quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quem mandou ser filho da branquela?

O sujeito nasceu de familia pobre, cursou a esola pública em todos os anos de estudo, fez vestibular na UNB, trabalhou e estudou para se manter na universidade, formou-se em Sociologia, fez mestrado, está fazendo doutorado e adoraria complementar sua formação com uma experiência no exterior. Seria o máximo.

Pois agorinha mesmo o governo federal colocou à disposição de estudantes com o seu curriculum 3 vagas para estágio de três meses na Delegação Permanente do Brasil em Genebra, Suíça, onde poderá acompanhar as atividades do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). (Ver aqui ).

Quando soube, o cara quase morreu de alegria. Em seguida veio a decepção. Ele não pode. Sabe por quê? Porque não é negro. As vagas são para pretos e pardos. O sujeito até lembrou de mostrar a foto de seu avô que era pretinho, mas não adianta. Quem mandou o pai dele casar com uma branquela?

Coisas deste tipo é o que acontece quando militantes vagabundos se apoderam do aparelho do Estado para nele inserir seus ódios e frustrações. Pior é que a sociedade não reage. A midia assiste a tudo calada, quando não apóia. Talvez estejam esperando que alguém diga que na redação do jornal tem que ter cota racial.

Da série Pergunte ao Candidato - 4

Um dos piores usos que se faz da politica e do poder a ela inerente é o nepotismo. O sujeito se elege pensando que foi votado para resolver os problemas de grana da própria família. A primeira porta que se abre é a nomeação de parentes para os cargos públicos, na maioria dos casos gente sem formação adequada ao cargo e que entra com o único compromisso de se locupletar e favorecer aquele que o indicou.

Em muitos outros casos ocorrem nomeações indiretas. São aquelas triangulares combinadas com colegas igualmente nepotistas, tipo "voce nomeia o meu que eu nomeio o seu", mascarando o nepotismo mas, do mesmo modo, atentando contra o interesse público. Este caso se encontra aos montes também entre poderes diferentes. Gente do Judicário nomeia parentes de gente do Executivo ou do Legislativo e vice-versa. Fazem a festa à custa do erário público.

Portanto, antes de votar verifique se o candidato é daqueles que pensam "primeiro os meus". Se for, manda ele procurar outro emprego e sair da política. Vote em outro.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Quero ver os programas de governo. De preferência, na internet.

Tenho defendido sempre que a candidatura ao governo deve ser sustentada por um programa de governo. É o QUÊ da eleição. Para votar pra governador não basta saber em quem, é preciso saber no QUÊ. Com os candidatos conhecidos (Tião Viana e Tião Bocalom), é necessário agora que também sejam conhecidos seus programas de governo para o Acre.

O Tião Viana pretende suceder Binho que por sua vez sucedeu Jorge Viana, irmão do Tião e pertencente ao mesmo partido e mesma coligação. Poderia apenas dizer que seu programa é o que está sendo implementado há doze anos, que vai dar continuidade e estamos conversados. Mas tem que dizer. Se, por acaso, pretende inovar, reciclar, remodelar a florestania, a campanha eleitoral é a melhor oportunidade para que isto seja bem explicado. Se pretende romper com tudo que está ai, idem.

O Tião Bocalom pretende ser governador com um discurso que vai contra a "florestania", o projeto que vem sendo implantado nos últimos doze anos. Faz isso com base em um arsenal de críticas e acusações. Muitas delas, certamente, válidas. Mas não basta. Ele mais que o outro Tião tem a obrigação de mostrar o que pretende fazer. Não é razoável pedir o voto do eleitor apenas dizendo que está ruim, que pode melhorar etc. Tem que dizer o que vai pôr no lugar daquilo que considera nocivo. Mudança é apenas slogan de campanha.

Quero, portanto, sugerir aos candidatos ao governo do Acre que exponham seus programas de governo, se os tem, na internet, lembrando que 35% dos domicílios urbanos  possuem pelo menos um computador no Brasil. Enumero algumas vantagens.

1. Agiliza a comunicação com o eleitorado.
2. Provoca o debate nas famílias, vizinhança e grupos de eleitores.
3. Proporciona o feedeback (as pessoas podem dar o retorno).
4. Alimenta o próprio programa com idéias vindas da população.
5. Facilita a comparação entre programas.
6. Identifica o candidato com suas propostas.
7. Orienta e baliza os programas eleitorais de rádio e TV.

Além disso, se pode firmar compromissos que podem ser, depois, monitorados pela sociedade. Colocar um programa de governo na internet é facílimo. Desde que se tenha um, é claro.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Marina também não vai ao debate da CNA. Que vacilo.

Olha só que engraçado. A nossa querida Marina, que havia confirmado presença no debate da CNA, deu ré. Só vai se vir as perguntas antes. Caraca!!! Onde estamos? Melhor a dona Dilma que de cara já disse que não ia e pronto. A Dilma não vai porque depois que vestiu o boné do MST borra de medo da turma da produção, a Marina não vai porque tem medo de pegadinha, quer saber antes as perguntas. Assim, não dá.

Tem horas que não entendo a Marina. Putz! Esta seria justamente a hora certa para ela deslanchar todo seu argumento a favor da ecologia e coisa e tal. Hora certa para defender o Código Florestal do jeito que está. Outro dia mesmo ela disse que seria a salvação da agropecuária e coisa e tal. Qual o problema? Medinho de quê?

É como digo sempre. Coisa boa é fazer discurso em casa, dar palestra em casa, apresentar solução em casa, ganhar prêmios em casa... Duro é peitar os "de fora".  Duro é ter que enfrentar a Kátia Abreu no território da outra. Duro é responder a questões não combinadas antes.

Sinto, Marina. Vacilou.

Epidemia de hipermetropia no INPE.

Conhecem o INPE, né? É Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, aquele órgão que de vez em quando manda a ciência pro ralo e faz militância carbofóbica. Pois bem. Sabe o que disseram seus cientistas sobre as enchentes em Pernanbuco e em Alagoas? Que são raras. (ver aqui ). É mesmo, santa? Vá dizer isso para os milhares de flagelados que perderam tudo às margens do Rio Mundaú.

Se o melhor que o INPE e sua tecnologia tem a dizer é isto, nem precisava existir. Está todo mundo sabendo que não é todo ano, até porque, se fosse, as cidades não estariam ali onde foram crescendo.

Quero o INPE é para dizer antes de contecer. Carlos Nobre, o Presidente do Instituto está sempre nas páginas dos jornais dando seu testemunho escatológico em favor do aquecimento global. Já previu que no final do século o Brasil estará tanto por cento mais quente e que a Amazônia vai virar cerrado em tantos por cento, e que as chuvas vão desabrigar tantos  milhões... Mas se cobrar dele o tempo que ainda vai durar o frio em Brasilia, esqueça. Não faz a mínima idéia.

É tragicômico que os caras do INPE sofram de hipermetropia. Só enxergam pra longe. Se gastassem um pouquinho de seu tempo e disposição paras saber o que acontecerá daqui a dois dias, talvez tivessem ajudado a prevenir o desastre no nordeste. Mas, provavelmente, estavam discutindo quem mais serve à causa, se o filminho vagabundo do Al Gore ou o filminho mais vagabundo ainda do James Cameron.

Dilma, o cofre de Adhemar e a tortura da própria.

Vale a leitura do artigo do extraordinário jornalista Hélio Fernandes (lik ai do lado). Destaco alguns trechos.

Dona Dilma não participou de nada, ou não estaria viva. (Não participei das guerrilhas, fui sempre contra, por questões práticas e estratégicas). Os que lutaram BRAVAMENTE eram muito poucos, só iriam reforçar os efetivos da ditadura. QUASE TODOS MORRERAM, LUTARAM EM VÃO, não tiveram nem oportunidade de contestar os que estavam no Poder.

Em relação ao episódio do ROUBO DO COFRE, Dona Dilma só falou “MENAS” verdade. Como em outros episódios de sua formação, quando mistificou descaradamente, apresentando números, dados e informações que teve que desmentir.

Só grandes personalidade são TORTURADAS por um período como esse. Dona Dilma foi presa sem que ninguém soubesse, e não tinha status ou projeção para ser TORTURADA por esse período.


Nada como o testemunho da história.

Da série Pergunte ao Candidato - 4


Ao invés de pensar na simpatia do candidato(a) a deputado federal ou ao senado, saiba o que ele pensa a respeito de questões que o(a) aguardam no Congresso. Saiba se ele(a) está disposto a defender seus interesses perante a sociedade.

Exempo: Um dos lobbies mais fortes no Brasil é o das abortadeiras, ou abortistas, dá no mesmo. São pessoas que acham natural que uma menina de 17 anos como aquela da novela engravide irresponsavelmente. A solução, segundo essas pessoas, é o estado espalhar e aparelhar centros médicos, hospitais e maternidades Brasil adentro e afora para realizar o aborto "de grátis" como quem toma vacina pra sarampo. Dizem que é direito da mulher dispor do proprío corpo como lhe dê na telha.

Acontece que praticamente todas as religiões ãfirmam que a vida nasce na concepção, inclusive naquela transadinha no banco do carro. Acontece também que a maioria dos cientistas concordam com isto, ou, se discordam, o fazem em termos de dias e não de meses. De qualquer modo, seja por religiosidade, seja por ciência, aborto é ASSASSINATO.

A legislação brasileira prevê os casos em que se permite o aborto, mas não deixa de considerar que sendo praticado fora daquelas hipóteses, é CRIME CONTRA A VIDA. As abortadeiras acham que se a vida "só tiver 12 semanas", não tem problema, podem matar à vontade.

Na discussão sobre o aborto, as abortadeiras acompanhadas pelo governo atual dizem com certa esperteza que "ninguém é a favor do aborto", mas a favor do amparo às milhões de mulheres que abortam anualmente no Brasil. Isto é conversa mole de assassinos. Ninguém está a dizer que eles são a favor, era só o que faltava, alguém sair por ai gritando pessoal vamos abortar que é bom! Além disso essas estatísticas não merecem o menor crédito, são chute. Aliás, mesmo que fossem verdadeiras não justificariam o aborto, apenas diria do nível de irresponsabilidade com que se dá uma transadinha hoje em dia.

Portanto, pergunte ao candidato se ele é a favor ou contra a descriminação do aborto. Se for a favor, mande-o perguntar à própria mãe por quê não abortou quando estava com ele na barriga.

domingo, 27 de junho de 2010

Rodrigo Pinto e "o partido".

O Rodrigo Pinto resolveu, ou foi bem aconselhado, e tomou a vereda do próprio pai se candidatando a deputado estadual pelo PMDB. Consta que há no PMDB uma espécie de compromisso tácito com a sua eleição. Seria a forma possivel de compensá-lo pelo eventual estrago que teve na imagem com a retirada da candidatura a governador. De quebra, o PMDB mantém um quadro em ascenção e com possibilidades executivas no médio prazo. Digamos assim, um nome para o futuro, do que, aliás, se ressente o partido desde Flaviano Melo.

Neste contexto, é bem possivel que o Rodrigo Pinto seja eleito. Outros no PMDB e em outros partidos já foram, e só foram, assentados nesta idéia de "candidato do partido". O diabo é que nenhum destes prosperou como previsto. Por que seria? Tenho cá minhas reflexões.

O candidato "do partido" é aquele que sem o "partido" não seria eleito, logo não possui de saída a autonomia necessária para impor uma agenda à propria carreira politica, incluindo a ação parlamentar. É o partido que o direciona.

Daí em diante o mais razoável é que se acomode, esperando que na próxima eleição o "partido" o reeleja, o que também é bastante provável, só que a cada eleição ele é mais dependente, perdendo a personalidade politica, extraviando o próprio talento, desgrudando-se das demandas e movimentos sociais e assim por diante. Resultado: Não serve para o executivo. Aquele projeto foi pro ralo.

Alguém pode dizer que o sujeito a qualquer hora pode se desviar deste itinerário e demonstrar a própria capacidade, dar personalidade ao próprio mandato, se diferenciar perante os temas do parlamento... É verdade, mas ai não é mais o candidato "do partido".

Preparem-se. O jogo vai começar!

Parece que, enfim, com o sacrifício de alguns e o regozijo de outros, a oposição no Acre se entendeu e escalou o time para as próximas eleições, o que dá significado a um projeto de poder. Se há uma disputa, há chance de vitória. Quais é que não sei. Já que estamos em época de copa do mundo, não é demais dizer que o jogo vai começar. Os times estão no aquecimento.

Como em uma partida de futebol, não basta, porém, ter um time. É preciso ter um treinador e um plano estratégico, afinal, é uma disputa de muitas batalhas. Umas ocorrem na rua, outras na imprensa, outras no programa eleitoral, outras no TRE, e ainda há batalhas a ganhar nos bastidores ou, para manter a linguagem futebolística, no vestiário. E todas elas custam grana, muita grana.

Aguardemos.

sábado, 26 de junho de 2010

Mais conclusões da POF/IBGE

Do lado da renda, os dados da POF permitem afirmar:

1. O Acre tem a QUARTA (R$ 1.925,98) renda média familiar entre os sete estados da região norte. A MAIOR(2.599,38)  pertence às familias do Amapá.

2. O Acre possui a MENOR (59,6%) participação de renda do trabalho na renda familiar total. A MAIOR (72,8%) é do Amapá.

3. O Acre tem a MAIOR (21,9%) participação da renda não monetária na renda familiar total. Rondônia apresenta a MENOR (12,2%).

4. O Acre ocupa a TERCEIRA (R$ 111,8) posição na variação patrimonial média mensal das famílias. O estado onde as famílias em média possuem  MAIOR  ( R$ 190,45) aumento do patrimônio é Rondônia.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Se assim é, assim seja.

Repercutindo a inhaca da formação de chapa na oposição acreana, o jornalista Luis Carlos Moreira Jorge disse nesta sexta-feira  "Com esse tipo de oposição, volto a repetir que os irmãos Jorge Viana (PT) e Tião Viana (PT) vão ficar velhinhos, de bengala, ganhando uma eleição atrás da outra, no Acre".

A que se refere exatamente o Luis Carlos? Penso que o jornalista trata da incapacidade de os partidos e candidatos de oposição se organizarem minimamente para enfrentar uma eleição, o que configura a inexistência de um projeto de poder. E está certo. Mas não é só.

Do meu canto vejo também e tão ou mais importante quanto, a incapacidade de articular um discurso mínimo que represente um projeto de governo, uma visão de estado, o que autoriza a dizer que com esta oposição, alterar o rumo, mesmo torto, é quase uma temeridade. Sabe-se lá o que viria.

Copa do Mundo

Nesta Copa o que apareceu de melhor até agora foi a bola.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Serra no programa do PTB

Acabamos de ver o programa do PTB, inteiramente dedicado à campanha do Serra. Mais uma vez assistimos campanha eleitoral ilegal. Mais uma vez os tucanos aceleram na estrada aberta pelo presidente Lula. Como dizia meu pai, por onde passa um boi passa uma boiada.

A vantagem é que Serra não precisa de teleprompter para fazer um discurso com começo, meio e fim. Fala serena e convincentemente sobre todos os assuntos. Não conheço um vivente que negue ser ele o brasileiro mais preparado para ser presidente. Só faltam os votos.

Tião Viana e a LDO

O senador Tião Viana ao entregar o relatório deixa uma marca importante. Não me refiro à mudança no cálculo do salário mínimo que certamente será derrubada por interesse do governo, mas ao equilíbrio que estabeleceu na questão das obras paralisadas e da ação do TCU. Na forma como veio do executivo restaria usurpado o papel fiscalizador do Congresso Nacional. Quanto à fixação de taxas positivas do crescimento do investimento em relação ao custeio, também parece interessante.

Poderia ter sido mais ousado. Por exemplo, propor a execução obrigatória das emendas individuais e, assim, afrouxar o nó na garganta dos parlamentares. Mas aí já seria demais. Até porque o que certos parlamentares mais adoram é este chicote na mão do executivo, pois só assim asseguram alguma utiidade aos próprios mandatos.

POF/IBGE - algumas informações.

Dei uma boa analisada nos dados da POF/IBGE.

Em relação às despesas totais das famílias:

1. O Acre é o estado na região norte em que as famílias MENOS gastam com HABITAÇÃO. Somam  26% da despesa total. O MAIOR índice (36,5%) pertence às famílias de Roraima.

2. O Acre é o segundo estado na região em que as famílias MENOS gastam com TRANSPORTE. As despesas somam 14% das despesas totais. As famílias que tem o MAIOR gasto (18,4%) são as do Tocantins.

3.O Acre é o estado da região em que as famílias tem o MAIOR gasto com EDUCAÇÃO. As despesas somam 2,5% das despesas totais. As amazonenses tem o MENOR índice, apenas 0,9%.

4. Na região, as famílias do Acre são as que tem o SEGUNDO MAIOR gasto com ALIMENTAÇÃO. Na média as famílias acreanas destinam 22,6% de suas despesas para este ítem. As famílias de Rondônia são as que MENOS gastam  para se alimentar - 15,3% das suas despesas totais.

Nos outros ítens da despesa o Acre se coloca em ranking's médios, variando entre o 3º e o 5º lugar.

IBGE/POF - um excelente exercício de avaliação política.

O lançamento da pesquisa de orçamento familiar do IBGE ( AQUI ) apresenta dados valiosos para uma avaliação honesta da situação de cada Estado e Região.

Nos termos do IBGE, "Os resultados divulgados referem-se às despesas efetuadas, aos rendimentos e variação patrimonial das famílias - aspectos básicos para a análise dos orçamentos domésticos - e a alguns fatores relacionados à avaliação subjetiva das condições de vida, que são comentados e apresentados em diferentes detalhamentos geográficos, contendo, para algumas abordagens, comparação com pesquisas anteriores. As informações divulgadas para Brasil contemplam as situações urbana e rural. Para as Grandes Regiões e Unidades da Federação, os resultados são divulgados em nível de total."

Um pouquinho de paciência e surgem da análise algumas contradições do discurso oficial.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

IBOPE - Dilma ultrapassa Serra

A dona Dilma continua crescendo, e o Lula nem entrou em campo, segundo ele próprio. A candidata do PT já ultrapassou o Serra (40 X 35) segundo o IBOPE, aquele Instituto que nos termos do Ciro Gomes vende qualquer coisa. Marina fincou raiz nos 9%. Aguardemos o DATAFOLHA.

De qualquer modo continuo com o velho ACM que só acreditava nas pesquisas que ele mesmo manipulava.

Sem prevenção...

O texto abaixo, publicado pela Folha, pertence ao documento que o Ministério do Planejamento publicou em sua página e retirou depois que a brecha de honestidade intelectual causou estrago no próprio governo. Seu teor explica porque no Brasil não existem obras de prevenção, apenas dossiês de precaução.


8. Vulnerabilidade do Sistema Nacional de Defesa Civil



Mesmo que o Plano Nacional de Defesa Civil preveja a atuação preventiva da Defesa Civil, esse enfoque ainda é incipiente. O fato de se ter mecanismos que facilitam a disponibilização, em caráter emergencial, de recursos para a reconstrução de áreas afetadas, dispensando inclusive processos licitatórios, não pode eximir a responsabilidade dos estados membros e, principalmente, da União quanto ao planejamento das intervenções com enfoque de atuação preventiva e de longo prazo. Tanto na utilização e desenvolvimento de sistemas de alerta em tempo real e de mapeamento das áreas de risco de alagamento e inundação, quanto na orientação e estabelecimento de intervenções de caráter estrutural preventivo, o Sistema de Defesa Civil deve contribuir para a minimização dos danos que a ocorrência desses eventos possa causar. Outro aspecto que cabe ressaltar é o atual modelo de concepção da Defesa Civil que possui caráter militar e é estruturado nos moldes do corpo de bombeiros e polícia militar. A Defesa Civil necessita de uma revisão conceitual de sua forma atuação puramente reativa passando também a englobar a prevenção e o alerta de desastres e focar na segurança civil.

Nordeste. Tristeza não tem fim. Felicidade, sim.

Vejo com tristeza e indignação a noticia da catástrofe que se abateu sobre municípios dos estados do Pernambuco e de Alagoas. Para  quem, como eu, nasceu em um daqueles pequenos municípios, as imagens são estarrecedoras. Cidades inteiras, pequenas lojas, farmácias, mercados, praças e bairros inteiros levados pela água. Dezenas de mprtos, centenas de desaparecidos, milhares de famílias ao desabrigo, deserdadas, despossuídas, parecem prontas para pegar o primeiro pau de arara e não o último como dizia Gonzagão. Temos aqui o nosso Catrina, a nossa Honduras para chorar.

Na outra página do jornal, algo mais estarrecedor: O Governo Federal investiu menos de 0,5% do total de R$ 442,5 milhões que há no orçamento para obras de prevenção de desastres. Nada menos que 99,6 % continuam retidos. Para quê, não se sabe, dona Dilma ainda não explicou essa.

Em seguida ao desastre, sem que se tivesse a menor idéia do tamanho do estrago, o Governo prometeu mandar 20 milhões de reais. Em seguida pulou para R$ 100 milhões, sendo R$ 50 milhões agora e outros R$ 50 milhões quando as prefeituras apresentarem os respectivos projetos. O SIAFI mostra que depois que a casa cai, o governo é mais pródigo. Gastou R$ 356,7 milhões na rubrica "resposta a desastres", mesmo assim representam apenas 17% do total.

Segundo os jornais, em Pernambuco, 54 municípios foram afetados por inundações. Em Alagoas, 21 cidades foram atingidas e 15 decretaram estado de calamidade pública em função das cheias. Até agora, certo mesmo o governo destinou R$ 25,00 milhões para cada estado. Não dá pra nada. Não representa nada. Não é nada. Ou, é uma escrotice sem tamanho.

Para se ter uma idéia, estes R$ 50,0 milhões equivalem a DUAS HORAS E 19 MINUTOS de pagamento de JUROS da dívida pública, que o governo aumenta a seu bel prazer naquelas reuniões do COPOM. É isto mesmo. Repetindo: O governo federal está mandando para acudir os milhares de brasileiros atingidos pela tragédia nordestina, o mesmo que manda a cada DUAS HORAS E 19 MINUTOS, de juros, para os seus credores.

Este é o Brasil garroteado pela alça do bolsa-miséria.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vade retro!!!

Agora lascou de vez. Nem precisa se preocupar com as "futuras gerações". Elas não virão. Pelo menos é o que se pode deduzir das declarações do eminente cientista, Frank Fenner, um membro da Academia Australiana de Ciências e da Royal Society, recebeu muitos prêmios e honrarias. Publicou centenas de trabalhos científicos e escreveu 22 livros. Participou das pesquisas mais importantes sobre a varíola. É um craque.

Seu profundo conhecimento da evolução nunca diminuiu o seu fascínio com a observação no campo. Seu entendimento foi moldado por estudos de todas as escalas, a partir do nível molecular para o ecossistema e os níveis planetários. Com base nisso tudo, o expert em evolução declarou ao diário de Sydney "The Australian",  AQUI "Nós estamos sendo extintos. Tudo o que fizermos será tarde demais."  E deu o prazo. CEM anos.

Então é o seguinte. O sujeito que nasce hoje dificlmente terá tetranetos. O mundo enfim, vai acabar. Agora, a "novidade". Sabe o que vai causar tudo isso? O aquecimento global, lógico.

Tudo bem que o grande e prestigiado cientista Frank Fenner tem 96 anos de idade. Está, provavelmente, extinto. Mas precisa rogar praga?

Da série Pergunte ao Candidato - 3

Está na pauta politica, levada por militantes chegados no cigarrinho do demônio e por politicos oportunistas, proposta de descriminação da maconha. Dizem eles que liberando cessa o tráfico, cessando o tráfico cessa a violência e ficamos todos tranquilos. Uns, do tipo Carlos Minc, ficam mais tranquilões do que outros. Dilma é a favor, Serra é contra e, Marina, cedendo à patrulha militante propõe um plebiscito. Para escolher seus candidatos a Deputado Federal e ao Senado bem que o eleitor poderia perguntar: Sr. Candidato, o Sr. é contra ou a favor da descriminação da maconha?

Sugestão minha: Se o candidato(a) for a favor, mande-o catar eleitor numa boca de fumo e vote em outro.

Artigo do prof. Denis Rosenfield. Imperdível.

Li o artigo do professor Denis Lerrer Rosenfield aqui sobre o código florestal e o relatório do deputado Aldo Rebelo. Senti-me reconfortado. O ilustre intelectual faz abordagem semelhante a que fiz em outros momentos.

Antes de criticar o relatório, muitas vezes sem ler, os nossos amiguinhos jornalistas e ambientalistas apressados deveriam pensar pelo menos duas coisas. Como punir alguém por ato praticado na fornma da lei ao tempo em que se efetivou o referido ato? A quem interessa reprimir, conter, restringir, diminuir a capacidade de produção agrícola do Brasil em um itinerário de crescimento da demandaiternacional?

Denis Rosenfield, assim como Aldo Rebelo e muitos outros que não se importam em ir contra a maré do "politicamente correto" sabem as respostas.

Lista negra do TCU

Só para efeito de conhecimento é bom dar uma olhada na lista negra que o Trbunal de Contas da União -TCU entregou ao Tribunal Superior Eleitoral. Os acreanos vem em primeiro lugar. Tem prefeito, ex-prefeito, ex-presidentes de órgãos de classe, ex-Reitor, gente assim do SEBRAE... O recordista é o filósofo do Abunã, o velho Luis Pereira. Ver aqui a lista completa.

Ministro faz de conta que é burro. Talvez seja.

O Congresso aprovou o Estatuto da Igualdade Racial, uma embiricica desnecessária de termos que na ótica obtusa dos seus proponentes, ongueiros desocupados e politicos oposrunistas, pretrende criar privilégios aos afrodescendentes. Ficaram de fora, felizmente, as nefastas cotas raciais. Menos mal para o povo brasileiro que não vai precisar, por agora, distinguir-se entre negros e brancos.

Pois sabem o que fez o sonso do ministro da da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araujo? Propõe estabelecer as cotas por decreto. Sabe qual é a base legal que aponta? Um trecho do Estatuto que diz que o governo implementará "politicas afirmativas." Pronto. Bastou esta brechinha para o esperto entender que ali o legislador permitiu que ele fizesse por decreto o que não autorizou na própria Lei. Pode um trem desses? Não é um escroto um cara desses?

O militantismo incrustrado no governo Lula é de talo modo fagueiro e fuleiro que não se importa com nada. Quer mais é rosetar, como diria uma amiga. Ora, se o Estatuto não fez em Lei, não é um decreto que vai fazer. Certamente cairá imediatamente em uma ADIN.

O problema é que o governo federal dá tanta trela a estes militantes que eles se acham acima do parlamento. Fuquiú para a Lei. Os caras querem porque querem que os chamados afrodescendentes tenham ums metros de vantagens na corrida pelo diploma contra os eurodescendentes. Para isto nem se importam de se fazerem de burros. Pode mesmo ser o caso.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

José Serra próximo da Marina

José Serra se submeteu hoje à sabatina do jornal Folha de São Paulo, Marina já esteve lá, a Dilma diz que não vai. É mais uma oportunidade que a candidata do Lula perde (ou ganha) de debater as questões nacionais. Está fugindo de debates como o diabo foge da cruz.

Um dos aspectos que me chamou a atenção foi a referência que Serra fez ao meio ambiente. "Eu tenho uma aproximação grande da questão ambiental. Isso eventualmente pode promover proximidades (com a Marina)”. 

A leitura que faço de tudo que tenho lido e ouvido do Serra a respeito do meio ambiente é que num eventual governo tucano esta questão será prioritária e muito provavelmente seguirá a tendência hoje predominante que é a chamada economia de baixo carbono. Portanto, quem achar que Serra endossa discursos enviezados do tipo produção a qualquer preço está muitíssimo enganado. Outra sinalização neste sentido é a sua proximidade, vide eleição no Rio de Janeiro, com o Fernando Gabeira.

Contribuições aos candidatos.

Iniciativa muito boa teve a campanha de José Serra ao criar um portal para receber sugestões ao programa de governo do candidato. O interessado se cadastra e, depois de ter seu nome aprovado, pode mandar propostas para análise do staff do candidato  e dele próprio. É uma forma inteligente e vantajosa sob todos os aspectos. Vejamos:

1. Passa a conhecer problemas específicos de setores e regiões com as quais não tinha muita intimidade.
2. Estabelece uma linha direta com o eleitor - democratiza o governo.
3. Recolhe de técnicos, profesores, cientistas, politicos, servidores públicos... uma agenda de problemas e soluções a serem enfrentados.

Penso que nos estados os candidatos ao Governo deveriam fazer o mesmo. Aposto que no Acre existem muitos empresários, profissionais, servidores, gente da universidade etc,., que poderiam e gostariam de fazer sugestões interessantes em áreas críticas da administração e não o fazem porque não possuem acesso aos candidatos.

No caso da campanha do José Serra, qualquer cidadão pode se cadastrar AQUI

domingo, 20 de junho de 2010

Da série Pergunte ao Candidato - 2

Na hora de decidir seu voto procure saber o que pensa seu candidato a respeito que temas com os quais vai lidar no Congresso. Por exemplo:

Sr. Candidato, há projetos tramitando no Congresso que visam estabelecer cotas para o ingresso de afrodescendentes nas universidades públicas, nos cargos públicos e até nas empresas privadas. Na forma atualmente utilizada na UNB, por exemplo, um tribunal racial da Universidade examina a foto do vestibulando, lhe faz algumas perguntas e decide se ele tem direito a ingressar na frente de um não afrodescendente, não importando sequer as condições econômicas. Nesta, um branco pobre estudioso pode perder a vaga para um afrodescendente rico e despreparado. Pergunta: O Sr. é contra ou a favor da politica de cotas raciais?

Sugestão minha. Se o candidato for a favor, marque negativo pra ele no seu check-list.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Guarde sua curiosidade. Dilma não vai ao debate na CNA.

Como eu desconfiava, Dilma começa a gazetar os debates. Não vai enfrentar os adversários Serra e Marina na CNA - Confederação Nacional da Agricultura. Em certo sentido não podemos censurá-la. É, aliás, do direito, que ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo.

O fato é que sem Lula para inebriar a platéia, é muito arriscado para a dona Dilma se encontrar com os opositores. De Serra  terá sempre um adversário que entende a máquina pública (foi ministro do planejamento), que tem extraordinária experiencia administrativa, que tem rodagem politica e um tino muito apurado de identificar o detalhe. Serra é do tipo que acerta na mosca.

Marina talvez seja ainda mais dificl de enfrentar. Era petista no tempo em que Dilma era Brizolista e chamava Lula de sapo barbudo. Passa emoção, sinceridade, honestidade... sau mensagem toca as pessoas. A aparente fragilidade de Marina é sua maior força. Firma-se nela para mandar os torpedos mais devastadores e nela se escuda para não ser atacada. Seu jogo de palavras é cortante.

Dilma é... bem, não se sabe direito como é Dilma longe do teleprompter. Nas poucas vezes que vi pareceu burocrática, demasiadamente preocupada em despejar um roteiro substantivo elaborado de véspera. Não transmite espontaneidade. Seu mantra (Lula) fica tão evidente que a ofusca totalmente.

Parece que os dirigentes da sua campanha vão esticar até onde der sua ausência de deabtes. Se assim o fazem deve ser porque de outro modo o prejuizo seria maior. Aguardemos.

Racialistas em crise. Vão perder.

“Nesta sexta-feira nosso movimento completa 32 anos. É muito triste, após três décadas combatendo a discriminação racial e propagando a conscientização da população, receber este estatuto como presente”.

“Nós do MNU defendemos que foram retirados itens inegociáveis, que formavam a espinha dorsal do Estatuto. Com isso, não estamos dizendo que a aprovação não tenha sido um avanço. Foi, sim, uma aprovação importante após anos tramitando no Congresso, mas a retirada destes itens vai representar uma grande perda na vida de nós negros”.

Os trechos acima são de Jacira da Silva, coordenadora do Movimento Negro Unificado (MNU) do Distrito Federal. O "movimento" dela gostaria que o Brasil fosse dividido em dois. Um dos brancos e, outro, dos negros. Tribunais raciais seriam espalhados em fábricas, órgãos públicos e universidades para decidir quem tem direito a privilégios e quem não tem. Ela quer cotas raciais até para o STF. O argumento é a injustiça praticada contra os negros desde a escravidão. A militante acha que minha filha, mestiça, deve ser reparada pelas injustiças que meus tetravós, brancos, teriam praticaram contra não sei que negros.

E ainda há quem dê trela a estes militantes...

Serra na TV

O programa do PSDB que foi ao ar ontem fez propaganda explícita do candidato Serra. Só deu ele. Os tucanos deram mais um passo na dança da ilegalidade iniciada por Lula no programa do PT. Fazer o quê?

Quanto ao programa, achei-o redondo. Não deixa dúvidas sobre a capacidade administrativa do Serra. A principal mensagem é "eu sei fazer, eu já fiz, eu vou fazer". Outra, acessória, é "eu dirijo, não sou dirigido". Vai funcionar? Veremos. Deve vir pesquisa DATAFOLHA por ai.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Dignidade. Uma entrega impossivel.

Trecho de carta enviada ao presidente Lula por Manoel da Conceição Santos (Maranhense, 75 anos, líder camponês, fundador do PT, atribui ao Sarney a perda de uma das pernas em atentado à bala).

 
“Eu sei do malabarismo que o companheiro presidente tem precisado fazer para garantir alguma condição de governabilidade, porém, sei do alto custo que é cobrado por esses apoios conjunturais, e que nosso governo vem pagando a todos esses ônus. Companheiro, tudo precisa ter um limite e tal limite é nossa dignidade”.

Dignidade. É isto que não se entrega nunca. Mas é isto que se exige e recebe sempre de quem não a possui verdadeiramente.

Lições para quem quer aprender.

A retirada do Rodrigo Pinto da disputa para o governo do Acre é, além de pragmática, pedagógica. Pragmática porque, se confirmando a coligação com o PSDB, poderá garantir a reeleição de Flaviano Melo, último bastião do partido. Pedagógica porque demonstra com clareza que candidaturas ao governo não se viabilizam apenas com nomes ou com recurso às glórias e personagens do passado. Sem sustentação em uma plataforma clara e comunicável, sem firmar-se em um projeto de avanço da sociedade qualquer candidatura se esvai rapidamente.

A exposição do Rodrigo Pinto nos últimos meses foi de certo modo "lucrativa" para ele próprio. Saiu da esfera municipal, deixou de ser um nome exclusivo de Rio Branco para ter visibilidade estadual, o que lhe assegura a possibilidade concreta de pleitear uma vaga no legislativo e, sendo eleito, prosseguir com seu projeto político. Nada mau para um quase novato no PMDB. Pode-se mesmo dizer que, ao fnal, saiu ganhando.

No campo da disputa para o governo, a esta altura do campeonato uma eleição plebiscitária só facilita as coisas para o governo. Tião contra Tião. Um, ex-Prefeito de Acrelândia e portador de um discurso anti-ecológico mal calibrado, o outro, Senador em segundo mandato, ex-Presidente do Congresso, um dos politicos de maior expressão nacional, figura respeitada e com trânsito em todo o governo e até em setores da oposição, continuador de um projeto (florestania) que mesmo com falhas sérias existe, enfim, um dos politicos mais importantes da história do Acre. Tião Viana é, obviamente, favorito. Somente um acontecimento extraordinário poderá frustrar a sua eleição.

Para a oposição sobra a eleição quase certa de um senador, o Petecão, e de, no máximo, três deputados federais. É o que tem hoje. Mas sobra mais se os donos da oposição tiverem alguma humildade. Sobra a lição. Mas este é outro papo, fica pra depois.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais bobagens de crentes contra Aldo Rebelo.

Colhi no site Ambiente Acreano, do bom Evandro, o trecho abaixo.

“Aumentar só a área agrícola não torna a agricultura do Brasil mais produtiva, mais competitiva. Competir com a agricultura dos países desenvolvidos é competir em tecnologia. A tendência mundial...é a diminuição da área utilizada pela agricultura com o aumento da produtividade por hectare. Nenhum país que tenha agricultura de ponta está aumentando área agrícola. Qual seria a justificativa para o Brasil ir na contra-mão da tendência tecnológica histórica...?” Carlos Nobre

Este trecho da declaração do Presidente do INPE em relação ao relatório do deputado Aldo Rabelo parece, por se tratar de um cientista renomado, uma assertiva irrefutável. É uma besteira.

Carlos Nobre é mais um dos cientistas que negam a ciência em nome da fé no aquecimentismo de AL Gore.  É um militante da seita. Em sua cantilena carbofóbica sai de vez em quando com este tipo de abordagem. Pouco importa que seja presidente do INPE, interessa é que seus termos são equivocados, para dizer o mínimo.

Em primeiro lugar, o Brasil já é um produtor agrícola de alta produtividade e, por causa disso, seus ganhos de produtividade futuros tendem a ser cada vez menores. Qualquer um sabe que as taxas médias de crescimento de produtividade agrícola são decrescentes. Neste sentido, diminuir a área plantada é inteiramente descabido, pois significaria anular o crescimento de produtividade.

Em segundo, não é verdade que os países "que tem agricultura de ponta" estejam diminuindo a área plantada. Estes, NÃO  possuem novas áreas a integrar ao processo produtivo. Só lhes resta o aumento de produtividade.

Em terceiro, NÃO É VERDADE que o Brasil esteja indo em sentido contrário como sugere o presidente do INPE, o que significaria ampliar a área passível de exploração. O que o relatório propõe é a não diminuição da área disponível. Além disso, Aldo Rebelo quer que ao nível dos Estados a legislação seja adequada à realidade objetiva e não aos interesses ideológicos, políticos e exrternos que contaminam a legislação atual.

Quer também o deputado do P C do B, que os pequenos agricultores não sejam tratados com a mesma fúria com que determinados setores agem contra os grandes latifundiários. A horizontalidade dos limites de reserva legal é uma completa idiotice.

Na forma atual o Código Florestal é ao mesmo tempo um atestado e uma homenagem à incompetência. Por não ser capaz de realizar um zoneamento que leve em conta as condições edafoclimáticas, as condições sócio-econômicas, o aporte de tecnologia, a localização e o tamanho da propriedade, estabelece uma reserva legal burra, igual para todas as propriedades.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Esperteza, seu nome é Lula.

Sabe-se que a principal característica do presidente Lula é a esperteza. Esta última demonstra mais uma vez que o velho sindicalista sempre dá um jeito de levar vantagem. A sanção do aumento de 7,7% aos aposentados e que corresponde a mais uma pá anual de 1,6 bi no rombo da previdência veio acompanhado de uma informaçãozinha - vai passar a tesoura nas emendas parlamentares. 

Resumo: A bondade do Lula vai ser feita com a grana das emendas dos deputados e senadores. Advinhe quais.

Palmas para o Senador Demóstenes Torres

Merece o aplauso e o reconhecimento de todos os brasileiros de bom senso o senador Demóstenes Torres por seu relatório ao projeto racialista enfurnado no Estatuto da Igualdade Racial.

O tal Estatuto dá curso às alucinações de uma penca de ongueiros e politicos oportunistas que pretendem dividir a sociedade brasileira em brancos e negros, plantando a semente do ódio. Nem tudo está perdido.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Putz!!! Isto é que é não ter diplomacia.

Por conta da patacoada da diplomacia brasileira no Irã, no artigo do Wall Street Journal traduzido ai do lado pelo Reinaldo Azevedo a jornalista americana só não chama Lula de cachorro. Ou chama?

Marina no Roda Viva.

Boa a entrevista da Marina Silva no Roda Viva. Não sabia que é contra a reeleição. Curioso. Muito curioso.

Chavismo explicito do PDT

Que determinados setores da politica brasileira possuem uma clara tendência chavista, não há dúvidas. Estão ai o PNDH-3 e as seguidas tentativas de controle da imprensa como prova. Outra demonstração está sendo dada de modo escancarado pelo PDT que resolveu expulsar do partido blogueiros que não acatem a ordem de agachar. A jornalista e blogueira Adriana Vandoni (link ai do lado) é vítima de mais essa. O que diria Leonel Brizola ao Paulinho da Força numa hora dessas?

Onde é que tu tava, onde é que tava tu?

Um dado que me intriga desde aquele imbroglio José Serra-coca-Evo Morales é a postura da candidata do governo, Dilma Roussef. Na ocasião ela dedicou ao tema uma grande preocupação e defendeu o cumpanheiro boliviano das investidas do Serra. Ontem, em seu discurso, novamente se referiu às drogas e ao crack especialmente, que pretende combater com apoio, carinho e autoridade. Coisa de mãe.

Interessante notar que tal promessa não bate com quem herda um governo "imaculado" que tanto fez pelos pobres. Ora, é justamente sobre a massa de jovens pobres que se alastra o consumo de crack. Ela mesma reconhece que a praga se intensificou nos últimos anos. Onde estava a dona Dilma que não viu isso? Ou será que ela só cuidava do governo naquilo que funcionou?

Basta ver que enquanto desfia o elenco de realizações do governo Lula do qual se pretende gerente-geral nunca menciona a questão das drogas. Neste ponto não há o que comemorar.

Mais um mico dos carbofóbicos

Os catastrofistas carbofóbicos haviam dito antes que algumas ilhas do Pacífico estavam prestes a desaparecer, submersas no oceano cujo nivel estaria se elevando drasticamente. Estudos recentes (ver aqui )demonstraram que elas estão AUMENTANDO de tamanho. Imagine o prejuizo e o transtorno se os habitantes dessas ilhas tivessem acreditado e abandonado suas casas.

domingo, 13 de junho de 2010

Dilma ainda não aprendeu a ler no teleprompter.

Acabo de ver o discurso da Dilma Roussef no lançamento de sua candidatura. Definitivamente a comunicação não é seu forte. Passeou superficial e burocraticamente por quase toda a pauta de governo sempre afirmando que está sendo feito e que continuará a fazer, lembrando Lula como um mantra. Ainda não conseguiu (provavelmente não fará) demonstrar uma identidade própria. Sua fala não tem emoção, o que sobra em Marina Silva.

Fez um discurso de PRESIDENTA, embora lido e mal lido. A maior micada ficou para o final quando contou uma historinha obviamente falsa, pois ninguém se aproxima dela em aeroporto nenhum, ainda mais para uma conversinha daquelas. A Dilma esqueceu que aquela frase era o "grand finale" do discurso e simplesmente a leu passivamente. O teleprompter apagou e ela ficou com cara de pastel. Falta de treino dá nisso.

Imagino que a assessoria da Dilma deve estar numa tremenda sinuca de bico. Se larga a candidata ao improviso é uma temeridade, se a adestra no teleprompter (ainda não conseguiu) fica escrava do recurso e perde a emoção. A continuar assim duvido que vá aos debates.

sábado, 12 de junho de 2010

Um discurso de PRESIDENTE.

Eis ai no link do Reinaldo Azevedo um resumo do discurso de um candidato a presidente do Brasil. Começo, meio e fim. Com todas as letras José Serra diz por quê e para quê quer ser presidente do Brasil. Assim deveriam fazer todos os candidatos. Especialmente para os cargos de governador e presidente o eleitor precisa disto.

Espero que no Acre os candidatos tenham a mesma disposição e, principalmente, saibam o que pretendem fazer.

Para ilustrar, destaco do discurso de Serra um trecho que considero basilar.

"Acredito na liberdade de imprensa, que não deve ser intimidada, pressionada pelo governo, ou patrulhada por partidos e movimentos organizados que só representam a si próprios, financiados pelo aparelho estatal. Não aceito patrulha de idéias -- nem azul, nem vermelha. A sociedade é multicolorida, multifacetada, plural. E assim deve ser."


Labirintite - o porre dos porres.

Tive uma crise aguda de labirintite. Estou mais tonto do que bebum de mercado. O médico me disse que o "porre" vai durar dias. Mesmo assim farei o possivel para comparecer e não dizer bobagens.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Ih Marina, vai ter que melhorar muito.

Viram a Marina na TV? Foi o lançamento de sua candidatura à presidência do Brasil. Sinceridade? Eu esperava mais, muito mais. Seu discurso me pareceu comum, desses que faz diariamente nos fóruns ambientais. Algumas obviedades, algumas omissões para não se comprometer, o apelo ecológico de sempre e a historia pessoal para ilustrar.

Às vezes tenho a impressão de que a Marina quer ser o Lula de saias, aquela historia de mulher, negra, pobre, seingueira, analfabeta até certa idade...  hummmm ... não creio que sensibilize os eleitores. Este amor ao desvalido que subiu na vida o povo já entregou ao Lula que, aliás, disso se aproveita muito bem.

Já disse antes que a Marina é craque em jogos de palavra, o que em um debate pode ser arma mortal, mas assim a seco, falando sozinha, deveria se comunicar como PRESIDENTA.

O lançamento mesmo de uma candidatura deve ser um encadeamento de respostas à duas perguntas básicas: porque sou candidato e para que sou candidato. Ela ficou devendo. Quem sabe, na próxima aparição.

A floresta em debate. Um bom momento.

Como era de se esperar a Marina Silva pegou em armas contra o relatório do Aldo Rebelo. Chamou para a briga os adversários José Serra e Dilma Roussef. Não sei se eles vão querer entrar no ringue perante uma platéia coalhada de ongueiros nativos e internacionais e de jornalistas e editores igualmente rendidos ao "politicamente correto".

Em seu editorial a Folha de São Paulo praticamente criminaliza o relator e deixa claro sua opção pelo extremismo ambiental ignorante e carbofóbico. "Houve recentemente reduções no desmatamento da Amazônia, como quer a opinião pública nacional e internacional. Mas, para Rebelo, isso equivale a dobrar-se diante de potências imperialistas. A proposta alinhavada pelo relator prodigaliza moratórias, suspende multas, alarga prazos para recomposição de reserva legal, reduz APPs, libera exploração de várzeas e topos de morro... Um lobista em defesa dos interesses mais atrasados da agropecuária não teria feito melhor do que o parlamentar comunista."

O Estadão foi comedido "A maior parte das propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo, em seu relatório sobre as mudanças no Código Florestal, é obviamente realista e razoável. Vale a pena ampliar a discussão de alguns pontos, como, por exemplo, os poderes normativos concedidos a Estados. Segundo o deputado, as autoridades estaduais poderão legislar sobre meio ambiente dentro de critérios técnicos e sem violar as normas nacionais. Mas é bom verificar se os novos limites da ação estadual estão claramente fixados e se essa competência ampliada será usada sem risco. Mas nenhum esclarecimento e nenhum avanço resultarão da mera agitação de bandeiras e da intransigência de quem se recusa a reconhecer as necessidades da produção."

O GLobo dedicou seu editorial ao mico que o governo brasileiro pagou com a lambança no Irã, mas em outra página repercute a reação da Marina Silva ao relatório. "Qualquer pessoa que queira governar este país sinalizando o princípio da responsabilidade social e ambiental deve se pronunciar em relação a esse relatório, sob pena de se omitir ou de ser conivente. É uma questão suprapartidária."

De todo modo este é realmente um tema importante e deve ser debatido agora como pauta necessária na campanha eleitoral. Desde, é claro, que sobre a mesa esteja a verdade e não as mistificações que se faz à vontade acerca desta questão.

Fraude como receita de bolo.

Neste LINK se pode ler com clareza didática o modo simples como empresas "amigas" enchem as burras para depois patrocinarem campanhas eleitorais. O esquema foi flagrado no caso recente dos aloprados e do dossiê.

É tempo de obter respostas e compromissos - 1

Campanha eleitoral faz a festa dos repórteres. Devido ao número de candidatos as entrevistas se multiplicam. Seria uma boa hora para os candidatos serem cutucados com perguntas que investigassem suas contradiçoes e fragilidades, seu passado. Momentos certos para extrair compromissos, posturas sérias, pontos de vista afinados com o interesse público.  Infelizmente são raríssimos os repórteres, jornais, rádios e televisões com esta coragem. Preferem manter a rotina do puxasaquismo. Todos querem ser o Ricardinho do volei, levanta a bola o cortador faz o ponto e ele corre pro abraço. Uma vergonha.

Daqui pra frente vou dar umas dicas aos raros repórteres que não se agacham ao perguntar. Eis a primeira.

Sr. Candidato fulano de tal:

O projeto que faz a ditribuição dos royalties e participações especiais do Pré-sal foi votado no Senado nesta quarta-feira com approvação da emenda Pedro Simon que assim como a emenda Ibsen, também distribui igualmente entre os estados os recursos do Pré-sal, e obriga a União a compensar o Espírito Santo, o Rio de Janeirop e S. Paulo pela perdas. Além disso impõe a aplicação de 50% dos recursos na Educação. Com isto o projeto volta à Cãmara. O governo é contra. Seu líder já disse que vai vetar. O Senhor é contra ou a favor da emenda Pedro Simon?

UNA CARTA PARA UN PRESO

Em resposta à carta que enviei, recebi do movimento UNA CARTA PARA UM PRESO o texto abaixo.

Estimado Valterlucio:


Muchas gracias por atender nuestra llamada. La campaña de Unión, Progreso y Democracia, UPyD, “Tu carta para un preso”, como bien sabes, surgió con motivo del viaje que la portavoz del partido y diputada nacional, Rosa Díez, y Fernando Maura, responsable de política internacional, realizaron a Cuba a principios de mayo de este año. Es una muestra más del compromiso que ha adquirido UPyD con la causa de los demócratas cubanos.

Creemos que has tomado una gran decisión. La carta que dirijas a Víctor Rolando le hará saber que no está solo y que en alguna parte del mundo hay alguien que conoce la situación en la que se encuentra. Eso, además de resultar esperanzador, lo protege de aquellos que lo encarcelaron por ejercer sus derechos de ciudadanía, en un país en el que la libertad está condenada a cadena perpetua cuando no a muerte.

Como documento adjunto te enviamos una breve información de VÍCTOR ROLANDO ARROYO CARMONA. Escríbele, y, cuando tengas redactada tu carta, envíanosla a:

Unión, Progreso y Democracia (UPyD)
Campaña “Tu carta para un preso”
C/ Cedaceros, 11, 2ºH
Madrid (C.P.28014)

Nosotros se la haremos llegar.

Gracias una vez más por contribuir a esta cadena de solidaridad. No te olvides de informar a tus familiares, compañeros de trabajo, amigos, etc., de la existencia de esta campaña, cuantos más seamos mejor. Quedará mucho más claro que estamos con ellos y que no les vamos a dejar solos nunca.

Un cordial saludo,
Antonio

Unión, Progreso y Democracia
UPyD)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sai o relatorio de Aldo Rebelo para o Código Florestal - imperdível.

Não deixem de ler o Parecer do relator deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei nº 1876/99 e apensados (Código Florestal). Link aqui

Destaco alguns trechos da apresentação com a impressão de que já falamos disso neste bloguinho.

"Ao contrário do Plano Marshall original, voltado para combater a influência comunista na Europa a partir de uma perspectiva desenvolvimentista, que recuperasse a infraestrutura europeia destruída e que oferecesse condições para a retomada da atividade econômica em escala e intensidade, o plano de Gore é a condenação dos países pobres ao subdesenvolvimento, limitado nas medidas compensatórias e poupadoras do consumo de energia e recursos naturais que seriam destinados, naturalmente, a quem já alcançou o topo do desenvolvimento e do bem estar e chuta a escada dos que estão abaixo."

"O ambientalismo funcionou como rota de fuga do conflito ideológico entre o capitalismo e o socialismo. Os desiludidos de ambas as ideologias vislumbraram no ambientalismo um espaço a partir do qual poderiam reorganizar suas crenças e seus projetos de vida e se juntar a tantos outros que por razões diferentes fizeram da bandeira verde um novo modo ou meio de vida. Ao ecologismo ideológico, juntou-se o profissional e empreendedorista. Consultorias concedidas por ONGs que contratam e são contratadas, recebem financiamento interno e externo, público e privado, funcionam dirigidas por executivos profissionais que já representam atividade nada desprezível no setor de serviços."

"Malthus foi derrotado, mas sua ideologia sobre a divisão da riqueza permaneceu de pé, e a ideia de que 'não há lugar para os pobres no banquete da natureza' é a matriz, o núcleo duro, que orienta todos os movimentos que de algum modo procuram restringir o crescimento econômico e populacional em nome dos limites do planeta. Assim como para Malthus, nos primórdios do capitalismo a questão era garantir a abundância dos ricos, que poderia ser posta em risco pelo crescimento populacional, todos os movimentos posteriores, que tentam de algum modo impor limites ao crescimento mundial, particularmente dos países pobres, partilham do mesmo princípio."

Evo Morales, o Rei da coca.


Do Diario Crítico de Bolivia, com link aqui

El Presidente, Evo Morales, fue reelegido este lunes como máximo dirigente de los principales sindicatos de productores de coca del país, con lo que el Mandatario ya lleva 14 años al frente de esa organización que lo catapultó a la política.

 
Enquanto na Bolivia o Evo Morales ratifica a liderança que exerce há 25 anos entre os produtores de coca, por aqui ainda encontramos quem defenda o companheiro e negue que a Bolivia está entupindo as narinas e os pulmões de nossos jovens com o pozinho e a fumaça do demônio.
 
O pais vizinho bateu este ano o recorde de produção. Sob Evo, a área cultivada com coca passou a 36.000 hectares. "Nunca antes naquele pais" se produziu tanta coca e "nunca antes neste pais" se consumiu tanta cocaina. Excesso de oferta por lá, preço baixo por cá e as cracolândias em franca expansão. Também como nunca antes.

domingo, 6 de junho de 2010

Uma surfista destrambelhada na onda ambientalista.

O jornalismo assim como outras profissões gera seus ícones. São aqueles que alcançam tal prestígio que pairam acima de qualquer julgamento. A partir deste ponto se dão o direito de dizer qualquer bobagem sem culpa. O próprio nome basta para conferir legitimidade ao que escreve, mesmo que seja uma asnice. É o caso da Jornalista Miriam Leitão que nos últimos anos, espertamente, vem transitando entre análises econômicas e ambientais, talvez vislumbrando que neste deserto de pensamento crítico possa alcançar mais prestigio.

Esta introdução é apenas para situar a jornalista em sua falsa e apressada análise sobre o Código Florestal cuja mudança está a depender do Congresso e do relatório do Deputado Aldo Rebelo a ser divulgado na próxima semana.

Trato especificamente do artigo que a jornalista publica no jornal O Globo sob o título “Código do Erro.” Como nos ensina o Reinaldo Azevedo, um vermelho e azul com a dita cuja. Vermelho ela, eu azul.

Por que o Código Florestal tem que ser mudado? Dizem que é para ter mais área para a agricultura. Especialistas da USP lançarão um estudo mostrando que o Brasil tem 61 mil hectares de área já desmatada de alta e média produtividade agrícola e que não está sendo usada. Proteger topo de morro, encostas íngremes e mata ciliar é impossível ou a coisa sensata a fazer?

Mentira e ignorância já no primeiro parágrafo. A mentira é que a mudança no código é para “ter mais área para a agricultura”. Ora, a mudança é para não ter menos área para a agricultura, já que na forma como está obriga à recomposição áreas secularmente utilizadas com agricultura, especialmente no sul e sudeste, ou, na Amazônia, convertidas nos termos da lei vigente. A ignorância está no número que forneceu - 61 mil hectares não utilizados. Ignorante que é, provavelmente se assustou com a grandeza dos números e tascou um mil hectares, quando se trata de MILHÕES de hectares. A boba errou por mil vezes o número que lhe deram. Ademais, a questão do topo de morro não é de possibilidade ou de sensatez, mas de viabilidade e de técnica. Nem todo topo de morro tem a mesma inclinação, nem a mesma cultura, nem o mesmo solo, nem a mesma técnica, nem a mesma ancestralidade de ocupação.

O deputado, pelo que disse ao GLOBO no domingo, está convencido de que a lei não pode ser cumprida e que os produtores devem ter uma moratória de cinco anos para se adaptar a ela. A lei tem 50 anos. Meio século pelo visto não foi tempo suficiente para os produtores respeitarem a lei.

Outra mentira. A Lei tem 50 anos, mas desde então já foi modificada várias vezes e é destas modificações que trata o Deputado Aldo Rebelo.

Se o deputado Aldo Rebelo não apresentar alguém que foi preso pelo “crime” de tirar uma minhoca da beira de um rio, então seu argumento contra o atual Código Florestal será apenas mais uma das suas caricaturas. Como é caricatural a ideia de que quem luta pela preservação do meio ambiente é contra o desenvolvimento do país ou está à serviço de potências estrangeiras.

Alguém precisa ensinar algo de ironia à jornalista. Quando o deputado se refere à minhoca no rio apenas sinaliza, ironicamente, sobre os excessos praticados por agentes públicos com base em uma legislação equivocada. Exemplos existem aos montes. De onde ela tirou esse trade-off entre luta pela preservação e desenvolvimento? Este tipo de acusação é pura mistificação para isolar quem não come na mão das ong’s estrangeiras.

Ele quer provar que a lei é radical, protege exageradamente o meio ambiente. Precisará convencer que em 1965 a consciência ambiental era uma obsessão radical do governo militar.

Outra falsidade. Em 1965 o Código era totalmente diferente do que é hoje. Aliás, foi com base nele que LEGALMENTE as áreas da Amazônia foram desflorestadas. A jornalista ou mistura as coisas para que possa concluir falsamente ou realmente não conhece nadinha do Código.

Paulo Barreto, pesquisador sênior do Imazon, explica que além disso é inconstitucional ter uma lei estadual mais flexível que uma lei federal:

— A lei estadual só pode ser diferente se for para ser mais rigorosa. Além disso, baseado em que vai se flexibilizar? Dizem que vão ouvir a ciência. Vão ouvir a ciência conveniente. O que é necessário é ouvir amplamente os cientistas de diversas correntes e áreas sobre os riscos dessas mudanças.

Recorre ao argumento de advinhe quem, para questionar a mudança na Lei. De um pesquisador (sênior é só para dar status) de uma ONG. Não sei se o tal pesquisador é constitucionalista, mas deve ser, senão jamais acusaria a Assembléia Estadual de Santa Catarina de aprovar algo do gênero, não é mesmo? Voltemos. Apropriando a asneira do outro a Miriam Leitão acusa o deputado de ouvir a ciência “conveniente”. Não sei qual é exatamente a outra, mas deve ser aquela que não surge na EMBRAPA, mas nos seminários que ela não frequenta (é importante demais para isso) mas dos quais recebe informes.

O erro principal da mudança do Código Florestal é se basear na tese de que é preciso anistiar o que foi feito errado. Isso dá um sinal de que é bom desrespeitar a lei e que bobo é quem a respeita. Quem fez tudo direito será prejudicado quando seu vizinho que desrespeitou a lei for anistiado.

Mentira. O que foi feito não foi feito errado em seu espaço e tempo. À época era legalmente permitido, estimulado, financiado e assistido pelo estado. Querem agora tratar estas pessoas à luz da nova Lei invertendo os termos do princípio da anterioridade.

Como se vê, até se tornar jornalista ambiental com algum mérito, Mirian Leitão precisa fazer mais do que recolher migalhas que sobram nos seminários e artigos de ongueiros, por mais senior’s que eles sejam.

Que apareçam mais Edvaldo's e menos Cabide's

Lançada a pré-candidatura do Edvaldo Souza à Câmara Legislativa, creio que além de seu trabalho como jornalista (não considero a principal razão) há motivos de sobra para que, se eleito, venha a ser um bom representante da população.

Edvaldo conhece bem os problemas acreanos tanto do ponto de vista da concepção de dsenvolvimento quanto do ponto de vista do cidadão que sofre nas periferias as agruras de um modelo que não o alcança. A pobreza, o desemprego, a desagregação familiar, o uso e tráfico de drogas, a violência... nada disso lhe é estranho.

Boa sorte Edvaldo!

sábado, 5 de junho de 2010

Tem remédio pro aloprado?

Aloprado é, no dicionário, adoidado, insano, irracional. Era. Nos últimos anos, por criação linguística do presidente Lula, aloprado é também o "cumpanheiro com mania de fazer dossiê".

Vítima da doença o aloprado sente-se compelido a investigar a vida alheia e organizar as informações para que sejam usadas como arma moral contra os adversários. Tanto serve à defesa quanto ao ataque. Normalmente, para que se desenvolva, a doença exige da vitima uma predisposição ao comportamento vil e dissimulado, mas também pode ser inoculada através de doses maciças de estímulo financeiro ou profissional.

Esta perigosa doença é combatida com doses regulares de moralidade e exemplos virtuosos. O problema é que o remédio está cada vez mais raro.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tu carta para un preso



O preso político cubano Guillermo Farinas completou nesta quinta-feria CEM dias de greve de fome. É mantido com soros e vitaminas injetadas na veia. Não levou balas "paulistinha" para o cárcere.

Há uma campanha internacional de envio de cartas aos presos politicos cubanos. É uma forma de informar-lhes que não foram abandonados pelos democratas. Somente ditadores e afins apóiam os irmãos Castro. Já mandei a minha.

Quem quiser saber detalhes do envio basta acessar aqui 

Uma mão lava a outra com o nosso dinheiro

O artigo abaixo eu assinaria sem tirar nem pôr.

É de Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez.. E.mail: svaia@uol.com.br



Uma mão lava a outra

As centrais sindicais estão gastando dinheiro confiscado dos trabalhadores brasileiros e dinheiro subsidiado do governo- do qual não precisam prestar contas- para entrar ilegalmente na campanha eleitoral .Apoiam um candidato e caluniam outro.

Esse é mais um dos escândalos que passam pelo olhar distraído dos brasileiros, como passam aquelas notícias de eventos exóticos em qualquer ilhota do sul do Pacífico; Paulinho da Força Sindical, suspeito de desviar dinheiro do BNDES e de outras malfeitorias genéricas (que não enumero aqui por puro tédio) disse que os trabalhadores não podem deixar “aquele sujeito” ganhar as eleições, e atribui a ele intenções de revogar leis sociais, como a licença maternidade e outras coisas.Não importa que seja mentira e que o candidato nunca tenha falado sobre esse assunto.Importa deixar a marca da suspeita e transferir ao acusado o ônus de provar que nunca pensou nisso.

A opinião pública presta a esse tipo de delinqüência intelectual a mesma atenção que presta ao menino de dois anos que fuma dois maços de cigarro por dia em algum canto do planeta.Dá uma espiada com o canto dos olhos, esboça meio sorriso , sacode a cabeça e comenta: “cada coisa...” E a vida segue.

A razão é simples: estamos saturados de ignomínias de todo tipo.Uma a mais,uma a menos, não vai fazer a menor diferença.É a banalização não do mal – o que requereria um apelo à erudição de Anna Arendt remeteria a crimes mais letais - mas da simples sem vergonhice.A sem vergonhice barata dos pequenos espertalhões da política brasileira, rasos como suas ambições, murchos como as suas metas, rasteiros como seus ideais.Simples Paulinhos, insignificantes como tal , mas letais pelo que representam como exemplo de deterioração dos costumes políticos e de pouco caso com as instituições democráticas do País.

As centrais sindicais- que antes concorriam pelas preferências dos trabalhadores e dos proventos que eles representam- agora se uniram numa frente única paraestatal para sugar os recursos públicos e saquear os bolsos dos trabalhadores, que são obrigados a pagar um dia de trabalho para rechear seus cofres, e criaram um tipo de consórcio à moda neoperonista,não para cumprir a sua função institucional, que é defender os interesses de quem deveriam representar, mas para fazer política partidária. Pouco lhes importa que seu comportamento seja inconstitucional ou que gastem 800 mil reais para tentar encher um estádio de votos.Dinheiro não é problema para quem não precisa fazer esforço para obtê-lo.

Paulinho, que feudalizou um pedaço de partido remanescente dos escombros brizolistas, reinaugurou o tipo de peleguismo que se julgava extinto desde a segunda metade do século passado: barganha seu apoio não em troca de qualquer espécie de crença política,mas por pacotes específicos de vantagens pessoais.Ameaça retaliar o partido governista com o qual se aliou se o lugar de vice não for concedido a uma entidade indicada por ele.Puro blefe, todo mundo sabe.Vulgar jogo de cena.

O jogo das centrais sindicais com o governo e seu compromisso político eleitoral com ele não é segredo para ninguém e não há inocentes nessa barganha.Muito menos o presidente da República, que com sua proverbial franqueza confessou: em 8 anos de governo,o movimento sindical só não conquistou o que não pediu.

Nesse tipo de negócio, é muito normal que uma mão lave a outra.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

É, irmão, voce está ferrado.



Tenho um irmão no nordeste que este ano completará 60 anos. Entrará na "terceira idade" e, sendo professor, está na bica para se aposentar. Ele me ligou pra saber se o que a Dilma disse é aquilo mesmo que ele ouviu ou é aquilo que ela não disse mas disse que disse quando disse que havia dito a seu próprio respeito. Entenderam? Pois é isso mesmo. Para se aposentar o velho professor vai ter que aguardar mais uns cinco trupicão na escada e uns cinco quilos de sebo de carneiro no joelho. É que a terceira idade vai ser empurrada mais pra lá um tantinho.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Onde começa a vitória?

Que a politica é uma arte ninguém duvida. Tanto que exige um certo dom, uma vocação, uma capacidade muito especial. Raros, muito raros são aqueles que progridem na carreira sacados de carreiras técnicas, de aprendizado formal. Cientistas politicos, por exemplo, quase nunca se aventuram a pedir votos, a dirigir campanhas, a presidir legendas.

Me pergunto sempre que caráter é este tão distintivo dos politicos. O que me vem à mente mais rapidamente tem a ver com esperteza, com oportunismo, com cara-de-pau para afirmar mentiras e negar o obvio. Mas também me vem a idéia de que os politicos, não sei por que, possuem uma intuição maior sobre o que as pessoas sentem e sobre o que lhes encanta. Outras vezes sou levado a pensar que politicos são também o que deviam ser, isto é, operadores de demandas sociais, conhecedores dos problemas, mediadores de conflitos, realizadores de mandatos populares na essência do termo. Alguém pode dizer que politicos são tudo isso em doses individuais maiores ou menores. Pode ser.

E as campanhas eleitorais, o que são? Um campeonato de esperteza e oportunismo, um espetáculo de encantamento ou uma corrida de competências? Talvez também um pouco de tudo. Sendo assim, ganha aquele que for ao mesmo tempo o mais esperto, o mais encantador e o mais preparado.

Não é fácil encontrar a fórmula do sucesso, se fosse não estaria eu aqui fazendo este tipo de formulação. Tenho, contudo, uma convicção. A vitória começa pela escolha do adversário. Se um dos lados consegue estrategicamente escolher o oponente e este se apresenta carente de qualquer dos requisitos, a vitória é quase certa. Como é que sei? Estou vendo isto há anos.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Não, Marina, assim não dá.

A Marina está seguindo uma estratégia perigosa para quem deseja governar o país. Marina é contra o aborto e, como evangélica, deveria ser militante contra o assassinato de fetos, só que ao invés disso propõe a realização de um plebiscito. Hoje deu declarações de que é contra a descriminação da maconha, mas quer um plebiscito. Não sei se quer um plebiscito também para a pena de morte, mas, por coerência, poderia.

Penso que esse negócio de ficar delegando à votação decisões deste porte é algo arriscado. Imagine que na hipótese de um plebiscito vença a legalização do aborto. O resultado imediato é o governo federal aparelhar os hospitais públicos e treinar médicos-açougueiros para realizarem a matança de modo a diminuir os riscos para a mãe abortadora. Pergunta-se: A Marina Silva, evangélica e ambientalista fará isso sossegadamente como quem investe no combate à hepatite? A sua consciência se liberta pela "vontade do povo"?

Na outra hipótese, digamos que o consumo da maconha seja legalizado trazendo consigo todo o encadeamento de outras drogas, de tráfico, de desagregação familiar, de destruição de vidas, de violência... A presidenta Marina Silva assistiria à expansão da tragédia tranquilamente da janela do palácio como quem olha o irrevogável pôr do sol?

A Marina Silva, cuja coragem e ousadia estão muito além da capacidade do político comum, parece estar se rendendo à mediocridade do politicamente correto na esperança de com isto ganhar votos da turma dos descolados. Não sei se ganha. Avalio contudo que o que a população percebe de mais legitimo em sua candidatura é o seu conteúdo ético, e não cabe a quem defende a vida do urso polar pretensamente vítima do aquecimento global se omitir perante a perspectiva do assassinato de fetos promovido pelo Estado no hospital ao lado.

Creia Marina Silva, tenho encontrado mais votos seus entre senhores e senhoras cansadas da corrupção, do oportunismo, dos escândalos, do menoscabo pelo interesse público e da imoralidade que cerca o poder do que entre os frequentadores de bailes funk ou de seminários de todos os dias.

Há ainda a hipótese de que esteja tão certa da derrota das propostas que não se incomoda que elas sejam submetidas a plebiscito. Pode ser, mas não muda nada.

Tiro na mosca

Sabe aquele sujeito que não perde uma oportunidade sequer para realizar a luta politica, mesmo quando é preciso ir contra os fatos se arriscando a ser desmentido por estes? Foi o que aconteceu com jornalistas e blogueiros que se danaram a defender o indio cocalero que manda na Bolivia, Evo Morales, pensando que assim criariam uma saia justa para José Serra. Houve até quem o comparasse a Mazzaropi, aquele capiau do cinema que andava com uma espingarda torta.

Pois bem. Não apenas a policia federal brasileira endossa o candidato tucano com seus dados como o próprio Evo Morales, ao falar do assunto, declara assustado que não sabia do poder econômico do narcotráfico em seu pais. É a Polyana da oca. De sobra pediu a ajuda dos militares para combater o tráfico e, para varirar, acusou os EUA por não fecharem totalmente as portas de entrada da droga.

Engraçado é que ao acusar os EUA, Evo joga uma bomba no colo do Lula, pois por aqui as portas estão escancaradas. Se a culpa não é de quem produz, mas de quem consome, porque estaria o Brasil inocente na história?

No final das contas o desfecho é o seguinte: José Serra acusa Evo Morales de não combater eficientemente a produção e Evo acusa Lula de não fechar as portas de entrada da droga. Cadê o Mazzaropi?