segunda-feira, 31 de maio de 2010

O que Marina disse e o que Marina NÃO disse

"Não é assim que se trata um país irmão, até porque o povo boliviano não merece esse tipo de generalização. Nós somos vizinhos dos bolivianos no Acre, sabemos que temos graves problemas ali na fronteira com o tráfico de drogas, mas longe de eu querer atribuir isso a uma ação deliberada do governo e ou à sociedade boliviana." Marina Silva.

Ao criticar o José Serra por suas declarações contra o "corpo mole" que o governo boliviano faz em relação à produção e tráfico de cocaina, Marina  se ateve à forma "não é assim que se trata um pais irmão" e por conta própria refutou algo que o José Serra NÃO disse, ou seja, não houve acusação de que se trata de um narcogoverno que deliberadamente estimula o tráfico e menos ainda que o povo boliviano merece esse tipo de generalização. Esta dedução ligeira ficou por conta da própria para reforçar a crítica e a diferenciação politica com o tucano.

Por estas palavras, sou levado entender que a Marina concorda na essência com o que disse o José Serra, pois senão teria confrontado as declarações com algo como "O governo boliviano não tem culpa do aumento do tráfico de drogas". Isto ela NÃO disse e não disse porque não quis já que tratava do tema. No fundo ela sabe que a acusação tem razão de ser.

Alôôôôô! Por favor, não ponha tapadeiras nos olhos da Marina nem palavras em sua boca. Ela não precisa disso.

Um comentário:

  1. Nielsen O. M. Braga31 de maio de 2010 17:29

    Ainda bem que Marina não ganha, mas ainda assim é duro ouvi-la no seu discurso de recém-libertada do cárcere das idéias do PT, mas ainda com uma ideologia equivocada a respeito de algo que ela já viu (tanto em Brasília como no Acre)que não dá mais certo: a empulhação de que 'nuestros hermanos' são uma extensão de nós, os brasileiros e, que por isso, temos de ampará-los. Esse esquerdismo me adoece e me leva às ganas da ira! Mas é fácil decifrar Marina através de uma estorinha infantil: era uma vez uma casa FRÁGIL em seus alicerces, quiseram derrubá-la mas ela já era PATRIMÔNIO e então optaram por reformá-la. Mudaram-se as cores e o 'patrocinador' da reforma, as paredes vermelhas deram lugar ao verde-esperança, reforçaram o 'jardim'. Enfim entregaram a casa à comunidade com pompa e circunstancia dizendo que estava restaurada, renovada, e que em nada lembrava a antiga, mas o problema com seus alicerces e fundações continuavam lá escondidos embaixo de camadas de reboco e tinta fresca, tão frágeis quanto do início da 'reforma'. Só não podemos dizer se vai haver '...e foram felizes para sempre'.

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