Postagens

Mostrando postagens com o rótulo estados

Extra! Extra! "Eles" estão chegando.

Não. Não conheço em profundidade as causas da violência. Não sei falar da questão da segurança como de outros assuntos. De violência eu entendo apenas o sentir e o sofrer. E sinto. Sinto muito que o Acre esteja enfim revelando-se de tal modo violento e perigoso. Penso, contudo, que não se trata de um processo explosivo, agudo, como se de uma hora para outra os criminosos de prática e de mente despertassem para a ação, fazendo reféns, assaltando à luz do dia, invadindo casas e lojas, vilipendiando jovens e crianças, humilhando famílias, matando inocentes. Não há uma horda de assassinos saqueando uma cidade indefesa. O que parece razoável afirmar é, por um lado, que o caldo de cultura em que se desenvolve a violência começa a produzir safra maior e frutos mais podres e, por outro, que por alcançar as classes mais abastadas, já não é possivel escondê-la. Lembro que ouvi por diversas vezes de um dono de jornal em Rio Branco, em 2006, que a noticia que mais incomodava o governo er...

IBGE/POF - um excelente exercício de avaliação política.

O lançamento da pesquisa de orçamento familiar do IBGE (  AQUI  ) apresenta dados valiosos para uma avaliação honesta da situação de cada Estado e Região. Nos termos do IBGE,   "Os resultados divulgados referem-se às despesas efetuadas, aos rendimentos e variação patrimonial das famílias - aspectos básicos para a análise dos orçamentos domésticos - e a alguns fatores relacionados à avaliação subjetiva das condições de vida, que são comentados e apresentados em diferentes detalhamentos geográficos, contendo, para algumas abordagens, comparação com pesquisas anteriores. As informações divulgadas para Brasil contemplam as situações urbana e rural. Para as Grandes Regiões e Unidades da Federação, os resultados são divulgados em nível de total." Um pouquinho de paciência e surgem da análise algumas contradições do discurso oficial.

Vencedor é quem chega na frente

Como é que se ganha uma corrida? Correndo e chegando na frente, certo? Pois se é assim, o Brasil ficou no pelotão de trás da economia global nos últimos oito anos - período Lula. É que o nosso crescimento (3,6% ao ano), embora maior que a média do governo anterior, foi menor que a média global. Ou seja, corremos, mas os outros correram mais. Não soubemos aproveitar devidamente o terreno plano e o vento a favor. Se fizermos o mesmo raciocínio para o governo FHC, ficamos no pelotão da frente. Corremos pouco (2,5% ao ano), mas os outros correram menos ainda. É que a pista estava cheia de obstáculos e o terreno era íngreme. É sempre bom ter isso em mente quando se estiver analisando taxas de crescimento de um país, região ou estado. Elas são relativas em termos temporais, ou seja quando confrontamos os dados de uma unidade geográfica em períodos diferentes, mas também geográficos, ou seja, quando comparamos as unidades entre si. Nem sempre um bom resultado temporal é um bom resultado g...