sábado, 8 de maio de 2010

Estímulo ao desenvolvimento do dendê. No Pará.

Leio no site da Agencia Amazônia de Noticias (aqui) e na página do Ministério da Agricultura (aqui ) que o governo lança o programa de incentivo ao cultivo do dendê. É o Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo no Brasil - DENDEPALM. Não se animem os acreanos, foi no Pará.

Esta é muito provavelmente uma das estratégias mais eficientes de exploração da terra na região, pois além dos impactos altamente positivos na geração de emprego e renda, lida com espécies agronomicamente adaptadas ao solo e clima locais, o que reduz os riscos da produção.

A implantação de pólos agrícolas há muito tempo é responsável pela geração de riqueza no interior do Brasil. São dezenas de casos. Soja, arroz, feijão, dendê, mamona, trigo, algodão, maçã, uva, melão, morango... até flores são cultivadas com fundamento em um dado básico da economia - especialização e escala da produção. Desde que corretamente identificado e implantado, o pólo entra em uma espiral virtuosa que expande-se com aumento de produtividade e de competitividade à medida que dimiuem os custos unitários de produção.

Seria possível adotar esta estratégia no Acre? Não tenho dúvidas a respeito. Para se ter uma idéia, para cada hectare plantado no Acre existem quatro abandonados. Apenas esta área seria suficiente para, sem derrubar uma paxiúba sequer, quintuplicar a área plantada e inaugurar uma economia real, eficiente e dinâmica.

Por que não o fazem? Sei lá. Já ouvi argumentos do tipo "o acreano não gosta de trabalhar no sol quente". Ou, "a vocação acreana é florestal, temos que valorizar os produtos da floresta". Ou, ainda, "algo assim pode atrair muita gente, temos que preservar o Acre". Só não ouvi alguém que dissesse "tentamos e não funcionou". Vai ver é por isto.

De todo modo recomendo aos nossos candidatos ao governo pensar no assunto.

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