quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Baixaria é outra coisa.

Quando vejo argumentos como os recentemente exibidos pela Marina Silva, do tipo "não devemos politizar as denuncias" ou "não podemos deixar que as denúncias sejam aproveitadas politicamente", fico pensando que os desonestos, ladrões e corruptos acharam um jeitinho manhoso de se safar. Qualquer coisa que se diga contra alguém, lá vem a cantilena de que é baixaria, oportunismo eleitoral etc.

Ora, ora. Isso é argumento de safado que não tem como se explicar. Eleição é pra isso, é para mostrar antagonismos e diferenças. Se a Receita Federal se transformou na "casa da mae jaoana" onde qualquer um tem acesso aos dados de qualquer um, preferencialmente de adversários políticos, é agora que o assunto tem que ser discutido. Se o Gabinete Civil da Presidência se transformou na quitanda onde se vende influência politica para realização de contratos, pois esta é a hora de sabermos. Quem for acusado que se defenda, se puder.

Acho o fim da picada este negócio de não responder as acusações com essa mania de "baixaria". Campanha eleitoral não pode significar silêncio sobre o crime, ou sobre a incompetência de membros do governo ou da oposição. Pelo contrário. É hora de mostrar.

Baixaria é mentir, é enganar, é dizer que fez o que não fez, é acusar sem provas, é exibir dados falsos, é prometer o impossível, é fugir da responsabilidade. Acusar com provas, insistir no esclarecimento dos escândalos, mostrar a realidade dos fatos e dados, exigir o cumprimento de promesas anteriores é campanha da melhor qualidade.

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