quinta-feira, 27 de maio de 2010

Presidenciáveis na CNI - Dilma Roussef

Dilma Roussef

Se na campanha é lulodependente, nos debates é igual. Com a licença explícita do presidente apropria resultados de projetos dos quais não participou.

Na economia esforça-se para parecer “do ramo". Na verdade, assim como todo o governo, comeu na mão de Henrique Meirelles. Jamais deu um pitaco na política econômica do governo. Nem poderia.

Amenizaram bem a dureza de sua expressão facial com cirurgias e maquiagem mas não deram conta ainda de fazê-la falar fluentemente e com algum carisma. Comete aliás, muitos erros. Prestem atenção de inicio no “comprimento” em lugar de cumprimento.

Sem largar o “pela primeira vez no Brasil” e, falando sobre o governo, se apega às anotações e aos números que carrega ou memoriza antes e se sai bem, é o que se pode dizer de quem faz o básico sem comprometer. Mesmo sem nenhum carisma. Pareceu-me excessivamente burocrática.

Como já ficou demonstrado em muitas entrevistas, quando livre seu raciocínio dá saltos, muda de um argumento a outro sem estabelecer uma conexão adequada entre os dois, o que demonstra insegurança, falta de convicção e firmeza no que diz. Cometeu um erro primário quando estabeleceu como alvo que a renda do Brasil tem que ser no mínimo a renda média. Isto é simplesmente uma ignorância estatística. Só pode ocorrer quando a renda máxima também for, ou seja, quando todos tiverem a mesma renda. Nem Lenin pensou nisto.

Além de reprisar sobre todas as coisas o “nunca antes na historia deste pais”, o seu discurso na CNI foi, para variar, oportunista. Prometeu o que não fez em oito anos (se de fato participava das decisões). Reforma e reformas que pouca gente acredita que fará. Por que faria, se Lula não fez e tem aprovação recorde em todos os segmentos? Por acaso acredita que terá vida mais fácil do que Lula teve com a turma do outro lado da praça?

Dilma dá uma guinada para o social. Veste o modelito Lula, se aproxima das camadas mais pobres lhes garantindo a continuidade das conquistas dos últimos anos. Crescer com inserção social, desenvolver para crescer etc., são emblemas que precisa utilizar para mimetizar-se. Em suma, não comprometeu. Mas não é o tipo de pessoa que encanta quem quer que seja. Não anima a alma do eleitor. No máximo, toca sua segurança, seu projeto.

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