quinta-feira, 25 de abril de 2013

Às vezes é apenas o que é. Mas a militância gay não perdoaria.

Até a semana passada eram meus vizinhos uma dupla masculina de gays. Um médico e um farmaceutico. Embora notássemos um entra e sai exagerado e fora de hora (de madrugada) de gente cujo aspecto e modos nunca permitiria na minha casa, a não ser pelo cheiro de cigarro que deixavam no elevador nunca nos incomodaram, afinal, não tenho nada a ver com o que fazem em ambiente privado e muito menos com o uso que dão aos seus órgãos. Mas o vizinho de baixo tinha.

De fato, aqui onde moro, por falha na construção, o barulho que se faz no andar de cima repercute no de baixo com muita nitidez. Foi ai que o bicho pegou. O vizinho de baixo encontra minha esposa e pergunta: "Esses viados ai em cima não incomodam a senhora não?" Minha esposa diz que não, que do lado não percebemos o barulho etc. Ai o vizinho retruca: "Pois é. Eu é que tenho que aguentar esses machos gemendo enganchados sobre a minha cabeça a noite toda". Resultado: Depois de alguns dias de negociação, não teve jeito. O condomínio "entregou" a dupla à direção da clínica (dona do apartamento) em que trabalham que os retirou de lá. Agora estão enganchados longe daqui e do Júnior (vizinho de baixo).

E aí? Alguma homofobia no comportamento do vizinho de baixo que atuou para se livrar da barulheira no andar de cima? Não, né? Ahh. Ia esquecendo. O vizinho de baixo é evangélico.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Chega!

Pense bem. Você se importa se a Daniela Mercury esfrega a xereca em outra xereca? Você se importa em saber sobre o que ou quem o Deputado se agacha? Eu não me importo nadinha. Se é de gosto... Então, porque raios nao se fala em outra coisa? Tanta coisa acontecendo e a mídia perde um tempo enorme dando trela a um assunto que não merece uma notinha sequer. Sei que boa parte dessa gente no fundo fala e defende a si mesma. As redações e tvs estao cheias de gente que gosta de fungar com gente do mesmo sexo, mas p.q.p. tá na hora de aliviar. Deixem a vida continuar.
Será que só vão parar quando o Malafaia declarar que também é gay? Ta na hora de virar essa página,  tem problemas verdadeiros esperando solução,  tem questões importantes exigindo respostas.

sexta-feira, 15 de março de 2013

IDH - Brasil na poeira.

Vai começar de novo. O Brasil patina no IDH e o governo não aceita. O batalhão de choque já saiu às ruas para defenestrar a ONU em uma cantilena que já ouvimos em vários tons. Tem uns que garantem que o IDH não serve de nada, que bom mesmo é o índice de felicidade - viva o carnaval, o futebol, a cerveja e a mulher pelada. Outros teimam que bom mesmo é um IDH da floresta - viva o banhode igarapé, o couro ecológico e o mapinguari. Enquanto isso, os países que gostam de renda, saúde e educação tocam o barco.

Com os meu botões, me pergunto. "E se o IDH tivesse um lugarzinho para indicadores de corrupção e a incompetência?".

terça-feira, 12 de março de 2013

Esta recebi de um colega da engenharia. Merece ser lida.



Os Geólogos denunciam.
A Petrobrás perdeu 208 bilhões de dólares.
O Pré-sal foi descoberto em 1974, no governo Geisel.
Foi mapeado no governo Itamar Franco.
Foi declarado , no governo Fernando Henrique, como exploração inviável.
No mundo inteiro não há tecnologia para extrair petróleo do Pré-sal.
Lula, com o governo em queda, resolveu enganar o povo, dizendo que descobriu o Pré-sal e que os problemas do Brasil estariam resolvidos.

O que surpreende é que os políticos  e governadores "aliados", brigam por sua "divisão". Divisão de quê ?
O governo Distribuiu dinheiro da Petrobrás à rodo para Petistas e aliados, CUT, Sem-terra. Une, etc, na compra de votos.
O povo não sabe nem quer saber. A ignorância é geral. 
Agora o dinheiro acabou, a Petrobrás faliu, o Brasil importa gasolina,
oleo, álcool de milho, etc.
 
Pré-sal - A grande cartada Fraudulenta de LULA
Carta  à Revista Veja - São Paulo
Caro Diretor de Redação
 
Me surpreende que somente agora, depois do estrago feito, a revista Veja venha revelar aos incautos o engodo que foi o pré-sal, uma fantasia eleitoreira gestada na cabeça do Exu de Nove Dedoscom o intuito de enganar trouxas e ganhar eleições,como de fato enganou e ganhou. Sua reeleição à presidência deve algo ao pré-sal, além da ignorância coletiva das massas estúpidas de eleitores brasileiros.
A única coisa que eu entendo de petróleo é que se trata da mais importante fonte de matérias primas, além de ser a principal fonte de energia do planeta.. Isto me bastou para nunca ter acreditado nas mentiras de Lula a respeito do pré-sal, que não é uma novidade brasileira, mas existe em várias partes do planeta. A diferença é que nas diversas partes do planeta onde o pré-sal também existe, inexistem governantes sem nenhum caráter dispostos a enganar empresários trouxas e eleitores idiotas com tal balela. Quem se der ao trabalho de correr os olhos pelas páginas do site da Statoil, empresa norueguesa que detém a melhor e mais avançada tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas, vai verificar que extrair petróleo do pré-sal e como retirar diamantes de Marte, ou seja, é inviável por diversos motivos:
a) falta de tecnologia adequada;
b) falta de segurança numa operação de tal envergadura e,
c) falta de viabilidade econômica: mesmo que fosse possível extrair petróleo do pré-sal atualmente, seu preço seria cinco vezes mais alto que o do petróleo extraído em águas profundas da Bacia de Campos.
Agora a Veja, com esta reportagem, informa que os barões do petróleo estão em maus lençóis por terem acreditado nas mentiras do Exu de Nove Dedos. Bem feito! Inteligência não é coisa para qualquer um.
Relata a reportagem:
“Desde a posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, em fevereiro deste ano, o setor passa por um choque de realidade.
As metas da empresa foram revistas e, com isso, os contratos com empresas fornecedoras de equipamentos e serviços (as companhias dos barões do petróleo) minguaram.
Os sinais de que os ventos mudaram vêem de longe.
Há quase uma década a Petrobrás não cumpre suas metas de produção.
No segundo trimestre de 2012, contabilizou um “prejuízo de1,3 bilhão de reais”. Foi o pior resultado desde 1999.
No semestre, a queda foi de 64% em relação ao mesmo período do ano passado”.
Continua Veja:
“Na opinião dos especialistas, o pré-sal foi usado como bandeira política pelo ex-presidente Lula. O discurso era que a nova descoberta resolveria os problemas do Brasil, e a Petrobrás prometeu o que não podia”.
Ainda em seu primeiro mandato, o “Exu de Nove Dedos” anunciou a auto-suficiência do Brasil em Petróleo.
Hoje, o Brasil importa gasolinaóleo diesel e até etanol de milho dos Estados Unidos.
E ninguém cobra isto dele?
Mas o dado que mais chama a atenção é a desvalorizaçãodas ações da Petrobrás desde aquela manobra de capitalizá­-la sem na verdade injetar nenhum dinheiro em seus cofres.
De lá­ para cá a Petrobrás perdeu 208 bilhões de dólaresem suas ações, ou seja, hoje a empresa vale menos 208 bilhões de dólares!
E ninguém cobra nada de ninguém?
Este é o resultado do estatismo. Entrega-se uma empresa que explora o melhor negócio do mundo a amadores apadrinhados por políticos, usa-se a empresa com fins eleitoreiros, atualmente está sendo usada como instrumento de política monetária, e o consumidor, que em última instância é quem paga a conta e os acionistas ficam a ver navios”.
A reportagem da Veja está primorosa. Pena que não tenha sido publicada há uns quatro anos atrás.
Cordialmente,
Engº Otacilio M. Guimarães -Presidente do CREA-Ceará
Quem tiver interesse em se aprofundar na matéria, veja o site  da Statoil:  
           
 


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Os salários indecentes se foram. E as moradias indecentes?

Noticia no Diário do Grande ABC de 3 de Março de 2000. Ele agora é o 1º secretário da Câmara. É só dar consequencia o proprio projeto. O que o impede?

Deputado defende venda de imóveis funcionais desocupados

Um levantamento feito pelo deputado federal Márcio Bittar (PPS-AC) revela que, no início do ano passado, o número de apartamentos desocupados alcançava 177. Sexta-feira, acredita ele, já há mais de 180 apartamentos que nao sao utilizados como moradia pelos deputados.

O índice de ociosidade dos imóveis supera 40%. O valor de mercado de todos os apartamentos desocupados, segundo pesquisa do deputado, chega a R$ 44,25 milhoes.   Desde dezembro de 1999, Márcio Bittar - que apresentou um ante-projeto de resoluçao à Mesa sugerindo a alienaçao dos imóveis funcionais desocupados - aguarda uma resposta da 4ªSecretaria da Câmara, sob responsabilidade do deputado Efraim Morais (PFL-PB), sobre os dados atualizados de apartamentos ocupados e a quantidade de parlamentares que recebem o auxílio-moradia.   

O cálculo dos imóveis desocupados foi feito a partir da constataçao de que 258 deputados recebiam o auxílio-moradia (valor líquido de R$ 2.175) no primeiro semestre do ano passado.

As informaçoes foram obtidas no setor financeiro da Câmara.  Apenas 255 deputados moram nos apartamentos da Câmara. Nas últimas legislaturas, o deputado pode optar por morar em um apartamento funcional ou receber o auxílio-moradia.

Os gastos com manutençao dos apartamentos ociosos também sao elevados. Até novembro do ano passado, a Câmara gastou R$ 6.279.879,54 para recuperaçao, conservaçao e reforma dos imóveis funcionais. O orçamento inicialmente previsto para manutençao dos imóveis era de R$ 4.845.200. Ou seja, a Câmara excedeu em R$ 1.434.679,54 o inicialmente previsto para manter os imóveis, sendo que vários deles estao desocupados.    

O valor dos imóveis desocupados - R$ 44,25 milhoes - corresponde a cinco vezes ao gasto do Ibama com fiscalizaçao, a 553 salários de trabalhadores nas frentes de emergência durante a seca no Nordeste e ao investimento global do governo no ano passado com o programa de combate à Aids. "A Câmara está mantendo vários apartamentos desocupados em uma regiao nobre de Brasília. É um alto custo de manutençao com verbas públicas. É dinheiro jogado no lixo", avalia o deputado Márcio Bittar, defensor da venda dos imóveis. Segundo ele, há uma tendência entre os parlamentares de se optar pelo auxílio-moradia.  

Bittar acredita que o problema é estrutural, já que ao final da década de 70 o número de apartamentos já era menor que o número de parlamentares. Atualmente, segundo o deputado, os parlamentares preferem manter as famílias no estado de origem, já que chegam ao Congresso às terças-feiras e deixam Brasília às quintas-feiras.    "Antigamente se justificava a existência dos apartamentos funcionais porque sequer havia em Brasília rede hoteleira montada e a distância a outras cidades, sem aviao, era enorme", pondera o deputado.

A proposta do deputado Márcio Bittar é que a cada legislatura sejam vendidos os apartamentos que estao desocupados. O dinheiro arrecadado com a venda seria abatido nos repasses que a Uniao faz ao Congresso (duodécimos).  O deputado acredita que a venda causaria dois receios. O primeiro é que, de acordo com a Lei do Inquilinato, os parlamentares teriam prioridade para comprar os imóveis e isso poderia ser realizado em condiçoes especiais (juros baixos e parcelamento). O outro temor é de que o dinheiro arrecadado com a venda acabasse desaparecendo dos cofres públicos.   "Essa questao é um desgaste rotineiro para os parlamentares e desmoraliza o Congresso. Por que nao enfrentamos logo isso ao invés de recuar?", indaga Márcio Bittar.  

 O deputado Efraim Morais, o 4º secretário e responsável pelos imóveis da Câmara, negou que hajam aproximadamente 180 apartamentos desocupados. "Nao confirmo esses números. E nao tenho os dados exatos aqui, de cabeça. Sou ruim de memória. Mas nao é isso de forma nenhuma", insistiu. O deputado foi localizado na Paraíba.   A Mesa Diretora, de acordo com Efraim Morais, está estudando a possibilidade de fazer um convênio com a Caixa Econômica Federal e colocar os apartamentos em leilao. O diretor geral da Câmara, Adelmar Silveira Sabino, também disse nao ter informaçoes sobre os apartamentos funcionais desocupados.    Para o deputado Márcio Bittar, que encontra dificuldades de informaçoes junto à Mesa, a falta de transparência dos dados nao contribui para resolver a polêmica. "Nao dá para tampar essa coisa", desabafou.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Temos Petistas, Tucanos, Democratas... Como serão chamados os filiados à REDE? Mauro Pereira tem uma sugestão.


MAURO PEREIRA
Marina Silva cumpriu a ameaça e fundou um partido que não é partido. Batizado de Rede, na solenidade de lançamento da legenda Marina sobressaiu-se pela clareza de suas declarações. Indagada qual seria a atuação da Rede em relação ao governo, foi claríssima: “Não será nem situação, nem oposição. Será posição”. Mesmo não entendendo absolutamente nada da pantomima despejada por Marina, os “silváticos” deliraram
Com o ar sorumbático que faz parte do seu semblante majestático e ampara seu perfil esquelético, Marina Silva não dispensou o tom enigmático para saudar a criação da Rede, o mais novo espaço político destinado a arrebanhar todo ser sonhático. Como sua fala anêmica, que sempre denuncia a carência de energético, não é compreendida nem mesmo pelos marineiros, eu imagino que o teor do discurso tenha sido mais ou menos assim:
Usando um palavreado patético, falou em marinês selvático destacando o comportamento ético que diferencia dos demais mortais todo marinático. “O comportamento da Rede é programático”, afirmou. “A atual crise política não permite que um redículo(*) se permita valorizar o pragmático. O combate ao sintético será sistemático, ao passo que a adesão à pauta silvícola será sintomática”. O silêncio estratégico foi preenchido pelo aplauso frenético.
Animada com o sucesso explícito, não se fez de rogada e enveredou pelos caminhos do emblemático. “Longe de mim querer me apoderar do discurso pernóstico tão comum nestes tempos de reinado lulístico. Tenha certeza, marinático, que jamais cederei ao encantamento do palavrório apoplético. Esse recurso deixo para o incompetentes entusiástico. Em tempo algum permitirei que a direita histriônica nos coloque a pecha de porciúncula. Por natureza, todo redículo é sistemático e saberá responderá à altura ao provocador maquiavélico”, profetizou.
Mais adiante, com o semblante cansado que já ostentava antes mesmo de iniciar sua arenga salvacionística, tratou dos graves problemas estruturais e políticos. “Como já falei, o compromisso da Rede é programático e não midiático. A ação no combate à miséria tem que ser lépida, pois a fome é endêmica. E o sucesso dessa empreitada tem no verde seu sustentáculo. Não desprezarei os avanços já consumados no terreno técnico, nem deixarei de usufruir das conquistas consolidadas no universo cibernético. Mas, do mesmo modo, serei uma defensora maiúscula dos recursos silvícolas. Todos sabem que esse meu posicionamento não é cíclico. Minha luta contra esse desmatamento paranóico remonta à minha atuação como ministra do meio-ambiente quando tive oportunidade de percorrer os caminhos daquela praça planáltica. Não ficarei estática, e, se for necessário, para recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento, não hesitarei em apelar para os recursos da robótica. Os problemas são explícitos e os brasileiros anseiam por solução imediática, por reposta célere e por proposta factível. E eu vim por isso. Fruto do desvario egocêntrico, o problema da grave crise econômica, acentuado com o recuo na produção automobilística, é burocrático e, obviamente, a solução não passa pela adoção de nenhum programa hermético, nem muito menos por entrave dogmático”.
Despediu-se deixando uma mensagem de ânimo e de confiança. “Marineiro, jamais se esqueça, você é um sonhático”.
Acho que é melhor eu parar por aqui. Mais uma frase e terei certeza de que estou ficando lunático.
(*) redículo: substantivo que poderá identificará os filiados à Rede.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

REDE? TÔ DENTRO!

Nascido nas brenhas do nordeste só deitei numa cama minha lá pelos 20 anos de idade. Ainda hoje não dispenso uma dessas, tradicionais e com varandas para brincar. Quando soube que o partido que a Marina criou pra chamar de seu vai se chamar REDE, não me contive, tô dentro! Vou dormir sonos sonháticos e acordar bem revigorado para trabalhar. É preciso.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Um partido pra chamar de seu, enquanto o Nobel não vem.

Há pelo menos 20 anos, encasquetei que o projeto pessoal (todo ser humano tem um) da ex-Senadora Marina Silva não  é enriquecer (embora à sua volta muitos tenham se dado muito bem), não é ser senadora, nem presidente da república, nem mesmo ser Secretária-Geral da ONU. Na minha opinião seu negócio é com o Nobel da Paz. Mas como chegar lá? Não sei e acho que ela também não sabe. Enquanto não acha o caminho, que tal um partido político pra chamar de seu e para NÃO fazer política partidária? Vejamos o que escreveu hoje o Jornalista Sérgio Vaz, publicado no Blog do Noblat.

Um partido para Marina chamar de seu, por Sérgio Vaz

É o esforço suprapartidário para que a população tenha nojo da política.
Sérgio Vaz

Marina Silva é igual a Gilberto Kassab. Pode, à primeira vista, não parecer: ela tem uma história de vida respeitabilíssima, um passado glorioso. Mas Marina, hoje, é igual a Kassab.
Exatamente como Kassab, Marina vai fazer um novo partido.
O país não precisa de mais um partido político. Quem precisa é Marina. Marina não quer um partido para defender uma plataforma, um ideário – quer um partido para chamar de seu.
Marina se revela uma caudilha. Caudilhinha verde, com passado de glória e cara de pureza angelical cuidadosamente ensaiada, mas caudilha.
Há no Brasil 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, todos com direito ao fundo partidário (pago com o nosso dinheiro) e horário na TV e no rádio (dito gratuito, mas na verdade pago com o nosso dinheiro).
Há vários partidos que se dizem socialista, comunista, verde, “dos trabalhadores” – as áreas em que Marina transitou ao longo da vida. Mas nenhum deles serve para ela. Quer um só dela. Afinal, ela teve uns 20 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2010.
Na época, estava no Partido Verde, após ter abandonado o PT porque o PT não dava a menor pelota para ambiente. Como acha que é muito maior do que o PV, vai criar um novo.
Ainda não se definiu pelo nome. Poderia ser Partido da Marina Silva, PMS – será que já existe uma sigla PMS entre as 30 registradas? –, mas aí talvez fosse dar bandeira demais. Poderia, talvez, ser PN, de Partido Natureza, ou Partido Natureba, ou Partido Natura.
Nome é de somenos importância. Algum ela haverá de achar.
Mas, e assim propriamente quanto às ideias, à posição ideológica, aos princípios, às propostas para o Brasil?
Ah, mas esse negócio de princípio interessa a alguém?, ela poderá perguntar, com aquela carinha estudadamente cândida. Se o Kassab pôde criar do nada um partido que não é de esquerda, nem de centro, nem de direita, e obter a terceira maior bancada da Câmara de Deputados, por que Marina, tão mais pura, história de vida muito mais rica do que aquele sujeito que começou a carreira política na Associação Comercial de São Paulo, não poderia?
Marina tem o mesmo sobrenome do presidente mais popular de todos os tempos e de todas as latitudes e longitudes. O partido dela poderia se chamar PS – Partido dos Silva.
Ao fundar um partido só para chamar de seu, Marina Silva dá uma força imensa ao movimento suprapartidário que visa a tornar a política partidária brasileira cada vez mais pobre – e cada vez mais desprezada pela população.
É de fato um movimento suprapartidário. Os 30 partidos políticos brasileiros formam hoje um Senado e uma Câmara de uma indignidade como nunca se viu nesta República, e provavelmente em nenhuma outra.
As duas casas estão para eleger como presidentes homens cuja biografia está mais para folha corrida policial do que currículo.
Como mostrou pesquisa do Ibope feita para O Estado de S. Paulo, de 1988 para cá caiu de 61% para 44% o número de brasileiros que dizem preferir alguma das tantas siglas partidárias.
Trinta partidos parecem unidos na perseguição de um único ideal: o de disseminar entre os eleitores um profundo nojo pela política.
Não é um belo cenário. Na verdade, é um cenário suicida.

Sérgio Vaz é jornalista

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Difícil escolha

Considerando a temperatura dos últimos dias na Europa, Russia, China... Que país Marina Silva escolherá para lançar mundialmente seu partido/movimento marinista?


Touron / Polônia onde 101 morreram de frio nos últimos dias.


Guarda (neve)
Guarda / Portugal



Hamm / Alemanha



Paris / França



Paris / França

Nigel Roddis/Reuters / Garota caminha por rua em Knaresborough, na Inglaterra
Knaresborough, na Inglaterra




Russia



China


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Lula tá velho. Só pode.


Estava eu tranquilamente, de pernas estiradas, lendo uma revista gasta com noticias sobre o mensalão, enquanto esperava ser chamado pelo meu urologista, vez que faço regularmente os exames recomendados a quem passou dos quarenta, quando fui abordado por um senhor sentado ao meu lado cuja idade estimo em uns oitenta anos. Sorridente, ele foi direto. Bateu na minha perna e disse com ar resignado:  "Meu filho, velho é o seguinte; dorme pouco, mija muito, sabe tudo e não se lembra de nada".

Imediatamente pensei: Pelo menos na metade, sei que o Lula está velho.