Evo, cocaina, crack e cegos.
Partidos e candidatos espertos adotam algumas regras para a sua ação, especialmente em campanha. Uma delas, muito conhecida, do chefe da propaganda hitlerista, Goebbels, diz que uma mentira repetida incessantemente adquire status de verdade. Outra, de Lenin, manda acusar os adversários daquilo que voce faz, daquilo que voce é - uma forma sábia de confundir o eleitorado. A terceira, equivalente à primeira, mas no sentido inverso, manda negar vementemente a verdade obvia pois assim ao cabo sempre restará a dúvida. O deputado Moisés Diniz vale-se desta última ao defender o índio cocalero Evo Morales. Como negar de modo tão ligeiro o que está à nossa vista todos os dias, em todos os lugares? Não é verdade que em toda a fronteira com a Bolívia, especialmente no Acre, cresceu enormemente o uso e tráfico de drogas nos últimos anos? Como fechar os olhos às cracolândias que surgem país adentro? Como negar que o presidente boliviano é representante, ele próprio, de comunidades pro...