segunda-feira, 28 de junho de 2010

Epidemia de hipermetropia no INPE.

Conhecem o INPE, né? É Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, aquele órgão que de vez em quando manda a ciência pro ralo e faz militância carbofóbica. Pois bem. Sabe o que disseram seus cientistas sobre as enchentes em Pernanbuco e em Alagoas? Que são raras. (ver aqui ). É mesmo, santa? Vá dizer isso para os milhares de flagelados que perderam tudo às margens do Rio Mundaú.

Se o melhor que o INPE e sua tecnologia tem a dizer é isto, nem precisava existir. Está todo mundo sabendo que não é todo ano, até porque, se fosse, as cidades não estariam ali onde foram crescendo.

Quero o INPE é para dizer antes de contecer. Carlos Nobre, o Presidente do Instituto está sempre nas páginas dos jornais dando seu testemunho escatológico em favor do aquecimento global. Já previu que no final do século o Brasil estará tanto por cento mais quente e que a Amazônia vai virar cerrado em tantos por cento, e que as chuvas vão desabrigar tantos  milhões... Mas se cobrar dele o tempo que ainda vai durar o frio em Brasilia, esqueça. Não faz a mínima idéia.

É tragicômico que os caras do INPE sofram de hipermetropia. Só enxergam pra longe. Se gastassem um pouquinho de seu tempo e disposição paras saber o que acontecerá daqui a dois dias, talvez tivessem ajudado a prevenir o desastre no nordeste. Mas, provavelmente, estavam discutindo quem mais serve à causa, se o filminho vagabundo do Al Gore ou o filminho mais vagabundo ainda do James Cameron.

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