quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Alô abortistas! Tratem de abortar o aborto.

Parece que o tema aborto colou na mídia e nos candidatos. E não foi por acaso. Foi porque a sociedade, cristãos no meio, resolveu prestar atenção ao PNDH -3 e às declarações dos candidatos à favor da sua descriminação.

No rescaldo das eleições em primeiro turno e aproveitando o dia da Padroeira do Brasil, líderes católicos deixaram a timidez de lado e, dando consequência ao ato da CNBB que liberou os bispos para abordarem o assunto como quiserem, fizeram suas homilias em torno da defesa da vida, o que significa em outras palavras, contra a morte, inclusive de fetos. Até vídeos na internet foram colocados ostensivamente recomendando o voto contra a dona Dilma.

A candidata antes abortista resolveu partir para o tudo ou nada. Na perspectativa de conter o impacto negativo adotou a estratégia de confundir. Bem leninista, aliás. No debate só faltou dizer que Serra é que é a favor porque o mesmo, quando ministro da saúde, normatizou os procedimentos para os casos previstos em Lei. Em declarações e videos em sua propaganda se declara devota da Nossa Senhora Aparecida, faz afagos em criancinhas, põe a filha e o netinho na TV, vai à missa (sem saber fazer direito o "Pelo Sinal") e põe até o Papa na biografia. Toca a campanha sem esclarecer porque mudou de opinião, se é que mudou.

Nesta terça-feira, o senador eleito pela Bahia, Valter Pinheiro, tentou livrar a cara da dona Dilma afirmando que este tema pertence ao Congresso e não ao Executivo. Esqueceu quem de fato mandaria no Congresso com uma maioria de mais de 400 deputados.

José Serra também não abandona o tema. Mensagens subliminares são frequentes em sua campanha na TV. Imagens de grávidas e recém-nascidos não deixam o assunto "morrer".

Enquanto isso, a imprensa, majoritariamente preconceituosa e abortista, tenta lançar a posição firme dos cristãos no que chamam de "debate medieval" e acusa a campanha de se atolar neste tema, o que em parte é verdade, desconsiderando que os candidatos não possuem completa autonomia em suas campanhas. A sociedade tem sua própria agenda e dela consta o aborto, queiram ou não os colunistas e os politicos.

Outros debates virão, outras entrevistas, outros temas, mas creio que até o final os brasileiros, dos quais 71% são contra a descriminação, estarão atentos. Eles e elas, os abortistas, não passarão.

Um comentário:

  1. Caro Valterlucio,

    É maravilhoso ler um texto singelo,tocante,esclarecedor e,acima de tudo,em permanente vigília,como o seu.Graças a brasileiros que não se dobram,não seus ideais e, não mudam de país que "el aborto no pasará"!!!

    Abraços pela vida,cheios de vida e esperança.

    Célia.

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