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Educação não tem fim. Petróleo, sim.

O Senador Cristovam Buarque, do DF, está defendendo, parece que juntamente com o Senador Aloysio Nunes, de São Paulo, uma proposta para os royalties do pré-sal que deveria fazer pensar o governo e os parlamentares. Segundo ele, toda aquela grana constituiria um Fundo cujos rendimentos (não o capital) seriam investidos em Educação e Ciência e Tecnologia distribuídos pelos estados de conformidade com o número de alunos na escola pública. Com isto estaria assegurada a perenidade da grana, já que se utilizaria apenas os rendimentos e a promoção da educação em níveis crescentes e sustentáveis pois as dotações seriam obviamente cumulativas. E então? Não parece bacana? Parece e é. Ao meu gosto se incluiria ai também a saúde, que padece da falta de fonte segura de financiamento. Um dos principais argumentos do Senador Buarque é que a grana do pré-sal jogada no saco dos tesouros estaduais e municipais corre o risco de ser dissipada em obras e programas de baixa qualidade e incon...

Não sei ler, não sei escrever, não sei somar. Sou o brasileiro médio de oito anos de idade.

O Portal G1 traz o resumo de uma pesquisa educacional realizada no Brasil pelo próprio governo juntamente com outras organizações. É frustrante saber que hoje em dia nossas crianças não aprendem na escola o mínimo necessário. Como diz um amigo, sou do tempo em que fumar era bonito e ser veado era feio. Hoje está tudo ao contrário e eu até me acostumei. Pois é. Eu sou também do tempo em que crianças de seis anos de idade, não de oito, já sabiam ler, escrever e somar. Aos nove entrei no ginásio depois de passar por um estressante exame de admissão na escola pública que naqueles tempos era melhor que a escola privada. Por que mudou tanto? Não sei. Não sou especialista em educação. Percebo o mesmo problema nas dificuldades que enfrenta minha filha de 14 anos. Só sei que o ensino brasileiro foi pro pau. O sistema considera mais importante que crianças de oito anos aprendam como é que faz neném.

Analfabetismo segundo a PNAD - escarafunchando honestamente os números do Acre.

Publicação do IPEA nesta quinta-feira, com base na PNAD - Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios, demonstra um avanço importante na diminuição do analfabetismo no Brasil. Vejamos o que dizem os dados sobre o Acre: 1. Entre 2004 e 2009 o Acre não conseguiu acompanhar o avanço médio brasileiro na diminuição do analfabetismo da população total acima de 15 anos de idade. Embora tenha reduzido a taxa de analfabetismo de 17,3 para 15,4, mantém o maior índice da região. A média nacional é de 9,7% e a regional é de 10,6%. A variação da taxa nacional foi de 15,3% e da taxa regional foi de 16,9%. 2. Quando se trata, porém, do analfabetismo funcional (até 4 anos de estudo), os dados do Acre são promissores. O Acre teve a maior variação da taxa de redução de analfabetismo funcional no Brasil (33%). A taxa caiu de 16,5% para 11% no período. Isto coloca o Acre em posição melhor que a média regional que é de 12,6%. 3. Na faixa entre 15 e 64 anos, os números do Acre s...

Assim como na renda, na educação, na saúde, no saneamento, na moradia...

A lista abaixo é a classificação da qualidade do ensino nos estados brasileiros segundo o PISA -  Programa Internacional de Avaliação de Alunos, mas bem poderia ser o ranking de pobreza. Se estou certo, não há saída para a educação fora do desenvolvimento econômico e vice-versa. Pensar que se pode resolver um dos lados da equação isoladamente é bobagem. 1. Distrito Federal - 439 pontos 2. Santa Catarina - 428 pontos 3. Rio Grande do Sul - 424 pontos 4. Minas Gerais - 422 pontos 5. Paraná - 417 pontos 6. Espírito Santo - 414 pontos 7. São Paulo - 409 pontos 8. Rio de Janeiro - 408 pontos 9. Mato Grosso do Sul - 404 pontos 10. Goiás - 402 pontos 11. Rondônia - 392 pontos 12. Mato Grosso - 389 pontos 13. Paraíba - 385 pontos 14. Bahia - 382 pontos 15. Tocantins - 382 pontos 16. Pernambuco - 381 pontos 17. Amapá - 378 pontos 18. Ceará - 376 pontos 19. Pará - 376 pontos 20. Roraima - 376 pontos 21. Piauí - 374 pontos 22. Sergipe - 372 pontos 23. Acre - 371 p...

O IDEB aponta. Qualidade é o busílis da educação.

A boa noticia é que segundo o IDEB, avaliação que o MEC faz sistematicamente para medir a qualidade do ensino básico, embora a média seja baixa, o Acre tem boa performance na região Norte. É o segundo nas classes de 1 a 4ª série e o primeiro nas classes de 5ª a 9ª e do ensino médio. No total, fica em primeiro na região. Menos mau. O problema aqui é a média em si. Muito baixa em todo o Brasil. A média nacional é pouco maior que a média acreana nos três estratos pesquisados. O crescimento é muito lento, denunciando a dificuldade de atingimento das metas programadas. A situação não é muito boa em nenhm estado. Nem no DF os dados se afastam muito da média nacional, o que demonstra a irradiação de um modelo ineficiente. Não há estados excepcionalmente virtuosos na educação básica. Nem poderia, dadas as características do sistema. Aliás, mesmo quem não é especialista na área (meu caso) percebe com facilidade a baixa capacidade das crianças e jovens em relação às ma...