Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Moisés Diniz

Evo, cocaina, crack e cegos.

Partidos e candidatos espertos adotam algumas regras para a sua ação, especialmente em campanha. Uma delas, muito conhecida, do chefe da propaganda hitlerista, Goebbels, diz que uma mentira repetida incessantemente adquire status de verdade. Outra, de Lenin, manda acusar os adversários daquilo que voce faz, daquilo que voce é - uma forma sábia de confundir o eleitorado. A terceira, equivalente à primeira, mas no sentido inverso, manda negar vementemente a verdade obvia pois assim ao cabo sempre restará a dúvida. O deputado Moisés Diniz vale-se desta última ao defender o índio cocalero Evo Morales. Como negar de modo tão ligeiro o que está à nossa vista todos os dias, em todos os lugares? Não é verdade que em toda a fronteira com a Bolívia, especialmente no Acre, cresceu enormemente o uso e tráfico de drogas nos últimos anos? Como fechar os olhos às cracolândias que surgem país adentro? Como negar que o presidente boliviano é representante, ele próprio, de comunidades pro...

Greve como método e o patrão como juiz.

Em seu blog (link ai do lado), o Deputado Moisés Diniz ao justificar sua atuação na negociação com grevistas comete um equívoco ao qual não resisto em me contrapor. Diz ele que o melhor que se tem a fazer quando o "método não funciona" é mudar o método. Em outras palavras, quando a greve não funciona, é melhor acabar com a greve. Meu caro Moisés, sem entrar no mérito de sua atuação que, certamente, terá sido de boa fé, permita-me discordar da sua estratégia. Não faz bem a um democrata. Isto é coisa de ditadura. Quem diz quando o "método" funciona ou não? O patrão? Por que não o contrário? Que tal os empregados dizerem ao patrão para "mudar o método "? Se o seu conselho fosse seguido à risca, ainda estaríamos vivendo algum regime tribal, nenhuma das grandes revoluções teria acontecido e, cá entre nós, Lula não existiria. Pode até ser mesmo que a greve atual não funcione, pode ser que seus fundamentos não sejam os melhores, pode ser que tenham cheg...

Mais forte que o poder é a perspectiva de poder

Há uma vertente de pensamento fundada na presunção de que o poder, por sua força e circunstâncias promove e garante a si próprio. Embora respeite os que pensam assim, pois conheço as dificuldades de quem está fora dele, discordo da tese e explico. É certo que em pequenas unidades, como o Acre, por exemplo, onde o executivo está relativamente mais presente na vida das pessoas, seja a partir de suas funções básicas, ou pela presença nos meios de comunicação, e mesmo como indutor do desenvolvimento através de seu poder regulatório e de seus investimentos, o governo possui uma força extraordinária, o que lhe garante inegáveis elementos de dissuasão e convencimento. Nas pequenas unidades da federação é comum se ouvir que a discricionariedade do governo está presente em absolutamente tudo. Daí sua força. Pois digo: sua força e sua fragilidade. Por determinar o ritmo e o sentido de “todas as coisas” o governo pode ser igualmente cobrado, ou seja, ele é direta ou indiretamente responsável po...

O deputado Moisés Diniz dá a receita. Cadê o chef?

Estou gostando desse papo. Gente inteligente e de boas maneiras sempre tiveram a minha atenção e admiração. É o famoso e raro debate das idéias. Treplico aqui o comentário feito pelo Deputado Moisés Diniz a um post anterior publicado também no blog do bom Evandro Ferreira, o Ambiente Acreano (link ai do lado). Pelo jeito, eu e o Deputado Moisés Diniz concordamos em muita coisa. Mas, não sei se deu pra perceber, seu texto faz indiretamente a constatação de que se a oposição tiver “comando, plataforma única e líderes fortes” pode vencer a FPA, pois foi assim com o finado MDA, certo? Subjacentemente, há ai uma confissão de precariedade da FPA, senão em sua formulação política, em sua plataforma, ou, se preferirmos, em seu modelo, que pode efetivamente ser derrotado. Concluo então que a oposição acaba de receber gratuitamente a receita da vitória de quem por experiência própria tem autoridade para ensinar. É claro, diria o Deputado, que ainda resta “o tempo de preparo”, ou seja, o tempo nã...