quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Acre - quem vive de assados termina se queimando.

Ouvi ontem de um figurão da FPA que a bancada do Acre na Câmara Federal ganhou muito com a volta de Marcio Bittar e a eleição de Sibá Machado. Provavelmente movido pelo conhecimento de que por vários anos fui colaborador próximo do Marcio, o meu amigo petista fez questão de insistir nas qualidades do tucano mais bem votado no Brasil em 2010. Ouvi calado, como ensinam os mais velhos.

Depois, com meus botões, fiquei pensando de onde surgiria tal admiração, já repercutida em outras ocasiões, dado que por aqueles lados não é comum este tipo de concessão a adversários. Dois neurônios se juntaram e concluíram o seguinte:

1. Com o aperto que levou nas últimas eleições, a FPA não está muito disposta a açular a oposição, principalmente seus líderes mais importantes, com afrontas, acusações e menosprezo. Fazer isto seria manter na chapa quente o clima que determinou a derrota em Rio Branco, palco da próxima batalha.
2. Dando consequencia àquela avaliação de que a FPA sisuda é que prejudicou a performance de seus candidatos, melhor é adotar desde já o modelito simpatia. O momento, bem sabe o Tião Viana, é de conciliação máxima com os eleitores.
3. Dada a situação, não custa reconhecer que entre os oposicionistas, Marcio Bittar é dos poucos que faz oposição debatendo idéias e projetos, combatendo a florestania sem fazer tábua rasa dos avanços alcançados.
4. Por último, como de praxe, também não custa alimentar a cizânia interna na oposição.

Hoje, coincidentemente, leio na coluna do Luis Carlos Moreira Jorge, que alguns membros toscos da oposição ainda excitados pela campanha e já pensando na próxima olham de modo enviezado para o Marcio Bittar. Pelo jeito ainda não deram uma olhada na conta corrente para ver que em relação a certos personagens o saldo é negativo. Não sabem viver sem empurrar alguém para a frigideira. Terminarão assando o próprio rabo.

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