quinta-feira, 26 de agosto de 2010

José Serra - o melhor presidente que não tivemos.

A não ser que um fato novo e superimportante aconteça, José Serra caminha para ser o melhor presidente que NÃO tivemos. O brasileiro no momento mais preparado, ex-deputado constituinte, ex-senador, ex-ministro do planejamento e da saúde, ex-prefeito da maior cidade brasileira, ex-governador do mais importante estado brasileiro, doutor em economia, ficha-limpa. Se eleição fosse concurso não tinha pra ninguém. Mas não é. Eleição é escolha. Para presidente do Brasil é a escolha de mais de 130 milhões de eleitores cujo julgamento nem sempre se baseia "nos autos".

Lula ganhará esta eleição para a Dilma transferindo-lhe o prestigio que conquistou ao longo de oito anos de governo. A popularidade de seu governo medida em notas de ótimo, bom e regular, o que me inclui, passa dos noventa por cento. Algo nunca antes visto na história do Brasil e, creio, na história de nenhum pais democrático.

Sua candidata, a dona Dilma, desconhecida até antes de ser chamada ao ministério do Lula e, em seguida, ser escolhida pelo dedaço do presidente que dispensou o partido, os aliados e os velhos companheiros, será a primeira presidente mulher do Brasil sem ter sido antes jamais votada sequer para síndica de edifício. Vem ungida pela fama de gerente, mas a rigor é apenas a escolhida. O que Lula consegue fazer nesta campanha faria com qualquer outro ou outra. Não está em jogo as qualidades da candidata. No check list do eleitor há apenas uma linha onde está escrito: Item 1 - Candidata do Lula.

Nem imagino como os marqueteiros e cientistas políticos explicarão o fenômeno, mas nestas eleições o presidente Lula transferiu para sua candidata até o efeito teflon de que se valeu durante as crises que enfrentou. Não é normal o que está acontecendo na cena política brasileira. Não pode ser.

Os analistas politicos sempre lidaram com cautela em relação à transferência de votos de líderes carismáticos para seus candidatos. Já se disse muitas vezes que tudo dependeria das condições, do novo candidato, do adversário e, mesmo assim, a transferência seria sempre pequena. Jamais seria absoluta. Estavam todos errados.

Um comentário:

  1. parabéns,pelo seu esclarecimento,pois muitos brasileiros não pararam para refletir os absurdos que estamos vivenciando nessa política só irão acordar após as eleições,quando muitas leis bárbaras estiverem aprovadas contra os inocentes. Desperta povo brasileiro se vcs são cristão.

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