quarta-feira, 26 de maio de 2010

Uma avaliação dos presidenciáveis na CNI - Marina Silva

Uma avaliação rápida das participações dos presidenciáveis na CNI, em Brasília, nesta terça-feira. O vídeo completo pode ser visto aqui.

Começo por Marina Silva


Tem o uso e o vezo das platéias de ONG’s. Aquela saudação “a todos e a todas” é, além de errada, desnecessária e boba. Apenas marca o discurso ongueiro de “igualdade de gênero”. Tem hora e lugar pra ser usada.

Referiu-se ao pouco tempo disponível, mas esticou o preâmbulo. Deu a impressão de que estava gastando o tempo.

Adiantou um discurso carbofóbico – ai se sentiu à vontade e falou e falou...

Marina flerta com a poesia e jogos de palavras, mas precisa encontrar melhor slogan. Essa de “antecipar o futuro” é coisa de agencia de propaganda. Já se viu muito em comerciais de automóveis e de eletrodomésticos.

Marca a si própria com a história de “Lula não é gerente, FHC não era gerente.” Só faltou dizer “eu também não sou gerente e o Brasil não precisa de gerente”. Com isto se contrapõe à Dilma e ao Serra. A sua melhor fala foi quando respondendo a uma pergunta tratou da Educação.

Marina Silva está se saindo uma grande jogadora de palavras, invertendo-as para novos sentidos em benefício de seus argumentos. Esta capacidade pode ser arrasadora em um debate.

De todo modo é, entre os candidatos, a única que mexe com o coração das pessoas. Enquanto a Dilma e o Serra se apresentam como executivos de uma grande indústria, prontos para viabilizar o maior lucro possível e encher o seu bolso, a Marina apenas exala ternura e sinceridade, enchendo sua alma com conceitos como ética, honestidade, esperança, fraternidade... Enquanto os outros prometem um Brasil maior, ela promete um Brasil mais justo, mais humano.

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