domingo, 29 de agosto de 2010

Quem está à frente nas pesquisas não frequenta debates.

Não está funcionando. Decididamente, o marketing do Serra não conseguiu vencer o bloqueio chamado Lula. A vaca indo pro prejo na propaganda e na campanha de rua nos estados, sobra o quê? Sobra o debate. Serra e Marina querem, mas a Dilma não. É sempre assim. Quem está na frente não quer se arriscar, quem está atrás se agarra ao que pode.

Temos ainda alguns debates nos quais a Dilma garantiu presença. Não é certo que vá, pois de vez em quando ela desmarca e, para quem está tão à vontade, faltar ao encontro não é problema. Desculpas e pretextos podem ser arranjados até de última hora.

O Serra, este sim, precisa muito dos debates. É ai que julga ser capaz de dar uma virada, sobrepondo-se à adversária, talvez até com alguma revelação surpreendente. Sabe-se lá. O fato é que em campanha decidida de véspera bate um desespero danado e os debates são a tábua de salvação. Com a eleição praticamente ganha no primeiro turno, imagino que os marqueteiros e auxiliares da Dilma devem estar pensando "arriscar pra quê? Deixem-no falando só."

Tudo isso é uma pena. Penso mesmo que os debates deveriam ser o principal momento da campanha. Nada de programas eleitorais maquiados e falsos, nada de bandeiraços, de cartazes, de comicios, nada de nada além de debates e entrevistas. Mas, infelizmente para alguns, quem está à frente só vai a  debate se for otário. É o que dizem por ai.

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