segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Temos Petistas, Tucanos, Democratas... Como serão chamados os filiados à REDE? Mauro Pereira tem uma sugestão.


MAURO PEREIRA
Marina Silva cumpriu a ameaça e fundou um partido que não é partido. Batizado de Rede, na solenidade de lançamento da legenda Marina sobressaiu-se pela clareza de suas declarações. Indagada qual seria a atuação da Rede em relação ao governo, foi claríssima: “Não será nem situação, nem oposição. Será posição”. Mesmo não entendendo absolutamente nada da pantomima despejada por Marina, os “silváticos” deliraram
Com o ar sorumbático que faz parte do seu semblante majestático e ampara seu perfil esquelético, Marina Silva não dispensou o tom enigmático para saudar a criação da Rede, o mais novo espaço político destinado a arrebanhar todo ser sonhático. Como sua fala anêmica, que sempre denuncia a carência de energético, não é compreendida nem mesmo pelos marineiros, eu imagino que o teor do discurso tenha sido mais ou menos assim:
Usando um palavreado patético, falou em marinês selvático destacando o comportamento ético que diferencia dos demais mortais todo marinático. “O comportamento da Rede é programático”, afirmou. “A atual crise política não permite que um redículo(*) se permita valorizar o pragmático. O combate ao sintético será sistemático, ao passo que a adesão à pauta silvícola será sintomática”. O silêncio estratégico foi preenchido pelo aplauso frenético.
Animada com o sucesso explícito, não se fez de rogada e enveredou pelos caminhos do emblemático. “Longe de mim querer me apoderar do discurso pernóstico tão comum nestes tempos de reinado lulístico. Tenha certeza, marinático, que jamais cederei ao encantamento do palavrório apoplético. Esse recurso deixo para o incompetentes entusiástico. Em tempo algum permitirei que a direita histriônica nos coloque a pecha de porciúncula. Por natureza, todo redículo é sistemático e saberá responderá à altura ao provocador maquiavélico”, profetizou.
Mais adiante, com o semblante cansado que já ostentava antes mesmo de iniciar sua arenga salvacionística, tratou dos graves problemas estruturais e políticos. “Como já falei, o compromisso da Rede é programático e não midiático. A ação no combate à miséria tem que ser lépida, pois a fome é endêmica. E o sucesso dessa empreitada tem no verde seu sustentáculo. Não desprezarei os avanços já consumados no terreno técnico, nem deixarei de usufruir das conquistas consolidadas no universo cibernético. Mas, do mesmo modo, serei uma defensora maiúscula dos recursos silvícolas. Todos sabem que esse meu posicionamento não é cíclico. Minha luta contra esse desmatamento paranóico remonta à minha atuação como ministra do meio-ambiente quando tive oportunidade de percorrer os caminhos daquela praça planáltica. Não ficarei estática, e, se for necessário, para recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento, não hesitarei em apelar para os recursos da robótica. Os problemas são explícitos e os brasileiros anseiam por solução imediática, por reposta célere e por proposta factível. E eu vim por isso. Fruto do desvario egocêntrico, o problema da grave crise econômica, acentuado com o recuo na produção automobilística, é burocrático e, obviamente, a solução não passa pela adoção de nenhum programa hermético, nem muito menos por entrave dogmático”.
Despediu-se deixando uma mensagem de ânimo e de confiança. “Marineiro, jamais se esqueça, você é um sonhático”.
Acho que é melhor eu parar por aqui. Mais uma frase e terei certeza de que estou ficando lunático.
(*) redículo: substantivo que poderá identificará os filiados à Rede.

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