terça-feira, 31 de agosto de 2010

Acre e Feijó no Jornal Nacional

Depois de algumas dificuldades inerentes ao isolamento o JN da Globo conseguiu apresentar a reportagem sobre a cidade de Feijó no Acre. Superficialmente, convenhamos, mas suficientemente clara para que os brasileiros façam uma idéia de como são as coisas na terra do açaí. Minha sogra me ligou do Ceará em seguida para confirmar se o negócio é aquele mesmo. Respondi que é. Só não sei dizer se todos concordam comigo.



PS. No site da Globo de onde capturei a foto, seu título é: Índios Ashaninka vivem em situação precária

Um comentário:

  1. Nielsen O. Macambira Braga1 de setembro de 2010 09:05

    A primeira parte está corretíssima, as estatísticas do Acre e não apenas de Feijó especificamente são aquelas mesmas (densidade demográfica, população sem acesso a saneamento básico, índice de analfabetismo e número de votantes), mas aí como sempre as lentes de aumento da TV Globo, sempre alarmada com tudo e todos, ressaltou silvícolas, indígenas que não vivem em miséria coisa nenhuma, vivem aculturados e buscando a realidade que não lhes pertence, a realidade do branco, o resto já sabemos, eles vem para as cidades aumentar as favelas, o que é bem diferente. As embarcações das fotos muitas vezes, são de propriedade de alguns deles, inclusive. Fator positivo seja ressaltado, a isenção da emissora ao abranger na reportagem a polemica BR-364, o maior escoadouro de verba federal e lavagem de dinheiro público há mais de doze anos, ponto para os Marinho! Fator negativo, aquele tom de 'coitadez' no que se refere ao social. Não mostraram que o centro de Feijó encontra-se inteiramente revitalizado, que há uma explosão qualitativa e considerável no setor da construção civil, que apesar do não-planejamento urbano, surgiram muitos bairros novos em relação ao último censo realizado e que anualmente há uma festa que movimenta a economia local e atrai público do estado inteiro, que contamos há bastante tempo com serviços regulares de internet e telefonia móvel, dentre outros, e finalmente, que não precisamos ser 'colonizados' ou 'catequizados' pela cartilha do que o Sudeste considera ideal, afinal eles próprios não são modelo de virtude social e economica para nenhuma outra parte do país!

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