terça-feira, 12 de julho de 2011

Perguntas incômodas de um jornalista atento.

Nos mostra o Jornalista com JOTA maiúsculo, Reinaldo Azevedo, um artigo de Ruan Árias publicado no principal jornal espanhol, o "El País". Vale a pena ler no link ai do lado.

O jornalista fica indignado com a falta de indignação do brasileiro com a corrupção. Se admira de que possamos por aqui viver tranquilamente enquanto somos assaltados pela corrupção instalada no governo. Fica invocado com o silêncio da juventude que marcha léguas pela maconha, mas não dá um passo contra a corrupção. Que brasileiro é esse, se pergunta o jornalista.

Boas perguntas se faz o jornalista espanhol. Não tenho as respostas. Tenho é as mesmas dúvidas e mais algumas. Me pergunto como o eleitor vota em candidatos que sabe ser corrupto. Como adere com facilidade a discursos que sabe serem falsos. Como perdoa tão facilmente políticos flagrados na mentira e na ladroagem. Como se quer representado por gente que sabe ser inferior moral e intelectualmente. Como segue com admiração gente que desmente hoje o que disse ontem e amanhã o que disse hoje.

Não, eu não tenho as respostas certas para o jornalista espanhol. Só sei que na era da mediocridade os estudantes recebem dinheiro do governo para falar bem do governo, os sindicalistas se locupletam com os recursos do FAT e dos fundos de pensão, os intelectuais elogiam a ignorância, artistas ricos e famosos fazem fila no corredor da Lei Rouanet, a reforma agrária foi pro espaço, os cientistas desprezam o método científico para embarcarem no politicamente correto e receberem mais facilmente financiamento para suas pesquisas, bancos e empresas são sócios do governo, as ONG's rapinam os cofres públicos, a imprensa ou o que sobra dela faz concessões, blogueiros querem financiamento do governo para defender o partido do governo, a igreja vende milagres a qualquer preço, o judiciário senta em cima dos processos esperando a prescrição dos crimes e o legislativo, ora, o legislativo come as migalhas que sobram do banquete do poder.

Será assim para sempre? Creio que não. Tomara que não.

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