhos Cachoeira, notório frequentador de páginas político-policiais por atividades ilícitas, que já não sabe o que dizer para se justificar. Está nas cordas, quase nocauteado por suas relações estreitíssimas com o meliante. Os dois se falavam várias vezes ao dia todos os dias. O senador tinha mais a conversar com o bicheiro do que com a sua própria família, tanto que dele recebeu de presente um NEXTEL próprio para evitar grampos. Vá ser amigo assim nos quintos.

De lascar é que toda vez que um sujeito aparentemente limpo é pego em relações e atitudes deste naipe as pessoas honestas sentem um baque. A opinião pública é levada a pensar: "Não escapa ninguém, não vê o Demóstenes?" Neste momento, quem verdadeiramente se empenha em combater a corrupção ou, pelo menos, em prestigiar e  promover a honestidade se sente traído, com cara de bobo. Assim não dá.



quinta-feira, 15 de março de 2012

"A reforma agrária não é só distribuir terra". É mesmo?


Essa vem do Veja On Line

Dilma e o novo ministro aproveitaram a oportunidade para renovar as promessas de reforma agrária, mas também para fazer um esclarecimento. “Reforma agrária não é só distribuição de terra, mas garantia das condições de desenvolvimento para as populações que acessem essas terras”, disse a presidente. “De nada adianta distribuição de terra com permanência das populações rurais na extrema pobreza.” A presidente agradeceu e elogiou o trabalho de Florence, que, na fala dela, contribuiu para a continuidade da paz no campo.


É mesmo? Sinceramente, desde que fui apresentado à reforma agrária, lá pelos anos setenta, que vejo esta obviedade ululante sendo repetida. Tanto que virou babaquice. Ai me vem a dona Dilma, que entende tanto de reforma agrária quanto eu de física nuclear dizer a velha bobagem na posse do novo ministro. Putz! Já não fazem 9 anos que a turma do RS e do MST (RS quer dizer Rio Grande do Sul, não confundir com R$) manda no MDA e no INCRA? Por que raios a reforma agrária não anda? Meus poucos leitores devem estar pensando: "Diga você." Pois digo mesmo.

A reforma agrária não anda porque perdeu o bonde da história. É tardia. Tanto em termos sociais quanto econômicos a reforma agrária entendida como transformação da estrutura fundiária mixou. Aquele romantismo que servia de pano de fundo para a distribuição de terra entre os explorados do campo faz tempo que virou fumaça, hoje só existe na cabeça de socialistas dementes. Assentado não quer ser caipira, matuto, capiau, colono, colonheiro... Assentado quer internet e baile funk.

Conheço assentamentos em todas as regiões brasileiras. Sabem o que falta principalmente em todos eles? Gente. É isso ai. Mesmo com todos os programas de apoio e a grana imediata liberada pelo governo, os assentados se mandam. Nos assentamentos assim como em toda a agricultura familiar a população envelheceu, a juventude se mandou para as cidades em busca de empregos e oportunidades reais de obtenção de renda e de realização pessoal. Os que ficam vivem da aposentadoria dos velhinhos. Está lá no Censo Agropecuário, vejam os dados. O papel da agricultura na geração de empregos é cada vez menos importante em comparação com os outros setores da economia. Esta é uma tendência universal que me faz lembrar um grande amigo já falecido, o Dr. Otavio Reis Filho. Disse-me ele certa vez, se referindo aos seringueiros "Quem aprende as noções básicas de português, matemática, história e geografia não fica no seringal". Não fica é no mato, em nenhum mato, digo eu.

De qualquer forma, como o MDA não é só reforma agrária, esperemos que o distinto faça uma boa gestão à frente do ministério. A agricultura familiar existe, é relevante e precisa de apoio, de fomento, de assistência técnica, de acesso ao crédito, de organização para a gestão dos recursos, de modernização de seus processos produtivos, de integração ao mercado, de infraestrutura, de serviços básicos... Não vamos desprezá-la só porque a reforma agrária não anda.






terça-feira, 13 de março de 2012

Mistério no Senado.


Aquele parlamentar amigo-empregado-cúmplice do novo líder da dona Dilma no Senado ganhará uma daquelas sinecuras habituais no gabinete da liderança?

A nova fase da internacionalização da Amazônia.


Colei o texto abaixo do Tribuna da Imprensa (link ai do lado). É tudo que se podia esperar da ação dessa gente que por dinheiro, fama e carreira política é capaz de vender o próprio país e, pior, entregar.


Todo cuidado com a Amazônia é pouco: ONU vai criar organismo mundial para o meio ambiente, com poderes punitivos

Carlos Newton
Quando a Organização das Nações Unidas aborda a questão do meio ambiente e fala em criar normas e regulamentos para preservação, quase sempre o que está por trás é a questão da Amazônia.
Não pensem que a ONU vai usar essas normas e regulamentos para coibir o monóxido de carbono pelo excesso do uso de veículos nos Estados Unidos ou proibir a instalação de fábricas obsoletas e poluidoras na China e em outros países sem legislação ambiental. Nada disso. Mas em relação à Amazônia, essas normas serão realmente usadas.
Basta analisar as declarações do secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Sha Zukang, ao anunciar que se pretende a criação de um órgão voltado para o meio ambiente dentro da Organização das Nações Unidas, com poderes punitivos. O assunto é o grande destaque das discussões da conferência, que ocorre no Rio entre os dias 20 e 22 de junho.
Segundo Zukang, há dois entendimentos sobre o assunto. Um deles é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que já existe e reúne as principais demandas, discussões e ações do setor.
A segunda possibilidade é transformar o Pnuma em uma organização mundial do meio ambiente. Esse órgão estaria no mesmo nível, por exemplo, de organizações existentes como a Organização Mundial do Comércio (OMC), que trata das regras comércio internacional, ou a Organização Mundial da Saúde (OMS), autoridade que dirige e coordena a ação na área de saúde das Nações Unidas.
“Ambas as propostas estão sobre a mesa. Se houver concordância sobre a segunda, deve estar claro como esta nova agência vai se relacionar com outras organizações já existentes de meio ambiente”, revelou.
É aí que mora o perigo. Imaginem o Brasil submetido a todo tipo de denúncias nessa “Organização Mundial do Meio Ambiente”, se ela funcionar como a OMC, por exemplo, com poderes punitivos. Vai ser um nunca-acabar de denúncias. Não faremos outra coisa a não ser nos defender, embora o Brasil tenha a legislação ambiental mais avançada no mundo, uma realidade que ninguém divulga nem alardeia.
O secretário-geral evitou pronunciar-se sobre a votação do Código Florestal, que está em discussão no Congresso Nacional, mas mostrou que não respeita a soberania brasileira no que diz respeito ao meio ambiente. Ao contrário, Zukang destacou que o assunto, embora esteja na esfera da soberania brasileira, também diz respeito ao resto do mundo. “Todos sabem que a Floresta Amazônica é o pulmão do mundo. E está muito claro que ela pertence ao Brasil. Mas também é claro que o Brasil faz parte do mundo”, disse Zukang, revelando a ponta do iceberg ecológico.
Para ele, embora questões de soberania não se discutam, é preciso saber usar os recursos naturais. “Como usá-los é decisão soberana do governo do Brasil. Mas temos que levar em conta o fato de que moramos em um mesmo planeta. Quando se usa e explora recursos como a floresta, deve se levar em conta os impactos sobre o meio ambiente.”
Para não despertar reações, Zukang enfatizou que não conhece em profundidade o assunto e até fez uma avaliação positiva das ações do governo federal no gerenciamento do setor. “Não sou um especialista em florestas, mas sei que o governo brasileiro está fazendo um bom trabalho”, declarou, explicando que veio ao Brasil para acertar detalhes de logística da Rio+20, incluindo transporte, acomodação e segurança.
Apesar dessa ressalva, todo cuidado é pouco. Com soberania não se pode brincar. 

Contra as aborteiras militantes, uma fala honesta e corajosa.

No vídeo abaixo uma mulher brasileira, comum, que poderia ser nossa filha, esposa, irmã, mãe, peita aborteiras profissionais treinadas e pagas por organizações internacionais para defenderem no Brasil o livre assassinato de fetos. Defender a vida é difícil, não conta com governo, com doações, com organização militante, com a mídia.. Ela dispõe apenas de coragem e um olhar sereno, seguro, firme, honesto.






segunda-feira, 12 de março de 2012

Os aborteiros não sossegam. Precisamos estar vigilantes.

No link abaixo o jornalista Reinaldo Azevedo mostra como os aborteiros, agora representados formalmente no Governo, estão querendo aprovar o liberação do aborto. Não passarão.

domingo, 11 de março de 2012

Me segura, senão eu caio.

Lembrei deste frevo ao ler na imprensa que o ministro Mantega pediu aos senadores amigos que o protejam na audiência desta terça no Senado.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A redução das emissões humanas de CO² não importa. Por Luis Carlos Molion, um CIENTISTA do clima.

Inflação versus aquecimento global. Um dilema demente.

A noticia abaixo é do "Estadão" em 5 de março.

Brasília - Entre conter a inflação e combater o aquecimento global, o governo federal escolheu a primeira opção - o que ajuda a explicar o aumento do consumo de gasolina, enquanto as vendas de etanol caem.

As alíquotas da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), tributo cobrado na venda de combustíveis, são um exemplo disso. Quatro meses atrás, o Ministério da Fazenda reduziu as alíquotas sobre gasolina a menos da metade: de R$ 0,192 por litro para R$ 0,091 por litro. A redução também alcançou o óleo diesel. O custo da decisão em 2012 foi estimado em R$ 1,769 bilhão pelo ministério. Era uma forma de evitar o aumento do preço da gasolina para o consumidor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Percebe-se já no lead que o jornal estabelece um trade off entre inflação e aquecimento global. Depois faz questão de quantificar o "prejuízo". Poderia dizer também quantas toneladas de CO² seriam economizadas se o governo enfiasse o pé no acelerador dos preços e soltasse as rédeas do controle da inflação. Existem mesmo alguns dementes que gostariam que o preço da gasolina fosse proibitivo e todo mundo fosse andar de bicicleta, depois, quem sabe, teríamos que andar a pé mesmo. Tudo em nome de uma teoria furada.

terça-feira, 6 de março de 2012

A política é a escola do cinismo. Trazes coração? Esmaga-o ao entrar...

    Os trechos abaixo são os primeiros parágrafos da primeira carta (capítulo) do livro "Palavras Cínicas", do escritor português Albino Forjaz de Sampaio. A julgar pelo que vejo e vi até hoje, penso que a primeira carta deveria ser enviada juntamente com a confirmação de inscrição a todo candidato às eleições com uma errata: "Onde lê-se vida, entenda-se política".

" Meu amigo:
     Escrevo-te de longe, de muito longe, perdido nos confins deste meu bairro onde só muito fraco chega o rumor da grande cidade. De que te hei-de falar? Da vida
? Pois seja. Tu vens para ela, para o imenso brouhaha. A vida é a escola do cinismo. Trazes coração? Esmaga-o ao entrar como uma coisa que nos compromete, que nos avilta. Se acaso és bom - tolice - não venhas. Aqui, para triunfar, é preciso ser mau, muito mau. Sê mau, cínico, hipócrita e persistente que vencerás. Serás aclamado, respeitado e invejado. Ri do Bem e da Virtude, da Alma e do Sentir. Ri de tudo, que é preciso que rias. Abafa um protesto com um sorriso, uma agonia com uma gargalhada, um estertor com uma praga.
     Sê polido, meu amigo. Encobre a raiva sob o riso, e o riso sob o pesar.
     Sê mau, sobretudo. Se a alma compromete estrangula, se o riso desmascara sufoca-o, se o choro atraiçoa esfibrina-o às gargalhadas.
     Não ames nem creias. Todo o homem que ama é homem perdido, e todo aquele que crê nunca será ninguém. Odeia sempre. Odeia os que sobem e os que pretendem subir, odeia os que subiram e os que um dia subirão. Odeia todos e desconfia. Lembra-te que o Ódio dá mais prazeres do que o amor.
     A satisfação de ver agonizar um canalha, quer ele seja um mártir, que ele seja um ladrão, é maior que a de sentir os braços opulentos duma mulher que se entrega. É menos um. Sê pois forte como o diamante e como o ódio."

Jorge Viana, os alagamentos, seu diagnóstico e suas expectativas.

Vi com muita atenção a entrevista do ex-Governador, atual Senador Jorge Viana ao Alan Rick da TV Gazeta.
Alguns pontos de sua fala merecem destaque:

1. "O Brasil tem que tratar com seriedade esta questão das calamidades" - Neste ponto o senador tratava da exiguidade de recursos e da burocracia para liberação dos recursos. Está certo. Quem está sob as águas não pode esperar os ritos burocráticos dos gabinetes de Brasília, seus despachos e seus tempos  rotineiros. Muito menos pode ser plenamente atendido por ninharias contingenciadas. Como podem recursos emergenciais serem contingenciados? É um contrasenso. Se são emergenciais precisam ter liberação urgente. Além disso, bem poderia o Governo Federal que edita MP a torto e a direito, mandar uma realmente urgente e suprir de recursos o caixa destinado ao atendimento de calamidades.

2. "É preciso um programa de governo para atender a população" - De fato. A ajuda emergencial do governo dirigida ao atendimento da população cessa após o recuo das águas. Mas, e depois? Somente um programa específico de recuperação das áreas atingidas e de compensação de perdas pode ser considerado eficaz e justo no tratamento desta questão. As cidades de Rio Branco e Brasiléia, principalmente, demorarão anos até se recuperarem completamente, não podem ser jogados à própria sorte.

Torçamos para que as expectativas do senador não sejam frustradas e para que, se forem, ele lembre-se de cobrar à altura do seu mandato.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Marina Silva, a internacional.

Dizem os jornais que a Marina Silva resolveu pedir ajuda internacional para os alagados do Acre. Pois bem. A questão que me vêm à mente é: Com todo o prestígio que tem, por quê não pressionou o governo federal e ao invés disso, logo tratou de estender o pires fora de nossas fronteiras? O Brasil não tem condições de arcar com os custos da emergência acreana? O governo federal é assim, tão insensível que não se importa com os acreanos?

Nada disso. É que com a Marina o negócio é lá fora. Nessa interlocução ela vai à frente. Se fosse acompanhar a romaria dos últimos dias ao palácio teria que dividir os holofotes com a bancada acreana hoje liderada pelo bom Taumaturgo Lima. Como há muito está devendo aos acreanos, achou melhor tomar sozinha um atalho que conhece bem - a vereda dos gringos.

Pergunto: É necessário? É nada. O volume de recursos necessários para resolver o drama acreano é uma ninharia no orçamento. Pedir este tipo de ajuda lá fora é quase uma humilhação. Só espero que, caso consiga, não tenhamos que devolver trapos usados.

Levantem as bandeiras! Acre à vista!

Parece que assim, meio que de longe, o Governo Federal começa a dar sinais de que já sabe que o Acre existe. A bancada parlamentar acreana, sob a coordenação do discreto Taumaturgo Lima, conseguiu mais 5 milhões de reais e a promessa de que após a visita técnica do pessoal do Ministério da Integração Nacional será executado um programa de recuperação das áreas atingidas. Como diria um velho professor de português, alvissaras!

É claro que não se deve apostar todas as fichas nesse tipo de promessa. O Rio de Janeiro e Santa Catarina esperam há anos pelo cumprimento de promessas da mesma espécie, mesmo assim, é um bom sinal. Sejamos compreensivos e ofereçamos a confiança.

Mesmo assim, ainda sinto falta de um posicionamento da dona Dilma. Já passou da hora de fazer uma visita ao Acre ou, pelo menos, receber a bancada federal em audiência, afinal, dos onze parlamentares, apenas DOIS não rezam na sua cartilha. Não há motivo para este menosprezo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Direto pra panela.


Preste atenção. O  novo Ministro da Pesca não tem olhar de peixe morto?

Dona Dilma, o Acre existe. (3)


Agenda de Dilma 01/03/2012

11h - Cerimônia de assinatura do Compromisso Nacional para Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção - Palácio do Planalto, Salão Nobre.

Segundo o Blog do Noblat, a agenda da dona Dilma é só essa mesmo. Uma cerimônia e pronto. Falta cerimônia é na preocupação que (não) demonstra ter com os acreanos atingidos pelas enchentes. A bancada conseguiu no máximo despachar com a ministra-estafeta Ideli Salvati e, segundo declarações do Senador Petecão, que pertence à base do Governo, os resultados não foram exatamente os esperados. Parece que o Palácio não está mesmo disposto a autorizar descontingenciamentos ou execução de emendas para o Acre. Tudo indica que qualquer coisa além daqueles monstruosos cinco milhões está fora de questão. (Seria uma ameaça às contas do governo?).

Engraçado é que hoje mesmo sabe-se que o orçamento da Copa do Mundo já está avançando em 1,7 bilhões de reais além da conta inicial. Mas a Copa existe, né?