sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Governar - uma tarefa maior do que dar milho aos pombos.

Tenho lido e ouvido nos últimos dias que o susto que a FPA tomou nas eleições recentes do Acre deve-se, na maior parte, ao estilo muito técnico e pouco político empregado pelo governador Binho em seus quatro anos à frente do governo. Há até quem diga que este terá sido um ciclo encerrado. Tem gente aproveitando para pressionar indiretamente o próximo governador a adotar um estilo "mais político", o que siginficaria distribuir mais os cargos entre os deputados, talvez entregar-lhes partes do governo, atender suas reivindicações etc. Chamam tudo isso de humanização do governo, como se político dizendo que não tem médico fizesse doer menos o furúnculo do paciente. Quanta bobagem! Como diz um amigo paraibano, melhor escutar isso do que ser surdo.

Na minha irrelevante opinião quanto mais o Governador Tião Viana ceder a esta conversa mole de quem quer uma boquinha, mais arrisca jogar fora seu patrimônio político que, mesmo ameaçado (democracia é assim mesmo), não é pouco. A maioria dos críticos do técnico Binho não suportam é que suas incursões nas coisas do estado tiveram que ser filtradas pela coerência técnica com o projeto que está sendo desenvolvido. Cada deputado gostaria de ser pessoalmente ou por preposto, um governador de uma sub-estrutura governamental. Houve um tempo assim. Deu no que deu.

Se conheço (de observar) minimamente o senador Tião Viana, estes defensores da "politização" do governo podem ir tirando o cavalinho da chuva. Sabe ele muito bem que depois de nomeado, um político só sai do cargo demitido e falando mal do governador. Nunca vi politico desocupar cargo executivo sem dizer que lhe faltou apoio. Também nunca vi nenhum sair reconhecendo a própria incompetência.

Para restaurar a hegemonia petista, o Governador Tião Viana terá que realizar uma tarefa mais dificil do que a pretendida pelos críticos de ocasião, que é a remodelação do governo no sentido de responder maximamente aos reais e agudos problemas da sociedade que, identificados pela oposição, foram bem explorados na últtima campanha.

Desenvolvimento econômico, geração de emprego, gestão de resultados, democracia, liberdade, diálogo... a lista é longa.

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