quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Os nove por cento da Marina


Informa a jornalista Mônica Bergamo que pesquisa do IBOPE dá Marina com 9% das intenções de voto. Serra tem 41%, Dilma 17% e Ciro 16%. Na conta estão faltando 18%.


COMENTO

Não vi a pesquisa completa, mas considero um grande resultado este da Marina. Se o cenário da disputa for mesmo este (consta que o Ciro Gomes está apenas num faz de conta), a largada promete. Marina pode realmente surpreender.

Neste momento é preciso levar em conta alguns fatores. Vejamos.

1. A Ministra Dilma não desce do palanque atrelando sua figura à de Lula, inclusive renunciando apropria identidade política em troca de uma colagem escancarada na popularidade do presidente.

2. O José Serra é Governador do maior estado brasileiro e principal personagem da oposição. Mesmo a sua inércia é movimento político digno de nota pública.

3. O deputado Ciro Gomes, também sob o guarda-chuva lulista, se movimenta livremente atraindo os holofotes seja como palpiteiro seja como atirador de elite.

A Marina, por sua vez, sem descuidar de sua atuação como Senadora, faz um périplo inicial de afirmação de sua candidatura perante os setores que representa e de atração de outros setores. Alianças mesmo, por enquanto, só uma perspectiva com o PSol.

Os nove por cento são pouco. Mas são muito se considerarmos as circunstâncias e o tempo desde que se firmou a hipótese de candidatura. Pouco mesmo são o 17% da Ministra Dilma que apesar de tudo (reza católica, oração pentecostal, passe de candomblé, inauguração, PAC PAC, olimpíada, rio São Francisco etc.etc.), não consegue alcançar o patamar de 20 % necessário para viabilizar-se minimamente. Dizem os estudiosos que se não virar o ano na casa dos 20%, pode esquecer.

Creio que é mais fácil a Marina emplacar 2010 com dois dígitos do que a Dilma chegar aos 20%. O Ciro Gomes, se não for flagrado dizendo alguma bobagem, preservará os 16%. José Serra dificilmente deixará de manter seus 40% básicos.

De todo modo, por enquanto é a Marina que segue encantando parcelas significativas da população. Se conseguir tocar outras notas além das ambientais vai bagunçar ainda mais o samba-enredo do carnaval político.

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