segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Olha a tesoura ai, gente!

Conforme previsto, a tesoura da dona Dilma cortou fundo nas emendas parlamentares, aquela parte do nosso dinheirinho que vai anualmente alimentar a promoção individual de parlamentares e prefeitos e que, tantas vezes, serve para fomentar a esculhambação de prefeituras como aquelas que mostrou ontem a TV Globo no "Fantástico".

Bem feito. Sempre que o governo tiver que cortar algo deve se lembrar dessas verbas marotas compadriadas entre parlamentares e prefeitos, normalmente aplicadas, quando não somem no ralo, em obrinhas de pouca ou nenhuma utilidade, desobedientes a qualquer planejamento estruturante.

Outro lado bom do corte é que aqueles "vereadores federais" que fazem do mandato uma corrida pra ver quem "libera mais dinheiro", quase sempre à custa do voto agachado, terão que achar mais o que fazer. Terão que ser verdadeiramente Deputados, terão que se dedicar a temas nacionais relevantes, terão que exercitar sua função parlamentar e legislativa que costumam relegar a segundo plano para correrem nos ministérios de pires e voto na mão. Garanto que há muito trabalho esperando-os.

O brasileiro Luiz Carlos Molion não está sozinho.

CIDADE DO MÉXICO, México, 18 de fevereiro de 2011 (Notícias Pró-Família) —

Um famoso geofísico mexicano diz que apesar das predições de aquecimento global baseadas em modelos produzido em computador, o mundo pode estar à beira de um período frio de oitenta anos semelhante à “pequena era glacial” que a Europa experimentou do ano 1300 a 1800 A.D..


Víctor Manuel Velasco, do Instituto de Geofísica da Universidade do México, diz que as recentes condições de inverno são semelhantes às da “pequena era glacial”, e em particular o “Mínimo de Maunder”, um período durante o qual a atividade de manchas solares caiu de forma significativa. Ele também nota que a Terra está em situação similar hoje em relação ao resto do sistema solar, um fato que ele considera como importante para o clima.

“Estamos falando sobre o período entre 1645 e 1715, que é conhecido como o Mínimo de Maunder, um período em que as manchas solares praticamente desapareceram da superfície do sol, e em que nosso planeta ocupou uma posição semelhante à que ocupa hoje, com respeito ao centro de gravidade de nosso sistema [solar]”. Velasco disse numa entrevista publicada pela universidade.

Velasco descartou modelos produzidos por computador que são usados para predizer o aquecimento global como consequência de emissões de dióxido de carbono feitas pelo homem, notando que “hoje estamos experimentando uma revolução científica em que por um lado há supercomputadores e por outro, a inteligência humana. Só os seres humanos criam conhecimento e ciência, e aqueles que colocam as esperanças em computadores estão fazendo um diagnóstico incorreto”.

“Será a natureza que demonstrará qual teoria é a correta. Contudo, a Terra está ficando mais fria”, acrescentou ele.

Embora a atividade de manchas solares tenha sido mais elevada em recentes décadas, o que está em correlação com temperaturas globais mais elevadas, recentemente tem mostrado sinais de queda. O ano de 2009 marcou um ponto particularmente baixo no ciclo de manchas solares, representando o “mínimo solar mais profundo em aproximadamente um século”, de acordo com a NASA.

Velasco diz que vem estudando a relação entre atividade solar e clima desde 2002, e “nossas observações nos levaram a predizer, em 2008, que o clima começaria a ficar mais frio por volta de 2010, e a natureza está começando a demonstrar se a predição estava certa ou não”.

O geofísico crê que uma “mini-era glacial” começou em 2010 que durará entre 60 e 80 anos, e diz que “não existe um consenso científico com relação à influência e responsabilidade do homem no aquecimento global”, de acordo com um comunicado à imprensa da Universidade do México descrevendo as opiniões dele.

Velasco é um dos muitos cientistas que questionam as conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (PIMC) da ONU, um órgão político que tem sido a principal força por trás da promoção da hipótese de aquecimento global catastrófico. A teoria é adorada por organizações que buscam justificar medidas de controle populacional, tais como aborto, contracepção e esterilização.

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Nem tudo é como gostariam que fosse.


"Eu realmente não acredito no aborto, é como matar um bebê"

Sem nenhum julgamento sobre a sua música, estilo ou personalidade, o fato é que quando um ícone juvenil como este garoto diz algo a respeito de uma questão tão séria como o aborto, devemos prestar atenção. Suas declarações, assim como o seu corte de cabelo, podem influenciar muitos garotos e garotas e injetar um pouco de luz nestes dias tomados pela escuridão do gayzismo e depravação do Big Brother.

A declaração do cantor foi publicada na revista Rolling Stones.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Enquanto os jovens morrem...

Somos campeões mundiais de mortalidade juvenil. Nos últimos anos a situação tem piorado no ritmo do aumento do tráfico e consumo de drogas, basta ver que o crack já dissolve famílias nas pequenas cidades do interior do norte  e nordeste. Estamos perdendo a nossa juventude. Que país teremos no futuro?

Enquanto a situação se deteriora, os governos demonstram total incapacidade de lidar com a questão da violência. Segundo as recentes estatísticas o nordeste tomou a dianteira da criminalidade, o que é percebido facilmente por quem, como eu, visita regularmente a região. Assaltos à luz do dia, roubos em residencias, enfrentamentos com a policia, tudo que era noticia nos jornais nacionais virou noticia rotineira nas pequenas cidades. Onde vamos parar?

Prioridade zero em campanhas eleitorais, a segurança é abandonada logo depois dos resultados das urnas. Cadê os aviõezinhos não tripulados que monitorariam a fronteira? Onde está o combate incessante ao tráfico de drogas? Até onde a minha vista alcança vejo é o risco de corte de recursos, a suspensão de programas e, consequentemente, o aumento da violência e mais jovens sucumbindo nesta guerra insana.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tá chegando a hora...

O mundo árabe está de cabeça pra baixo. O movimento iniciado na Tunísia passou pelo Egito, sacode a Líbia e avança por outras ditaduras ameaçando até a Arábia Saudita. Nem sei se em lugar das ditaduras derrubadas surgirão regimes que mereçam o respeito dos democratas, mas é certo que os ditadores devem pôr a barba de môlho. Em alguns casos, literalmente. Chegará a vez dos Castro?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Deputados e Senadores é o que sois!

A votação do salário mínimo rendeu mais que 15 reais ao povo brasileiro. Pode render uma demanda judicial importante. Pelo menos é o que prometem os partidos de oposição que não se conformam que as duas casas legislativas tenham renunciado ao seu principal papel - legislar, e cedido ao executivo a prerrogativa constitucional de fixar o salário mínimo.

Constitucionalistas importantes já se pronunciaram a respeito, considerando o equívoco do parlamento. Não se trata do valor do salário mínimo em si, mas da decisão de atribuir ao Executivo poderes que vão além daqueles que lhe são próprios, e não são poucos, o que pode significar uma porta escancarada para que toda sorte de arbítrios possa ser praticada por decreto com amparo legislativo, o que soa inaceitável.

A novidade só foi possível devido ao mercado de nomeações e liberações em que se transformou a política brasileira. Maiorias conquistadas acima de programas e de ideologias parecem avassaladoras. Parlamentares eleitos defendendo A repentinamente votam de modo B, na maior cara de pau, sem que se julguem obrigados a dar respostas honestas. Dirão que seguiram orientação do partido, bla, bla, bla. Nada disso. Apenas se renderam, não lutaram, negociaram e pronto, colocaram em risco a própria natureza do cargo que ocupam. Quem precisa de senado se pode governar por decreto?

Pra ser sincero, até aceito o valor do mínimo. Pode-se honestamente dizer que foi de conformidade com as condições vigentes. Duro é  ao invés de ver deputados e senadores nos representando, ver máquinas partidárias sedentas de poder movimentando suas maquininhas de votar, todas insensíveis, mudas ou papagueando teses emanadas de fora, desumanizadas, destituídas de autonomia. Lembrei-me de Chaplin em "O Grande Ditador".

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quando o mínimo estourar o máximo...

Depois da semana da votação do salário mínimo, o mínimo que se pode dizer é que apesar de mínimo, o mínimo é o máximo que o governo é capaz de pagar sem estourar os orçamentos já mínimos dos municípios, estados e previdência social.

De antemão já se vislumbra o drama que vai ser a votação do mínimo de 2012, quantificado desde já em 620 reais. Os orçamentos terão que contar, no mínimo, com uma elevação de impostos que na conta do brasileiro já alcançaram o máximo suportável. Em ano de eleições para as prefeituras o mínimo que os políticos e partidos farão será apertar o governo o máximo para que o mínimo seja estabelecido com o mínimo de desgaste eleitoral.

Tudo isso por causa do acordo entre Lula e as centrais sindicais no ano passado em torno do reajuste mínimo do mínimo. As regras de consenso foram de que o mínimo terá reajuste equivalente à soma do INPC do ano anterior mais a variação do PIB dos dois anos anteriores a este. Em tese, o mínimo cresce de acordo com o crescimento da economia, tanto faz se é positivo ou negativo. O problema é que o fato determinante (histórico de 3 anos) terá que ser correspondido por uma receita atual e aí as coisas podem não bater.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A pobreza que se mantém como se eterna fosse.

A principal noticia da semana não foi o resultado da votação do salário mínimo, que sabemos todos seria aprovado pelo governo ainda que fosse à menor. Em começo de governo, com a caneta na mão, o governante aprova até confisco - Collor que o diga. A noticia mesmo foi a revelação pelo IPEA, órgão do governo, de que no governo Lula a faixa de menor renda teve as mais elevadas taxas de desemprego, ou seja, aquele papo de governar para os mais pobres era só papo mesmo.

No fundo, quem observa sem paixão as coisas do governo não se surpreendeu. Um indicador interessante é o bolsa família. Ora, de que modo o programa poderia se expandir tanto se os mais pobres estivessem conseguindo sair daquele poço de miséria? Não bate. O programa em si é o retrato da pobreza. Quanto mais gente alcança mais pobres existem. Simples assim.

É claro que as causas do alto desemprego tem a ver com a economia cada vez mais exigente em formação. Para os níveis mais inferiores de educação, cada vez menos possibilidades de emprego. OK. A questão é que se vende nas esquinas da mídia outra história. É "menas verdade" que a classe D tenha virado classe C e a classe E tenha virado classe D de uma hora pra outra. Tem uma turma que uma vez batendo ponto no bolsa família jamais pedirá as contas.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Agricultura no Acre. Uma nova calibragem?

Tenho acompanhado com muita atenção as noticias e as entrevistas do secretário de agricultura e pecuária do Acre, Mauro Ribeiro. Parece que de fato o governador Tião Viana tomou a decisão de impulsionar o setor, muito provavelmente convencido de que está na hora de fazer a roda da economia acreana andar com velocidade além daquela permitida pelos produtos da floresta.

Não será tarefa fácil, pois além de vencer resistências internas e disputar recursos escassos com outros setores, terá que dar respostas em tempo recorde. É preciso demonstrar claramente que a sustentabilidade do desenvolvimento pode não significar engessamento das forças produtivas. As constantes acusações de imobilização somente darão vez ao reconhecimento quando for visivel e quantificável a produção agropecuária do estado.

Apesar de tudo, como sempre tive o cuidado de assinalar, penso que é possivel realizar a tarefa e equilibrar o modelo de desenvolvimento, o que não significa recuperar formas atrasadas e destrutivas de ocupação, mas reconhecer que há espaço econômico para que a produção de alimento, em vários ítens, se expanda e gere efetiva renda e emprego para a população. Também não significa abandonar o perfil ecológico do modelo, mas apenas amenizar seu tom excessivamente forte e agressivo.

Coerência, saber, ciência, experiência, inovação, ousadia, diálogo e firmeza certamente solidificarão a sutil mas fundamental mudança em curso.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Salve a ciência!

Os alarmistas climáticos estão azedos. A última é de uma biólogo português e sua equipe que depois de muito estudo afirma que a terra, devido às emissões de CO², claro, está passando pela sexta extinção em massa de espécies biológicas. O artigo científico correspondente foi publicado na revista Nature.Valha-me Deus!

Em matéria publicada no site Público o biólogo Miguel Araújo afirma que as alterações climáticas poderão alterar as contas actuais sobre a extinção das espécies.

“No caso de haver impactes de grande magnitude que afectem um grande número de espécies, o padrão de extinções modelado por nós assemelha-se ao que se esperaria numa extinção em massa, já que estas não afectaram ramos particulares da árvore da vida, mas a sua quase totalidade”.

Enquanto isso, nos EUA, os cientistas céticos se esforçam. Um grupo significativo manda uma carta para o parlamento endossando o relatório do CO² Science em cujo Sumário Executivo se pode ler:

“Nas páginas que se seguem, apresentamos através de uma revisão da literatura científica pertinente. evidências muitas vezes negligenciadas. No caso dos benefícios para a biosfera do enriquecimento do CO2 atmosférico, nós achamos que com mais CO2 no ar, as plantas crescem mais e melhor...” (tradução minha)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Alô senhoras e senhores, apareçam...

Em época de eleição os candidatos se danam a preencher espaços de comunicação com o eleitorado. É hora de conseguir votos, de conquistar apoios, de fazer promessas... Neste sentido, gente que não se atreve a escrever sozinho um recado pro porteiro aparece bonito e fluente em blogs e twitters. Uma coisa linda. Mas e depois? SOMEM.

Seria razoável que os candidatos, os derrotados e os vitoriosos, principalmente os últimos, mantivessem suas páginas no ar, mesmo que para tal contasse com a ajudinha de um assessor mais, digamos, letrado. Ninguém, afinal, é obrigado a saber tudo. Importante é que suas opiniões sejam conhecidas,  que seus votos sejam divulgados, que suas pegadas políticas possam ser seguidas pelos eleitores.

Dou um exemplo: O sujeito vive reclamando que não tem espaço na mídia, que as TV's só se ocupam de gente do governo, que os jornais são injustos e perseguidores etc. Aí, de repente, lá se vem uma denúncia contra ele ou contra sua imagem pública. Alguém o acusa de se beneficiar de operações ilícitas ou de sinecuras praticadas à sombra. Pois então. Se o sujeito mantivesse uma página na internet nem precisaria se valer de aliados para defendê-lo nem contar com a boa vontade ou o esquecimento da população. Ele mesmo, diretamente, daria as explicações que por acaso tivesse.

Outro exemplo: O sujeito faz uma crítica veemente ao modelo de governo em andamento mas, por causa de interdições na imprensa, não consegue dizer o que pensa. Ora. É só criar uma página na internet e elaborar com rigor a crítica que achar pertinente. Ao mesmo tempo poderia propor alternativas ao que acha equivocado. Com isto daria condições a que o eleitorado acompanhasse o seu pensamento.

Mais um. Haverá uma votação importante no parlamento. A população certamente gostaria de saber como se posicionará cada um dos seus representantes. O parlamentar em sua página poderia informar e justificar cada voto que desse, atraindo desse modo a simpatia do eleitorado e, ao mesmo tempo, prestando contas do seu mandato.

Tudo tão obvio, não? Infelizmente os políticos não parecem muito dispostos a se fazerem acompanhar pelo eleitorado. Uma pena.

O assessor e sua excelência o assessorado.

Em post recente o jornalista Archibaldo Antunes, com certa razão, esmaga a assessoria do Tião Bocalom por ela não saber sequer o significado da sigla do seu partido, o PSDB. Para não perder a viagem, Archibaldo conjectura que tal nível de assessoria tem a ver com o nível do assessorado. Não tenho elementos para endossar a referência mas percebo no texto uma questão importante que é o papel do assessor na construção do personagem político.

Todos nós certamente já ouvimos em algum momento a frase "ele é fraco, mas se tiver uma boa assessoria..." ou, em situação inversa, "ele é muito bom, nem precisa de assessoria". Nem oito nem oitenta. Não há assessor capaz de transformar um ignorante em sábio, nem tampouco gênio que dispense uma boa assessoria. De modo geral os políticos se cercam basicamente de quatro tipos de assessores. Sucintamente, os descreveria assim:

O primeiro, de caráter privado, é responsável por economizar o tempo necessário em questões comezinhas e imediatas, trata de contas, de transporte, de agenda e muitas vezes de asuntos que envolvem a própria família do político. É uma espécie de secretário particular.

O segundo, de caráter político, conhece os membros do partido, os políticos, os adversários, os contatos no interior, os representantes de classe, acompanha os temas em debate no estado e opina sobre acordos e posicionamentos publicos. É o articulador.

O terceiro, de caráter jornalístico, conhece a mídia, seus representantes, seus interesses, identifica as oportunidades, opina sobre as condições de visibilidade perante a sociedade, ajuda a construir a imagem pública, faz a mediação com a imprensa, define estratégias de marketing... É o assessor de comunicação.

O quarto, de caráter técnico, conhece os temas em debate na sociedade, aprofunda a análise de cada um, estuda os dados, gera propostas, refuta teses de adversários, produz argumentos de ataque, constrói plataformas políticas... Como se diz na gíria, "oferece o prato mastigado". É o assessor técnico.

O melhor papel que essses profissionais podem realizar é algo pedagógico. É potencializar o político, é promover suas habilidades e competências, é ajudá-lo a desenvolver suas próprias capacidades, é, por vezes, contribuir para que mude sua atitude. Nesta relação, o assessor também é beneficiado porque ao longo do tempo, tantas vezes confrontado com a realidade política, aprende a compreender a natureza do político. Em razoável dizer que assessor e político se transformam um ao outro.

Onde o assessor não atua é no caráter pessoal do político. E vice-versa. O político mau caráter, o arrivista, o pernóstico e o corrupto não contaminam o assessor probo e honesto assim como o assessor malandro não obriga o político virtuoso.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Dois pra lá dois pra cá. Se não for dança, não saimos do lugar.

Em dois posts seguidos neste sábado o deputado Moisés Diniz, por quem tenho elevada admiração, demonstra claramente como é dificil transformar a intenção em gesto.

No primeiro post (Servir de Todo Coração) ele conclui com uma mensagem articulada com o novo estilo prometido, simbolizado na logomarca do governo. Diz ele: Servir de Todo Coração nos tornará mais próximos das pessoas, nos fará ouvir mais e aprender mais. Vinda do líder do governo na Assembléia Legislativa a declaração tem o sentido da pacificação, da democratização, da renúncia da exclusividade do saber, do entendimento de que aos outros, incluindo a oposição, pode caber razão, ainda que eventual. É como dizer: Não somos donos da verdade. Elogiável.


No segundo post (Agouti paca) o deputado desfaz a primeira impressão. Em nada menos que 14 parágrafos, Moisés abusa do sarcasmo para destruir intelectualmente o senador Sérgio Petecão em virtude de uma inusitada preocupação com as doenças adquiridas pelo consumo de carne de paca. Não precisava. Idéias toscas se destróem por si próprias se de fato forem toscas. Mas isso quem vai dizer são os destinatários da mensagem tosca. O sarcasmo (também sofro desta doença), embora muitas vezes tido como refino da inteligência porque aprofunda e expõe maximamente o ridículo é, invariavelmente, uma demonstração de soberba. Imperdoável, afinal não somos Dostoievsky nem Machado de Assis.


Inteligente como é, entre um e outro post o líder do governo faz um recuo que só pode ser causado pelo hábito que, reconhecidamente, pretende mudar. Tião Viana e seu governo mais humano e servidor seguramente desejariam que em qualquer circunstância sua marca fosse afirmada e não colocada em xeque.


Como mero observador das coisas do Acre e sabendo que me dá o prazer da companhia na blogosfera, devolvo-lhe, deputado Moisés Diniz, o estímulo à reflexão.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Servir de todo coração.

Noves fora os problemas apontados pelo Altino Machado em seu blog, com os quais concordo, a nova marca do governo do Acre traz alguns elementos importantes. Um deles, talvez o principal, é o verbo que, afinal, é núcleo de toda frase. Servir coloca o governo e o governante em sua verdadeira e mais legítima dimensão. Quem serve serve a alguém, neste caso, o povo. Além disso, servir traduz uma certa humildade, o que pelo que se leu e ouviu nos últimos meses, andou em falta.

O outro termo utilizado (coração) seguramente quis remeter para a propalada humanização do governo. No todo, a expressão "servir de todo coração" quer dizer servir com amor. Temos assim, explicitada na marca, além de uma promessa, uma autocrítica. Tião Viana, percebendo um grave distanciamento entre partido-governo e povo, humildemente promete servir ao Acre com grande amor. Um gesto de imensurável apelo humano.

OK. A mensagem está dada. Se este for mesmo o problema, em quatro anos estaremos redimidos, já que nada resiste ao amor. Mas, se não for? Bom. Até lá teremos tempo para pensar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Romário, vá pra casa!

Nenhuma dúvida. A Câmara Federal não é a praia do Romário. O ex-craque de futebol estreiou hoje na Câmara dos Deputados com arquibancada vazia. Nem o time apareceu pro jogo. Só restou fazer embaixadinhas, falando abobrinhas sobre esporte e acessibilidade. Azar do país que elege romários, tiriricas e outros da espécie. A sua expressão não é de entusiasmo, nem de atenção, nem de preocupação, nem de alegria, nem de tristeza. É de "o que que estou fazendo aqui?" Também não sei.

Código Florestal, Katia Abreu, Aldo Rebelo, Ong's, alimentos, exportações, inflação..

Nos vídeos abaixo a Senadora e Presidente da CNA, Kátia Abreu, esclarece alguns pontos acerca do código florestal e das recentes medidas do governo federal. Depois reclamam do preço do bifinho. Ô povinho dificil!






quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dilma corta 18 bilhões em emendas parlamentares. Palmas para Dilma.

Desta gostei. Na primeira oportunidade a dona Dilma mandou a tesoura nas emendas parlamentares que, aliás, se baixasse um mínimo de decência no parlamento seriam extintas.

As chamadas emendas parlamentares, especialmente as individuais, são, por um lado, o chicote e o biscoito do cãozinho de circo e, por outro, o ralo corrupto por onde escorre uma grana importante saída de nossos bolsos.

Em tese e no discurso pronto dos deputados, senadores, prefeitos e intermediários, as emendas individuais são uma forma democrática de destinação de recursos federais para obras de interesse da população assim percebidas pelos parlamentares que, por sua vez, estariam mais presentes nas comunidades e teriam, por isto, maior sensibilidade para as necessidades locais. Para os prefeitos são a salvação da lavoura já que do bolo tributário a receita municipal mal paga as obrigações de custeio. Tão bonito e simples quanto falso.

Na verdade, as emendas parlamentares significam o açoite do executivo sobre o parlamentar. Com determinado tema na pauta da Câmara ou do Senado, o governo manda o recado: se votar de acordo tem biscoitinho (emenda liberada), se não votar tem peia (emenda engavetada). Todos os ministros possuem um assessor com a finalidade de acompanhar o comportamento dos parlamentares. Uma listinha de amigos que votam a favor e outra de inimigos que votam contra.

Com isso vai pro espaço a independência do parlamentar. Sua consciência é comprada emenda a emenda. Já vi gente mudar de opinião e de voto em cima da hora só em saber pelo assessor que certa emenda foi empenhada. Já vi ministro reunido com parlamentares anotando pedidos de liberação para em troca receber o voto de acordo com seu interesse. O pior é que grande parte dos parlamentares pede para se ajoelhar e receber biscoitinho. Uns até ameaçam votar contra o governo só pra ser chamado para uma conversinha.

Vez por outra dá-se o contrário. Em algumas situações a coisa funciona em sentido inverso. Os deputados se organizam e mandam o recado. Ou libera as emendas ou votam contra. O governo abre as burras contra a vontade e contra qualquer perspectiva de planejamento fiscal, mas faz a festa dos partidos.

Mas por que raios os parlamentares se submetem ao jugo do executivo? Seria pela importância da obra a ser executada com aqueles recursos? Seria pelo interesse público? Que nada. É ai que entra a outra face da moeda emenda, ou seja, a sua capacidade de produzir acordos políticos locais, financiar indiretamente campanhas eleitorais ou, em muitos casos, gerar um "por fora" já que, como diria o ex-deputado Ronivon Santiago, tem deputado que não é "leso".

Quem conhece minimamente os corredores do Congresso sabe o que significam aqueles dias que antecedem a elaboração do Orçamento da União. Para se ter uma idéia, já vi deputado até terceirizar a distribuição de suas emendas.

E os prefeitos? Estes ficam "pelo beiço". Se não fizerem acordo, não têm emenda, mas adoram a situação. Sabem que em cidade pequena prefeito que não arranja recursos é prefeito fraco e incompetente. Então, melhor dividir o filé com o parlamentar do que comer carne de pescoço sozinho.

Assim é que é. De modo que a dona Dilma ao passar a tesoura nas emendas parlamentares faz necessariamente um bem ao pais. Na minha caderneta, ponto pra ela.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Na pauta, mais uma vez, a reforma política.

Os caras em Brasíla prometem andar com a reforma política. Os alvos são o financiamento público de campanha, o voto em lista e a facilitação de plebiscitos e referendos. Como diria um cearense, três fuleiragens contra o povo.

O financiamento público é mais uma tungada em nosso bolso. Os gastos continuarão sendo realizados por fora com grana não contabilizada.

O voto em lista é um engôdo. As cúpulas partidárias colocarão em primeiro quem quiserem e o eleitor elegerá quem não quer. Sem contar com a possibilidade bem concreta de compra de vagas no topo da lista.

As consultas populares não precisam ser mais facilitadas. Precisam que sejam adotadas quando temas relevantes se apresentem acima das condições objetivas do parlamento. Questões como aborto, pena de morte, descriminação das drogas e cotas raciais, por exemplo, poderiam ser decididas por esta via. Não são porque o resultado, muito provavelmente, seria contrário ao desejo dos grupos de pressão que atuam no Congresso.

Uma reforma política verdadeira se estenderia a outros campos de influência e acabaria com a reeleição para o executivo, extinguiria as suplências no senado, diminuiria a níveis mínimos o número de vereadores, imporia rigorosas cláusulas de barreira aos partidos politicos, exigiria a renúncia ao mandato de quem optasse por cargo executivo, obrigaria total transparência dos gastos públicos, limitaria os gastos com publicidade governamental e eliminaria toda forma de nepotismo. Isto pra começar.

Agora Fernandinho confessa.

Não conheço as condições do presídio federal de Mossoró para onde foi transferido o Fernandinho Beira-Mar, alias, não conheço as condições de nenhum presídio, mas garanto que em Mossoró o traficante, vindo do Paraná, vai sentir uma grande diferença. É quente. É muito quente. É de fritar ossos e neurônios. A não ser que exista cela climatizada, desconfio que o Fernandinho vai propor um acordo com a Justiça. Tiram-no de lá e ele entrega tudo e todos, um por um.

Em Mossoró até a água da torneira é quente. O sujeito chega da rua torrando de calor, suando do cangote até onde as costas mudam de nome, joga a camisa ao pé da porta, corre pro banheiro e quando pensa que vai esfriar os miolos leva uma lapada de água quente no meio do crânio que o faz querer voltar pra rua.

Dependendo do lugar em que voce está, lá pelas 3-4 horas da tarde é que corre um ventinho vindo da praia. Mas não se anime. O vento é quente. O termômetro digital do carro parece emperrado entre 40 e 45. Quando sai é pra visitar o 46. Mesmo assim, uma bela cidade que, espero, Fernandinho não vai ver.

Uma droga de boliviano

Está no ex-blog de Cesar Maia


EVO MORALES QUER DENUNCIAR A 'CONVENÇÃO DE VIENA DE 1961' PARA GARANTIR O CONSUMO DE FOLHA DE COCA!

(La Razon, 01)  1. O presidente Evo Morales abriu a possibilidade de denunciar a Convenção de Viena, de 1961, sobre drogas, depois que sua cruzada para legalizar internacionalmente o consumo de folha de coca fracassou. Evo Morales anunciou sua decisão durante a saudação protocolar de início de ano, ao corpo diplomático acreditado na Bolívia.
        
2. A mastigação de folha de coca foi penalizada em 1961 pela "Convenção Única das Nações Unidas sobre Estupefacientes", que a classificou como “estupefaciente” e que deveria ser eliminada em um prazo não maior que 25 anos. Morales lamentou que seu governo não tenha logrado informar sobre os benefícios médicos da folha de coca a toda comunidade internacional e disse que "por falta de informação nossa não conseguimos evitar a objeção que alguns estão fazendo". O "Conselho Econômico e Social" da ONU não aprovou a emenda proposta pela Bolívia.



O índio cocaleiro, nosso vizinho, tratado por aqui a pão de ló, não sossega. Incapaz de fazer a economia boliviana progredir, parece querer transformar o pais no almoxarife dos viciados com transbordamento imediato para as regiões de fronteira. No Acre os efeitos da expansão da economia do pó do demônio já se fazem sentir.


Insisto. Ou enquadramos o Evo Morales ou continuaremos malhando em ferro frio no combate às drogas.



domingo, 6 de fevereiro de 2011

A arte de peidar, por Ezio Flavio Bazzo

A ARTE DE PEIDAR como um dos grandes problemas filosóficos...

Ezio Flavio Bazzo

Um dos nossos primeiros aprendizados ao chegarmos no mundo, todo mundo deve lembrar-se, é o de como administrar os esfíncteres e de como disciplinar a expulsão dos gases, em outras palavras, a arte de saber peidar silenciosamente e sem ser identificado. Claro que cada povo e que cada cultura lida com seus peidos, seus cheiros e com seu universo escatológico de uma forma própria, mas no geral, o ato de peidar em público é sempre considerado um ateísmo, um pobretismo e uma indecência. 

A propósito, num pequeno país africano chamado Malawi está acontecendo algo curioso e até cômico  a respeito deste assunto: sob a batuta do próprio Ministro da Justiça daquele país (George Chaponda) tramita uma lei que proíbe e interdita esse ato em público. Sair peidando por aí – argumenta o Ilustríssimo – é demonstração de irresponsabilidade e de indisciplina! Pelo contrário, ir soltar suas flatulências na solidão de uma privada ou lá na beira do lago é uma questão de respeito e, principalmente, de Ordem. Mas e o efeito estufa? Mas e a camada de ozônio?  Se perguntam os ecologistas.

Claro que a verdadeira angústia e que a verdadeira preocupação do senhor Chaponda, apesar de parecer de ordem social é mais bem deordem metafísica. Não apenas peidar é uma indecência, mas ter sete ou oito metros de intestinos e mais, ter que comer quatro ou cinco vezes por dia, fazendo esse papel mecânico e bestial de biodigestor...  para nada. A existência dos intestinos e a necessidade de peidar (e de cagar, claro) é a prova mais evidente da inexistência de um “criador” inteligente, pois qualquer demiurgo com um QI/80 teria naturalmente engendrado criaturas que funcionassem com energia solar, lunar etc.  Ao nascer a criança seria exposta por cinco minutos ao sol e pronto, estaria abastecida para os próximos oitenta anos, livre da ruminação, do fedor das fraldas, das toaletes e inclusive da maldição do trabalho. Não acham? Agora, com licença que tenho que ir à varanda...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O decrépito sistema de CUBA tem medo de Fariñas

Lembram de Guillermo Farinas? É aquele jornalista cubano libertado quase morto depois de mais de cem dias de greve de fome nos cárceres dos Castro. Não cessou a luta que trava pela libertação dos presos de consciência em Cuba. Depois da libertação foi preso outras três vezes. Está proibido de participar de qualquer manifestação. Vejam AQUI

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Penso, logo me oponho.

Devo ao deputado Moisés Diniz o estímulo que deu-me à reflexão. Perguntei-me outro dia a que me oponho, ou seja, em que não acredito como idéia que leve ao progresso da humanidade. Fiz uma listinha rápida entre temas atuais.

Me oponho ao aborto seja como decisão personalíssima seja como política de estado ainda que travestida de solução para questões de saúde pública. Considero aborto igual a assassinato pura e simplesmente. Nisso não vai nenhuma crença religiosa. Diria o mesmo se fosse ateu.

Me oponho à descriminação das drogas independentemente da quantidade consumida, portada ou comercializada. Penso que o Brasil, que não fabrica as drogas que consome, deveria falar muito duramente com os paises produtores. Estamos fartos de ver gente ainda com pó nas narinas lamentando a violência.

Me oponho ao racialismo embutido nas chamadas cotas raciais. Acredito que as chamadas políticas afirmativas apenas nutrem a semente da segregação e do ódio racial. Políticos e organizações oportunistas estão arriscando levar o pais a uma divisão cujo resultado só pode ser desastroso.

Me oponho ao alarmismo climático. Acredito que o "aquecimento global" é apenas o catalisador da opinião pública no sentido de aceitar políticas malthusianas de contenção da pressão do homem sobre a base natural.

Me oponho a qualquer tentativa de privação ou controle da liberdade de expressão. Iniciativas recorrentes neste sentido devem ser duramente combatidas.

Me oponho a qualquer tentativa de supressão, sem a consquente, imediata e justa idenização, do direito de propriedade sobre qualquer bem ou direito.

Me oponho ao tratamento que o concerto organizações-mídia-partidos quer dar à Amazônia. Está em curso a construção de um processo anti-nacional de governança sobre a região do qual o povo brasileiro não tem a melhor informação.

Me oponho ao aparelhamento do estado por partidos e organizações. A prática só leva à corrupção, leniência, incompetênica, desvios e desperdícios.

Me oponho ao elogio da mediocridade fortemente incrustrado na imprensa e na intelectualidade brasileira. Gostaria de ser governado sempre pelos melhores.

Me oponho a modelos que, ditos sustentáveis, desprezam princípios elmentares da economia e centram-se em atividades de baixo dinamismo e restrita capacidade de geração de renda e emprego. Não há sustentabilidade na pobreza. Jamais haverá Amazônia Sustentável enquanto sua população estiver à margem do crescimento econômico.

Sou, tanto quanto isto signifique, um oposicionista.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Uma homenagem a quem trabalha.

O vídeo abaixo é uma justa homenagem ao Brasil rural que historicamente dá inestimável contribuição à segurança alimentar. Ao mesmo tempo é um carão em quem movido por ignorância ou má fé tenta criminalizar a agropecuária como se o bifinho nascesse no balcão do supermercado.

No Acre, onde ainda há quem pense que a Amazônia é o jardim do planeta, é tempo de destravar o setor. Há sinais interessantes neste sentido. Felizmente. Que sejam efetivos e contínuos, que signifiquem uma perspectiva inclusiva, que mobilizem as forças produtivas, que realizem o desenvolvimento.

Uma ética tão particular quanto perversa.

Ao longo do tempo se desenvolveu no Brasil em relação aos políticos uma ética bastante estranha que é uma espécie de consenso sobre a inimputabilidade de sua vida particular, de suas esposas, maridos e filhos. Dou exemplos recentes.

Fernando Henrique teve um filho fora do casamento com uma jornalista da Globo e quase ninguém ficou sabendo. Mesmo a aoposição se calou sobre o assunto porque se tratava de questão familiar. O adultério não poderia ser exposto como falha de caráter em se tratando do Presidente.

Com o Lula foi a mesma coisa. Seus filhos danaram-se a enriquecer de uma hora pra outra mas pouco se podia falar a respeito por serem filhos do Presidente.

Com o José Serra algo parecido também aconteceu na campanha. Os negócios de sua filha ao invés de serem esmiuçados foram colocados em redoma para não caracterizar invasão da vida privada do candidato.

Ora. Tudo iso é uma inversão de valores. O político, suas esposas e seus filhos estão sujeitos aos mesmos princípios éticos que balizam a sociedade. O sujeito não pode permitir que a familia faça ou participe de estrepolias e se apresentar defendendo a moralidade. É cinismo flagrante e condenável.