quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Os intocáveis malfazejos.

Andei vendo alguns debates ocorridos em vários estados nos últimos dias. Me chamou a atenção o comportamento de alguns candidatos, principalmente daqueles que ocupam ou ocuparam o governo e tem contas a prestar. Os caras se acham intocáveis, não aceitam acusações nem cobranças. Até desenvolveram algumas táticas para fugir às responsabilidades. Na primeira tentativa do adversário de mostrar erros, escândalos, desvios ou mesmo o não cumprimento de metas, o perguntado logo se sensibiliza, faz cara de ofendido e humildemente reclama a elevação do nível do debate, diz que não quer baixaria etc. Outra tática é mandar cobrar do Tribunal de Contas que aprovou totas as despesas. Não é engraçado? Com isto, verdadeiros meliantes se esquivam de responder ao que interessa que é o que fizeram quando governaram.

O caso de Joaquim Roriz no DF é emblemático. Depois de ser governador por quatro vezes, o candidato é hoje acusado por todos os lados. De velhos adversários da esquerda a antigos colaboradores da direita, todos têm motivos para lhe mandar o pau. Precisa ver é a cara de coitado que faz o Roriz. Suas respostas inciam sempre por dizer que não vai entrar na baixaria. Ora, ora. Vai não por quê? Que negócio é este? Para que serve então o debate?

No fundo tudo isso é resultado de um fenômeno peculiar que ocorre na sociedade brasileira que é a aversão ao conflito. A maioria do eleitorado não gosta da troca de acusações, dedos em riste, palavras fortes, postura veemente. Prefere se entreter com o tal debate de "propostas" que de tão iguais praticamente homogeneizam os candidatos. Os marqueteiros descobriram isso e blindam seus candidatos com essa pantomima.

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