terça-feira, 19 de outubro de 2010

Aborto - no Jornal Nacional, dona Dilma mantém a contradição.

Ontem no Jornal Nacional, perante uma audiência de dezenas de milhões de expectadores, a dona Dilma demonstrou mais uma vez a própria incoerência na questão do aborto. A sua tentativa foi de conciliar o "sou a favor" com o "sou contra". Não dá. Em determinado trecho ela afirmou que é "pessoalmente" contra porque considera uma violência contra a mulher. E o feto assassinado? Não conta? Não, não conta. Para os abortistas o feto é extensão do corpo da mãe, não é vida, não é um ser, não tem vontade, não tem identidade, não conta. É isso que mais desprezo nos abortistas, ou seja, a incapacidade de lidar com o feto como um ser vivo. Para eles, aquele corpo em formação que será esmagado na curetagem ou na sucção tem o mesmo valor que uma unha encravada. É apenas um incômodo a ser extirpado.

Quando inventam dados que não se sabe de onde tiram apontando que UMA em cada SEIS mulheres férteis fizeram aborto, o que resulta em mais de 3 milhões de casos anuais, o que me vêm à mente não são as jovens que engravidam irresponsavelmente, ou a pobreza subjacente à decisão de abortar, mas as mais de 3 milhões de criancinhas assassinadas. Isto é que é horripilante, nojento, criminoso. Se são em tal número, o que duvido, quantas serão assassinadas com a liberação do aborto?

A gravidez não planejada, irresponsável e indesejada são um problema de saúde pública também, mas, antes, são um problema de educação e de políticas preventivas. A verdadeira solução é a educação, o uso de anticoncepcionais e o amparo às mulheres grávidas. O vídeo abaixo mostra a solução encontrada pelas abortistas e que a dona Dilma quer abraçar como política de estado.

Um comentário:

  1. Justamente, falou-se muito da agressão física e psicológica ao corpo da mulher e tb ao fato da mulher poder ser dona de seu corpo e do que quiser fazer com ele, até aí ok, mas do momento em que seus atos de irresponsabilidade geram uma vida indesejada, isso já não pode ser tratado como a remoção de uma unha encravada, como vc bem disse. Não falou-se que para cada prática do gênero, há respectivamente um cadáverzinho sem direito a identidade, enterro ou túmulo... é como vc disse, é como se todos esses milhares de inocentes fossem só coisinhas indesejáveis e não vidas. Para mim foi, é e sempre será assassinato de incapaz, a forma mais baixa de homicídio, o mais covarde atentado contra alguém que sequer tem como se defender... Dilma tem sim o perfil de quem concorda com esse tipo de coisa, do contrário jamais teria falado com tanta tranquilidade da 'descriminalização' de algo que, repito, é crime hediondo, sim senhor! Serra sempre foi categórico: 'aborto é crime'. É disso que estou falando de se posicionar sobre determinado assunto e sustentar o porquê, sem ficar mudando e oscilando ao sabor de pleitos eleitorais. Serra tem minha admiração, mesmo que eu não votasse nele, ainda assim teria minha admiração neste assunto tão perturbador. ABORTO É CRIME SIM!

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