domingo, 27 de junho de 2010

Rodrigo Pinto e "o partido".

O Rodrigo Pinto resolveu, ou foi bem aconselhado, e tomou a vereda do próprio pai se candidatando a deputado estadual pelo PMDB. Consta que há no PMDB uma espécie de compromisso tácito com a sua eleição. Seria a forma possivel de compensá-lo pelo eventual estrago que teve na imagem com a retirada da candidatura a governador. De quebra, o PMDB mantém um quadro em ascenção e com possibilidades executivas no médio prazo. Digamos assim, um nome para o futuro, do que, aliás, se ressente o partido desde Flaviano Melo.

Neste contexto, é bem possivel que o Rodrigo Pinto seja eleito. Outros no PMDB e em outros partidos já foram, e só foram, assentados nesta idéia de "candidato do partido". O diabo é que nenhum destes prosperou como previsto. Por que seria? Tenho cá minhas reflexões.

O candidato "do partido" é aquele que sem o "partido" não seria eleito, logo não possui de saída a autonomia necessária para impor uma agenda à propria carreira politica, incluindo a ação parlamentar. É o partido que o direciona.

Daí em diante o mais razoável é que se acomode, esperando que na próxima eleição o "partido" o reeleja, o que também é bastante provável, só que a cada eleição ele é mais dependente, perdendo a personalidade politica, extraviando o próprio talento, desgrudando-se das demandas e movimentos sociais e assim por diante. Resultado: Não serve para o executivo. Aquele projeto foi pro ralo.

Alguém pode dizer que o sujeito a qualquer hora pode se desviar deste itinerário e demonstrar a própria capacidade, dar personalidade ao próprio mandato, se diferenciar perante os temas do parlamento... É verdade, mas ai não é mais o candidato "do partido".

2 comentários:

  1. parabens walter o blog ta show de bola, quando te acessei tomei foi um susto logo tocou uma belissima musica da nana caymi um abraço do seu admirador padua bruzugu

    ResponderExcluir
  2. Obrigado, grande Pádua. Volte sempre. É um prazer tê-lo por aqui.

    ResponderExcluir