quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A mulher de César.

O que vai abaixo em azul retirei daqui

A história conta-se que terá tido lugar no 1 de Maio do ano 62 a.C., há precisamente 2067 anos.



Nesse dia festejava-se a Bona Dea (“a boa deusa”) em casa de Júlio César, recentemente eleito pontifex maximus (sacerdote supremo). Tradicionalmente, o acesso a estas festas estava reservado às mulheres. Pompeia Sula, segunda mulher de Júlio César, era a jovem e bela anfitriã do que era conhecido como uma orgia báquica reservada ao sexo feminino. Nesse ano as festividades acabaram em escândalo: Publius Clodius, jovem nascido em berço de oiro, mas conhecido pela sua insolência e audácia, estando apaixonado por Pompeia, não resistiu. Disfarçou-se de tocadora de lira e introduziu-se em tão reservada celebração. As coisas correram mal a Publius Clodius que acabou por ser descoberto por Aurélia, mãe de César, sem usufruir da bela Pompeia.


O escândalo correu por Roma o que levou César a divorciar-se de Pompeia. Publius Clodius foi acusado de sacrilégio e julgado em tribunal. O povo estava com Clodius e César, chamado a depor como testemunha, disse que nada tinha, nem nada sabia contra o suposto sacrílego. Foi o espanto geral entre os senadores: “Então porque se divorciou da sua mulher?”. A resposta tornou-se famosa: “A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita”.


A mulher de César ficou eternamente sob suspeita. Publius Clodius beneficiou da demagogia de Júlio César e do receio dos senadores de perderem apoio popular.

Entre nós a frase generalizou-se para "Não basta ser honesto. Tem que parecer honesto", o que cuida então da aparência, mas não encobre a necessidade de ser honesto.

Recentes episódios vindos do Amazonas envolvendo a mulher de um político acreano nos faz pensar nisto. Numa inversão obvia de palavras, não basta parecer honesto. Tem que ser honesto. Gente useira e vezeira em usufruir de benesses do dinheiro público conquistado por meios não republicanos corre o risco de ser desmascarada a qualquer tempo. A pose de vestal cairá por terra e se cobrirá de lama.

E agora? Com que cara o sujeito vai ao samba das eleições tendo que explicar nas barras da justiça sinecuras que usufruiu através da própria esposa? A avareza, a ambição desmedida, a dissimulação e o mau caratismo retratado em caraminguás amazonenses recebidos mensalmente de forma ilícita e imoral.

Como venho dizendo neste bloguinho, a verdade será revelada. Isto é só o começo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dona Dilma aperta o cinto antes que o dragão da inflação lance suas chamas.

Apavorada pela fumaça que sai das ventas do dragão da inflação que come o dinheiro do trabalhador a popularidade de qualquer governante, a dona Dilma, fazendo côro à decisão do Banco Central que deu mais um aperto monetário com a elevação dos juros, enfiou o pé no freio fiscal e anuncia um corte de 60 bilhões no orçamento.

É grana pra dedéu. O aperto vai ser notado em todos os estados quando os governadores e prefeitos começarem a ver os investimentos em marcha lenta e os projetos com dificuldades de aprovação. Dadas as condições era esperado por qualquer economista honesto que um ajuste fiscal ocorreria necessariamente. Os políticos é que à caça de votos sempre negaram. Encheram o saco de promessas e deram uma de papai Noel distribuindo sonhos como se grana gasta à granel não tivesse sérias implicações no equilíbrio das contas do governo.

E agora? Agora é eleger prioridades, sanear os ralos da corrupção e do desperdício, exigir eficiência na gestão e cobrar resultados. Projetos do tipo bom e barato sempre serão os escolhidos. É o que temos para 2011.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Das orelhas dos livros aos ouvidos dos incautos.

Um truquezinho malandro bastante utilizado por alguns políticos, principalmente aqueles que por preguiça e inapetência aos estudos nem sequer ultrapassaram o segundo grau, o que, aliás, pode ser conseguido de modo não republicano, é difundir a idéia de que valoriza o saber, os estudos e a ciência. Para isso há quem faça verdadeiras "imersões" em temas relevantes. Da boca pra fora, é claro.

No fundo, estes "estudiosos temporários" morrem de inveja de quem estudou, de quem verdadeiramente apropriou o saber. Se roem por terem que repetir palavras e pensamentos de outros. Fazem das "orelhas" de livros da moda sua bibiloteca mais rica, arrotam teorias e interpretações dando a impressão de que empregam seu tempo em algo útil, quando na verdade não fizeram mais do que gozar o ócio de uma vida sustentada por dinheiros mal ganhos.

Como sei disso? Eu vi.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cadê os culpados?

Se tem algo estranho nas reportagens de TV sobre a tragédia carioca é aquele finalzinho sempre com um coitado falando em recomeço, em esperança, em coragem... PQP! Ninguém fica triste, ninguém fica indignado, ninguém fica puto, parece que foi uma neblina.

São bilhões em prejuízos financeiros. Casas, lojas, supermercados, indústrias, plantações, estradas, pontes, o diabo fez a festa e a reportagem termina com aquela mensagenzinha  cujo interesse só pode ser amenizar o sentimento de revolta do telespectador e encobrir culpados. No frigir dos ovos, a julgar pela matéria exibida, a culpa foi da natureza e do azar do infeliz que teve a idéia de fazer sua casa no caminho das águas.

E nos ginásios? Centenas de famílias dividindo espaço exíguo, sem nenhuma privacidade, sem comida decente, sem água, sem banho, sem dignidade, e a repórter gasta nosso tempo mostrando uma doce criatura que resolveu dar uma ajudinha indo lá separar doações, ou um bombeiro que não fez nada além de seu trabalho. Sobre os culpados, nada!

Sei. Alguém dirá que o momento é de mostrar isso mesmo, ou seja, a solidariedade, a esperança, a força do brasileiro. Uma ova! A hora é de mostrar bem mostradinha a cara de cada um dos verdadeiros culpados.

Da Bolivia vem um tsunami de coca.

Do Cesar Maia em seu "ex-blog"

DISPARA A PRODUÇÃO DE PASTA BASE DE COCAÍNA NA BOLÍVIA!

1. A produção de cocaína na Bolívia, especialmente nos departamentos de Cochabamba, Santa Cruz e Beni, duplicou nos últimos 3 anos. Estima-se que deva ter ultrapassado as 150 toneladas. Alguns falam em 200 toneladas.
2. As avionetas usadas mais que dobraram de preço e seu uso hoje é percebido por quem trafega nas estradas ou vive no interior. O governo sabe disso, pois seus radares acusam o volume desse tráfego.
3. Os traficantes brasileiros que chegavam à fronteira para comprar a cocaína agora compram dentro do país, entrando mais de 200 km para dentro da Bolívia. A presença de colombianos é crescente, pois são eles que trazem a tecnologia e a sugestão de sementes mais produtivas.
4. As autoridades estão passivas, e várias delas dizem, cinicamente, que hoje é a cocaína que mantém a economia ativa e com baixo desemprego. Reprimi-la seria criar mais um problema para o desgaste do governo, dizem. O trabalho de menor remuneração nas mini refinarias é de 400 dólares, o que impulsionou o valor geral do salário nessas regiões.
5. A promessa do novo ministro da justiça do Brasil é que levará as forçar armadas à nossas fronteiras. Então é urgente que leve, e já, para toda extensão da fronteira com a Bolívia. Nas drogas se aplica a lei de Say (toda oferta cria sua própria demanda). Sendo assim, em breve o mercado consumidor brasileiro estará ampliado.´

Enquanto isso, há quem pense que o combate ao tráfico de drogas e à criminalidade crescentes no Acre e em Rondônia, por exemplo, dar-se-á pelos métodos tradicionais. Impossivel. O Brasil precisa agir politicamente com a Bolivia. Dona Dilma precisa apertar o índio cocaleiro e de preferência sem escutar Chico Buarque que gosta de falar fino com vizinhos protoditadores.

Está claro que com a Bolivia nadando em cocaína não dá pra conter por aqui a enchente de traficantes.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Rio de culpas.

O que dizer? Quanto sofrimento, quantas perdas, quantas mortes... quanta incúria, quanto abandono, quanto desleixo, quanta incompetência.

Todos nós brasileiros sofremos um pouco diante da TV e todos sabemos que no próximo ano as cenas se repetirão, lá ou em outros lugares, com maior ou menor intensidade, porque os governos são os mesmos. Somos vítimas de um estado perverso, governado por narcisistas improbos e insensíveis.

Repetem hoje as mesmas promessas de antes. Programas que nunca são implementados, recursos que nunca chegam, medidas paliativas que são um escárnio. Antecipam bolsa-família, permitem saques no FGTS e anunciam como se fossem políticas de alguma importância efetiva. Dinheiro que já era do pobre coitado vira manchete porque foi liberado em cima de corpos que jamais tiveram a atenção devida.

Nem dá pra dizer que os governos foram imprevidentes. TODOS sabiam que estava por acontecer (acontece todo ano!) e não fizeram nada. Não liberaram os recursos, não executaram as obras necessárias, nem sequer alertaram a população. Deixaram acontecer. São todos cúmplices dos temporais e dos deslizamentos de terra, são todos culpados pela tragédia. Malditos!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Os chineses...

O embaixador da China visita o Acre. Pelo noticiário, vem ver o que o Acre tem. Tem pouco. Qualquer mercadoria que os chineses queiram comprar será muito para o que o Acre possui, seja em matérias primas ou em produtos industrializados. Isto quer dizer que não dá jogo? Em termos.

Por suas dimensões o mercado chinês sozinho é capaz de alterar radicalmente economias nacionais, imagine-se a economia de um pequeno estado brasileiro. É um gigante com o qual, se pudermos, devemos estabelecer as relações comerciais mais adequadas. O problema é a escala e a segurança da oferta que mercados assim exigem para que se realizem as transações comerciais.

À primeira vista, pelo menos por enquanto, somente a exploração madeireira poderia sinalizar tal perspectiva, o que resultaria em investidas fortíssimas sobre a base de recursos existente, sabendo-se de antemão que o "estilo chinês" não é exatamente o mais respeitoso com as questões ambientais e trabalhistas. Não será tarefa fácil controlar a produção madeireira em escala chinesa. O Governador Tião Viana sabe disso.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

No Acre o jogo não acaba.

O precoce lançamento da candidatura do deputado federal Gladson Cameli ao Senado em 2014, ainda mais partindo do prefeito Wagner Sales, certamente mexeu com projetos e ambições na oposição. Se estou certo, uma turma estava guardando a disputa desta vaga para o Marcio Bittar ou para o Bocalom dependendo de qual dos dois seja candidato a prefeito em 2012.

Com a sedução ao Gladson, o que seria importante principalmente na corrida para o governo que terá Petecão como candidato da oposição, inicia-se a operação "queima o lojinha" e dá-se por certa a candidatura de Bocalom à prefeitura de Rio Branco. Se conheço bem aquele masbaha, daqui por diante suas pedrinhas ficarão fininhas de tanto rolarem em dedos ávidos.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O tempo vai passando... aguardemos. E nos preparemos.

Estou por estes dias um tantinho afastado dos assuntos que costumo comentar neste bloguinho. Imerso em estudos sobre o desenvolvimento rural brasileiro tento atualizar conteúdos e conceitos. De todo modo, dou sempre uma espiada nos cenários acreano e brasileiro.

É cedo ainda para julgamentos e avaliações. Pode-se, no máximo, revelar expectativas. No Acre continuo achando que o Governador Tião Viana, se quiser, tem condições de colocar o Estado nos eixos e recuperar o prestigio da FPA. A oposição mantém o discurso da campanha e seus líderes constróem candidaturas. Algumas, posso afirmar, serão golpeadas pela verdade que demora mas não tarda.

No Brasil, penso que a dona Dilma levará algum tempo até se livrar do "fantasma Lula" e mostrar a própria cara. A boa noticia vem do Banco Central que não arredará no combate à inflação. As más notícias vêm da repartição de cargos na base do loteamento político escancarado, sem a devida correspondência na capacidade dos nomeados. A oposição continua às tontas, sem coesão, sem discurso, sem rumo.

A vida continua. E hoje é sábado.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A covardia travestida de sabedoria.

Conheci um sujeito que sempre dizia com ares de sabedoria "Se voce não tem a solução para um problema. Esqueça-o. Ele se resolverá por si mesmo". Achava o canalha que sua idéia encerrava a experiência e a prudência. Não era nada disso. Era apenas covardia. Das grandes.

Muitas vezes o vi fugir do enfrentamento de questões que para os outros eram gravíssimas. Crises e mais crises de depressão, quase sempre motivadas por expectativas financeiras frustradas. Pensei sempre que ele estava exercitando aquela idéia, estava deixando que a inércia tomasse conta de tudo. Soube depois que era apenas a saída possível dos covardes. Fugir dos problemas, não encarar os credores morais, não cumprir promessas, não pagar dívidas. Inadvertidamente, porém, deixando rastros que o futuro revelará.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tião Viana, o Acre e a dengue. Um novo estilo?

Leio em toda a imprensa e blogs acreanos que nos primeiros dias à frente do Governo, Tião Viana criou uma força-tarefa para combater a dengue que alcançou índices alarmantes. Pelo lido, trata-se de concentrar esforços no sentido de eliminação de pontos de reprodução e propagação do mosquito. Recursos humanos, materiais e financeiros de grande monta serão mobilizados em um mesmo sentido. Os resultados se farão perceber em pouco tempo. Que tenha máximo êxito.

O que me chama a atenção, visto que não entendo bulhufas de políticas de saúde pública, é o método. Em sua primeira ação administrativa de peso, Tião Viana inaugura um estilo. Vai com tudo pra cima do aedes.

Ações desse tipo (força-tarefa) costumam funcionar bem contra alvos específicos mas são de aplicação limitada contra problemas crônicos porque, por definição, não são de longo prazo. De qualquer modo, o estilo sinaliza no sentido de um governo que prestigia a objetividade, o foco e a ação coordenada. Se estou certo, mudanças estão em curso.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Que façam bons governos. Honestos, de preferência.

A presidente Dilma e 27 governadores iniciam ou continuam sua obra administrativa neste primeiro de janeiro. Muitas promessas frequentaram o discurso da campanha, todas elas com o objetivo de conquistar o voto do eleitor. Mas promessas são dívidas e devem ser cobradas uma a uma.

Vejo a eleição como um contrato entre o eleito e o eleitor. A partir da posse somos todos credores dos que passam  governar e temos o direito e a obrigação de aguardar a prestação no tempo e na forma contratada. Bons governantes são os que cumprem o contrato. Bons cidadãos cobram o prometido e punem a inadimplência. Da minha parte, espero que os governos sejam profícuos e honestos. É o mínimo. Fora disso é engôdo e canalhice.