quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ditadura cubana cederá. Mais recuo virá.

Apesar do silêncio de grande parte da mídia e governos, muitos deles ativistas do atraso e cúmplices do ditador cubano, a opinião pública internacional obrigou o regime castrista a recuar. Ontem foi divulgado que serão libertados algumas dezenas de presos políticos. Mesmo assim o jornalista e psicólogo Guillermo Fariñas mantém a greve de fome que faz há quase quatro meses. Só voltará a se alimentar depois da libertação prometida. Não confia no irmãos Castro.

Os democratas de todo o mundo estão prestes a ter uma vitória. Aos poucos está desmoronando uma das últimas e, talvez, mais simbólicas ditaduras. Seus admiradores, sócios e bajuladores perderão.

2 comentários:

  1. Valterlúcio, vou ter que discordar de você. Em primeiro lugar, esse assunto foi divulgado por toda a imprensa nacional, além de jornais internacionais e agências de notícia, inclusive oficialescas (dos órgãos de comunicação de diversos países). Basta “googlar”, digamos assim.
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    Em segundo lugar, em Cuba os representantes políticos são eleitos, inclusive com observadores internacionais. A cada dois anos e meio são eleitos os membros das Assembléias Municipais, parecidas com as nossas Associações de Moradores, e a cada cinco anos são eleitos o presidente e os membros da Assembléia Nacional, similar aos nossos deputados federais. Só que, diferente daqui, ninguém é remunerado por isso e nenhum partido participa de ambos os processos, nem mesmo o Partido Comunista.
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    As candidaturas são apresentadas diretamente pelos interessados, sejam eles filiados ou não ao PC, a assembléias organizadas pelo povo nos bairros (também sem intermediação do PC, do governo ou do Judiciário). Nestas assembléias são aprovadas ou rejeitadas as pré-candidaturas, todas elas. Vale dizer que a pré-votação é pública, e a aprovação dos candidatos é feita pelo sistema de levantamento de mãos.
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    Aliás, isso explica porque os tais “dissidentes” nunca foram eleitos em Cuba: eles lançam candidaturas, mas, nas assembléias, o povo os rejeita. Explica também porque Fidel foi reeleito por mandatos seguidos ao longo de 32 anos.
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    O voto em Cuba não é obrigatório, é secreto, e não é condição da pré-candidatura ser filiado ao PC cubano.
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    Para entender melhor veja esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=SYZU1KWE6Ww&feature=related
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    Sobre os presos agora libertados, nenhum dos grevistas (Orlando Zapata Tamayo, que faleceu em 23 de fevereiro, e Guillermo Fariñas Hernández) foi condenado por atividades políticas, mas por delitos como furto, invasão de domicílio e agressões físicas, conforme registros judiciais cubanos.
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    Os presos por atividades políticas, cuja libertação é reivindicada por Fariñas, são os remanescentes do processo de 2003, quando 75 opositores foram condenados por receberem dinheiro do Escritório de Representação dos Estados Unidos em Havana para patrocinar atividades contra o governo (e não por se “oporem ao regime”).
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    Aliás, o julgamento dos 75 foi realizado em tribunais regulares, em sessões públicas, com base em leis pré-existentes e assegurado o pleno direito de defesa e de apelação. O governo cubano divulgou, na ocasião, provas documentais sobre a relação que os acusados mantinham com representantes do governo estadunidense. É uma relação passível de incriminação penal em qualquer país do mundo (como o foi, inclusive, essa mal-contada história dos “espiões russos” presos nos EUA).
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    Em todo caso, cerca de 20 deles foram, desde então, libertados pelo governo por problema de saúde, obedecendo às 95 regras de tratamento carcerário humanitário, estabelecidas pela ONU.
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    Logo, a libertação desses caras é antes de tudo uma ação de boa vontade do governo cubano com a malchamada “opinião pública internacional”.
    De qualquer forma, não só há democracia em Cuba, muito mais livre e aberta do que a “nossa”, como também esses casos de greve de fome possuem são bem mais complicados do que parecem.
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    Vide: http://www.adital.com.br/site/noticia2.asp?lang=PT&cod=15442

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  2. Dr. Karapovski da Brasil9 de julho de 2010 18:41

    Cuba é reduto de retardados e quem, no século 21 ainda defende Cuba e sua política do 'paredón, é retardado também. Fidel é um cadáver que esqueceu de cair e se recusa a ser enterrado, vão mumificá-lo, talvez. O cúmulo da breguice e da cafonice latina: endeusá-lo como salvador de um segmento que não existe mais em lugar nenhum do mundo, o de país socialista-com-orgulho! A propósito o prolixo Karapvoski manda lembranças ao comentarista também prolixo Josafá... ainda estás tendo convulsões de apoplexia e ódio, não vás espumar ela boca, hein?!

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