quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Um pequeno conselho à candidata Marina Silva



Embora seja mais novo que a Senadora (alguns meses, hehehe), atrevo-me a dar um pitaco em suas declarações. Sabe como é, não sou marqueteiro, mas aqui do lado de fora a gente vê algumas coisas com mais clareza.

STOP! Não entre com força nessa briga do MST.  Não vale a pena. O povo não gosta do MST, de seus métodos, de carranca de seus líderes, do discurso de seus apoiadores. Sei. A candidata precisa defender a reforma agrária. Isto o cidadão compreende, aceita, apóia. Mas adotar o discurso de Stédile de que a CPI deveria deixar o MST quieto e investigar o agronegócio, de que a oposição quer criminalizar os movimentos sociais etc., além de uma bobagem sem tamanho pode servir como estratégia do MST para tirar o foco da CPI, e só. Isto porque Stédile não é candidato a nada. E mais. O eleitor dele não é seu.

Até porque já se sabe de antemão que a CPI não vai dar em nada - as medidas necessárias já foram tomadas pelo trator majoritário. Pra quê enfiar o pé numa jaca que não lhe pertence?

A mais recente estrepolia do MST invadindo fazendas no Pará, queimando, depredando aterrorizando, encapuzados e armados, só radicaliza uma posição que o povo brasileiro não aceita. Pode crer. Além disso, uma de suas vantagens é a mensagem pacifista que emana do discurso ecológico, do mito Chico Mendes que sabemos, jamais faria o que faz o MST. Portanto, caia fora dessa armadilha. Não se deixe confundir com o terrorismo.

Uma postura mais sensata da candidata Marina deve ser em favor da agricultura familiar de modo geral, de geração de tecnologia adequada à pequena produção, de mercado para seus produtos, de financiamento, subsídios, seguro, assistência técnica etc. etc. No fundo, o que a agricultura familiar precisa mesmo é ser um agronegócio.

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