segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quantos Cleíltons existem por ai?

"Acredito que o Acre ficou estacionado 12 anos se fechando para outras possibilidades. Só neste governo, talvez reparando ou não os erros do governo anterior de sua própria gema, começam a ver o Acre dentro da perpectiva de uma economia global. Se até os pecuaristas denominam algumas de sua atividades com sustentáveis, porque passamos tanto tempo insistindo pela "vitrine ecológica"? Ainda bem que estamos aos poucos saindo desse marasmo ideológico. Espero que isso não seja apenas um estopim eleitoral." 

Com este comentário ao meu último post, Cleílton Pessoa, geógrafo, professor de Geografia Licenciatura - UFAC, com especialização em Meio Ambiente, História da Amazônia e Economia do Setor Público, atualmente cursando Mestrado em Desenvolvimento Regional, assim como eu identifica um movimento recente, correto, diga-se de passagem, no sentido de dar consequencia prática ao mandato executivo que é, ao final, de realização do progresso, da geração de emprego e renda, da promoção do desenvolvimento econômico e não apenas uma escolha entre os bonzinhos e os mauzinhos.

O interesse e a posição do Cleilton, que não conheço pessoalmente, mas pelo que li é um cidadão realmente interessado no Acre, me inspira a refeletir sobre o papel da nossa Academia durante tanto tempo, que não foi capaz de promover um debate consistente sobre a questão do desenvolvimento regional.

Centenas de professores na UFAC e nas outras universidades, mestres e doutores, ficaram anos a fio estudando, produzindo e repassando conhecimentos a milhares de estudantes que se tornaram ou se tornarão servidores públicos, dirigentes, empresários, profissionais liberais, aceitaram passivamente ou aderiram cegamente a um modelo cujos resultados não correpondem nem de longe à expectativa. Estariam aprisionados no sonho que nunca termina? Teriam se curvado definitivamente perante o mito Chico Mendes? Estariam acuados pela hegemonia politica instaurada? Teriam sido esmagados pelo aparelhamento das instâncias de direção? Que universidade é essa que só tem gente "a favor"?

A vanguarda do pensamento, o núcleo mais efervescente da criação, a arena mais legítima do confronto de idéias teria sido submetida à onda do politicamente correto, que possui entre suas características a esterilização do debate?

Não tenho as respostas. Alguém tem?

Um comentário:

  1. Pode me chamar de louco quem quiser! O progresso e o desenvolvimento não podem ser estagnados por uma idéia de preservação que só serve para nós amazônidas. Os grandes países do mundo nunca pensaram que deviam planejar e preservar! Seu desenvolvimento se deu sem nenhuma preocupação com o futuro ecológico do mundo. Agora, quando a situação ecológica chega ao seu clímax, nós, amazônidas é que temos que parar nosso crescimento, nosso desenvolvimento, temos que ser pobres, porque outros já se tornaram ricos! Quando será que os políticos compreenderão que aqui vivem pessoas, seres humanos que tem necessidades como as demais pessoas? Os amazônidas não podem se desenvolver porque os outros têm que respirar, precisam da água que existe por aqui e determinaram que a Amazônia não é só do Brasil, é propriedade do mundo! Tudo bem, concordamos desde que "sejamos pagos por isso"! Não querem que desmatemos, que queimemos, que tenhamos indústrias poluentes? Que nos paguem por isso! Que o dinheiro seja dividido com o sofrido povo da Amazônia. Rio Branco, por exemplo, cresceu, está bonita! Pra que, se não podemos nos desenvolver? Se a falta de desenvolvimento, da geração de empregos com a agricultura e a indústria tem causado uma violência desenfreada, que mata inocentes todos os dias.

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