terça-feira, 30 de agosto de 2011

São todos "Jaquelines". Mas agora com permissão para delinquir.

Não causou surpresa que a deputada Jaqueline Roriz tenha sido absolvida na votação de hoje no plenário da Câmara Federal. O motivo é simples. Seu pecado é a regra entre os parlamentares e não a excessão. Duvido que mesmo o relator do processo que culminou com o pedido de cassação possa dizer que nunca recebeu grana na forma que a deputada. Aquilo, aliás, é fichinha perto do que fazem uns e outros.

Jaqueline Roriz é deputada do baixo clero, não tem importância nenhuma, todos se lixam para ela, mas uma eventual cassação da deputada abriria um precedente terrivel para o parlamento. Dai em diante todos estariam com uma espada sobre a cabeça. Qualquer ex-assessor, ex-colaborador, ex-financiador, intermediário e tais que por qualquer meio provasse o recebimento de grana ilegal poderia mandar um deputado para casa. Espertamente, os parlamentares inverteram o jogo e agiram hoje em causa própria criando uma espécie de licença para delinquir. Doravante nenhum parlamentar pego nas mesmas cirunstâncias poderá ser cassado pois a porteira foi aberta.

Assim os brasileiros honestos levaram mais um tapa na cara.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Esta não vai sair na Globo nem será apresentada na igreja do aquecimento global antropogênico. É o sol, estúpido!

A midia engajada na falsa teoria do aquecimento global antropogênico faz ouvidos moucos, mas estão virando a cabeça de cientistas do mundo inteiro as recentes conclusões de pesquisas de alto nível realizadas por Henrik Svensmark, um físico dinamarquês do Centro Espacial Nacional da Dinamarca, em Copenhaguen, que estuda os efeitos dos raios cósmicos sobre a formação das nuvens e, por consequência, sobre as temperaturas na terra.

Segundo o site EcoTretas (link ai ao lado), em artigo da Revista  Nature, Kirkby, J. et al. confirmaram a hipótese anteriormente apresentada por Henrik Svensmark.


Ainda segundo o site, as conclusões do cientista ferem mortalmente a "teoria" do aquecimento global antropogênico, pois o número de raios cósmicos que atingem a Terra depende do sol. Está cada vez mais dificil para os carbofóbicos se firmarem na insustentável leveza do CO².

Uma perguntinha me vêm à mente perante a mudez da imprensa de modo geral. Quantas carreiras políticas e científicas, quantas empresas, quantas ONG's, quantos empregos, quanto orçamento governamental iria pro ralo se de uma hora para outra se revelasse que o CO² não tem o poder de aquecer o clima? Tá explicado.

Outras informações podem ser acessadas AQUI e AQUI

O gayzismo da globo, por um psicólogo e pedagogo.


O link abaixo leva à página de um psicólogo brasiliense meio doido que adoro. Chama-se Ezio Flávio Bazzo.  Lá ele posta uma análise que outro psicólogo, Marcos Wells, faz da última novela da Globo. Um texto divertido e interessante sobre o gayzismo da Globo, flagrante na novela Insensato Coração.

Não sei ler, não sei escrever, não sei somar. Sou o brasileiro médio de oito anos de idade.

O Portal G1 traz o resumo de uma pesquisa educacional realizada no Brasil pelo próprio governo juntamente com outras organizações. É frustrante saber que hoje em dia nossas crianças não aprendem na escola o mínimo necessário.

Como diz um amigo, sou do tempo em que fumar era bonito e ser veado era feio. Hoje está tudo ao contrário e eu até me acostumei. Pois é. Eu sou também do tempo em que crianças de seis anos de idade, não de oito, já sabiam ler, escrever e somar. Aos nove entrei no ginásio depois de passar por um estressante exame de admissão na escola pública que naqueles tempos era melhor que a escola privada. Por que mudou tanto?

Não sei. Não sou especialista em educação. Percebo o mesmo problema nas dificuldades que enfrenta minha filha de 14 anos. Só sei que o ensino brasileiro foi pro pau. O sistema considera mais importante que crianças de oito anos aprendam como é que faz neném.

Os ossos e os prazeres do oficio

Um ponto interessante da fala da dona Dilma em relação ao recuo na faxina é que lidar com a corrupção "são ossos do ofício". A frase demonstra um certo desprazer em faxinar a república, em mandar pra casa ou pra cadeia subordinados corruptos, em destituir chefes lenientes e incompetentes, em dissuadir aqueles que pretendem enriquecer e fazer carreira política às custas das tetas governamentais, em tocar pra fora a parentalha de autoridades que gruda no prestígio para intermediar contratos e facilidades. Se considerarmos que a sujeira toda significa bilhões de reais escorrendo pelo ralo da corrupção para os bolsos e campanhas políticas de gente corrupta, penso que a tarefa da faxina seria gratificante ao invés penosa. Não há nada que dê mais prazer a uma pessoa honesta do que ver descoberta e punida uma maracutaia.

Ficou a impressão de que nesta questão a presidente vai continuar pautada pela imprensa. Tipo assim: A Veja denuncia, aí se o caso for muito escabroso mesmo, daqueles impossiveis de disfarçar, a foice vai no pescoço da autoridade, senão, o malandro fica onde está, se segurando na máquina partidária. Então tá combinado. Toda força à imprensa e seus leitores para os quais a derrubada de um ministro corrupto é uma festa.

Poderosa é a máquina.

Certa vez ouvi de um deputado peemedebista; "Rapaz, em termos de Brasil o PMDB é uma máquina de fazer votos". Conhecendo um pouquinho o Brasil, nunca duvidei disso. Lembrei da conversa quando li que a nossa presidente foi considerada pela revista Forbes, a 3ª mulher mais poderosa do mundo. Não é pouca coisa. É claro que sendo o Brasil uma das maiores economias do mundo, qualquer presidente, homem ou mulher, estaria nos primeiros lugares da lista. Como existem poucas mulheres presidentes, obviamente a dona Dilma estaria na classe VIP. Apenas questão de lógica, o que não desmerece a menção da revista.

A pergunta que me veio à mente foi: Se é assim, tão poderosa, se possui meios para tomar decisões que afetam o mundo todo, se ocupa tal liderança global, por que raios recuou na faxina da corrupção em seu governo? Foi ai que me lembrei da conversa com o deputado PMDB.

A faxina contra a pobreza. Deles.

Somente agora, depois das últimas declarações da dona Dilma, é que me caiu a ficha. Ela disse literalmente "A minha faxina é contra a pobreza". Ah, bom. Antes dos brasileiros, os ratos da esplanada que conheciam o pensamento da Presidente pensaram: "Isto é comigo. Também sou povo". Dai em diante pisaram, cada um a seu modo, no acelerador do enriquecimento. No Ministério dos Transportes onde a estrada já estava pavimentada, pegaram racha de superfaturamento. No Turismo, com a praça cheia de gente, fizeram a festa da corrupção. Na Agricultura, com a produção bombando, comeram o churrasco da esculhambação. No Ministério das Cidades, com o esgoto correndo a céu aberto, nadaram de braçada. Por enquanto é o que apareceu na mídia, mas com certeza tem mais gente realizando por conta própria a eliminação da própria miséria.

Vejam só o alcance da mensagem subliminar.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Calma. Os extremos climáticos não são culpa do seu bife.

Outro dia, em discussão acadêmica com um desses carbofóbicos que dão mais prestígio à mídia e ONG's do que à ciência (as universidades estão cheias da espécie), ouvi do interlocutor que os extremos climáticos propagados de modo tão ameaçador pela mídia alarmista são a maior prova de que o homem está danando o planeta toda vez que liga o carro pra ir ao supermercado e, com isso, emite CO².

Todos sabem que aos poucos, por falta de provas, ou melhor, desmoralizados pelas provas contrárias, os alarmistas estão abandonando a "teoria" AGA - Aquecimento Global Antropogênico e adotando uma "teoria" igualmente falsa, a MCA - Mudanças Climáticas Antropogênicas. Podem prestar atenção nos discursos daquela turma. É que, como umas vezes faz frio, outras vezes faz calor, uma vezes chove, outras vezes faz neve, umas vezes está calmo, outras vezes tem furacões, não dava pra botar tudo na conta do aquecimento. Tava dificil explicar a quem não pode sair de baixo do edredon que aquilo era aquecimento global. A saída "genial" foi mudar o rumo da conversa para as "mudanças climáticas" de modo que de um jeito ou de outro é tudo causado pelo CO², ou seja, a culpa é sua e de seu bife.

Pois bem. Recentemente, o cientista Tim Ball escreveu um artigo em que afirma "Nós já sabemos que o aquecimento leva o clima a menos extremos". E explica:


A posição da Frente Polar marca a fronteira entre o ar polar frio e o ar quente tropical. Tempestades extremas com nevascas de inverno e chuvas na primavera e outono, incluindo tornados e tempestades de granizo, se formam ao longo da Frente. O número e intensidade dos eventos variam com a diferença de temperatura em toda a frente referido como o Índice Zonal. Como o ar polar se aquece mais do que o ar tropical, o aquecimento global reduziria a diferença e, consequentemente, os extremos climáticos.

Em síntese. Se, por acaso, as emissões de CO² fossem responsáveis por um aquecimento global o resultado seria a DIMINUIÇÃO dos extremos climaticos. Como eles estão aí...

Políticos e jornalistas políticos. Quem precisa de quem?

Políticos e jornalistas mantém quase sempre uma relação de amor e ódio. Os primeiros sabem que em alguma medida dependem da noticia, seja verdadeira ou falsa. Alguns, na base do "quem não se comunica se trumbica", sustentam verdadeiros batalhões de jornalistas na esperança de fazer um nome na opinião pública.

Os segundos, muitas vezes dependendo, para sobreviver, dessa grana-jabá, visto que os donos dos jornais lhes pagam uma merreca, fazem verdadeiros malabarismos tentando tirar leite de pedra e responder às cobranças. Do lado de lá o cara liga e pergunta: Pô cara, cadê a matéria? Do lado de cá o jornalista pensa: "Esse merda não faz p. nenhuma e quer sair todo dia no jornal", mas responde: Calma deputado, é que o editor tá meio chateado, mas amanhã sai na coluna. É do jogo.

Em meio a essa barafunda há, contudo, os verdadeiros assessores de imprensa. Gente trabalhadora e capaz, que pensa, estuda, propõe, discute, elabora e serve ao político uma estratégia de comunicação de médio e longo prazo baseada em atitudes e posições políticas honestas, verdadeiras e condizentes com as aspirações do eleitorado. Ao mesmo tempo, estabelecem conexões deste plano com a mídia diária. Para que existam é preciso, porém, que hajam políticos atuantes e dispostos a valorizar esse trabalho, o que é raríssimo. A grande maioria quer apenas as notinhas.

Conheço um político que, como é de praxe, adora se ver na TV ou ler noticias nos jornais em que é citado. Adora jornais, mas odeia jornalistas. Considera todos uns vagabundos, para ele não passam de uma gente sem caráter que vende a alma, a pena, a opinião, as idéias e o mal que podem fazer. Sempre se orgulhou de não pagar nenhum e sair constantemente na imprensa "de graça". Muitas vezes o vi fazer contas: Ora, dizia ele, "se ao invés de pagar dois mil reais mensais a um cara desses, eu comprar dois novilhos, ao final de quatro anos eu terei mais de cem bois. Quem precisa desses caras? Vou dando uma passagem a um, uma gorjeta a outro e pronto. São todos uns lascados. Tem um que só precisa eu comer aquele pato no tucupi nojento e caro. Nunca falou mal de mim." E dá-lhe risada.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Eu sei o que voce fez na eleição passada.

O jornalista Arquibaldo Antunes que na minha opinião tem o melhor texto entre os acreanos, promete para tempo certo revelar tudo que sabe do Deputado Marcio Bittar, que acompanhou intimamente durante anos como assessor. Não deve ser pouca coisa. Também não deve ser coisa limpa. Nada como ter paciência para amuderecer as idéias e firmar as convicções.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Stop na faxina? Que pena... eu já estava acreditando.

Consta que a dona Dilma resolveu guardar a vassoura e parar coma faxina. O que houve?, perguntam os brasileiros honestos e de boa fé. Por falta de sujeira na esplanada é que não foi. Mas não é difícil imaginar os motivos que levaram a presidente a tomar esta atitude. Além da pressão contrária dos "varríveis" há, como sempre, um conteúdo eleitoral importante. O amontoado já está dando nas vistas e induzindo as pessoas a se perguntarem: onde estava esse lixo? Pois é. Estava lá mesmo. É tudo lixo velho.

O diabo é que o freio na vassoura pode significar o pé no acelerador da corrupção em outros setores não menos contaminados. Sob o manto da impunidade se constrói a governabilidade. Que país é esse!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Canetada fora do quadrado tem consequências fora da realidade.

Leio nos jornais e Blogs que o governo do Acre pediu um tempo para implementação de medidas de eliminação total de desmatamentos e queimadas no estado. Uns entendem como freio no preservacionismo exacerbado, outros como rendição aos argumentos da oposição, outros mais como mudança de rumos e, por último, há quem entenda como uma recalibragem necessária ao desenvolvimento das forças produtivas.

Eu que sempre afirmei a incapacidade dos modelos extrativistas de promoverem a economia acreana, inclino-me a achar que o governador Tião Viana esteve certo desde que passou a repensar a profundidade do projeto florestania. É evidente que ele fez as contas e percebeu que renda, emprego e qualidade de vida não podem ser gerados com atividades de baixo dinamismo. Aplaudo suas tentativas de equilibrar o modelo. O caso atual apenas denota a inviabilidade do cumprimento de decisões que emanadas do conhecimento superficial e do engajamento no politicamente correto vão contra a racionailidade econômica.

A propósito da Ação Civil Pública postei aqui neste bloguinho em 8 de julho de 2009 o texto abaixo. Parece que foi hoje.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Macacos macaqueiam. Vem ai o imposto sobre o carbono.

Há poucos meses a Primeira-Ministra da Austrália anunciou uma taxação sobre as emissões de dióxido de carbono. Prevista para vigorar a partir do próximo ano obriga os grandes poluidores a pagar 23 dólares por cada tonelada de carbono que enviam para a atmosfera. O objetivo é chegar a 2020 com um corte anual de 160 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono. A Austrália, apesar de ter pouco mais que 20 milhões de habitantes, é um importante emissor de CO² (cerca de 1,5% do total mundial).

A grita é geral. Menos de 30% dos australianos aceitam pagar essa conta estúpida. Como a cada dia a "teoria" do aquecimento global antropogênico perde credibilidade, o governo terá dificuldades em aprovar a medida. Nesta terça-feira, milhares de pessoas foram às ruas protestar contra a medida que, aliás, não fazia parte dos compromissos da Primeira-Ministra Julia Gilard.

Mesmo assim, não tenho dúvidas de que logo a novidade será proposta por aqui. Eles são espertos. Vão, como na Austrália, primeiro pegar os 500 maiores "poluidores" e com isso sinalizar para a opinião pública que o negócio não é com o povo, é "com os ricos". Mentira. Os ricos, os grandes poluidores, seja na indústria ou na agropecuária, repassarão os novos custos imediatamente para os preços dos produtos e quem vai pagar somos voce e eu. Em uma segunda fase, se a primeira tiver sucesso, eles incluirão os médios e, depois os pequenos "poluidores". Enfim, todo mundo vai pagar por emitir CO². O objetivo mais aparente é desestimular as atividades de maior potencial de emissões, mas há outros menos obvios, por exemplo, gerar receita para sustentar programas que financiarão empresas "verdes", ONG's e carreiras políticas.

Se adotada no Brasil, supondo que os maiores poluidores respondam pela metade das emissões totais, a taxação australiana de 23 dólares por tonelada significaria uma tungada de aproximadamente 5 bilhões de dólares em nosso lombo. Grana pra dedéu retirada, ao final das contas, dos contribuintes. Podem apostar. Se conseguirem barrar o relatório do Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados, esta será a próxima campanha dos macaquinhos daqui.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Faxina na esplanada. Lá se vai mais um... Ponto pra Dilma.

Enfim, o Ministro da Agricultura resolveu montar a égua e se mandar do pasto onde desde os tempos de CONAB andou a fazer estrepulias. O roçado onde, segundo seu o jucázinho irmão do jucazão, "só tem ladrão", vai amanhecer a quinta-feira com menos praga a capinar.

Pra variar, apresenta uma carta onde se declara inocente como um anjo, jacta-se em primeira pessoa de tudo que aconteceu na agricultura nos últimos anos, defende a própria família que a estas alturas quer mais é gozar a riqueza acumulada e acusa forças misteriosas (isso não foi criação do Jânio Quadros?) por sua demissão. Não se poderia esperar que saisse reconhecendo malfeitorias, não é mesmo?

Curioso que a demissão esperada há dias, tenha vindo depois que a dona Dilma disse ao seu mentor, o ex-presidente Lula, que não pretende se candidatar à reeleição. Será que a presidente vai mesmo "partir pra cima" dos corruptos sem se importar com o chororô dos aliados? Faz sentido.

Quem não pensa em eleição não precisa tratar aliados corruptos a pão-de-ló. Quem não pensa em reeleição pode muito bem gritar "está demitido" com qualquer auxiliar sem pensar se o defenestrado é senador ou deputado ou protegido de tais. Quem pensa na nação pode pelo menos tentar limpar o roçado das pragas que comem nossa grana e dão mau exemplo aos nossos filhos. Por não ser candidata, a dona Dilma estaria liberada para fazer a faxina.

Engraçado. Se fizer isso, ganha meu voto. O seu, não?

Frentes e frentes

Os senadores Pedro Simon, Cristóvam Buarque, Paulo Taques, Randofe Rodrigues, Jarbas Vasconcelos, Ricardo Ferraço, Ciro Miranda, Ana Amélia e Eduardo Suplicy.  Estes são os atuais componentes da Frente Nacional contra a Corrupção. Por enquanto, os outros 72 estão em outra frente. Aguardemos.

Uma perguntinha pra CDF.

Lendo sobre tecnologia, ambiente e sociedade, encontrei uma pergunta que refaço aos poucos leitores deste bloguinho: Para cada 85 mil moléculas de ar, apenas 33 são de CO2. Para cada 33 moléculas de CO2, 32 são de origem natural e conhecidas por serem essenciais para toda a vida na Terra. Apenas UMA é antropogênica. Isto qualquer curioso sabe. Agora respondam: Como pode UMA molécula produzida pelos seres humanos ser responsabilizada por um suposto iminente, irreversível e catastrófico aquecimento global?


Vamos lá carbofóbicos, expliquem.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

De pires cheio e boca fechada.

A dona Dilma resolveu abrir o cofre um tiquinho e distribuir um bilhão de reais em emendas atrasadas e mais um bilhão em emendas novas. Funciona como leitinho no prato da gataiada. Que alegria! Considerando os 400 parlamentares da base, são 5 milhões de reais pra cada um. Bastou isso e os líderes dos partidos já deixaram o balcão da Ideli lambendo os beiços e prometendo amor eterno. Por um bom tempo, nada de críticas, nada de rebeldia.

Agora me digam. Essa alegria toda é só por causa das obrinhas nos municípios, da melhoria dos postos de saúde, das ruazinhas na periferia, dos remedinhos comprados pelas prefeituras, da estradinha no assentamento? Ou será que ao modo da deputada Fátima Pelaes, a essa altura já tem deputado esfregando as mãos e gastando por conta?

Independencia pra quê?

O PR deu seu grito de independência. O senador Alfredo Nascimento foi lá na tribuna da casa e declarou que entrega todos os cargos que o PR ocupa no governo. Desconfio que em se tratando do partido do Waldemar Costa Neto o fato apenas economiza algumas vassouradas éticas que a dona Dilma poderia promover.

Por outro lado, cotejando um a um, duvido que loguinho não estejam todos de mãozinhas esticadas e joelhos no chão para receber as prebendas do governo  no toma lá dá cá das emendas parlamentares. Por isso fez bem a dona Dilma em endurecer com essa gente. Eles não têm para onde ir. Com ou sem a bunda exposta na janela continuarão votando com o governo. Nem saberiam o que fazer com o proprio mandato se fossem obrigados a ir para a oposição.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Vamos lá, dona Dilma. Como voce cantava nos anos 60-70, quem sabe faz a hora...

Consta que a dona Dilma está em palpos de aranha com a sua própria base parlamentar. Cada vez que a imprensa descobre um ninho de ratos ela é obrigada a dar uma vassourada, o que inexoravelmente bate nos interesses dos deputados e senadores. Com a turma do PR, já tido e havido como partido de estatura menor, até foi fácil. A coisa engrossou quando o lixo foi encontrado nos aposentos do PMDB e na própria cozinha lá no Turismo. O que fazer? Continuar a faxina ou contemporizar com os aliados com medo da insatisfação?

É certo que a turma fica assanhada quando mexem com seus interesses menores. A chantagem no Congresso era esperada, afinal, cada um usa a arma que tem. O que não pode é a dona Dilma se deixar inibir por esta história de perda de apoio, de crise política e tal. Houve até quem dissesse que se continuar a faxina, a dona Dilma arrisca nem terminar o mandato. Outros, um pouco menos dramáticos, aconselham-na a ter cuidado etc. Tudo não passa de coonestação.

A dona Dilma não é o Collor. Este perdeu apoio e danou-se porque em seu nome estavam roubando desbragadamente. Paulo César Farias que o diga lá dos quintos. Com a corrupção escancarada Collor perdeu apoio popular e, consequentemente, perdeu apoio no Congresso e não o contrário. Mais uma vez foi a imprensa que fez o serviço.

O povo brasileiro está ansioso para reconhecer na dona Dilma uma identidade própria e rigorosamente honesta. A escolha que lhe pesa nos ombros é entre cair nos braços do povo e calar a oposição pelo combate inequívoco à corrupção ou cair nos braços da canalha do Congresso pela concessão à governabilidade frouxa e covarde.

Sei. O Lula, seu mentor, manda ter cautela. Ela mesma, que era a gerentona do governo anterior se sente desconfortável com tanto rato gordo na esplanada. Mas é do jogo. Há riscos e contrariedades. Ela não pode, por causa disso, assumir compromisso com o erro e com a leniência com a qual seu antecessor tratava as malfeitorias.

Dona Dilma, resolva ai se quer passar à história como a mulher que pôs um basta na patifaria que sustenta a coalizão do presidencialismo brasileiro ou como aquela que entrou para sair sem ser notada.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Agricultura lá (nos EUA) e florestas aqui (no Brasil). Um relatório para as autoridades acreanas não deixarem de ler.

Recentemente cientistas americanos publicaram um estudo que está dando o que falar, principalmente nos meios dominados pela religião do aquecimento global. Sob o título sugestivo "Farms here, forest there" ou, em português, "Fazendas aqui, florestas lá", o texto vem em boa hora para esquentar e iluminar o debate sobre o código florestal.

Não é de hoje que mentes lúcidas como o deputado Aldo Rebelo vem demonstrando que por trás da guerra que ONG's e personalidades travam em favor da preservação da floresta brasileira está a defesa intransigente de interesses econômicos dos EUA, principalmente. Sob pretexto conservacionista os americanos se pretendem donos do almoxarifado global.

O documento assinado por Shari Friedman e David Garnier & Associates (aqui em inglês) tem a chancela ainda de duas organizações. A primeira, Avoided Devorestation Partners, se diz uma rede internacional de pensadores, estrategistas e profissionais de apoio aos esforços internacionais para deter o desmatamento tropical. A segunda,Farmers Union, fundada em 1902, dedica-se a proteger os interesses econômicos de agricultores e pecuaristas americanos. Como se vê, os objetivos das duas se encontram facilmente.

Atentemos para o sumário executivo do relatório.

"A destruição das florestas tropicais do mundo para extração de madeira, agricultura e pecuária tem levado a uma dramática expansão na produção de commodities que competem diretamente com produtos dos EUA. Cerca de 13 milhões hectares (32 milhões de acres) de floresta são destruídos todos os anos - principalmente na tropicos. Este desmatamento tem permitido a expansão em larga escala a baixo custo da madeira, gado e produção agrícola, e também causou danos ao meio ambiente e as comunidades da floresta. Grande parte dessa expansão madeireira e agrícola vêm por meio de práticas que não atendem os padrões de sustentabilidade da indústria dos EUA nem as práticas de trabalho e direitos humanos básicos, fornecendo estes produtos agrícolas no exterior uma vantagem competitiva sobre os produtores dos EUA."


A agricultura dos EUA e indústrias de produtos florestais se beneficiam financeiramente de conservação de florestas tropicais por meio de políticas climáticas. O fim do desmatamento através de incentivos dos Estados Unidos e ação internacional sobre o clima iria aumentar a receita agrícola dos EUA de cerca de US $ 190 bilhões a $ 270 bilhões entre 2012 e 2030. Este aumento inclui 141 bilhões de dólares para 221 bilhões de dólares em benefícios diretos do aumento da produção de soja, carne, madeira, óleo de palma e substitutos do petróleo, e cerca de US $ 49 bilhões de poupança no custo da conformidade com os regulamentos climática. 

O relatório conclui solenemente:

"A conservação de florestas tropicais gera importantes ganhos financeiros e economia para a agricultura e indústria madeireira dos EUA, enquanto também aumenta as oportunidades para os residentes de nações com florestas tropicais. O total estimado para o aumento das receitas para os EUA em soja, carne bovina, oleaginosas e produção de madeira varia entre US $190 bilhões de dólares para US $ 270 bilhões de dóalres entre 2012 e 2030."

Curioso que, embora criteriosos na estimativa de ganhos para a economia americana decorrentes da preservação da floresta tropical, os cientistas não se preocuparam em dizer quanto ganhariam as economias dos países tropicais. O relatório apenas sugere que nessa, países como o Brasil também levam vantagens. Quais? Sei lá! Talvez algum dos nossos ambientalistas que no Acre impedem um seringueiro de plantar 1,0 hectare receba o prêmio de Otário do Século, entregue por Al Gore, Rajendra Pachauri ou Bill Gates.

Do cofre público ao bolso do parlamentar. Caminho de ratos.

Dois fatos recentes demonstram a sordidez subjacente a esta patifaria que responde pelo nome de emendas parlamentares individuais.

Um deles, já sabido por todos é que os parlamentares da base estão pressionando o governo federal a liberar a execução das suas emendas individuais. Mesmo em tempos difíceis como os atuais em que se exige austeridade fiscal, os deputados e senadores chantageiam a dona Dilma. Ou a presidente libera as emendas ou seus projetos não são votados. Mais ainda, prometem votar e aprovar loucuras fiscais como a PEC 300. Deputado quer ser bem tratado e isso no mais das vezes significa liberação de emendas. Conheço alguns que em quatro anos fazem apenas isso - liberam emendas. São meros corretores de prefeituras e de ONG's. Comissionados, é claro.

O outro fato é que na recente investida da policia federal sobre a gang do turismo, uma deputada do Amapá foi pega justamente na liberação de emendas. Segundo a imprensa, o dinheiro público saia do Ministério doTurismo, atravessava uma ONG e terminava no enderêço da deputada Fátima Pelaes.

Infelizmente não é apenas a gang do turismo que conhece esse e outros atalhos entre o cofre público e parlamentares desonestos. Existem caminhos que passam pela educação, pela saúde, pelas cidades, pela cultura, pelos esportes... É o Brasil, onde deputado não se importa com o mérito da Lei que vota desde que pingue algum numa ONG ou numa prefeitura amiga.

A dona Dilma sabe disso? Claro que sabe. Vem resitindo, usa a crise fiscal iminente para negar liberações, tenta convencer pelo argumento legítimo, mas a pressão é enorme. Resistirá até quando?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A caneta da estupidez carbofóbica faz vítimas no Acre.

Leio nos jornais acreanos que por lá as autoridades liberaram o corte raso de 1,0 hectare em áreas de seringal sem, contudo, autorizarem a queima para posterior limpeza, preparo e plantio. Com perdão da analogia, eles não sabem o que fazem. Falta-lhes bom senso e conhecimento técnico, sobra-lhes estupidez e fé na religião do aquecimento global antropogênico. A cantilena que fabrica líderes em Brasília e Londres faz suas vítimas no interior da Amazônia.


Aproveito para sugerir que leiam, estudem e abram a mente para o debate que, diferentemente do que propalam os carbofóbicos, não está encerrado. Pelo contrário. O fato incontestável de que nesta década as temperaturas globais estão estacionárias enquanto crescem as emissões de CO² derruba qualquer teoria alarmista.


Por exemplo, foi publicado ontem, dia 10/08 pelo Blog Heartland um excelente artigo da organização, o Institute Heartland, que trabalha com economia e, por motivos econômicos, resolveu tratar da questão climática. Merece ser lido por todos  que se interessam pelo tema. De inicio, coloca os pontos no is.

"A queima de combustíveis fósseis para gerar energia produz dióxido de carbono (CO2), um gás de efeito estufa que, todo o resto igual, poderia levar a algum aquecimento do clima global. A maioria dos cientistas acredita que a Terra experimentou um pequeno aumento na temperatura durante a segunda metade do século XX, mas eles não tem certeza sobre a importãncia da participação das atividades humanas.
 
As questões importantes do ponto de vista de política pública são: Quanto do aquecimento é natural? Como estamos certeza que ele vai continuar? Se continuar, o aquecimento é benéfico ou prejudicial?
 
As respostas, em resumo, são: Provavelmente dois terços do aquecimento na década de 1990 foi devido a causas naturais, a tendência de aquecimento já parou e as previsões de aquecimento futuro não são confiáveis, e os benefícios de um aquecimento moderado são susceptíveis de compensar o custos."
 
Mais adiante o texto trata do "consenso científico" em que se baseiam os alarmistas do clima.
 
"A ciência não avança por "consenso". Um único cientista ou estudo pode refutar uma teoria que é abraçada pela grande maioria dos cientistas. A busca de um consenso é na verdade parte do que os filósofos chamam de "ciência pós-normal", que não é realmente ciência. Ainda assim, muitas pessoas perguntam: O que os cientistas acreditam?
 
A maioria das pesquisas citadas por aqueles que afirmam que existe um consenso respondem perguntas que são demasiado vagas para resolver a questão. É importante distinguir entre a afirmação de que o aquecimento global é uma crise e as declarações semelhantes, mas muito diferentes, de que o clima está mudando e que há um impacto humano sobre o clima. O clima está sempre mudando, e todo cientista sabe disso. Nossas emissões e alterações da paisagem certamente tem impactos sobre o clima, embora sejam muitas vezes locais ou regionais (como ilhas de calor) e pequenas em relação à variação natural.
 
É fácil encontrar evidências de que os cientistas discordam sobre a mudança climática. O site Mudanças Climáticas Reconsidered cita milhares de artigos publicados em revistas peer-reviewed que desafiam os pressupostos básicos da AGW ( Idso e Singer, 2009 ). Mais de 30.000 cientistas assinaram uma petição dizendo que não há ameaça que o aquecimento global antropogênico representa uma ameaça para a humanidade ou a natureza.
 
Os alarmistas costumam citar um artigo de Naomi Oreskes que pretendia demonstrar que praticamente todos os artigos sobre aquecimento global em revistas apoiam o consenso. Mas um estudo não menos rigoroso realizado por Benny Peiser, examinou resultados d​​os resumos de 1.117 artigos de revistas científicas em "mudança climática global" e encontrou apenas 13 (um por cento) que endossam explicitamente a "visão de consenso", enquanto 34 rejeitar ou tem dúvidas sobre a visão de que a atividade humana tem sido o principal impulsionador do aquecimento nos últimos 50 anos. A pesquisa mais recente de Klaus-Martin Schulte de 928 trabalhos científicos publicados a partir de 2004 a fevereiro de 2007, descobriu que menos da metade explícita ou implicitamente, endossa o consenso e apenas 7 por cento fazem-no explicitamente ( Schulte, 2008 ).

Como se vê, na questão climática, nem o "consenso científico" é verdadeiro. Querem impor, sob pretexto falso, uma agenda autoritária. Seria bom que políticos, juízes e promotores que costumam decidir através de MP's e falsas teorias se dessem ao trabalho de ir além do políticamente correto sob o risco de virar balseiro na corrente.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tecnologia eficiente e de baixo custo.

Como ando enfronhado em estudos sobre tecnologia, ambiente e sociedade, de vez em quando me deparo com algumas coisas interessantes mesmo que não façam parte do meu interesse imediato. Uma delas é a criação do adjustable liquid-filled eyeglasses por Josh Silver. Trata-se de uma tecnologia de baixíssimo custo (cerca de 20 dólares) para que seja ofertada correção visual à populações carentes, estimadas em mais de 1 bilhão de pessoas. O próprio usuário ajusta o grau do par de óculos conforme sua necessidade dispensando consulta ao optometrista. Pode não ser suficientemente charmoso para impressionar uma Paola Oliveira, mas para enxergar o que ela tem...





Detalhes podem ser obtidos AQUI e AQUI

Mirem-se no exemplo dos meninos do Chile.

Agências internacionais repercutem as manifestações estudantis no Chile. Não explicam muito bem as reivindicações, mas parece que querem uma reforma com mais verba para a educação. Lembremo-nos que no Chile o nível educacional é melhor que o do Brasil em todas as averiguações e análises de qualidade. Mesmo assim os jovens chilenos foram às ruas e ao modo de sempre estão importunando bastante o governo.

Aqui no Brasil, com o ENEM desmoralizado, a Universidade aparelhada, o ensino médio na mão dos colégios privados, o ensino fundamental destroçado, professores ganhando como garis e a corrupção grassando, a UNE faz convescote com dinheiro do governo para aplaudir o governo. Estudante a favor, heheheheheh. Sou do tempo em que, como no Chile, estudante era contra.

Mais um a caminho da cruz.

Leio nos blogs que meu velho amigo, o prof. Dr. Airton Rocha, um homem de mãos limpas e mente sã, será lançado como candidato à prefeitura de Rio Branco pelo PPS. Deixo-lhe um pequeno presente em forma de previsão:

Aconteça o que acontecer, ao cabo será traído.



Faltou aquecimento global para a safra do sul do Brasil.

Deu no Jornal Nacional de ontem que o frio e a chuva no sul mandou pro brejo 2 milhões de toneladas de grãos só no Paraná. No Uruguai e na Argentina as perdas também foram pesadas. Um prejuizo importante para os agricultores e para os crentes do aquecimento global antropogênico. Nunca antes na história deste pais fez tanto frio no sul.

Edição do dia 09/08/2011


09/08/2011 21h48 - Atualizado em 09/08/2011 21h48

Chuva e frio no Sul fazem safra de grãos ser menor do que o previsto


A queda na produção de trigo e milho chega a 2 milhões de toneladas. A Secretaria de Agricultura do Paraná estima um prejuízo de R$ 1 bilhão.

Um levantamento divulgado, nesta terça-feira (9), pela Companhia Nacional de Abastecimento mostrou que a safra de grãos vai ser menor do que se previa por causa da chuva e do frio no Sul do Brasil.

O agricultor Zeca Zardo está desolado. Ele investiu R$ 300 mil e nem um grão de trigo vai sair da lavoura este ano.

A máquina trabalha, não para colher o trigo. Tritura a planta que vai servir de adubo para a próxima lavoura.

“Quando você vê o resultado depois, esse trigo que podia está na lavoura, se transformar em pão e investimento na nossa lavoura mesmo, é uma coisa que deixa você triste”, conta o Zardo.

No Paraná, a combinação de chuvas e geadas teve um efeito desastroso nos dois principais produtos do campo no inverno. A queda na produção de trigo e milho chega a 2 milhões de toneladas. O excesso de umidade fez as espigas apodrecerem.

“Não estava pronto ainda. Agora começou a chuvarada, aí começou a apodrecer”, diz outro agricultor.

Os grãos de trigo não cresceram. E o que escapou da chuva foi atingido pelas geadas. A Secretaria de Agricultura do Paraná estima um prejuízo de R$ 1 bilhão.

O agricultor Jurandir Tomazzi ainda conseguiu salvar metade da plantação. “Tem que aguentar e tocar para o outro ano”, diz.

Por esssas e outras é que a categoria "aquecimento global" (prestem atenção) está sendo substituído nos discursos carbofóbicos por "mudanças climáticas". É que, como os crentes não sabem o que vai acontecer, qualquer evento, calor ou frio, eles faturam como causados pelas emissões do CO². No final não sei se eles irão pagar os pecados na chapa quente ou no polo norte.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Religião do aquecimento global antropogênico perde fiéis nos paises desenvolvidos.

Recente pesquisa do Gallup em 111 países encontrou que 35% da população mundial acredita que o aquecimento global tem causas humanas, 14% acham que as causas são naturais, 13 % acham que tanto o homem como a propria natureza causam o aquecimento global, 2% não quiseram responder e 36% não tem conhecimento de aquecimento global nenhum.

Nos paises desenvolvidos a crença no aquecimento global antropogênico está caindo. Menos 5% na Ásia desenvolvida, menos 6% na Europa Ocidental, menos 7% na Europa Oriental, menos 12% nos EUA, menos 3% no Norte e Centro-oeste da África. A religião AGA está crescendo na América Latina (6%), na África sub-saariana (8%) e na Ásia em desenvolvimento (5%).

A pesquisa apurou ainda que entre 2007 e 2010, das 10 regiões em que foi dividida a pesquisa, a credibilidade do aquecimento global antropogênico caiu em 5, estacionou em 2 e cresceu em apenas 3, justamente nos paises mais pobres e de menor nível educacional. Se não fosse a China e a Índia que representam sozinhas um terço da humanidade a queda seria significativa. Isto com a carga extremamente desigual de informações em favor da religião do Al Gore. Imagine se os cientistas tivessem na mídia o mesmo espaço que tem os crentes.

Cada enxadada uma minhoca.

Se a dona Dilma não fizer a faxina que prometeu antes de topar com o afilhado do Temer na agricultura vai ter que suportar dia a dia o tecido do seu governo se desmanchando de podre. O governo de continuidade tem o azar de arcar com tudo que continua, inclusive o ônus dos malfeitos. Hoje foi no Turismo. O ministro meio gagá que o Sarney indicou terá que explicar algumas coisas, embora pelo que parece o esquema vinha de antes. Aliás, vinha mesmo. Quem se ligar em verificar a grana liberada para festas e comemorações Brasil adentro que nunca aconteceram ou, se aconteceram, foram a preço distorcido da realidade, saberá a que me refiro.

O certo é que mais um número DOIS foi parar nas cordas nocauteado pelos fatos. Desta vez o secretário-executivo foi direto pra cadeia. Engraçado é que tudo que é número DOIS está enrolado, o que é compreensível pois são eles que operam a rotina do ministério, são eles que quase nunca dormem, que participam de todas as reuniões, são eles que o ministro chama e ordena, faça!, tanto fizeram que se lascaram. Enquanto isso os número UM dão voltas para se explicarem. Alfredo Nascimento, coitado, sendo de um partido já manjado não conseguiu - sifu, o Rossi, do PMDB vai sobrevivendo amparado nos caciques do partido, agora tem o do Sarney pra dizer "eu não sabia", aguardemos. Uma coisa é certa, a fila tá andando, não se sabe até quando. Só espero que o brasileiro não se acostume.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Haja alho!

Não é de hoje que os carbofóbicos acusam a vaca de contribuir gravemente com o aquecimento global. Este, aliás, é um dos argumentos que usam contra a pecuária. É que a cada pum a vaca manda para os ares uma quantidade enorme de metano que está no topo da lista de gases do efeito estufa. Pois bem, pesquisa pra lá, pesquisa pra cá, 4 milhões de Euros na conta e os caras na Europa chegaram à conclusão de que o alho mata no intestino da vaca as bactérias responsáveis pelo metano o que seria um grande avanço para a saúde do planeta.

O site portuguès ECOTRETAS (link ai do lado) postou um vídeo (abaixo) onde o Dr. David Willians fala sobre o problema. Azar que, ao final, com a solução genial para o pum da vaca, surge um novo problema. O alho se apresenta no cheiro e no sabor do leite. E agora? Leite com alho ninguém merece.



Por quê o aquecimento global é religião e não ciência - III

Última parte do texto de John Brignelli

O controle e a tributação

A  imposição de autoridade sempre desempenhou um papel importante na religião. Durante muitos séculos, tomou a forma do "direito divino dos reis" ou o "Mandato dos Céus". Depois de conseguir que as pessoas acreditem, você pode começar a ser afastado quase como imposição. A aliança entre o xamã e o legislador tem sido o próprio fundamento do autoritarismo. Mesmo quando o dogma é ateu, como no marxismo, impõe-se com fervor religioso, pois esta é a maneira de induzir ao conformismo.

As pessoas agora aceitam leis que restringem sua liberdade e padrão de vida, uma vez que provocaram danos, porque elas são revestidos em uma fórmula quase religiosa do ambientalismo. Os chamados danos ambientais, por exemplo, agora superam em muito o efeito incremental de imposto a que reagiu uma oposição violenta na Inglaterra, mas quando se tratou de restrições ambientais os ingleses humildemente aceitaram.

Contradições ea irracionalidade

Religiões tradicionais não só toleram contradição e irracionalidade, como abraça-os como parte da mística. Palavras e frases são repetidas ad nauseam e em contextos estranhos, até que percam todo o significado e tornem-se mantras de auto-preservação.

Contradições a irracionalidade também abundam no mundo moderno teocrático. A UE, por exemplo, gratuitamente destrói uma indústria pequena de barómetros tradicionais, em razão de um medo irracional de mercúrio, em seguida, impõe o uso de lâmpadas fluorescentes que distribui essa mesma substância em grandes quantidades em todo o continente, todos com base a ameaça do aquecimento global.

Pessoas confiantemente afirmam que é "óbvio" que as emissões humanas de CO 2 fará com que o aquecimento seja descontrolado do planeta, quando não é nada óbvio para muitos que estão familiarizados com o trabalho daqueles senhores. É óbvio, no sentido de que é óbvio que os crentes terão a vida eterna, ou que em um ato de auto-imolação vai ganhar as atenções eternas de 72 virgens no Paraíso. A capacidade de acreditar em coisas impossíveis foi restaurado da fantasia à normalidade.

Riqueza e poder

Alguns organismos desenvolvem os ingredientes para sobreviver e se multiplicar, assim é com as empresas e as religiões. É característico de empresas que saem do controle dos empresários que as criou e são tomadas por uma raça diferente de gerente corporativo: assim é com as religiões. Os trogloditas brutalmente reprimidos que foram os primeiros cristãos de Roma eram uma raça diferente dos cardeais, bispos e abades da Europa medieval que viveuram uma vida opulenta. Havia também, é claro, os frades mendicantes humilde e santo. Os equivalentes de todas essas variedades existem dentro do novo movimento.

O dinheiro é a base da nova religião. Ele derramou de doadores ingênuos em várias fundações. Os ativistas descobriram que eles tinham que manter e inovar os seus produtos (ansiedade) para manter o aumento da renda, então eles tinham que continuar a aumentar as ameaças imaginárias, tanto em intensidade quanto em número. Se alimentam de dinheiro. Na Grã-Bretanha, os partidos políticos estão todos indo à falência, por isso a tentação de pendurar-se no movimento ambientalista com tanto ímpeto foi irresistível.

A outra rota ao poder foi o método trotskista. Uma vez que o adepto à causa obteve uma posição de autoridade que pudesse recrutar outras pessoas. Um por um os bastiões da mídia, e até mesmo a própria ciência, caiu para perante os invasores. Uma nova geração de editores ambientais alcançou um monopólio da informação nas áreas que coincidiu com suas crenças. Com poderosas organizações de mídia por trás deles, então eles também tiveram a proteção da lei para intimidar seus adversários. A oposição ao movimento foi em grande parte confinada à internet e a alguns indivíduos em determinados instituições remotas, como a atesta a emasculada Câmara dos Lordes britânica.

Com o poder vem o patrocínio.  Na pior das hipóteses, produz vastas extensões de pesquisa, feito moinhos de vento inúteis e rigidamente controlado. O que se passou como a investigação científica de um quarto de século atrás, agora quase não existe. Para obter financiamento, o projeto tem que estar de acordo com uma das descrições do mantra, como "desenvolvimento sustentável". Céticos têm medo de falar. Suas instituições são dependentes milhões em doações à disposição dos funcionários verdes. Quando a sua instituição está envolvida em uma luta pela sobrevivência, você não balança o barco.

A prodigalidade do imposto financiado ove encontros internacionais muito apreciados pelo sacerdócio do aquecimento global, em contraste com os raros encontros científicos de seus adversários relativamente impotentes, é a essência da sátira medieval. Assim como Rabelais teve que se esconder da ira do sacerdócio de seu tempo, os críticos da nova religião são essencialmente limitados ao interstícios da internet. Como sempre, riqueza e poder determinam a capacidade de propagar opiniões. Pode haver alguma pequena compensação para os membros da resistência, encolhido na eletrônica, mas a história lembra o nome de Rabelais, enquanto seus perseguidores são esquecidos.

Confissão é a salvação

Um dos últimos bastiões da ciência a cair foi a Real Sociedade Britânica para o encorajamento de Artes, Ciências e Fabricação. Tem um executivo que antes era um dos mais poderosos funcionários públicos verdes. Ele agora oferece aos seus companheiros a oportunidade de fazer confissão pública de seus pecados na forma de sua "pegada de carbono". Eles ainda têm um programa de "Controle de Carbono", dirigido a crianças de 7-14 anos de idade, instando-os a assumir o controle de suas emissões de carbono. Crianças pequenas agora tem pesadelos com o planeta em chamas, assim como alguns de nós já teve pesadelos com queimando no inferno e depois ficava acordado à noite, perguntando se nós acreditamos ou não, ou o que "acreditar" realmente significa. A exploração impiedosa da receptividade dos jovens, e sua doutrinação incansável, é uma das características menos agradáveis ​​de grande parte da religião. Como os jesuítas dizem "Dê-me uma criança até os sete anos e eu vou dar-lhe o homem."

Fogo do inferno é a vara e a salvação é a cenoura. Talvez o melhor que você pode dizer sobre a nova religião é que o objeto de salvação é "o planeta" e não apenas a si mesmo. Também é o pior que você pode dizer, porque é essencialmente desumano; que é o que inflama hereges como Lomborg. Ciência, é claro também é desumano. Ciência que, ao contrário de religião, não pretende ditar a política. Ela pode fornecer informações para os decisores políticos, como "Se você fizer isso, milhões de africanos são propensos a morrer", mas não diz "Você deve ou não deve, fazer isso." Religião, dependendo de sua variedade particular, vai dizer "Eles devem ser salvos" ou, enquanto não tão indelicado como colocá-la em palavras: "Deixe-os morrer." Uma das manifestações mais ofensiva da nova religião ocorreu quando centenas de sacerdócio foram se reunir na África, onde ao redor só havia sofrimento e a morte.

Entrega

O espírito humano está doente. Ele disparou durante o Iluminismo do século XVIII. Ele floresceu durante o século XIX. Bateu fora os tiranos do século XX. Agora, a um ritmo alarmante, entrega suas liberdades a uma religião inventada com base na ciência fraudulenta. É claro, não é apenas a ciência que tem sofrido com a crise avassaladora cultural. A grande tradição artística, deu lugar a mostra de animais mortos e camas sujas. Em grande parte do que passa por literatura e drama, os palavrões permanecem enquanto as aspirações mais elevadas da humanidade são excluídas. Entretenimento é aviltado por exposições de banalidade, crueldade e celebridades, vazia de fundamento. Foi a ciência, no entanto, que nos deu a vida longa, conforto e salubridade de modo antes impensado, mesmo dentro da memória humana, um dom que está a sangue-frio, mas secretamente, sendo negado a milhões nas partes mais pobres do mundo.

Acima de tudo, a ciência representava o triunfo da humanidade sobre as superstições primitivas que assombravam nossos ancestrais, uma criação da razão pura, um monumento a esse milagre (ou, se preferir, dada por Deus) evolutivo do cérebro humano. É valioso demais apenas para ser lançado fora como um lenço de papel usado. Mas quem vai falar em ciência quando o bárbaro já está dentro do portão?

John Brignell, Junho 2007

sábado, 6 de agosto de 2011

Aqui só tem bandido. O primeiro se mandou.

Quando o Jucázinho saiu da CONAB atirando pra todo lado, disse em bom tom que ali no Ministério da Agricultura só tinha bandido, mas não foi o suficiente para que o governo mandasse pra lá a vassoura que passou no DNIT. A impressão que ficou é que os de lá são mais seguros que os do PR que traquinavam no cofrão dos transportes. Poucos dias depois e, novamente pela imprensa, o governo fica sabendo que no milharal da agricultura tem ratos a granel. Ninguém menos que o número 2, o secretário executivo que em qualquer ministério é o operador, o faz tudo, estava envolvido com patifarias. A pergunta que não quer calar é se agora faxina vai mesmo mudar de prédio na Esplanada. Tomara que sim. A dona Dilma é refém de si mesma. Quem mandou pegar na vassoura?

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Chovendo no roçado, ou, cala a boca menino!

Dona Dilma já mandou aplacar a fome dos inquietos parlamentares da sua base. Grana das emendas parlamentares, que todo vivente sabe a que serve, vai aguar a plantação. Os 150 milhões servirão para calar a boca do baixo clero que não faz outra coisa em Brasilia a não ser gorgorejar por migalhas. Quando enxergam alguma fragilidade no governo, como agora, eles se juntam para ameaçar o governo com uma insatisfação de araque. No jogo de cartas marcadas, o governo acode com a liberação das emendas e todos vão felizes para casa fazer planos para a grana extra que vai entrar. Argh!

Por quê o aquecimento global é religião e não ciência - II

Abaixo a segunda parte do texto de John Brignelli

Infiéis e apóstatas

Religiões variam no seu tratamento dos incrédulos, vai do desrespeito ao linchamento. A nova religião baseia-se no momento em agressão verbal e assassinato de caráter, embora existam aqueles que iriam mais longe. Eles chamam de infiéis "negadores" - uma referência barata e bastante desprezível verbal ao Holocausto. Há uma campanha sustentada de negar os que negam qualquer tipo de plataforma pública para os seus pontos de vista.

Apóstatas são universalmente ainda mais insultados do que infiéis. Apóstatas parciais ou hereges, são ainda mais odiados e através dos tempos têm sido submetidos a punições terríveis. No caso de o "ambientalista cético", Bjorn Lomborg, ele é da fé. Na verdade, ele é um crente serial; aceita, por exemplo, que comer aipo faz com que desapareçam dois por cento de todos os cânceres e, claro, que o aquecimento global é feito pelo homem, mas ele rejeita sacrificar a humanidade pela crença. Isto é inaceitável! Que são alguns milhões de mortes por água suja, picadas de mosquitos e outros perigos, desde que as pessoas possam estar em conformidade com a teoria? Até agora ele só tem sido agredido com insultos e tortas de creme.

Patrick Moore, um dos fundadores do Greenpeace, rompeu com o movimento devido a sua característica crescentemente anti-humana e anti-científica e porque suas tendências derivam para o extremismo. A gota d'água para ele foi a campanha contra o cloro, não só uma componente essencial da vida humana, mas também a base de uma das mais importantes intervenções para salvar vidas através da higiene. Por causa disso ele foi submetido a uma prolongada campanha de difamação, descrito como um eco-Judas traidor e traidor. Cada comentador menor ou blogueiro que se manifesta descrença pode esperar para ser alvo de abuso de auto-nomeados protetores do credo.

Sacrifício e ritual

Faz parte da natureza humana não gostar de admitir que cometeu um erro, mesmo para nós mesmos. Então, se, por exemplo, nós compramos um aparelho mágico que por meios misteriosos melhora a eficiência de combustível de nosso carro, nós dirigimos um de forma um pouco mais conservadora, a fim de provar que não tinhamos errado. Religiões exploram essa fraqueza como um meio de criar e reforçar o compromisso. Se alguém for induzido ou coagido a fazer um sacrifício deve então ter uma participação na causa.

Moinhos de vento, por exemplo, são os símbolos do poder, o poder não físico, mas o poder político e religioso. Eles são como as grandes cúpulas de templos, as estátuas de Saddam ou a grande "M" arco de MacDonald. Moinhos de vento são feios: eles destroem a paisagem viusal (e auditiva), mas esse é o seu propósito. Eles fazem parte do sacrifício. Não seria tão ruim se fossem simplesmente inúteis, mas é pior do que isso. Moinhos de vento estão lá para nos lembrar do nosso compromisso, querendo ou não, para a causa, tanto na tributação excessiva e perda de amenidade visual e auditiva.

Como em outras formas de condicionamento mental, o reforço contínuo é uma parte necessária do processo e é aí que vem o ritual. O ritual compreende sacrifícios minúsculos infinitamente repetidos. Dar a volta a casa desligar as luzes de espera executa a mesma função como a recitação de mantras repetitivos.

Profecia e adivinhação

Nas tentativas do mundo real a profecia sempre chegaram a um mau resultado, mas atualmente profecias se tornam realidade. HG Wells, em A forma das coisas por vir, previu com sucesso a guerra mecanizada como fez Winston Churchill,  o filme que Wells agora só fornece entretenimento. Por outro lado, mesmo aqueles de nós intimamente envolvido em eletrônica não previu que um desenvolvimento da antiga arte da escrita na pedra, litografia, resultaria em milhões de transistores que estão disponíveis em um único chip, mudando para sempre o mundo, incluindo a concessão de novos e sinistros meios de controle para aqueles que têm autoridade.

A adivinhação era muito considerada em todas as culturas, antigas e modernas. Estrelas foram observados, galinhas e outros animais abatidos, de modo que suas entranhas fumegantes poderia ser examinado de prever o futuro, as cartas foram embaralhadas e bolas de cristal foram consultadas. Há relativamente pouco tempo o líder da nação mais poderosa da Terra confiou nos conselhos dos astrólogos. Agora, voltaram com a adivinhação, por exemplo, o exame das entranhas de árvores antigas. Embora os métodos utilizados sejam inválidos (erradamente adotal a linearidade) e tenham sido amplamente demonstrado ser irreproduzíveis e enganosas, os resultados desfilaram perante o mundo em defesa de políticas draconianas de sacrifícios.

A principal forma de adivinhação moderna, no entanto, é modelos de computador. Como TS Eliot perguntou em Choruses The Rock

Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento? Onde está o conhecimento que perdemos na informação?

Agora, a universidade com generosos financiamentos de departamentos do governo não fazem nada, mas desenvolver modelos de computador, envolvendo pressupostos sobre as interações físicas que ainda não são compreendidas pela ciência. Seus duvidosos resultados (para dizer o mínimo) são usados ​​pelo sacerdócio internacionais como notícias para assustar as pessoas.

Puritanos e desmancha-prazeres

Ninguém tem melhorado a definição de Mencken do puritanismo - o medo assombra alguém que em algum lugar, pode ser feliz. É uma característica infeliz de muitas religiões e o aquecimento global está longe de ser uma exceção. Nada que eles porpõem envolve uma melhoria ou mesmo manutenção da satisfação humana, muito pelo contrário. Você pode pensar que qualquer filosofia de vida envolveria bons e maus, mas pense novamente. Praticamente tudo o que você gosta agora é pecado - férias, dirigir seu carro, ter uma temperatura confortável em sua casa, ficar livre do fedor de lixo podre, e assim por diante.

É um fato infeliz da vida que existem pessoas que são expulsas por outras pessoas ao redor. A existência de pequenos prazeres da vida, tais como saborear um bom vinho ou charuto (e mais ainda os equivalentes proletários) é intolerável para eles. Eles irão explorar qualquer meio - a distorção da ciência, a corrupção de políticos fracos, a repetição da propaganda mentirosa - para conseguir a eliminação das práticas que odeiam. O décimo primeiro mandamento para a desmancha-prazeres é "Voce não pode se divertir", mas o aquecimento global garante um playground agradável para eles.

Censura e ângulos

Liberdade de expressão e publicidade são o cerne da ciência. Mesmo a mais tola das hipóteses deve ser examinada. Em grande parte da religião, o oposto é verdadeiro, tudo que desafie o dogma estabelecido é uma heresia, para a qual a punição varia de ostracismo para horríveis torturas. Uma das maiores ironias produzidas pela política de bem-sucedida dos eco-teólogos é que ninguém menos que a Royal Society foi orquestrar a tentativa de censurar qualquer desvio em relação à crenças estabelecida. Políticos autoritários, como o deputado Brad Miller, daria força de lei à tal supressãoi.

É uma curiosa repetição da história que aqueles que avançam na hipótese de que o sol é o elemento de controle nas mudanças de clima são vilipendiados, tal como Galileu foi, por apoiar a descrição heliocênctrica de Copérnico do sistema solar. No entanto, o sol é claramente o driver do clima - se parar de brilhar, a temperatura da Terra cai para perto do zero absoluto. No dogma estabelecimento o sol quase não é mencionado, enquanto as contribuições insignificantes da humanidade são gratuitamente ampliadas fora de proporção. Em uma abordagem científica do clima, uma compreensão completa do comportamento do motor solitário seria o primeiro pré-requisito, mas este é dispensado do interesse, de tal modo que os pesquisadores solares têm sido privados de financiamento.

Uma das maneiras mais exploradas de multiplicar a notícia é por "relatórios de catraca". Às notícias de clima quente incomum, por exemplo, é dado cobertura abundante, enquanto o tempo frio é cuidadosamente ignorado. A primavera de 2007 foi desastrosamente fria em algumas partes da América do Norte, com gelo bloquenado navios e neve na final de baseball, mas esta foi mantida em segredo dos britânicos, entretanto, o maravilhoso verão de abril foi apresentado como se fosse uma má notícia. O fato de que a Grã-Bretanha não tinha primavera de todo em 2006 foi convenientemente esquecido, exceto como uma base de comparação para estabelecer que 2007 foi substancialmente mais quente.

Que a mídia sabe que estão vendendo inverdades é demonstrado por esses truques. Se eles estavam confiantes da verdade dos fatos não haveria necessidade de cobertura falsa. Eles têm sido frequentemente apanhado fingindo seus números e gráficos, e apenas alguns poucos internautas sabem a verdade sobre eles. Se você acha que tem um bom caso, você pode dar ao luxo de apresentar ambos os lados, mas eles não. A grande maioria da população não têm idéia de que existe uma visão alternativa. Isso não é ciência, é religião.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Por quê o aquecimento global é religião e não ciência.

John Brignell é um professor aposentado da Universidade de Southampton que se dedica a desmistificar teorias baseadas em falsa ciência. Um dos seus alvos prediletos não poderia deixar de ser o aquecimento global antropogênico. Em 2010 ele publicou uma lista que àquela altura já contava com 862 catástrofes ambientais alegados pelos carbofóbicos como sendo responsabilidade do homem e suas emissões de CO². Na lista tem de tudo. Desde o aumento do número de circuncisões nos garotos de uma região africana até o aumento dos furacões nos EUA. A sua melhor produção, entretanto (não li seus livros), é um artigo em que constata por vários elementos de análise que o aquecimento global possui todas as características de religião, pois ciência é que não é. Abaixo e nos posts seguintes faço tradução livre do texto.

O aquecimento global como religião e não ciência

by John Brignell

"Os homens nunca fazem o mal tão completamente e alegremente como quando o fazem por convicção religiosa." Blaise Pascal


Foi Michael Crichton quem proeminentemente primeiro identificou ambientalismo como uma religião. Seu discurso data de 2003, mas o mundo mudou rapidamente desde então e os adeptos do credo agora têm um apoio firme no mundo em geral.

O aquecimento global tornou-se a crença central de uma nova eco-teologia. O termo AGA é usado como abreviação para aquecimento global antropogênico. Ele está intimamente relacionado a outros sistemas de crenças modernas, como o politicamente correto, quimiofobia e várias outras formas de alarmismo, mas representa a vanguarda no ataque sobre o homem científico.

Os ativistas agora preferem chamá-lo de "mudança climática". Isso lhes dá duas vantagens:

A primeira é que lhes permite apreender como "evidência" as ocorrências inevitáveis do clima excepcionalmente frio, bem como os quentes. A outra é que como o clima está sempre mudando, então eles devem estar certos.

Apenas os relativamente idosos lembram a pressa cínica com que o alarmistas largaram a "idade do gelo está chegando" e abraçaram exatamente o oposto de previsão, mas que visa o culpado mesmo - indústria. Isto foi na Grã-Bretanha, que foi o berço da nova crença e foi uma resposta ao escárnio resultantes do verão escaldante de 1976. O pai da nova religião foi Sir Crispin Tickell, e porque tinha a atenção da Primeira-Ministra, Margaret Thatcher, que estava envolvido em uma batalha com os mineiros de carvão e os xeques do petróleo. Foi introduzido na política internacional, com a autoridade de líder político importante com um título profissional na ciência. A introdução foi oportuna ainda que irônica uma vez que, na sequência de convulsões políticas do mundo, um grupo novo e poderoso de interesses de esquerda foi se unindo em torno das questões ambientais. O resultado foi uma nova forma de religião sem Deus.

O culto do aquecimento global tem as características da religião e não ciência, pelas seguintes razões.

Fé e ceticismo

A fé é uma crença sem provas realizadas. O método científico é um conjunto disperso de procedimentos de grande variedade, é baseado no conceito precisamente oposto, como declarou famosa por Thomas Henry Huxley: "O conhecimento se recusa absolutamente a reconhecer a autoridade como tal. Para ele, o ceticismo é o maior de funções; fé cega é o único pecado imperdoável."

Huxley vem de uma longa tradição de filósofos britânicos céticos. Desde o Bacon, Locke, Hume e Russell, até o clímax magnífico da declaração de Popper do princípio da falseabilidade, o método científico foi dolorosamente estabelecido, para ser ser simplesmente abandonado em poucas décadas. É uma das grandes ironias da história moderna que o país que foi o berço do método científico chegou a liderar o processo de seu abandono. A grande diferença, então, é que a religião exige fé, enquanto a ciência exige descrença. Há uma grande variedade de religiões. O ateísmo é tanto uma fé como o teísmo. Não há um confronto fundamental entre fé e ciência - eles não se cruzam. As dificuldades surgem, no entanto, quando se finge ser o outro.

A Royal Society, como uma parte importante da floração da tradição, foi fundada com base no ceticismo. Seu lema "Na palavra de ninguém", foi uma afirmação forte. Agora, de repente, após o seu golpe bem sucedido, os Verdes mudaram este lema de séculos para aquele que consegue ser ao mesmo tempo banal e sinistra - ". Respeito aos fatos" Quando as pessoas começam a falar sobre "fatos" é hora de começar a olhar para as ficções. Verdadeira ciência não fala sobre os fatos, que fala sobre as observações e que podem vir a ser imprecisas ou mesmo irrelevantes.

Os aquecedores globais usam o nome da ciência, mas eles não gostam de seus métodos. Eles promovem slogans como um "A ciência está firmada" quando os cientistas de verdade sabe que a ciência nunca é resolvida. Eles não foram, no entanto, sempre tão sábios. Em 1900, por exemplo, o grande Lord Kelvin fez a declaração famosa: "Não há nada novo a ser descoberto em física agora. Tudo o que resta é mais e mais precisa medição." Dentro de alguns anos a física clássica foi abalada por Einstein e seus contemporâneos. Desde então, na ciência, o debate nunca está fechada.

O mundo pode (ou não) têm aquecido por uma fração de um grau. Este pode (ou não) ser todo (ou em parte) devido às atividades da humanidade. Tudo depende da qualidade das observações e da validade de várias hipóteses. A ciência está à vontade com esta situação. Ele aceita várias teorias. A religião é diferente.
O pecado e a absolvição

É da natureza da religião a ser autoritária e prescritiva. Essencial para este é o conceito de pecado - uma transgressão em pensamento ou ação de princípios teológicos.

O pecado original nas religiões mais antigas era derivado de uma das fontes da vida na Terra - o sexo. A nova religião vai ainda mais longe de volta para a base de toda a vida - carbono. Talvez o medo humano fundamental é o medo da própria vida. A propensão incrível de carbono para formar compostos de complexidade ilimitada fez a existência de vida possível, enquanto a seu dióxido é o alimento principal, o início da cadeia alimentar. Cada item do alimento que você consome começou como dióxido de carbono atmosférico. Portanto, é o candidato ideal para o pecado original, já que ninguém pode escapar à dependência sobre ele. Este maná que nos deu a vida é agora regularmente marcado nas manchetes da mídia como "poluição" e "tóxicos": certamente um dos mais perversos disfemismos na história da língua.

O corretivo para o pecado na religião é a absolvição, e o poder da maioria das religiões vem de sua pretensão de ter o monopólio sobre a absolvição. Assim é com a nova religião sem Deus. Além disso, é da natureza da religião criar mercados falso. No tempo de Chaucer a Pardoner se vendia indulgências papais, que libertou os prósperos das conseqüências do pecado. Da mesma forma, a nova PARDONERS vendem compensações de carbono. Como em grande parte da sociedade antiga e moderna essas atividades desviam o esforço de criação de riqueza e, assim, agem como um empecilho à economia. Eles também concede ao rico um conforto que não está disponível para os pobres - um caminho seguro para o sucesso.

Prosélitos e evangelistas

A maioria das religiões procuram crescer por meio de proselitismo. Ciência não procura ou precisa converter ninguém. Ela ensina aqueles que estão dispostos a aprender, mas não se impõe sobre aqueles que são indiferentes. Religiões (pelo menos aquelas que são bem sucedidos) têm um imperativo diferente. Um grupo crescente de crentes reforça as crenças dos adeptos existentes e participam na busca de ajuda para converter e aplacar as dúvidas que possam existir. Religiões de sucesso são estruturados para abranger este mecanismo expansionista. Aqueles que podem recrutar outras pessoas para a causa são, portanto, tido em alta consideração.

Demagogos e hipócritas

Demagogia é também, portanto, uma característica da religião. Algumas pessoas têm a capacidade de manter as massas em seu encalço. É uma arte misteriosa, como suas habilidades de oratória, muitas vezes não resistem a qualquer tipo de exame crítico. Eles são ídolos do momento, que muitas vezes acabam por ter pés de barro, como tantas vezes parece acontecer com o carismático pregadores da TV.

Um dos mais notórios demagogos da religião sem Deus é Al Gore. Ele certamente não é grande orador, mas ele compensa isso com ousadia. O seu desrespeito pela verdade é exemplificado pela sua característica e onipresente pose na frente de uma fotografia de satélite do furacão Katrina. Mesmo alguns dos mais veementes "cientistas" clima abstêm-se da conexão que tal evento isolado e monstruosamente trágico possa ter com o aquecimento global. Da mesma forma, o seu estilo de profeta do Antigo Testamento de novas catástrofes, como inundações devido à subida do nível do mar, excedem em muito as pretensões mais modestas dos "profissionais". Como a destruição das cidades da planície e outras profecias bíblicas, Gore promete uma chuva de fogo e enxofre sobre nós, se não mudarmos nossos caminhos.

Gore também exibe todas as características do hipócrita religioso clássico. Ele despreza as suas próprias proscrições com abandono e ostentação. Por sua própria medida (pegada de carbono) os seus pecados são grandes, pelo menos vinte vezes superiores aos do americano médio. Está tudo certo, porém, porque ele compre a absolvição (créditos de carbono) através de sua própria empresa. Como ele é um particular de quem não se sabe os lucros diretamente, no mínimo ele não paga do seu rendimento tributável e, o pior de tudo, ele demonstra que os ricos estão imunes a qualquer uma das privações que o apego ao real a nova religião impõem aos seus aderentes mais pobres. Isto também não é desconhecido em religiões tradicionais e tem sido uma fonte de material para satíricos ao longo dos séculos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Aos vinte e sete - Edu Krieger

De volta à economia malthusiana?

No livro "Adeus às Esmolas" presente nas estantes dos economistas junto ao clássicos "A Riqueza das Nações" e "O Capital", o economista Gregory Clark, para responder questões fundamentais sobre a economia mundial, propõe um mecanismo simples, a Armadilha Malthusiana segundo a qual "os aumentos a curto prazo no rendimento, obtidos por intermédio dos progressos tecnológicos, se perdiam inevitavelmente devido ao aumento da população". Na lógica malthusiana desenvolvida por Clark o controle de natalidade teve importância fundamental até a revolução industrial.

Essa mesma lógica parece presidir a atuação dos alarmistas do aquecimento global. Pelo menos a julgar pelas recentes e assíduas manifestações de seus mais importantes e conhecidos líderes mundiais, AL Gore e Bill Gates. O primeiro, já este ano em aparição em New York, afirmou com todas as letras que devemos educar as mulheres e dar-lhes autonomia (leia-se incentivar o aborto) para decidir quantos filhos querem ter. O segundo é sempre mais enfático. Gates quer desenvovler e produzir em alta escala vacinas esterilizantes. Tudo pela despopulação do planeta através da diminuição da taxa de natalidade. Ações obscuras via aumento da mortalidade certamente não são descartadas.

Como pretexto para tudo isso apresentaram o "aquecimento global antropogênico".  Este, aliás, já desmoralizado pela verdadeira ciência e pelos fatos, está sendo aos poucos substituído pelas "mudanças climáticas" cuja representação parece mais assimilável. Os céticos que já provaram que não há aquecimento global antropogênico como atesta a regularidade das temperaturas na última década, terão agora que provar que o homem não causa alterações climáticas de qualquer ordem. Eles, os alarmistas (malthusianos enrustidos), não precisam provar nada, já possuem o "consenso científico" exacerbadamente divulgado por seus sócios na mídia.

Em tempo. A quem desejar comprender um pouco mais do que está por trás da AGA recomendo a leitura do livro "Adeus às Esmolas" de Gregory Clark. Tem tudo a ver.

Os muxoxos do PR tem preço.

Quando leio que os senadores do PR estão saindo do bloco do governo, mas ficarão na base do Governo em apoio crítico, algumas conclusões saltam aos olhos. A primeira é de que antes os caras não faziam nenhum juizo crítico das ações do governos, eram obedientes compulsórios, de cabeça baixa votavam qualquer coisa sem sequer examinar o mérito ou a aoportunidade, obedeciam ordens. Em suma, eram um bostas. Em segundo, fica evidente que a posição subalterna e subserviente tinha um preço - o ministério dos transportes e seu cofrão, suas nomeações, suas diretorias, suas superintendências. Em suma da suma, eram mesmo uns bostas.

Pergunto: Será que uns bostas como aqueles de repente ganham honra e respeitabilidade só porque esbravejaram um tiquinho e sairam do bloco do governo? Ganham nada. Um a um serão todos acoitados de volta ao governo com algumas sinecuras e ponto final. A dona Dilma já conhece o valor de cada um que, aliás, será nominalmente sempre maior do que o real.

Não vai ter CPI, não vai ter faxina... oremos.

Só durou uma noite a perspectiva de instalação de uma CPI no Senado apra investigar a esculhambação no ministério dos transportes. Dois dos que assinaram o pedido de instalação hoje cedo pediram arrêgo e retiraram os jamegões do documento. Alegaram pressão daqui e dali. A dúvida é: Eles não sabiam que seriam pressionados? Nasceram ontem?

Claro que sabiam. Estes são senadores da pior espécie. São daqueles que criam as dificuldades para vender as facilidades. Um, suplente, foi chamado às falas pelo titular que estava afastado para tratamento de saúde. E daí? Era só peitar e manter a assinatura. O titular que ficasse bom da doença e viesse às carreiras e ocupasse o lugar de onde não devia ter saído. O outro, baiano, foi arrochado pelo Governador que está para nomear a filha do dito cujo para o Tribunal de Contas do Estado. Ou retira a assinatura ou necas de nomeação. Não sabiam disso? Claro que sabiam. Sabiam e assinaram mesmo assim porque com o gesto exibiram um trunfo que mais tarde trocarão por seus interesses privados, são tão corruptos quanto aqueles manés do ministério dos transportes.

Com o final nos conformes, a CPI, que dificilmente apuraria alguma coisa (tantas foram sabotadas) não acontecerá. Não será desta vez que nós, os brasileiros que sustentam toda essa bandalheira vamos ficar sabendo dos detalhes, nem tampouco as responsabilidades serão apuradas. A vida continua e ficamos dependendo da vassoura da dona Dilma, que de tão fraquinha a estas alturas só tem o cabo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Os carbofóbicos já admitem que o "aquecimento global" parou. Ainda há esperança. Ou não?

Cientistas acharam uma explicação possível sobre porque o aquecimento da Terra fez uma pausa nos anos 2000, uma das décadas mais quentes da história registrada. Foi toda aquela poluição de enxofre chinesa, pela enorme queima de carvão. Partículas de enxofre no ar refletem os raios do sol e podem resfriar as coisas um pouco temporariamente. Isso acontece ao mesmo tempo que a queima do carvão produz o dióxido de carbono que contribui com o aquecimento global.

O trecho acima está em um post do blog carbofóbico Planeta Urgente e pode ser lido integralmente AQUI. Refere-se a um estudo publicado recentemente por Robert K. Kaufmann. Sinceramente, não faço a menor idéia sobre a consistência do estudo, não sou climatologista, mas comemoro que pelo menos assim os carbofóbicos já admitem que a terra parou de aquecer mesmo com as emissões de CO² crescendo como nunca.

Duro é se daqui em diante eles iniciarem uma campanha contra as emissões de enxofre que estariam, segundo o estudo, mascarando a importância do CO² no aquecimento global. Além de carbofóbicos passariam a enxofóbicos. De fobia em fobia terminarão no hospício.

Nesta, concordo com José Dirceu. Em termos.

Perante as recentes denúncias de roubalheira no governo, o José Dirceu resolveu sair em defesa do mérito na administração pública. Segundo ele, apenas os Ministros e entorno (staff próximo) deverim ser nomeados, deixando-se os demais cargos para os funcionários da casa. Concordo com ele em termos.

Já disse aqui antes que um bom remédio para combater a corrupção é o desaparelhamento do Estado, ou seja, evitar ou diminuir fortemente o número de nomeações meramente partidárias, o que inclui o fisiologismo descarado dos tempos atuais, mas isso não significa dizer que a "turma da casa" seja necessariamente a melhor fornecedora de quadros dirigentes ou de coordenação. Tem muita incompetência e muito ladrão entre os funcionários de carreira. Além disso, tem muito funcionário público militante partidário e incapaz.

Um dos aspectos a se considerar é que os funcionários da casa, por mais que sejam honestos, diligentes, laboriosos e assíduos, normalmente não possuem a visão "de fora da floresta", não despertam para o papel da instituição perante a sociedade, não possuem visão política do estado. São máquinas trabalhando exaustivamente enquanto a aposentadoria não chega. Estes são péssimos dirigentes.

Outros, mesmo que carreguem nas costas anos e anos de experiência sem uma irregularidade sequer em seus curriculos, são algo inertes, incapazes de agir proativamente, no fundo assistem a tudo e não se importam, se conformam com o papel de funcionário público estável. Também não servem como dirigentes.

Outros, ainda, são os espertos da casa. Mansamente assistem e, às vezes, participam de falcatruas ou silenciam desde que lhes sobre algum benefício e seu emprego não corra nenhum risco. Precavidos, jamais se comprometem, jamais apõem assinatura em documentos perigosos ou participam diretamente de ações arriscadas. São desonestos pela omissão e prevaricação.

Então, creio que o melhor é ser rigoroso no mérito e na probidade. Trazer gente de fora pode ser muito bom para qualquer instituição, desde que seja gente capaz e honesta. "Sangue novo" na organização mobiliza interesses e capacidades, desfaz panelinhas e compadrios, compromete-se com os resultados pois deles depende sua carreira. Portanto, todo mérito ao mérito.

"Aqui só tem bandido". Jucázinho, o irmão de Jucázão.

Mas há bandidos e bandidos. Segundo os jornais e blogs, os do Ministério da Agricultura, CONAB no meio, são de outra espécie. Pelo menos é o que se pode entender depois que ao invés de "ir pra cima" o governo resolveu contemporizar e dar um tempo. Talvez espere que a imprensa faça o trabalho de afogar os bandidos do MAPA na própria lama. Se for isso, pode nem acontecer.

O certo é que para os bandidos do PR a dona Dilma sacou logo a vassoura e mandou mais de 20 para o sereno. Já no caso do PMDB, o Jucázinho foi repreendido pelo Jucázão e pronto. Engraçado que a reprimenda não foi pela patifaria que o irmão operava na CONAB, mas pela lingua solta. Roubar pode, não pode é dedurar. Ética de bandido.

Os capos do PR estão esperneando com a diferença de tratamento. Segundo eles, o pau que dá em chico tem que dar em francisco. Não deixa de ser algo justo. Agora me diz... Se ao chegar nos aposentos do PMDB, do PP (Ministério das Cidades) e do P C do B (ANP) o governo já abaixa o facho, o que faria encontrando sujeira na própria cozinha?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Manifesto de um Cientista, por Lord Winston.

Robert Winston ou, Lord Winston, é professor de Ciência e Sociedade, professor emérito de estudos de fertilidade do Imperial College, executa um programa de investigação no Instituto de Biologia Reprodutiva e Desenvolvimento, em melhorias na tecnologia de transgênicos em modelos animais, com o objectivo a longo prazo de melhorar transplantes humanos. Tem cerca de 300 publicações científicas em revistas peer-review sobre a reprodução e embriologia. Ele é também Chanceler da Sheffield Hallam University, presidente do Royal College of Music, e foi eleito o "Par do Ano" por seus colegas parlamentares em junho de 2008 por sua expertise e trabalho sobre a Fertilização Humana e Embriologia. Um cientista, pois.

É de Lord Winston o "Manifesto de um Cientista" que diz muito aos colegas e à sociedade, principalmente por estes tempos em que o método e a ética científica são jogados de lado para que se imponha a pseudo-teoria do aquecimento global antropogênico, produto de um concerto político-midiático autoritário.


Manifesto de um Cientista


1. Devemos tentar comunicar o nosso trabalho de forma tão eficaz quanto possível, porque em última análise, é feito em nome da sociedade e por suas conseqüências adversas podem afetar os membros da sociedade em que todos vivemos. Temos que nos esforçar para termos maior clareza, não só quando fazemos afirmações ou apresentamos trabalhos científicos para os colegas, mas também em fazer o nosso trabalho inteligível para o leigo. Nós também podemos refletir que aprender a se comunicar de forma mais eficaz pode melhorar a qualidade da ciência que fazemos e torná-la mais relevante para os problemas que estamos tentando resolver.

2. A comunicação é um processo bidireccional. O bom engajamento boa com o público não é apenas transmitir informações científicas de forma clara. Trata-se de ouvir e responder às idéias, dúvidas, esperanças e preocupações que o público possa ter. Devemos aceitar que esse tipo de engajamento com o público é uma questão de boa cidadania. Devemos refletir que o diálogo apropriado com vários tipos de público pode informar alguns aspectos do nosso trabalho. Além disso, ele pode fazer qualquer tecnologia que é desenvolvida a partir de nosso trabalho mais relevante para as necessidades do público e menos provável de ser perigoso.

3. A mídia, seja por escrito, transmissão ou web-based, desempenha um papel fundamental na forma como o público aprende sobre a ciência. Nós precisamos compartilhar o nosso trabalho de forma mais eficaz por estar o mais claro, honesto e inteligível possível nas nossas relações com os jornalistas. Nós também precisamos reconhecer que o mau uso da mídia, exagerando o potencial do que estamos estudando, ou depreciando o trabalho de outros cientistas que trabalham no campo, pode ser prejudicial para a ciência.

4. Precisamos reconhecer que a ciência que fazemos não é inteiramente nossa propriedade. Se o contribuinte ajuda a financiar a nossa educação científica ou não, a maioria da nossa formação e de investigação é pago pelo público - em doações de conselhos de investigação ou instituições de fomento. O público tem uma participação importante na propriedade do que fazemos.

5. Sempre que possível, devemos considerar os problemas éticos que podem ser levantados pelas aplicações do nosso trabalho. Alguns cientistas afirmam que a ciência não tem um valor moral. Enquanto conhecimento puro pode ser eticamente neutro, mas a forma como este conhecimento é adquirido e o uso a que se destina pode envolver muitas questões éticas.

6. Devemos refletir que a ciência não é simplesmente 'a verdade', mas apenas uma versão dela. Um experimento científico pode muito bem "provar" alguma coisa, mas uma 'prova' pode mudar com o passar do tempo, se nós ganhamos uma melhor compreensão. A simples afirmação de que algo é verdade não vai convencer muita gente da justeza do que dizemos. É importante ter em mente que às vezes dois experimentos bem conduzidos pode dar resultados conflitantes que são igualmente válidos. A ciência não é absoluta, é muitas vezes incerteza.

7. É compreensível e adequado que os cientistas sejam imensamente orgulhosos do que descobrem, mas é fácil esquecer que este conhecimento especial às vezes pode produzir uma cultura de onipotência e assumir a afirmação arrogante. Precisamos evitar a arrogância, pois pode levar a erros de interpretação de dados e ao conflito, em vez de colaboração com os colegas. Além disso, a arrogância é susceptível de lesar a reputação da ciência, aumentando a desconfiança do público.

8. Os cientistas são regularmente chamados a avaliar o trabalho de outros cientistas ou rever os seus relatórios antes da publicação. A revisão por pares é normalmente o melhor processo para avaliar a qualidade do trabalho científico, mas ele pode ser abusado. Ao realizar revisão pelos pares, devemos tentar garantir que sejam justos e escrupuloso e não agir a partir de um interesse.

9. Devemos tentar ver a nossa ciência em um contexto amplo, mas também estar ciente das limitações da nossa experiência pessoal. Devemos considerar que, quando se fala do nosso próprio sujeito, podemos ser mais propensos a confundir os fatos. Devemos ser particularmente cautelosos sobre fazer previsões sobre o futuro da ciência, até porque a criação de expectativas irreais podem ser prejudiciais.

10. Governos, seja totalitário, oligárquico ou democraticamente eleito, normalmente têm interesses escusos. Tais interesses não são necessariamente propício à boa investigação ou bom uso dos frutos do conhecimento. Controle do governo sobre a ciência pode ter influência maligna. Isto é certamente verdadeiro em governos totalitários, mas o mal uso da ciência é muito comum em praticamente todas as democracias liberais, inclusive a nossa. É difícil para os cientistas manter a independência dos políticos, porque os políticos, finalmente, tomam muitas decisões de financiamento. Mas é preciso manter certa distância dos políticos, e não deve evitar criticar as suas decisões, onde sentimos que eles estão errados ou perigosos.

11. Interesses comerciais, muitas vezes promovidos por governos e universidades, não pode ser desconsiderados nem se a tecnologia está a ser explorada para o bem público. Mas os cientistas precisam estar cientes dos perigos de conflitos de interesse e manter um sentido de equilíbrio, porque os interesses comerciais pode ser uma má influência para o esforço científico. A história da ciência mostra que a busca ansioso ou tacanha de interesses comerciais pode levar à perda de confiança pública.

12. No mundo ocidental, a maioria da nossa ciência básica é feita nas universidades. Mas, historicamente, as universidades têm sido as instituições de elite e misteriosas, e até hoje eles são por vezes vistos como bastante ameaçadora em lugares onde o complexo e ininteligível acontecem. Aqueles de nós que trabalham em universidades deve tentar ajudar a promover uma nova cultura de acesso aberto às nossas instituições e, sempre que pudermos, ajudar a fortalecer as atividades que envolvem serviços comunitários e de extensão. Sempre que possível devemos fazer o nosso melhor para apoiar qualquer aspecto do engajamento público levado pela universidade.

13. As escolas têm o papel mais vital a desempenhar no apoio aos jovens para ver a magnificência do mundo natural. Mas, infelizmente, no momento, muitas escolas ativamente desencorajam as crianças a apreciação das maravilhas da ciência. Devemos tentar apoiar as iniciativas que podem promover o trabalho mais prático e experimental para as crianças, e mostrar nosso apreço aos professores inspiradores e seu ensino. Se estamos em posição de fazê-lo, devemos promover conexões mais fortes e colaborações entre escolas, alunos de escola e universidades, porque este é provavelmente a forma mais segura para ajudar a produzir uma sociedade mais saudável.

14. Apenas uma geração atrás, a marca de uma pessoa civilizada foi uma valorização de Shakespeare, Milton, Goethe, Tucídides, Rembrandt e Beethoven. Mas a busca da ciência tornou-se tão intenso e exigente que os cientistas de hoje são propensos a negligenciar nossa herança cultural. Podemos desejar e refletir que, ampliando os nossos próprios interesses, assim podemos ajudar os não-cientistas para ver a ciência como parte da nossa cultura. Shakespeare, Tucídides, Goethe ou mesmo Milton podem não ser diretamente relevantes para nossa pesquisa científica, mas os valores culturais que tais autores representam são universais e profundamente importantes. As palavras do poeta romano Terêncio são de particular relevância: soma Homo: humani nil a me alienum puto - "Eu sou um homem: nada humano é estranho para mim."

O "branquinho" politicamente correto e o "negrinho" apenas correto.

No site Contra a Racialização do Brasil (link ai do lado) a Dra. Roberta Fragoso Kaufmann posta dois filminhos interessantes sobre a questão das cotas raciais. Em um deles o ator Pedro Cardoso (branquinho) defende as cotas raciais para a universidade. No outro é o humorista negro Hélio De La Peña que se posiciona contra as cotas.

Pedro Cardoso nunca soube o que é pobreza mas acha que as filhas, branquinhas, devem ceder vaga na universidade para quem se diga negro ainda que menos preparado. Hélio vem de origem pobre mas acha que seu filho negro não tem o direito de pleitear, apenas por ser negro, a vaga da filha do Pedro Cardoso se ela for mais preparada.

O primeiro, como se vê, faz côro ao politicamente correto tão em voga por estes dias, o segundo dá mérito ao mérito e antevê novos problemas decorrentes da racialização. Tá vendo como inteligência não tem côr?

Ladrões, ratos e urubus larguem a minha fantasia

Me lembrei do título do samba-enredo campeão do Joãozinho Trinta quando vi a matéria abaixo do "Estadão". 
 

E as obras para a Copa do Mundo nem começaram ainda.

Dona Dilma vai "pra cima" ou vai "pra baixo" dos partidos aliados?

As denúncias de corrupção chegando aos montes vindas de várias frentes do governo e a dona Dilma numa sinuca de bico. Vai mesmo "pra cima" como diz seu secretário Gilberto de Carvalho ou deixa por menos com medo da reação dos aliados? Pense num dilema!

O jornalista Josias de Souza retrata bem a questão em seu blog. No trecho que copiei abaixo seu interlocutor deixa claro as regras do jogo.
Nesta terça (2), a caciquia do partido do senador Alfredo Nascimento (PR-AM) e do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) deve se reunir em Brasília. Antes do recesso, o PR era festejado no Planalto como uma das legendas mais fieis ao governo. Agora, o partido quer discutir a relação.

“Fomos tratados de forma indigna”, disse um líder do PR ao repórter, indignado com o método adotado por Dilma na “limpeza” dos Transportes.

O mandachuva pêérre estranha: “Agora, há notícias de corrupção na Agricultura (PMDB e PTB), nas Cidades (PP) e na ANP (PCdoB). Para ser coerente, a presidente teria de demitir todo mundo. Se usar peso diferente, tem de nos dar explicações. Se usar a mesma balança, vai terminar sozinha.”

Cá com meus botões, penso que se a questão fosse apenas os aliados a dona Dilma iria "pra cima" com tudo. Ela precisa de uma marca que a diferencie do Lula e a do combate à corrupção seria estratégica. Depois, bastava dizer aos mesmos que eles continuariam com as pastas e com o direito de indicar desde que oferecessem nomes limpos. No inicio eles esperneariam mas ao cabo todos comemorariam em um churrasco de domingo na granja do torto com a presença do Lula.

Outra questão que se apresenta de modo subjacente tem relação é com a própria Dilma. Se a faxina for geral e tirar dos buracos todos os ratos a oposição vai perguntar mineiramente: Uai, a dona Dilma não era a gerentona, a mãe do PAC, o braço direito, o "segundo" neurônio do Lula, como é que deixou a corrupção se alastrar? Não sabia de nada também, ou dela se beneficou para ganhar as eleições?

Ainda assim, como não tem ela própria qualquer vínculo com as malfeitorias, espero e torço que ela vá mesmo "pra cima" dos corruptos, do contrário nunca mais sairá debaixo da canalha.