quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Gol linhas aéreas “inteligentes”. Competitividade nas nuvens.


                                                                                                                                 Charge extraída do site da Gol

A Gol, muito inteligente, vende lanches no ar.

RELATO

Viajei ontem de São Paulo à Brasilia pela Gol. A espera de sempre (30 minutos de atraso), o aperto de sempre. Ao meu lado, o gordo de sempre. Mais uns minutos de espera no pátio, o avião decola e vamos indo. Já me preparava pra tirar o cochilo de sempre, quando a comissária anunciou a novidade. A companhia inaugurou o lanche pago em pleno vôo. Comissária virou garçonete. Por mim, tudo bem.

A esta altura, o gordo ao lado abriu um sorriso. Pensei comigo “tá pensando que vem churrasco”. Não veio. No menu apenas lanches, bebidas e chocolate que o gordo comeu dois. A garçonete-chefe faz o comercial. Em um trecho ela manda o seguinte “(bla-bla-bla oferecemos o lanche a preços competitivos bla-bla-bla”. Putz. Competitivos? Tem parada nas nuvens? O Mc Donalds é ali na esquina da São Pedro com a Todo Poderoso? Tem outra lanchonete vizinho à toilette? Competição de quem com quem?

Enquanto eu tentava compreender o caráter competitivo da venda de lanches na aeronave e decidir entre as opções disponíveis, notei que o vizinho já estava pagando sua refeição. Um sanduba, dois chocolates, uma garrafinha de vinho. A comissária cruzou meu rosto com a maquininha de cartões. Maquininha? Não é arriscado? Se não posso usar meu telefone nem para o joguinho, como é que a comissária vai utilizar a maquininha de cartões? Quantas interferências na comunicação da aeronave podem ocorrer se os 188 passageiros resolverem pagar com cartões?

Mais uma pra eu pensar.

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