terça-feira, 17 de novembro de 2009

Escapou de branco, é negro. Será?



Esta frase (Escapou de branco, é preto) foi pronunciada pela cantora Alcione em resposta a uma provocação de um dos humoristas do programa CQC da Rede Band nesta segunda-feira. Não sei o que a artista pensa das cotas raciais-racialistas, mas a frase denuncia uma evidente pretensão de divisão da raça humana em duas, o que vai ao encontro do pensamento de grupos da sociedade que defendem as políticas ditas afirmativas.

Uma pena. Pena mesmo que a cantora negue a si própria, pois ela não é negra. É mestiça. É marrom, como bem identificaram seus fãs. Cor, aliás, que não a impediu de chegar aonde chegou. Muito justamente por seu talento, trabalho e dedicação.

Muitas vezes, pela atuação de fatores que vão além da minha exata compreensão, mestiços, não-negros e não-brancos, principalmente os famosos, se dedicam a homenagear a “negritude” (lá vou eu adotando terminologia da turma), culturas e comportamentos raciais como tentativa de se colocar à frente de parcelas da sociedade, obtendo com isto notoriedade e prestígio. Parecem buscar uma ideologia. Terminam, sem notar, achando a ideologia do racismo.

Escapou de ser branco, é negro, é mestiço, é brasileiro, é humano, é igual.


A foto acima foi capturada DAQUI

Um comentário:

  1. Ingenuidade e ignorância são os ingredientes desta massa. O desconhecimento da história leva pretensos escritores a cometer equívocos graves, que depõem contra intenção do escritos. Sugiro mais leituras. Fundamentação teórica. Nada como conhecer a própria história, do contrário a negamos em nome de um pretenso saber ou pensar que se caracteriza pelo seu oposto.

    prof. Zallas Avlys

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