domingo, 31 de outubro de 2010

Marina Silva e sua estratégia.

Leio no portal Terra, com link no Altino Machado ai do lado, algumas declarações da Marina Silva. Entre elas, aquela cantilena pasteurizante de que Serra e Dilma são parecidos, são gerenciais, centralistas e nada estratégicos. Parece que a nossa Marina escolheu como estratégia, dizer que não é estratégico aquilo que não embarca na canoa do alarmismo ecológico. Segundo ela, parece, cuidar da saúde, da segurança e da educação dos brasileiros é menos estratégico do que criar unidades de conservação e reduzir o desmatamento.

Revelando mais uma vez o apego a chavões e frases feitas a Marina está adotando o termo "estratégico" como se fosse dona de sua definição. Para ela o bom é ser estratégico e estratégico é aquilo que ela acha que é estratégico, ou seja, bom é o que ela acha que é bom, o resto não serve. Dizer que o plano real foi uma sacada "estratégica" do FHC é uma bobagem sem limites. Nada de estratégico, o que houve ali foi um plano econômico feito por encomenda por economistas para debelar a inflação. FHC estava olhando para o presente, para a inflação estratosférica em que viviamos e nada mais. Se ao menos tivesse falado na lei de responsabilidade fiscal ou no Avança Brasil, mas o real? Tolice.

Do mesmo modo se pode dizer do Lula. Se tem algo que falta no Lula é pensamento estratégico. Lula não pensa além da próxima eleição. Se há algo de estratégico no seu pensamento ele guarda para seus encontros com Chavez, Evo Morales e Fidel Castro. Fora disso, distribui migalhas aos pobres, navega com a maré, encantoa a imprensa, pelega os sindicatos, aparelha o estado, satisfaz a voracidade da banca nacional e internacional e toca seu barco com pretensões ilimitadas.
 
É aceitável que a Marina pense estrategicamente. Ela é uma visionária, enxerga certo ângulo do movimento da ordem mundial em sua marcha, imagina que pode se antecipar a ele... até ai tudo bem, mas não dá para apropriar-se do termo e zerar o pensamento alheio sobre o futuro.

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