Evo, cocaina, crack e cegos.

Partidos e candidatos espertos adotam algumas regras para a sua ação, especialmente em campanha. Uma delas, muito conhecida, do chefe da propaganda hitlerista, Goebbels, diz que uma mentira repetida incessantemente adquire status de verdade. Outra, de Lenin, manda acusar os adversários daquilo que voce faz, daquilo que voce é - uma forma sábia de confundir o eleitorado. A terceira, equivalente à primeira, mas no sentido inverso, manda negar vementemente a verdade obvia pois assim ao cabo sempre restará a dúvida.

O deputado Moisés Diniz vale-se desta última ao defender o índio cocalero Evo Morales. Como negar de modo tão ligeiro o que está à nossa vista todos os dias, em todos os lugares? Não é verdade que em toda a fronteira com a Bolívia, especialmente no Acre, cresceu enormemente o uso e tráfico de drogas nos últimos anos? Como fechar os olhos às cracolândias que surgem país adentro? Como negar que o presidente boliviano é representante, ele próprio, de comunidades produtoras de coca? Como negar sua conivência, portanto cumplicidade, com o crescimento da produção de coca naquele pais?

Não interessa se o Lula é amiguinho do Evo, se financia seu governo, se são fraternos no Foro de São Paulo. Isto não vem ao caso. A realidade é que o Brasil está perdendo uma geração de seus jovens para a coca especialmente na forma de crack e a Bolivia tem muito a ver com isso, ainda que alguns não vejam gravidade no fato.

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