terça-feira, 17 de agosto de 2010

Demóstenes - nome não é destino.

Pela transcrição da fita da gravação que acabou em safanões, é obvio que o entrevistador pisou na bola. Coisa jamais vista. Portou-se como membro de partido, como pitbull do governo, o que, convenhamos, o desqualifica completamente para conduzir uma entrevista. O João Correia merece, isto sim, o pedido de desculpas da emissora e de todos os jornalsitas do Acre. E também a solidariedade dos políticos acreanos. Desta vez foi o João, na próxima...

Creio mesmo que cabe ao João, em vista da repercussão do fato em TV's e jornais nacionais, pedido de reparação perante a justiça. Danos morais relevantes foram causados à imagem do candidato.

Um comentário:

  1. Correia não é flor de jardim no qual o beija-flor possa por o bico, Demóstenes não é nem nunca será uma versão acreana de William Bonner (o mais cotado prá essa vaga é Jefson Dourado). Ele é, sim, subproduto do mercado televisivo que, na falta de profissionais gabaritados, joga a qualquer um em um estúdio conferindo-lhe a alcunha de 'jornalista-e-apresentador'. Quer saber, ainda assim acho que Correia foi provocado e instigado a agir da forma que agiu, basta pensar: que homem público às vésperas de uma eleição, candidato, iria querer ter sua imagem maculada de tal forma? Tem retórica, é acadêmico, asno é que não é! Tem já no sangue todos os macetes necessários para sobreviver nos bastidores sórdidos da política, que interesse teria, então, de se sujeitar aquilo se não tivesse sido realmente aviltado por seu interlocutor? Não é preciso ser perito em edição televisiva, para perceber que o vídeo foi grosseiramente editado para transformar Correia em um vilão três tons a mais do que os habituais! E volto a enfatizar que tanto um como outro pouco me dizem em termos de simpatia, mas a César o que é de César...

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