terça-feira, 6 de outubro de 2009

O "laranjal" do MST


Plantação de laranjas em fazenda invadida pelo MST em São Paulo começou a ser destruída pelo grupo. Líderes justificam: “Vamos plantar feijão. Ninguém vive só de laranja.”


COMENTO

Para quem de alguma forma tem vínculos com a agricultura, seja por formação, profissão ou herança familiar (é o meu caso – agrônomo, filho de agricultor e proprietário rural) a cena mostrada pela TV Globo ontem à noite é estarrecedora. Membros do MST invadiram a fazenda, pegaram o trator da fazenda, abasteceram com o óleo diesel que tinha na fazenda e até serem flagrados passaram por cima de pelo menos sete mil pés de laranja da fazenda. Como se sabe, não se tratava de substituição de lavouras muitas vezes própria de uma perspectiva de rotação de culturas e aproveitamento intensivo da área agronomicamente indicado.

Por todos os motivos não pode ser agricultor quem age desta forma. Para alguém que se move pelo sentimento de amor à terra e pelo desejo de fazê-la produzir alimento, tratorar o pomar daquele jeito é crime moral, pelo menos, muito mais sabendo-se que a ação tinha apenas o objetivo de danificar, vilipendiar, vandalizar um bem alheio.

Não pode ter vocação para a agricultura quem despreza o trabalho de agricultor, seja ele grande ou pequeno. Quem tem a agricultura na veia vê a vida se reproduzindo em cada árvore e não a vilipendia.

Não é agricultor quem desconhece o calendário agrícola e supõe plantar feijão no oeste paulista no mês de outubro ou novembro. Isso é próprio de quem nunca viu uma semente e nunca esperou a chuva.

Quem acompanha a questão agrária no Brasil sabe que o MST provoca e tem ele próprio muitos problemas. Um deles, não suficientemente esclarecido, é a forma como são arregimentados seus seguidores. Grande parte não tem, nunca teve, ou perdeu (se tinha) real vocação e interesse na agricultura para trabalhar e se manter. Desvalidos de bens e raízes culturais são sem-terra assim sim como são sem-renda, sem-emprego, sem-casa, sem-escola, sem-saúde, sem-segurança, sem-perspectiva. Nessas condições estão sujeitos a qualquer promessa de se tornar um “com”. Com-terra, com-bolsa-família, com-financiamento, com-casa e, principalmente, com-causa. Para obterem o status dos “com-alguma coisa”, mesmo sem saber a que causa efetivamente servem, muitos se prestam facilmente a ações com esta última em São Paulo.

No fim das contas, laranjas e laranjal são boas figuras para compreendermos o que se passa.

Um comentário:

  1. O "pensador" satanista Karl Mrx incitou os povos de todo o mundo a se destruírem mutuamente, atacando aquels que mais se sobressaíssem na sociedade: os que obtiveram progresso, sucesso, riqueza, fama, inteligência etc. Isso tudo com base na "teoria da luta de classes", uma adulteração marxiana da teoria do economista Jean Baptiste Say.
    Se para contermos a inveja, a fúria e o ódio destas pessoas tivermos que nos valer de ações judiciais, em breve estaremos perdidos. Pois o Judiciária está cada vez mais atulhado de processos, mais lento e mais ineficaz. Isso sem falar da "Esquerdização do judiciário" ou a "revolução cultural no Direito".
    Mãos às armas gente de bem!
    Defendei vossas vidas!
    Defendei vossa dignidade!

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