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Ainda sobre o aborto. Medieval é a pena de morte contra seres indefesos.

Alguns setores da imprensa estão trabalhando para jogar a discussão do aborto no gueto religioso. Alguns o chamam de debate medieval. Uma ova! É um debate atualíssimo e não porque está na pauta politica, mas porque diz respeito aos direitos humanos. Ontem mesmo um militante chinês preso e praticamente desconhecido ganhou o Nobel da Paz por reivindicar mais liberdades e direitos na China. É disso que se trata. Do direito humano à vida do ser em formação no ventre da mãe. Essa história de direito da mulher ao próprio corpo como justificativa para a interrupção da gravidez indesejada é conversa de assassinos travestidos de militantes modernosos. O direito ao próprio corpo a mulher exeerce quando abre as perninhas. Daí em diante, havendo fecundação, o direito que se eleva acima de todos os demais é o direito à vida do ser em gestação. A questão não é apenas religiosa como alguns preferem dizer para assim desqualificar o debate. Um cidadão pode não ser a favor do aborto, seja ele...

A eleição da não-virtuosa.

Gostei do debate de ontem. Foi o melhor até agora. Teve debate na essência da palavra, teve acusação e defesa, teve cara feia, fugas, evasivas e momentos engraçados. Assim é que é. Debate sem isso é convescote. Ainda pode ser melhor. Além da contenda entre o Serra e a Dilma que pôs a candidata algumas vezes no canto do ringue, tendo que justificar falsamente a sua sucessora na Casa Civil com aquela historia de que o negocio é com o filho e não com a Erenice, uma frase me chamou muito a atenção. Segundo a Dilma a pérola vem do ex-ministro Marcio Tomaz Bastos. Teria dito o culto advogado que "As pessoas não precisam ser virtuosas, mas as instituições sim". Como é que é? Sinceramente, isto me parece a confissão mais absurda de vulgarização da ladroagem, da roubalheira, da corrupção e da falta de ética. Uma senha para o crime. Imagino o gerente ladrão diante do delegado: Senhor, quem tem que ser virtuoso é o Banco, não o funcionário. E o Delegado: Você me dá 6% e tá libera...

Debate dos presidenciáveis hoje na Rede TV

Com a campanha esquentando e a explosão semanal de escândalos envolvendo governos, partidos e candidatos, o debate de hoje na Rede TV tem tudo para não ser aquela modorra da última vez. Isto, é claro, se a candidata do Governo não resolver cancelar a presença por "problemas de agenda". Não seria a primeira vez. Segundo o site da Rede TV "O debate terá a participação das jornalistas Patrícia Zorzan, repórter especial do departamento de jornalismo da RedeTV!, e Renata Lo Prete, editora da coluna "Painel" da Folha, que farão perguntas aos candidatos durante dois blocos do programa. Nos outros três blocos, os candidatos terão confronto direto entre si quando abordarão temas ligados à saúde, educação, segurança, economia etc Ao todo, o debate promovido em parceria pela RedeTV! / Folha terá um total de cinco blocos. O programa terá início às 21h e terminará às 22h30 - com transmissão simultânea pelo portal da emissora, o RedeTVi, e pelo UOL (Universo OnLine), porta...

Debate é também para levar o adversário a nocaute.

Ainda sobre o debate, sinceramente, não faço côro aos que pensam que o confronto na TV deve seguir o modelito politicamente correto, cheio de mesuras como num jantar cordial em restaurante chique. Não é bem assim. Estão todos ali para derrotar os demais, para fazer com que o eleitor perceba as fragilidade e  a força dos candidatos, para exporem suas idéias pondo-as em vantagem perante as outras. Passaram dias estudando os temas, alguns até treinando postura e dicção, não dá pra chegar na hora e ter aquele comportamento blasé, algo hipócrita, de quem fala ao vento. Ontem, quando logo no primeiro bloco, nervosa e enrolada, a Dilma disse que o SAMU transporta crianças, era hora de, em seguida, o adversário dizer candidamente "Quero informar à Ministra que SAMU carrega doentes para o hospital e não criancinhas para a creche". Ela que fosse perder tempo explicando que confundiu as coisas, no mínimo ficaria mais nervosa e raivosa, o que é fatal num debate. ...

Um debatezinho micha. E perdi o jogo na Globo.

Acabo de ver o debate na Band. Debates no Brasil são engraçados, o cara que é melhor não pode ser muito melhor senão fica com fama de arrogante, parecendo humilhação - já aconteceu, eu vi, entre Cristovam Buarque e Joaquim Roriz. Tem que ser melhor por critérios muito sutis, distantes da minha compreensão. No lugar do Serra, quando a Dilma falou aquela bobagem dos milhões de empregos como se os contextos fossem os mesmos, eu a mandaria voltar ao banco escolar e estudar um pouquinho de economia para não ficar repetindo propaganda como se fosse realidade. Bastaria dizer que em oito anos de FHC o Brasil cresceu mais no mundo que nos oito anos do Lula. Serra foi o que é. Mais preparado, mais experiente, tem mais conteúdo, é mais "eu sei, eu posso". É, contudo, contido na provocação, na firula, no drible. Quer ganhar o jogo sem dar dribles, sem dar chapéu, sem fazer gol de letra. Poderia, por exemplo, para lembrar a questão da Bolívia, perguntar por que cargas d'água ...

Debate da Band - aposto no Serra e ponho algumas fichas na Marina.

Depois de amanhã, quinta-feira, tem o debate com os presidenciáveis na Band. Deste a dona Dilma não vai fugir. Há quem considere este debate um momento crucial para a eleição. Todos querem ver se o Serra demonstra sua superioridade intelectual e põe a Dilma no seu lugar de boneca de ventríloquo, embora alguns acreditem que bem treinada a Dilma pode surpreender e até "ganhar" o debate. Cá com meus botões, acho que os dois deviam ter cuidado é com a Marina Silva. Com sua aparência frágil toda pancada que lhe vier em cima será mal vista, ninguém se atreverá a humilhá-la. Ao mesmo tempo, ela pode candidamente desferir golpes cirúrgicos na ética de um e na capacidade de outro. Os anos de parlamento e auditórios fizeram da Marina expert em frases de efeito. Alguém pode sair da BAND inlusive com uma nova alcunha.

Uma avaliação dos presidenciáveis na CNI - Marina Silva

Uma avaliação rápida das participações dos presidenciáveis na CNI, em Brasília, nesta terça-feira. O vídeo completo pode ser visto aqui . Começo por Marina Silva Tem o uso e o vezo das platéias de ONG’s. Aquela saudação “a todos e a todas” é, além de errada, desnecessária e boba. Apenas marca o discurso ongueiro de “igualdade de gênero”. Tem hora e lugar pra ser usada. Referiu-se ao pouco tempo disponível, mas esticou o preâmbulo. Deu a impressão de que estava gastando o tempo. Adiantou um discurso carbofóbico – ai se sentiu à vontade e falou e falou... Marina flerta com a poesia e jogos de palavras, mas precisa encontrar melhor slogan. Essa de “antecipar o futuro” é coisa de agencia de propaganda. Já se viu muito em comerciais de automóveis e de eletrodomésticos. Marca a si própria com a história de “Lula não é gerente, FHC não era gerente.” Só faltou dizer “eu também não sou gerente e o Brasil não precisa de gerente” . Com isto se contrapõe à Dilma e ao Serra. A sua m...