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Kassab. "O PSD vem para somar".

Ora, ora. Se não fosse por oportunismo eu juraria que a declaração foi por burrice. Partido sempre divide. Por definição. Um todo dividido por 28 dá X, o mesmo todo dividido por 29 dá menos que X. Elementar que nem a álgebra que as escolas de hoje não ensinam mais às nossas crianças. Gilberto Kassab veio para DIVIDIR. Arrancou um naco do DEM e saiu garimpando aqui e ali políticos pouco dados à fidelidade partidária. Gente que não sabe o significado de partido político nem nunca saberá. Divide a oposição, leva mais gente para aquela faixa dos mais ou menos, dos que nem fedem nem cheiram, dos que dependem da força da onda. Tudo para que Kassab se torne um político nacional, com força para decidir alianças na eleição presidencial. De cara já vem com a terceira bancada na Câmara Federal, atrás apenas de PMDB e PT. Se resolver daqui pra lá engrossar a base do governo poderá indicar dois ministros, pelo menos. É o Brasil.

O partido do Kassab.

Enfim foi autorizada a criação do PSD ou, se prferirem, o Partido do Kassab, criado apenas para que o prefeito de São Paulo possa exercer plena influência perante um grupo, já que ideologicamente nem ele mesmo soube dizer para que vem a nova agremiação. De fato não se viu até hoje ninguém dizer que o PSD exercerá um papel novo que o justificasse. Reúne gente de todas as matizes ideológicas e muita gente que nem sabe o que é isso. São apenas políticos insatisfeitos em seus partidos ou que vislumbram uma brecha para novas candidaturas ou exercerem mais poder e liderança regional ou, ainda, gente que quer se aproximar do governo mas tem vergonha de apresentar a velha cara. Uma nova lhe parece bem. De qualquer forma, é o Brasil e seus sistema partidário maluco. Qualquer membro do novo partido pode apontar o dedo e perguntar: O seu é melhor do que o meu? Ninguém dirá que sim. Os partidos são todos uma mistureba de interesses eleitorais. O novato nasce grande. Já exibe uma ...

Um partido pra chamar de meu.

Gilberto Kassab, o prefeito de São Paulo, para viabilizar o próprio projeto de se candidatar ao Governo em 2012 e, quem sabe, alçar vôo mais alto, resolveu que só mesmo criando um partido onde mande e desmande. Que partido? Não interessa. Uma sigla que possa ter tempo gratuito na TV e outras regalias proporciondas pela legislação bovina que temos por aqui. Pariram um PSD. O programa? É o de menos. Interessa que fale em desenvolvimento sustentável, cidadania e outros clichês. Oposição ou situação? Depende do que estiver em jogo. Dir-se-á que o mais importante é o bem do país. Pronto. Surge ai mais uma sigla, como se no Brasil estivesse faltando partidos políticos que acolhesse essa gente. Pelo mesmo motivo, embora em situação levemente diversa, a ex-ministra Marina Silva parece ter desistido de peitar no PV a turma do Zequinha Sarney e cogita também fundar o Seu partido. Um no qual possa depositar os 20 milhões de votos que teve em 2010 e através do qual possa falar ao p...